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Codemge reforça sua atuação em PPPs e concessões com foco em infraestrutura social e econômica em Minas Gerais

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CODEMGE REFORÇA SUA ATUAÇÃO EM PPPS E CONCESSÕES COM FOCO EM INFRAESTRUTURA SOCIAL E ECONÔMICA EM MINAS GERAIS
Foto: Júlio César Santos/TV Globo

Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais atua no planejamento de investimentos, estruturação de projetos e regulação de contratos, com mais de 40 projetos e R$ 25 bilhões em investimentos atraídos no estado.

A Codemge (Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais) participa do P3C 2026 reforçando seu posicionamento como companhia pública estruturadora de projetos, com atuação técnica em todo o ciclo das Parcerias Público-Privadas (PPPs) e concessões.

A empresa atua desde o planejamento dos investimentos e da estruturação dos projetos até a regulação e acompanhamento dos contratos, contribuindo para transformar demandas públicas em projetos viáveis, com segurança jurídica, previsibilidade e foco em entrega.

“A Codemge atua para transformar planejamento em entrega. Nosso papel é estruturar projetos com consistência técnica, segurança jurídica e capacidade de execução, em áreas que impactam diretamente a vida das pessoas, como saúde, educação, saneamento e mobilidade.” Luísa Barreto, diretora-presidente da Codemge

Atualmente, a Codemge atua em mais de 40 projetos e já contribuiu para a atração de R$ 25 bilhões em investimentos em Minas Gerais, com entregas em diferentes frentes da infraestrutura social e econômica, como saúde, educação, mobilidade, turismo, saneamento e desenvolvimento regional.

Entre os projetos em destaque estão iniciativas que representam o papel da companhia na modelagem e viabilização de investimentos estruturantes para o estado:

  • Complexo HoPE, projeto de infraestrutura em saúde pública;
  • Parceria para modernização de escolas estaduais, com foco em qualificação da infraestrutura escolar;
  • Água dos Vales, um dos principais projetos de saneamento básico em desenvolvimento no país.

A presença da Codemge no P3C está alinhada ao perfil do evento, que reúne representantes do poder público, investidores, operadores e especialistas para discutir o avanço das PPPs e concessões no Brasil. Para a companhia, é uma oportunidade de apresentar sua experiência técnica, compartilhar resultados e ampliar conexões com o ecossistema nacional de infraestrutura.

Além da modelagem de projetos, a atuação da Codemge envolve apoio à estruturação institucional, desenho de soluções aderentes às necessidades dos entes públicos e acompanhamento de contratos, com foco em eficiência e resultados para a população.

A participação da empresa no evento também reforça o compromisso de Minas Gerais com uma agenda de desenvolvimento orientada por planejamento, capacidade de execução e parcerias qualificadas.

“A Codemge atua para transformar demandas públicas em projetos estruturados, com modelagem técnica, segurança jurídica e foco em entrega. Nosso papel é apoiar o Estado e os municípios na construção de soluções viáveis, especialmente em áreas essenciais como saúde, educação, mobilidade e saneamento.” Gabriel Ribeiro Fajardo, Diretor de Concessões e Parcerias da Codemge

Gabriel Ribeiro Fajardo, representa a companhia no P3C 2026. Com trajetória técnica em infraestrutura, mobilidade e concessões, ele participa do evento levando a visão da Codemge sobre os desafios e oportunidades para estruturação de projetos de impacto em infraestrutura social e econômica.

A atuação da Codemge em PPPs e concessões integra a estratégia de desenvolvimento do Estado, por meio de projetos que ampliam a capacidade de investimento e melhoram a prestação de serviços públicos.

Saiba mais: codemge.com.br

Codemge. Abrindo caminhos pra Minas crescer.

Governo de Minas. Aqui o trem prospera.

“Dia D”: Mutirão contra o Aedes e vacinação contra a dengue mobilizam o Norte de Minas neste sábado

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“Dia D”: Mutirão contra o Aedes e vacinação contra a dengue mobilizam o Norte de Minas neste sábado
Foto: Joao Paulo Burini/Getty Images

Com adesão dos 54 municípios que compõem a sua área de atuação, a Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Montes Claros realiza neste sábado, 28 de fevereiro, o “Dia D” do movimento Minas Unida Contra o Aedes aegpty.

A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais (SES-MG), também marcará o início da vacinação contra a dengue de profissionais atuantes em serviços de Atenção Primária à Saúde (APS).

Em todas as regiões do Estado o “Dia D” tem adesão de 779 municípios (91% do total), com o objetivo de reforçar as ações de mobilização da população para a eliminação de focos de proliferação do Aedes aegypti, transmissor da dengue, da febre Chikungunya e do zika vírus.

No Norte de Minas, além dos 54 municípios jurisdicionados à SRS de Montes Claros, outras 32 localidades participam do mutirão, como integrantes das áreas de atuação das Gerências Regionais de Saúde (GRS) de Januária e Pirapora.

