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A ECONOMIA DE DADOS COM INSTRUMENTO PARA FORMULAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS BASEADAS EM EVIDÊNCIAS

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PIB desacelera, mas ainda cresce 0,4% no 2º trimestre, diz IBGE
Crédito: Banco de imagem

Governos em todo o mundo têm adotado estratégias digitais para coletar, compartilhar e analisar dados que podem informar políticas públicas em tempo real.

Com o crescimento exponencial da digitalização e da coleta de dados, as administrações públicas ao redor do mundo começaram a perceber o potencial da economia de dados como um recurso essencial para a formulação de políticas públicas. Uma economia de dados bem estruturada permite que governos tomem decisões mais informadas, eficientes e direcionadas, com base em evidências concretas coletadas a partir de grandes volumes de dados.

A economia de dados refere-se à produção, coleta, processamento e uso de dados como ativos econômicos. Em um contexto de políticas públicas, isso significa que os governos utilizam dados como base para a criação, implementação e avaliação de suas políticas. A relevância desse conceito está no fato de que ele proporciona uma base empírica para a tomada de decisões, o que pode resultar em maior precisão e eficácia das políticas adotadas.

Governos em todo o mundo têm adotado estratégias digitais para coletar, compartilhar e analisar dados que podem informar políticas públicas em tempo real. O avanço tecnológico não apenas facilita a coleta de dados, mas também possibilita uma análise mais precisa e rápida dessas informações, permitindo que governos se adaptem de forma ágil às necessidades emergentes da sociedade.

Essa transformação pode ser vista em ações como a Estratégia de Governo Digital adotada pelo Canadá, que visa integrar os dados em todas as esferas do governo para melhorar a entrega de serviços públicos e a formulação de políticas. O mesmo ocorre em países da União Europeia, que têm adotado modelos de governança baseados em dados abertos, permitindo que informações coletadas pelo setor público sejam acessadas e reutilizadas para o desenvolvimento de soluções inovadoras. A digitalização foi um fator chave nessa transformação e, na promoção dessa economia de dados.

Um dos principais benefícios da economia de dados na formulação de políticas públicas é a capacidade de fornecer uma base empírica sólida para as decisões. Ao utilizar dados em tempo real, governos podem identificar evidencias, tendências e padrões, o que deve influenciar o desenvolvimento de políticas mais assertivas que atendam às reais necessidades da população.

Além disso, uma economia de dados pode promover a transparência governamental. Quando as políticas públicas são baseadas em dados acessíveis ao público, há maior responsabilização e controle social, o que pode fortalecer a confiança nas instituições públicas. Em muitos países, a abertura de dados já é uma realidade, promovendo o engajamento cidadão e permitindo que a sociedade civil participe ativamente da avaliação e monitoramento das políticas adotadas.

Apesar dos muitos benefícios, a implementação de uma economia de dados para políticas públicas também enfrenta desafios significativos. Um dos principais problemas é a falta de infraestrutura adequada, especialmente em países em desenvolvimento. Sem uma rede tecnológica eficiente, a coleta e o processamento de grandes volumes de dados podem ser inviáveis, o que limita a capacidade dos governos de adotar políticas públicas baseadas em evidências.

Além disso, questões relacionadas à privacidade e à segurança dos dados também precisam ser abordadas. Em um mundo onde os dados pessoais são frequentemente coletados, governos precisam garantir que os dados sejam protegidos e que as políticas de uso de dados respeitem os direitos dos cidadãos. A implementação de regulamentos sobre a Proteção de Dados, é um exemplo de como governos podem equilibrar a utilização de dados com a proteção da privacidade.

Outro desafio significativo está relacionado à capacitação de profissionais da administração pública. Para que os dados sejam utilizados de forma eficiente, é fundamental que os gestores públicos possuam as habilidades técnicas necessárias para interpretar e utilizar esses dados de maneira apropriada. A falta de treinamento pode resultar no subaproveitamento dos dados coletados ou em políticas mal formuladas.

No Brasil, a construção de uma economia de dados ainda está em seus estágios iniciais. Há iniciativas com o uso de plataformas abertas para dados públicos, o que indica um movimento positivo em direção à adoção de políticas públicas baseadas em evidências. Já o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços discute com diferentes stakeholders a Política Nacional para Economia de Dados. 

