Levantamento internacional que avaliou 64 indicadores de qualidade de vida coloca cidades europeias e asiáticas no topo; brasileiras Curitiba e Belo Horizonte também aparecem em relação, além da capital paulista
Um novo levantamento internacional sobre qualidade de vida urbana colocou mais uma vez cidades europeias e asiáticas entre as mais bem avaliadas do planeta. O Happy City Index 2026, elaborado com base em 64 indicadores distribuídos em seis grandes temas, analisou fatores como educação, saúde, equilíbrio entre vida pessoal e profissional, inovação, acesso a serviços e bem-estar social.
Neste ano, o ranking foi liderado por Copenhague, na Dinamarca, seguida por Helsinque, na Finlândia, e Genebra, na Suíça. A lista reúne 250 cidades de diferentes continentes e busca medir, de forma ampla, o que define uma cidade feliz.
Entre os destaques da América Latina, São Paulo aparece como a cidade mais bem posicionada do continente, ocupando a 161ª colocação, com 5.743 pontos, acima de grandes centros globais como Nova York e Dubai. Já considerando apenas cidades brasileiras, Curitiba surge em seguida, na 197ª posição, e Belo Horizonte aparece em 219º lugar. O Rio de Janeiro, por sua vez, ficou de fora da seleção das 250 cidades listadas.
A metodologia do índice considera quatro tipos principais de indicadores. Entre eles, estão dados binários — como a existência ou não de políticas públicas específicas para grupos diversos da população —, métricas nacionais com impacto direto na vida dos moradores, indicadores de contexto socioeconômico do país e dados quantitativos específicos das cidades.
Segundo os organizadores, o modelo busca equilibrar o peso entre fatores que podem ser influenciados diretamente pela gestão municipal e aqueles determinados por condições nacionais. Dessa forma, evita-se que variáveis de âmbito federal tenham influência desproporcional sobre a avaliação das cidades.
Cada um dos 64 indicadores recebe uma ponderação específica. Enquanto variáveis binárias podem representar até 1,2% da nota final, indicadores nacionais de contexto têm contribuição limitada a 0,5 ponto percentual no índice geral.
O relatório também destaca que a metodologia foi aperfeiçoada ao longo de cinco edições anteriores, em um processo contínuo de revisão técnica e ajustes com base em evidências sobre qualidade de vida urbana.
Entre os critérios avaliados estão acessibilidade ao ensino superior, cobertura de seguro médico, jornada média de trabalho, dias de férias remuneradas, potencial de inovação, uso de serviços bancários eletrônicos e participação da economia criativa.
No topo da lista, a predominância europeia chama atenção: entre as dez primeiras colocadas, sete são cidades do continente. A Ásia também marca presença forte, com Tóquio em quinto lugar e Singapura em 22º.
Já nas Américas, além de São Paulo, aparecem cidades como Vancouver, Toronto, Montreal, San Francisco e Buenos Aires.
Fonte: O Globo