Em Montes Claros, maior município da macrorregião de saúde do Norte de Minas, o “Dia D” terá início às 7 horas, na Praça da “Antiga Lavanderia” do bairro Santos Reis (Avenida Pedro Mendonça). Na abertura dos trabalhos envolvendo lideranças e equipes técnicas do município, a SES-MG será representada pela superintendente regional de saúde, Dhyeime Thauanne Pereira Marques e pela coordenadora de vigilância em saúde, Agna Soares da Silva Menezes.

Durante todo o dia, os trabalhos coordenados pela Secretaria Municipal de Saúde serão direcionados ao recolhimento de materiais inservíveis que acumulam água e propiciam a proliferação do Aedes aegypti. A previsão é de que o mutirão de limpeza contemple 42 bairros.

Cenário

Agna Menezes, coordenadora de Vigilância em Saúde na SRS Montes Claros, avalia que “a adesão de todos os municípios do Norte de Minas ao “Dia D” reflete a preocupação dos gestores para a importância do combate ao Aedes aegypti e o controle da disseminação das arboviroses”.

A situação leva em conta que, neste ano, dados do Painel Epidemiológico mantido pela SES-MG revelam que até o dia 20 de fevereiro o Norte de Minas contabiliza a notificação de 1.855 casos prováveis de dengue, dos quais 251 foram confirmados; 42 casos notificados de febre chikungunya e 11 confirmados, além de dois casos notificados de zika vírus. Até o momento não há registro de óbitos no Norte de Minas que tenham sido causados por alguma das arboviroses.

Vacinas

Além do repasse já realizado de 16.037 doses de vacinas contra a dengue visando a imunização de crianças e adolescentes com idade entre 10 anos e menores de 15 anos, para o “Dia D” que acontecerá neste sábado a SRS está disponibilizando mais 13.170 doses de imunizantes para os municípios da sua área de abrangência.

Por outro lado, para o início da vacinação de profissionais que trabalham nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), nesta sexta-feira, 27, a SRS repassa 4.414 doses de vacinas para os 54 municípios da sua área de atuação. A estratégia utiliza a vacina brasileira contra a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan, de dose única.

Jéssica Saraiva Nunes, referência técnica da Coordenação de Vigilância em Saúde da SRS, explica que na área de atuação da Regional de Montes Claros a estimativa é de que 10.896 profissionais compõem o público inicialmente prioritário para a vacinação contra a dengue: médicos; enfermeiros; técnicos de enfermagem; dentistas; equipes multiprofissionais; agentes comunitários de saúde e de controle de endemias; seguranças; profissionais de limpeza; motoristas de ambulâncias e outros trabalhadores atuantes nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).

“Como atuam na linha de frente do atendimento de demandas de saúde da população, a vacinação dos profissionais da atenção primária visa reduzir os adoecimentos e afastamentos do trabalho, evitando com isso prejudicar a manutenção dos atendimentos da população nas UBS”, observa Mônica de Lourdes Rochido, responsável técnica em imunização na Superintendência Regional de Saúde.

Por terem maior quantidade de profissionais atuantes na atenção primária, os municípios que vão receber o maior quantitativo de doses são: Montes Claros (1.059); Janaúba (658); Taiobeiras (162); Espinosa (154); Bocaiúva (124); Salinas (120); Porteirinha (118); Rio Pardo de Minas (112) e Jaíba (106).

Fonte: Governo de Minas Gerais

Nova sede administrativa de SP pode revitalizar centro, diz especialista

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Nova sede administrativa de SP pode revitalizar centro, diz especialista
Foto: Guilherme Cunha / SMTUR

Projeto prevê investimento de R$ 6 bilhões para construção de novas instalações nos Campos Elíseos, com potencial para revitalizar área e atrair comércio e espaços de convivência

O projeto do novo Centro Administrativo do Governo de São Paulo promete transformar a região central da capital paulista. Com investimento estimado em R$ 6 bilhões para a construção de sete edifícios e dez torres, totalizando mais de 300 mil metros quadrados de nova infraestrutura nos Campos Elíseos, a iniciativa visa não apenas centralizar órgãos públicos, mas também criar espaços de convivência e comércio.

O Consórcio MEZ-RZK Novo Centro venceu nesta quinta-feira (26) o leilão da PPP (Parceria Público-Privada) de construção e operação da proposta. A abertura de envelopes ocorreu na B3, em São Paulo.

Modelo de parceria público-privada

O projeto será executado por meio de uma PPP com duração de 30 anos. Do investimento total, R$ 3,4 bilhões virão do próprio estado, enquanto o restante será aportado pela iniciativa privada. Ao longo do contrato, o governo pagará uma contraprestação mensal de R$ 76,6 milhões à concessionária, valor definido no resultado final do leilão.

De acordo com Isadora Coen, sócia da ICO Consultoria, um ponto que se destacada é pelo modelo contratual, que prevê garantias para ambas as partes. “O estado de São Paulo tem uma entidade garantidora, que é a CPP (Companhia Paulista de Parcerias), que figura ali como um agente garantidor”, explicou. Segundo ela, caso o governo deixe de cumprir compromissos financeiros, a CPP garante os pagamentos com um colchão de liquidez, o que diminui os riscos para o investidor privado mesmo com a mudança de gestões ao longo das três décadas de contrato.