Embora haja avanços em termos de digitalização e abertura de dados, como a criação de plataformas de transparência governamental, o país ainda enfrenta desafios significativos em termos de infraestrutura e desigualdade no acesso à tecnologia. Essas limitações dificultam a coleta e o uso eficiente de dados em diversas áreas, como saúde, educação e segurança pública. Contudo, para que a economia de dados realmente se consolide no País, será necessário investir em infraestrutura tecnológica, capacitação profissional e na criação de um arcabouço legal que assegure o uso ético e seguro dos dados.

A economia de dados representa uma nova fronteira na formulação de políticas públicas baseadas em evidências. Ao permitir que governos coletem e analisem dados de maneira eficiente, a economia de dados oferece a possibilidade de implementação de políticas públicas mais precisas, eficientes e transparentes. No entanto, para que esse potencial seja plenamente realizado no Brasil ainda temos que enfrentar os desafios relacionados à infraestrutura, privacidade e capacitação profissional.  Apenas com uma base sólida, será possível integrar plenamente a economia de dados na governança pública, promovendo políticas que realmente atendam às necessidades da população.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities

BIOCOMBUSTÍVEIS: O PAPEL CRUCIAL NA DESCARBONIZAÇÃO DO SETOR ENERGÉTICO

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Estratégias para impulsionar a mobilidade descarbonizada
Getty Images/Andriy Onufriyenko

Entenda o que são os biocombustíveis, principais tipos e como eles podem impulsionar o Brasil na Transição Energética. 

Biocombustíveis são combustíveis sustentáveis produzidos a partir de matéria orgânica renovável, como plantas e resíduos agrícolas ou industriais. Eles substituem os combustíveis fósseis e ajudam a reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

Explicamos tudo sobre os Biocombustíveis no Blog da GreenIO. Veja a seguir!

Compreendendo os Biocombustíveis

Antes de mais nada, compreende-se que os biocombustíveis são uma fonte de energia sustentável que permitem uma diversificação da matriz energética. Ademais, a produção de biocombustíveis estimula o desenvolvimento rural. Promovendo a geração de emprego e renda no campo.

Contribuindo para a segurança energética, ao reduzir a dependência de combustíveis fósseis. Além de incentivar a bioeconomia e a descarbonização.

Conheça os Principais Tipos de Biocombustíveis

Os biocombustíveis incluem o Biodiesel, Etanol, Biogás, Bioquerosene e Hidrogênio Verde, todos produzidos a partir de fontes renováveis e com potencial para reduzir emissões. Cada um desempenha um papel importante na descarbonização de setores específicos. Quer saber mais sobre os tipos de biocombustíveis? Confira a seguir:

1. Biodiesel

Biodiesel

De forma geral, produz-se o biodiesel a partir de óleos vegetais, como soja e palma, ou gorduras animais, sendo uma fonte renovável por utilizar matérias-primas orgânicas. Através da transesterificação, os triglicerídeos desses óleos reagem com álcool (metanol ou etanol), gerando biodiesel e glicerina.

Ele funciona em motores a diesel convencionais, sem grandes adaptações, sendo ideal para o transporte rodoviário. Outrossim, o biodiesel é biodegradável, não tóxico e reduz em até 90% as emissões de CO₂, oferecendo uma alternativa mais limpa em relação ao diesel fóssil.

Biodiesel no Brasil

O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de biodiesel, com uma produção de mais de 7,5 bilhões de litros em 2023, segundo o Anuário Estatístico da ANP. Esse aumento foi impulsionado pela elevação da mistura obrigatória de biodiesel no diesel para 12%.

O cenário é positivo, com novas metas estabelecidas pelo projeto “combustível do futuro”, que prevê 15% de biodiesel no diesel até 2025 e 20% até 2030.

Ademais, o Painel Dinâmico de Produtores de Biodiesel, da ANP, oferece dados sobre a localização, produção regional, matéria-prima e capacidade de armazenamento dos produtores regulados de biodiesel. Além disso, as tabelas com essas informações estão disponíveis para consulta pública, facilitando o acesso a dados atualizados sobre o setor.


