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COORDENADO PELO NIC.BR E CIEB, GUIA OFERECE O PASSO A PASSO DE COMO LEVAR INTERNET A ESCOLAS PÚBLICAS BRASILEIRAS

Junto com a iniciativa inédita, lançada na última quinta-feira, foi apresentada nova funcionalidade do Mapa da Conectividade na Educação

Para apoiar gestores educacionais no planejamento e implantação de conectividade em escolas públicas brasileiras, foi lançado na última quinta-feira (16 de setembro) o Guia de Conectividade na Educação – Passo a passo para a conectividade das escolas públicas brasileiras . A publicação oferece, de maneira simplificada, orientações sobre parâmetros de infraestrutura, distribuição de equipamentos e sinal, alternativas de financiamento e modelos de contratação. É de autoria do Grupo Interinstitucional de Conectividade na Educação (GICE), formado por mais de 20 de instituições entre órgãos governamentais, operadoras, provedores regionais, empresas de tecnologia, associações e organizações do terceiro setor.

No documento, que tem a coordenação técnica do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) e do Centro de Inovação para a Educação Brasileira (CIEB), há sugestões de ferramentas, fontes de consulta, indicadores de referência, além de uma fórmula para calcular a conectividade necessária para cada escola. “O guia está alicerçado em quatro passos: diagnosticar, planejar, contratar e monitorar”, resume Paulo Kuester Neto, analista de projetos do NIC.br.



Primeiramente, a publicação traz dicas de como avaliar e identificar a qualidade da conexão na instituição de ensino, sua cobertura, recursos disponíveis e tecnologias existentes. Na sequência, o guia orienta sobre a criação de um plano de conectividade para as escolas, definindo os ambientes internos que serão conectados, os parâmetros de velocidade de Internet, a distribuição de sinal e os objetos de contratação.

Na terceira etapa, os gestores são orientados a criar, com base na análise das formas e dos modelos de contratação aliada à identificação das fontes de recursos e políticas de financiamento, uma estratégia de aquisição de conectividade. A última parte do planejamento traz sugestões de como estabelecer indicadores de desempenho a serem monitorados para assegurar o funcionamento e o impacto da solução contratada, bem como o gerenciamento da rede, dos dispositivos e dos riscos para garantir o uso responsável e seguro da Internet na escola.

“Listamos dentro do documento, inclusive, outras iniciativas do NIC.br, como a Cartilha de Segurança do CERT.br e o Projeto Cidadão na Rede , para ajudar a desenvolver ações educativas que promovam o uso sustentável da rede, assim como promover o uso mais seguro da Internet pelos educadores e alunos de cada escola”, complementa Kuester.

Apoio inédito ao setor público educacional

O Guia de Conectividade na Educação preenche uma lacuna no setor público educacional, pois os parâmetros e orientações apresentados ou não estavam disponíveis ou estavam publicados em diferentes fontes, dificultando o seu acesso.

“Gestoras e gestores públicos educacionais contam agora com um passo a passo pormenorizado e didático para planejar e viabilizar a implementação de políticas de conectividade em suas escolas e redes públicas de ensino – necessidade que se tornou mais urgente diante do contexto atual de pandemia, suspensão temporária das aulas presenciais e a crescente demanda de ensino híbrido”, declara Thalles Gomes, coordenador Jurídico e de parcerias públicas do CIEB. “Acesso à Internet, além de essencial para o exercício de direitos sociais básicos, é condição necessária para oferta de educação pública de qualidade”, afirma.

Relatórios sumarizados

O guia não foi a única novidade apresentada nesta quinta-feira. O Mapa da Conectividade na Educação , lançado em março deste ano, ganhou mais uma funcionalidade para ajudar os gestores na tomada de decisões. A ferramenta on-line, que reúne bases de dados de diversos órgãos e entidades para oferecer um diagnóstico da conectividade nas escolas públicas brasileiras, agora permite a extração de relatórios sumarizados de cada rede de ensino municipal e estadual do País.

Em um único lugar é possível encontrar uma visão geral da rede pesquisada (estudantes atendidos, número de escolas, porcentagem daquelas que estão nas áreas urbanas e rurais), o número de instituições que têm ou não Internet (com listas daquelas que não dispõe do recurso), as fontes de financiamento de conectividade, a qualidade da conexão (velocidade de download, download por aluno e comparação com o entorno), além das principais empresas ou instituições que atuam no provimento de acesso às escolas pertencentes à rede de ensino.

“A ferramenta já oferecia um panorama da conectividade nas mais de 140 mil escolas da rede pública de ensino brasileira, com dados detalhados de cerca de 45 mil dessas instituições, onde há medidores do SIMET (Sistema de Medição de Tráfego Internet do NIC.br) instalados. Ao sintetizar todas as informações e disponibilizá-las em um único lugar, buscamos facilitar ainda mais a leitura dos indicadores por parte dos gestores”, afirma Milton Kashiwakura, diretor de Projetos Especiais e de Desenvolvimento da entidade.

“Conduzimos essas e outras ações na área da educação, sempre visando a contribuir, com os dados coletados por nossos medidores e pesquisas, para a construção de projetos e políticas públicas, que promovam cada vez mais a inclusão digital de educadores e alunos brasileiros”, complementa Demi Getschko, diretor-presidente do NIC.br.

Tanto o Guia quanto o Mapa também são ações do Conectividade na Educação, projeto coordenado pelo NIC.br e pelo CIEB desde 2020 com o objetivo de reunir dados e referenciais técnicos para apoiar a formulação de políticas públicas e de conectividade.

“O projeto Conectividade na Educação foi criado há exatamente um ano. Ou seja, em 12 meses conseguimos articular diversas organizações para construir modelos de infraestrutura, de distribuição do sinal, de formas de contratação de Internet para apoiar gestores e gestoras, e ainda viabilizar um retrato claro da situação de conectividade das escolas públicas”, ressalta Lúcia Dellagnelo, diretora-presidente do CIEB.

“A conectividade em escolas públicas ainda apresenta deficiências importantes, tanto em relação à cobertura de sinal, quanto à qualidade para o uso pedagógico por docentes e estudantes. Não estamos usando a tecnologia como uma alavanca para a educação brasileira, ao contrário do que muitos países fazem, mas graças às contribuições do GICE temos a oportunidade de mudar esse quadro”, acrescenta.

Acesse https://conectividadenaeducacao.nic.br/ para conferir todas as funcionalidades do Mapa. O “Guia de Conectividade na Educação – Passo a passo para a conectividade das escolas públicas brasileiras” está disponível em https://nic.br/publicacao/guia-de-conectividade-na-educacao/.

Já para rever o lançamento on-line do Guia e a divulgação da nova funcionalidade do Mapa da Conectividade na Educação, acesse: https://www.youtube.com/watch?v=iPtJMOGxiW8 .

Com informações da Assessoria de Imprensa

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