Impacto na revitalização urbana

Além da construção dos prédios administrativos, o projeto tem potencial para transformar o entorno. A região dos Campos Elíseos, que já conta com a PPP de Habitação e o Hospital de Referência da Saúde da Mulher, ganhará um novo impulso com a presença de servidores públicos e a criação de novos espaços comerciais e de lazer.

O processo de implementação, no entanto, enfrenta desafios significativos. Isadora mencionou questões como desapropriações, reassentamentos de população vulnerável e a alta criminalidade na região. “O estado e a concessionária vão precisar cuidar de tudo isso para permitir que esse investimento seja feito e que a urbanização da forma mais apropriada possível seja obtida”, ressaltou. A previsão é que as entregas sejam realizadas em um prazo de três a cinco anos após o início das obras.

Fonte: CNN Brasil

SONDA do Brasil reforçou na P3C a conectividade como política de transformação dos serviços públicos

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Inscrições abertas: edital oferta apoio de até R$ 500 mil para projetos que conectem clima e economia
Foto: Gerada por IA/ Gemini

Parceira estratégica do poder público na implementação de políticas digitais de longo prazo apresentou no painel sobre a implementação de políticas digitais capazes de transformar a infraestrutura dos Estados e gerar impacto social sustentável

Fevereiro de 2026 – A SONDA do Brasil, líder regional em Transformação Digital, participou do P3C: PPPs e Concessões, um dos principais eventos do país voltados aos setores de infraestrutura e serviços. O encontro, que aconteceu nos dias 23 e 24 de fevereiro, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo, reúniu executivos de empresas privadas e estatais, investidores, concessionárias e operadoras de infraestrutura ou serviços, para dois dias de debates sobre o futuro da infraestrutura nacional.

Durante o evento, o diretor da vertical de Smart Cities & Mobility da SONDA Brasil, Luiz Castanha, participou do painel “Infovia e serviços públicos digitais: conectividade como política de Estado”, que foi realizado no dia 24, às 16h. O debate parte do entendimento de que a conectividade se tornou a espinha dorsal da prestação de serviços públicos modernos, sendo essencial para garantir eficiência, escala e qualidade no atendimento ao cidadão.

O painel discutiu ainda o avanço das iniciativas de infovia e transformação digital no Brasil, destacando o papel estratégico das Parcerias Público-Privadas (PPPs) na construção e operação de redes de conectividade, no monitoramento urbano inteligente e na gestão digital de serviços essenciais, como educação, saúde e segurança pública.

A participação da SONDA no P3C foisustentada por sua atuação concreta em projetos estruturantes no país, como a PPP (Parceria Público Privada) da Infovia Digital do Mato Grosso do Sul, firmada com o governo estadual. O projeto levou conectividade de alta velocidade a todo o estado por meio da implantação de sete mil quilômetros de rede de fibra óptica. Com investimento de R$ 887 milhões, a iniciativa beneficia diretamente a população sul-mato-grossense, impulsionando o desenvolvimento econômico regional, ampliando o acesso a serviços digitais e promovendo a inclusão social.

“Com ampla experiência em projetos de grande escala e atuação integrada entre tecnologia, operação e gestão, a SONDA reforçou no P3C seu posicionamento como parceira estratégica do poder público na implementação de políticas digitais de longo prazo, capazes de transformar a infraestrutura do Estado e gerar impacto social sustentável”, explica Castanha.

Marco legal dos transportes e como o discurso de deputados vão contra a próprio bandeira

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Marco legal dos transportes e como o discurso de deputados vão contra a próprio bandeira
Foto: Enviada por Gustavo Balieiro

Deputados são contra o marco legal dos transportes, o principal mecanismos de mudança de incentivo de política pública em transporte no país

O debate sobre o Marco Legal do Transporte Público no Congresso revelou uma desconexão preocupante entre o discurso de eficiência e a prática legislativa. Enquanto alguns deputados se posicionaram contra o projeto alegando defesa do pagador de impostos, a análise técnica demonstra que manter o status quo é, na verdade, a opção mais cara e ineficiente para o cidadão brasileiro. A principal crítica do Deputado Kim Kataguiri, e de parte dos que o acompanharam, concentrou-se no medo de novas taxas, quando na verdade o marco é uma mudança estrutural do setor e a possiblidade da taxação seria uma autorização, complementar a lei de 2012 que já estabelecia os mecanismos, e ainda sim retirada pelo relator do projeto.

No entanto o foco real do marco é reestruturar o financiamento do transporte público coletivo, distinguindo a tarifa paga pelo usuário da remuneração aos operadores. Ele introduz conceitos como “tarifa pública” (o que o passageiro paga), “tarifa de remuneração” (que cobre custos reais) e “superávit tarifário” (para reinvestimentos), incentivando eficiência sem depender unicamente de aumentos tributários. Enquanto a Lei de Mobilidade foca em princípios gerais, o PL 3278/2021 adiciona regras específicas para o transporte coletivo.