2. Etanol

Etanol

Primeiramente, o etanol é um tipo de álcool obtido pela fermentação de açúcares de materiais vegetais, como cana-de-açúcar e milho. Ele emite menos CO₂ que a gasolina, é biodegradável e pode ser usado puro (E100) ou misturado com gasolina (E27).

Suas principais vantagens incluem baixo custo de produção, redução de emissões e contribuição para a segurança energética, com aplicações em carros “flex-fuel” e usinas de cogeração de eletricidade.

Etanol no Cenário Nacional

O Brasil é o segundo maior produtor mundial de etanol, atrás apenas dos Estados Unidos. Em 2023, a produção de etanol foi de aproximadamente 35,4 bilhões de litros, com 29,5 bilhões de litros provenientes de cana-de-açúcar e 5,9 bilhões de litros de milho. Uma produção 15,4% maior em relação a 2022, conforme a Análise de Conjuntura dos Biocombustíveis 2023 da Empresa de Pesquisa Energética – EPE.

Do mesmo modo, no mesmo ano o Brasil importou 59,6 mil m³ de etanol, uma redução de 81,1% em relação a 2022, sendo 99% proveniente do Paraguai. Em contrapartida, as exportações brasileiras cresceram 2,9%, alcançando 2,5 milhões de m³, impulsionadas pelas regiões da América Central e do Sul, Oriente Médio, África e Ásia-Pacífico.

Os principais destinos do etanol brasileiro foram a Ásia-Pacífico (44,1%), Europa (24,7%) e América do Norte. A Coreia do Sul se destacou como o maior importador, adquirindo 820,3 mil m³, o que representou 32,7% do total exportado.


3. Biogás e Biometano

Biogás

De maneira geral, o biogás é um combustível gasoso gerado pela decomposição de matéria orgânica, como resíduos agrícolas e lixo orgânico. Através de processos anaeróbios, ou seja, sem a presença de oxigênio.

Sua principal composição é o metano (CH₄), com alto poder energético. Ele transforma resíduos descartáveis em energia, sendo utilizado para gerar eletricidade, calor e, quando convertido em biometano, como combustível para veículos.

As vantagens incluem a redução de emissões de metano, melhor gestão de resíduos e menor dependência de combustíveis fósseis. Além disso, suas principais aplicações são em estações de tratamento de esgoto, aterros sanitários e como substituto do GNV em veículos.

Crescimento do Biogás e Biometano no Brasil em 2023

Atualmente, o Brasil foca sua produção de biometano no mercado interno, substituindo o gás natural em veículos, indústrias e geração de energia. Embora ainda em expansão, o biometano é fundamental para a descarbonização da matriz energética brasileira, com grande potencial para o futuro.

Em 2023, o Brasil alcançou uma capacidade instalada de 131 MW para geração distribuída de biogás, com uma oferta de 460 mil toneladas equivalentes de petróleo (tep). A produção de biometano cresceu 12,3%, atingindo 74,9 milhões de m³, sendo transportado como gás comprimido ou Bio-GNL, substituindo o gás natural em várias aplicações. Conforme o Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2024.

O Rio de Janeiro liderou o processamento de biogás, com 69,8% do total, seguido por Ceará e São Paulo. A maior parte da produção de biometano concentrou-se nas Regiões Sudeste e Nordeste. Com a expansão da produção e iniciativas como o RenovaBio, o Brasil tem potencial para exportar biometano no futuro.


4. Bioquerosene para Aviação

Bioquerosene para aviação

O bioquerosene para aviação, ou SAF (Sustainable Aviation Fuel), é uma alternativa renovável ao querosene convencional, produzido a partir de biomassa como óleos vegetais e resíduos orgânicos. Quimicamente semelhante ao querosene tradicional, o SAF pode ser misturado em até 50% sem afetar o desempenho dos motores.

Esta solução visa reduzir as emissões de carbono na aviação, ao mesmo tempo que usa resíduos, evitando a competição com alimentos e promovendo a sustentabilidade ambiental.

Além disso, o SAF não requer ajustes nos motores das aeronaves. Facilitando sua adoção em larga escala e contribuindo significativamente para a descarbonização do setor aéreo.

Cenário do SAF no Brasil

O mercado brasileiro de SAF está em fase inicial, com algumas iniciativas piloto em andamento. A primeira usina de produção comercial de bioquerosene foi inaugurada em 2022, com capacidade de 5 mil litros por dia. Este avanço é crucial para a expansão da produção de SAF no país e atende à crescente demanda das companhias aéreas por soluções sustentáveis e à necessidade de reduzir a pegada de carbono no setor aéreo.