Para avançar no debate de forma técnica e propositiva, é fundamental traduzir as mudanças estruturais que o Marco Legal do Transporte Público propõe. O Deputado Kim Kataguiri, ao focar na narrativa de “novos impostos” (ponto que já foi sanado com a retirada da autorização de taxação pelo relator), acaba ignorando a engenharia de incentivos que o projeto traz.

Votar contra o Marco Legal é, ironicamente, votar pela manutenção de um sistema que:

  • Desperdiça Espaço: A ocupação média nas capitais é de apenas 1,4 passageiro por automóvel. Isso é o auge da ineficiência produtiva e do desperdício de infraestrutura.
  • É Economicamente Insustentável: Mundialmente, a receita das passagens não cobre sequer 50% do custo do sistema. Ignorar a necessidade de um modelo de financiamento estruturado, como o Marco Legal propõe, é condenar as cidades a subsídios emergenciais que sangram o orçamento público sem oferecer melhoria real. O mero aumento de tarifas ou injeção de subsídio para equilibrar custos é um dos mecanismos que mais reforçam ao passageiro a percepção de serviço ruim, má imagem do setor e busca para sair o quanto antes da dependência do serviço.

De forma geral em comparação com a legislação atual, ou a falta dela, podemos resumir por critério:

Critério de Comparação Modelo Atual Modelo Marco Legal
Financiamento A passagem tenta (e falha) cobrir todo o custo, resultando em tarifas caras para um serviço ruim. O usuário paga um valor possível (tarifa pública), o Estado cobre a diferença (tarifa técnica) com foco em produtividade urbana.
Lógica de Remuneração Por Passageiro: O operador ganha por passageiro transportado. Nesta lógica a relação de quanto mais gente houver no ônibus melhor para relação econômica.

Por quilometro fixo: custo por quilometro fixado independente da qualidade do serviço prestado

O operador é pago pelo serviço prestado (km rodado) e qualidade atingida através de indicadores de desempenho.
Incentivo à Qualidade O conforto é visto como custo. Ônibus vazio é prejuízo, ônibus lotado é lucro. O lucro está atrelado a indicadores de desempenho, sejam operacionais ou atrelados a percepção da qualidade.
Transparência Fiscal Planilhas de custo complexas que não incentivam a eficiência. Modelos são meramente baseados em custos estimados do sistema. Separação clara entre custo de operação, investimento em frota e receita tarifária. A possiblidade da  inserção de mecanismos de eficiência muda o incentivo de manter alto custo para busca da excelência operacional.
Risco Jurídico Contratos mal desenhados que geram judicialização e colapsos operacionais por falta de equilíbrio do contrato. Hierarquização e mais segurança jurídica para investimentos em tecnologia ou modernização da frota

 

O deputado Kim Kataguiri votou contra a urgência, alinhando-se à narrativa de novos impostos, mas ignora que o marco cria exatamente os mecanismos de incentivo que seu grupo defende, mudando políticas públicas via indicadores de desempenho, como pontualidade, cobertura de áreas periféricas e redução de emissões, para premiar eficiência e combater ineficiências. Kataguiri, que critica “incentivos perversos” na educação (onde piores estados recebem mais verbas), rejeita aqui um sistema que remunera operadores por resultados mensuráveis, promovendo responsabilidade fiscal e inovação. Sua trajetória no MBL, defendendo mecanismo de eficiência, deveria levá-lo a abraçar essa evolução, não combatê-la com leituras superficiais.

Em conclusão, o marco legal altera a estrutura e incentivo de um modelo meramente de estimativa de custo por medição por eficiência, como remuneração por desempenho vinculada a indicadores quantitativos e qualitativos (ex.: taxa de pontualidade, índice de cumprimento de viagem, redução percentual de emissões, etc). E aí surge o grande questionamento, como fazer tudo isso se o setor é “uma caixa preta”? Isto na verdade é uma falácia e não existe, mas é um assunto para um próximo artigo.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Portal CSC

Governo federal destina R$ 3,4 milhões a cidades atingidas por chuvas em MG

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Lula libera R$ 266,5 milhões para cidades em calamidade na Zona da Mata Mineira
Foto: Corpo de Bombeiros de MG/Divulgação

O governo federal liberou R$ 3,4 milhões para restabelecimento e assistência humanitária em Juiz de Fora e Ubá, cidades de Minas Gerais atingidas por chuvas que já deixaram 53 mortos nos últimos dias.

O que aconteceu

Dinheiro será repassado via Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional. Ontem, o órgão informou que R$ 2,9 milhões serão enviados para Juiz de Fora e R$ 482 mil para Ubá.

Ministro visitou cidades ontem. Na região desde terça-feira (24), Waldez Góes disse que a Defesa Civil Nacional está em contato com as prefeituras desde antes da tragédia climática e que vários ministérios estão envolvidos no esforço de reconstrução das áreas destruídas.

Trabalho na região envolve diferentes frentes. Segundo Góes, além da busca e do resgate de vítimas, há necessidade de auxílio a desabrigados e desalojados, restabelecimento de serviços essenciais e reconstrução das cidades.

Ontem, cidades tiveram estado de calamidade pública reconhecido pela Defesa Civil Nacional. Além de Juiz de Fora e Ubá, Matias Barbosa, também na região, se encontra na situação. A medida é necessária para que os municípios possam acessar recursos federais.

Chuvas já causaram 53 mortes na região. Ao todo, 47 mortos foram encontrados em Juiz de Fora e outros seis em Ubá, de acordo com dados divulgados pelo Corpo de Bombeiros no começo da manhã de hoje. Outras 15 pessoas estão desaparecidas nas duas cidades.

Fonte: UOL

P3C 2026 reúne líderes públicos e privados para aprimorar modelo de PPPs e concessões no Brasil

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P3C 2026 reúne líderes públicos e privados para aprimorar modelo de PPPs e concessões no Brasil
Foto: Divulgação

Encontro debate avanços regulatórios, segurança jurídica e sustentabilidade dos projetos que devem orientar o novo ciclo de investimentos em infraestrutura no país

São Paulo, 24 de fevereiro de 2026 – Reunindo autoridades públicas, investidores, operadores, agentes financeiros, reguladores e especialistas responsáveis pela estruturação dos principais projetos de infraestrutura do país, o P3C 2026 – PPPs e Concessões: Investimentos em Infraestrutura no Brasil consolidou-se, em sua quinta edição, como um dos principais ambientes de articulação e debate sobre o futuro das parcerias entre iniciativa privada e poder público.

Pela abrangência temática e pluralidade de participantes, o evento funciona como ponto de convergência das discussões voltadas ao aprimoramento do marco regulatório, à evolução das modelagens econômico-financeiras e ao fortalecimento das PPPs como instrumento capaz de ampliar a eficiência dos serviços públicos e gerar benefícios diretos à sociedade.

A programação reuniu mais de 150 painéis dedicados à discussão das PPPs e concessões em diferentes frentes, que vão da infraestrutura e educação às cidades inteligentes, transportes de passageiros e cargas, cibersegurança e modelagem econômico-financeira.

Segundo Paula Faria, CEO da Necta, idealizadora do P3C, organizado em conjunto com a B3, o escritório Portugal Ribeiro & Jordão Advogados e o Estadão, o encontro cumpre o papel de ampliar o diálogo sobre os mecanismos necessários para destravar investimentos e aumentar a previsibilidade dos projetos. “O evento promove reflexões sobre temas críticos para o avanço das PPPs e concessões, como segurança jurídica, governança, estruturação financeira e estabilidade regulatória, elementos fundamentais para proteger o valor dos contratos e garantir a sustentabilidade dos investimentos em infraestrutura”, afirmou.

Para Maurício Portugal, sócio do Portugal Ribeiro & Jordão Advogados, o avanço das PPPs no país reflete a maturidade institucional alcançada nas últimas décadas. “O desafio agora é alcançarmos um ritmo de contratações que permita elevar os investimentos em infraestrutura para patamares próximos de 4% do PIB. O desenvolvimento desse setor está diretamente ligado à competitividade econômica e à qualidade de vida da população”, afirmou.

O CEO do Estadão, Erick Bretas, destacou o papel da comunicação na consolidação do ambiente de concessões no país. “Levar à sociedade o debate sobre infraestrutura contribui para ampliar a compreensão sobre a importância das PPPs e sobre os ganhos de eficiência e qualidade proporcionados por esses modelos”, afirmou.

Representando o mercado de capitais, o presidente da B3, Gilson Finkelsztain, ressaltou que o avanço das concessões depende de projetos bem estruturados e previsibilidade regulatória, fatores essenciais para ampliar a participação do investimento privado na infraestrutura brasileira.

A gerente-geral da Unidade Estratégia Governo do Banco do Brasil, Michele Alencar Teixeira, destacou que iniciativas voltadas à qualificação dos projetos contribuem para ampliar a capacidade de financiamento e fortalecer o ambiente de investimentos em infraestrutura no país.

Segundo Willian Rigon, sócio-diretor de Novos Negócios da Necta, o P3C cumpre papel relevante ao reunir, em um mesmo ambiente, formuladores de políticas públicas, investidores e operadores responsáveis pela implementação dos projetos. “A qualidade do diálogo entre setor público e iniciativa privada é determinante para a evolução das concessões e para a entrega de serviços mais eficientes à sociedade”, afirmou.

Nova certificação qualifica projetos de concessões e PPPs

Uma das grandes novidades desta edição foi o lançamento da Certificação de Projetos de Concessões e Parcerias Público-Privadas (PPPs), iniciativa da Plataforma P3C, com apoio estratégico da B3 e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A certificação foi concebida como um mecanismo independente de avaliação destinado a reconhecer projetos que adotem melhores práticas de planejamento, modelagem econômico-financeira, governança contratual e sustentabilidade.

O objetivo é qualificar projetos antes de sua ida ao mercado, reduzindo assimetrias de informação, aumentando a previsibilidade regulatória e fortalecendo a confiança de investidores, financiadores e órgãos de controle — fatores considerados determinantes para a atração de capital privado e a redução do custo de financiamento das concessões.

Viabilidade e eficiência

Entre os painéis realizados, um deles abordou como a retomada dos investimentos no setor aéreo e o avanço da aviação regional pressionam o Brasil a se preparar para um novo ciclo de concessões aeroportuárias voltado à ampliação da conectividade e da eficiência operacional. O debate tratou da sustentabilidade econômica dos projetos e de sua atratividade para investidores, além de desafios relacionados ao financiamento, integração logística e modernização tecnológica.

A mediação foi conduzida por Mariana Menezes, gerente jurídica regulatória da ABR Aeroportos do Brasil, que questionou os elementos essenciais para ampliar o interesse do investidor e o posicionamento da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) diante do novo ciclo de concessões.

O diretor-presidente da ANAC, Thiago Faierstein, destacou a relevância estratégica da aviação regional para o desenvolvimento econômico. “Em todo o mundo, a participação do Estado no setor aeroportuário regional é importante, principalmente onde não há atratividade para o setor privado”, afirmou. Segundo ele, o principal desafio brasileiro está na estabilidade institucional. “No Brasil não falta mercado, mas sim um ambiente tributário, regulatório e jurídico estável para atrair mais investidores.”

Para Thiago Nykiel, diretor-executivo da Infraway, o setor aeroportuário brasileiro passou por profunda transformação nas últimas décadas. Atualmente, mais de 92% dos passageiros utilizam aeroportos concedidos. “Suprimos a ineficiência do setor com um modelo de gestão técnica e racional. Hoje, o foco está na busca por investimentos sustentáveis, com o setor privado atuando onde há potencial de crescimento”, afirmou.

Osmar Lima, secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado do Rio de Janeiro, ressaltou o papel dos aeroportos regionais como ativos estruturantes para o desenvolvimento local. “O aeroporto deve ser entendido como vetor de negócios e instrumento de desenvolvimento municipal, gerando emprego e renda para as regiões”, disse.

IA, IoT, Free Flow e conectividade nas concessões

A transformação digital aplicada à infraestrutura também foi destaque nos debates. Um painel dedicado às novas tecnologias abordou como a integração entre Internet das Coisas (IoT), conectividade e sistemas automáticos de pagamento, como o Free Flow, vem redefinindo a gestão das concessões rodoviárias.

A diretora do Smart Campus Facens, Regiane Romano, classificou a IoT como a terceira grande era da computação. “Ao longo dos últimos 30 anos acompanhamos a evolução até a construção do Plano Nacional de IoT, que busca promover competitividade econômica e melhoria da qualidade de vida. Na mobilidade, essas tecnologias já são aplicadas de forma estruturante”, afirmou.

Apresentando experiências práticas, André Kazuo Silva, gerente de Tecnologia, Sistemas e ITS do Grupo Way, destacou projetos implementados em rodovias de Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás. “Aplicamos conectividade 4G, fibra óptica, câmeras inteligentes e comunicação via satélite. O impacto vai além da rodovia, refletindo diretamente na economia regional”, explicou.

Também participante do debate, Redson Gonçalves, da Superintendência de Projetos de Rodovias da Infra S.A., ressaltou que o ciclo recente de leilões rodoviários — com 22 certames realizados desde 2023 — tem impulsionado a entrada de novos operadores e tecnologias. “Precisamos avançar na interoperabilidade entre sistemas antigos e modernos, na proteção de dados e na confiabilidade dos sistemas de cobrança, fatores que tendem a estimular a evolução regulatória”, afirmou.

Diálogos P3C & Estadão

Entre as novidades desta edição esteve o Diálogos P3C & Estadão, iniciativa que promove entrevistas ao vivo entre autoridades públicas e CEOs de empresas estratégicas, conectando visões de governo e mercado sobre cenário econômico, regulação, investimentos e prioridades para o setor.

Com programação abrangente, o P3C 2026 reforça sua posição como espaço de referência para o debate qualificado sobre PPPs e concessões no Brasil, fortalecendo a relação entre iniciativa privada e poder público em um ambiente pautado por transparência, governança e geração de negócios.

Nova edição do Prêmio P3C

A programação incluiu ainda a nova edição do Prêmio P3C, consolidado como uma das principais iniciativas de reconhecimento do mercado de PPPs e concessões no país. A premiação destacou projetos, instituições e profissionais com atuação relevante na estruturação, financiamento, regulação e operação de ativos de infraestrutura, considerando critérios técnicos e impactos econômicos, sociais e ambientais.

Próxima edição

P3C 2027 – PPPs e Concessões – Investimentos em Infraestrutura no Brasil
📅 16 e 17 de fevereiro de 2027
📍 Centro de Convenções Frei Caneca – São Paulo (SP)
🔗 https://evento.p3c.com.br/

Fotos edição 2026: Clique aqui 

Retomada dos investimentos reduz mortes em 95% e eleva padrão de qualidade na BR-163/MT

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Retomada dos investimentos reduz mortes em 95% e eleva padrão de qualidade na BR-163/MT
Foto: Nova Rota do Oeste

Pesquisa CNT aponta que dobrou extensão de trecho rodoviário avaliado como ‘Ótimo’

A retomada dos investimentos na BR-163/MT e o avanço da duplicação resultaram em uma redução de 95% no número de mortes registradas em um dos trechos mais críticos da rodovia. Além de mais segura, a via também passou a apresentar evolução significativa nos indicadores de qualidade e conforto nos segmentos recém-construídos pela Nova Rota do Oeste, concessionária sob controle do Governo de Mato Grosso.

As obras de ampliação de capacidade tiveram início em 2023, pelo trecho entre Diamantino e Nova Mutum, à época considerado o mais perigoso e letal dos 850,9 quilômetros sob concessão. Em 2023, quando a pista ainda era simples, foram registradas 25 mortes nesse segmento. Em 2025, já com a duplicação concluída, apenas um acidente resultou em óbito.

Desde a retomada, a Concessionária já entregou 230 quilômetros de pista nova — sendo 100 quilômetros concluídos em 2024, entre Diamantino e Nova Mutum, e outros 130 quilômetros em 2025, distribuídos de forma descontinuada entre Cuiabá e Sinop. Desde 2024, a BR-163 concentra o maior volume de obras rodoviárias em execução no país e registrou as duas maiores entregas anuais de duplicação no cenário nacional nos últimos dois anos.

Qualidade reconhecida

A evolução na segurança ocorre paralelamente ao reconhecimento da qualidade da infraestrutura implantada. A Pesquisa CNT de Rodovias 2025 apontou que a classificação “Ótimo” para o pavimento da BR-163/MT mais que dobrou nos últimos três anos — período que coincide com a troca de controle acionário da Nova Rota do Oeste e a retomada dos investimentos.

De acordo com o levantamento, em 2022 apenas 19% do pavimento da rodovia recebeu avaliação “Ótimo”. Em 2025, esse percentual subiu para 41,2%. O trecho entre Diamantino e Nova Mutum, que antes figurava entre os mais críticos, passou a se destacar positivamente no ranking de qualidade.

Na avaliação do diretor-presidente da Nova Rota do Oeste, Luciano Uchoa, os resultados são reflexo direto do volume de investimentos aplicados desde 2023.

“Um exemplo claro do impacto positivo dos investimentos é o trecho entre Diamantino e Nova Mutum, onde iniciamos a duplicação por ser considerado o pior segmento da BR-163. Entregamos 100 quilômetros de pista duplicada nessa região em dezembro de 2024 e reduzimos em 95% o número de acidentes com mortes. Agora, a Pesquisa CNT reafirma o trecho como Ótimo, atestando a qualidade do trabalho desenvolvido”, destaca Uchoa.

Atualmente, a Nova Rota do Oeste e o Governo de Mato Grosso, por meio da MT Participações (MT Par), mantêm oito contratos de duplicação em execução no trecho entre Cuiabá e Sinop, que somam R$ 4,14 bilhões em investimentos previstos.

“Com a entrega de mais 130 quilômetros de pista nova neste mês de dezembro, alcançamos pelo segundo ano consecutivo o maior volume de obras rodoviárias concluídas no país. Estamos à frente da maior frente de obras rodoviárias em andamento no Brasil. A tendência é ampliar ainda mais os índices de qualidade e segurança, contribuindo para o desenvolvimento do Estado e para o fortalecimento da logística mato-grossense”, finaliza o diretor-presidente.

Obras aceleradas na BR-163/MT projetam conclusão da duplicação para 2026

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Obras aceleradas na BR-163/MT projetam conclusão da duplicação para 2026
Foto: Nova Rota do Oeste

Meta da Nova Rota e do Governo de Mato Grosso antecipa prazo de entrega em quatro anos

Com o programa de aceleração da duplicação da BR-163/MT, a Nova Rota do Oeste projeta concluir, até dezembro de 2026, todas as obras previstas no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A meta atende ao prazo estabelecido pelo Governo de Mato Grosso e reduz pela metade o período inicialmente previsto em contrato.

Para cumprir o cronograma, a Concessionária se prepara para executar mais 76 quilômetros de pista nova nas regiões de Cuiabá e Várzea Grande, na Rodovia dos Imigrantes (BR-070), e no trecho norte da BR-163, entre Diamantino e Sinop.

Os investimentos na BR-163 foram retomados em 2023, após oito anos de paralisação, com a mudança no controle acionário da Concessionária, que passou a ser de responsabilidade do Governo de Mato Grosso, por meio da MT Participações (MT Par), empresa de economia mista do Estado.

Desde então, a rodovia se transformou em um dos principais canteiros de obras do país. Nos últimos dois anos, foram entregues 100 quilômetros de duplicação em 2024 e outros 130 quilômetros em 2025 — os maiores volumes já registrados no Brasil nesse período. Em 2025, a BR-163 também recebeu o Prêmio de Melhor IRI de Implantação de Obras, concedido pela MOBA, empresa especializada em equipamentos e automação para infraestrutura, ao alcançar índice médio de 0,58 m/km, patamar semelhante ao verificado em rodovias europeias.

Atualmente, todas as frentes previstas no TAC estão contratadas e em execução. Pelo acordo firmado com a ANTT, a entrega das obras poderia ocorrer em até oito anos. No entanto, o Governo de Mato Grosso estabeleceu como meta reduzir esse prazo para quatro anos, e a Nova Rota estruturou um cronograma para cumprir a antecipação.

O diretor-presidente da Nova Rota do Oeste, Luciano Uchoa, explica que a Concessionária trabalha com dois marcos distintos dentro do contrato de concessão: o primeiro, relacionado às obras previstas no TAC; e o segundo, referente às novas obrigações incorporadas por meio da Revisão Quinquenal, aprovada em janeiro de 2025.

“O contrato original da BR-163, repactuado por meio do TAC assinado com a ANTT, prevê a duplicação da Rodovia dos Imigrantes (BR-070), em Cuiabá e Várzea Grande, e do trecho norte da BR-163, entre Diamantino e Sinop. Vamos concluir esses segmentos em 2026, ou seja, na metade do prazo contratual”, afirma Uchoa.

Novos investimentos

Com o avanço da duplicação e a antecipação das obras previstas no TAC, a ANTT incorporou novas obrigações e investimentos ao contrato de concessão, por meio da Revisão Quinquenal aprovada em janeiro de 2025.

O novo escopo contempla a duplicação de mais 101 quilômetros, no trecho entre Várzea Grande e Rosário Oeste. As obras já estão em andamento, com conclusão prevista para dezembro de 2028.

O pacote inclui ainda a construção da área de escape na Serra de São Vicente e a implantação de conectividade 4G ao longo da rodovia — serviços já contratados e em execução, com prazo de entrega previsto para o próximo ano.

Também integram o conjunto de investimentos a construção do Trevão de Rondonópolis, do Complexo Viário do Trevo do Lagarto e de um contorno viário em Lucas do Rio Verde, além da implantação de Pontos de Parada e Descanso (PPDs) e de iluminação pública na Rodovia dos Imigrantes (BR-070), em Cuiabá e Várzea Grande.

Postes de iluminação do futuro vão fazer mais do que acender a luz; entenda

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Postes de iluminação do futuro vão fazer mais do que acender a luz; entenda
Foto: Inteligência Artificial/Google

Antes usadas apenas para iluminar paisagens urbanas, as estruturas passarão a compor a infraestrutura digital das cidades; Emenda Constitucional que passa a vigorar em 2026 pode ser o pontapé inicial

Os postes de iluminação pública foram instalados no Brasil no fim do século XVIII e, nos próximos anos, devem passar pela maior revolução desde que deixaram de usar óleo de azeite ou baleia para a utilização de energia elétrica.

No passado, o foco em iluminar deu outro aspecto à paisagem noturna urbana. Agora, os postes de iluminação estão próximos de ser tornar um ponto central para a infraestrutura digital pública.

Segundo Eduardo Fagundes, professor e CEO da nMentors Engenharia, os postes terão outro papel muito em breve.

“O escopo evolui de “luz disponível” para “capacidade operacional urbana”, com implicações diretas para segurança pública, mobilidade e resiliência climática” diz Fagundes em entrevista à CNN Brasil.

A gestão da cidade passará a observar os parque de iluminação não mais como apenas um poste, mas um sistema que precisará ser gerido, com sensores conectado e processamento de dados.

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Data centers

O sistema pretendido pode ser útil para o uso de pequenos data centers descentralizando a conexão, servindo como facilitador para o tráfego de informações para conexão de equipamentos da ‘internet das coisas’, como carros inteligentes e equipamentos domésticos.

A instalação de unidades de processamento na extremidade da rede reduz o tempo de resposta do sistema, mas a continuidade da operação exigirá sistemas de reserva de energia para assegurar o funcionamento de câmeras ou outros sensores.

“Sem uma estratégia de energia firme, a cidade inteligente colapsa operacionalmente, mesmo que sensores e software estejam tecnicamente corretos. Essa é a complicação central: a escalabilidade do modelo depende de uma arquitetura que continue operando com comunicação degradada e que mantenha disponibilidade mesmo com falha elétrica prolongada”, analisa Fagundes. Eduardo Fagundes, engenheiro e professor

Emenda Constitucional

O processo de mudança começou a ser desenhado ainda em 2023, quando uma Emenda Constitucional (nº 132/2023 atualiza o art. 149-A) que passou a permitir que munícipios possam cobrar o custeio e melhoria da iluminação pública, o imposto poderá ser cobrado a partir de 2026.

Com isso os municípios do Brasil transformam a rede de iluminação em suporte para tecnologia. A nova medida permite o uso de recursos da contribuição de custeio para a instalação de sistemas de monitoramento em vias.

Com o futuro das “cidades inteligentes” os postes poderão ser parte fundamental no processo de arquitetura.

“A gestão pública passa a exigir mensuração de disponibilidade, qualidade de serviço e trilha de auditoria para sustentar legitimidade, reduzir risco reputacional e viabilizar escalabilidade do modelo. Esse é o ponto de inflexão: a infraestrutura legada continua presente, mas a cidade passa a ser gerida como um sistema ciberfísico, com sensores, conectividade e processamento distribuído”, completa Fagundes.

Fonte: CNN Brasil