Recentemente, foi publicado no Diário Oficial da União um acordo de cooperação técnica entre a ANP (Agência Nacional do Petróleo) e a ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil). Com duração de cinco anos, o acordo tem o objetivo de desenvolver a regulamentação necessária para a inserção dos SAF no Brasil e criar o fórum Conexão SAF, que reunirá representantes da sociedade civil para impulsionar o mercado de SAF no país.

Além disso, o Projeto de Lei nº 528/2020, conhecido como PL do Combustível do Futuro, está em andamento. Já aprovado na Câmara dos Deputados e aguardando sanção do presidente Lula, o PL institui o Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação (ProBioQAV). O programa busca reduzir as emissões de gases de efeito estufa no setor aéreo por meio da utilização de SAF, em conformidade com as diretrizes da Organização de Aviação Civil Internacional (OACI).

Entretanto, apesar das oportunidades significativas para a bioeconomia e liderança do Brasil na transição energética, o setor de SAF enfrenta desafios industriais e econômicos. A competitividade do SAF em relação ao querosene fóssil e a necessidade de avanço tecnológico são obstáculos a serem superados. Com iniciativas robustas e um marco legal em evolução, o Brasil está bem posicionado para liderar a implementação de combustíveis sustentáveis na aviação.


5. Hidrogênio Verde

Hidrogênio Verde

Por fim, o hidrogênio verde é uma aposta global para a transição energética. Produz-se a partir da eletrólise da água usando energia elétrica de fontes renováveis, como solar e eólica, o que elimina as emissões de carbono associadas à sua produção.

Além disso, caracteriza-se por alta eficiência, com uma das maiores densidades energéticas por peso, e é extremamente versátil, sendo aplicável em células de combustível, processos industriais e armazenamento de energia.

Seu principal benefício é que, ao ser utilizado, o único subproduto é vapor d’água, contribuindo para a descarbonização de setores complexos como a siderurgia e o transporte marítimo e ferroviário.

Perspectivas do H2V no Brasil

No Brasil, o hidrogênio verde está em fase inicial de desenvolvimento, com vários projetos em andamento e colaborações entre empresas de energia. Contudo, o setor enfrenta desafios significativos, incluindo a necessidade de investimentos elevados em infraestrutura, a criação de uma rede eficiente para distribuição e armazenamento, e a superação de barreiras tecnológicas para reduzir os custos de produção e aumentar a eficiência.

As perspectivas para o hidrogênio verde são promissoras, com a possibilidade de se tornar uma peça chave na transição energética global. O Brasil tem a oportunidade de se destacar como líder na produção e utilização de hidrogênio verde, aproveitando seu potencial de geração de energia renovável.

Avanços dos Biocombustíveis

Como vimos, a produção e comercialização de biocombustíveis no Brasil têm mostrado crescimento significativo nos últimos anos.  Impulsionadas pela transição energética e por políticas públicas como o RenovaBio, que busca reduzir as emissões de carbono no setor de combustíveis.

O avanço tecnológico e os investimentos estratégicos podem posicionar o país como um hub global para soluções sustentáveis, impulsionando a economia e contribuindo para metas de descarbonização.

Fonte: Greenio

VEÍCULOS ELÉTRICOS: EMPRESAS BRASILEIRAS ESTÃO PRONTAS PARA RECICLAR BATERIAS

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Reaproveitamento muito elevado dos materiais usados no componente do carro elétrico reduz impacto ambiental

Baterias de veículos elétricos empilhadas em ferros velhos ou jogadas em terrenos baldios. Essa era a imagem que muita gente fazia quando acabasse a vida útil do componente mais importante do veículo elétrico. A preocupação era recorrente: como seria o descarte da bateria após o uso?

Cinco anos depois do início da venda em escala comercial dos automóveis eletrificados no Brasil, ainda é muito cedo para as baterias serem descartadas. Afinal, após equipar os carros ao longo de oito a 10 anos, elas passam por um segundo ciclo de vida em aplicações estacionárias, como fornecer energia para ligar eletrodomésticos.

A partir daí, a destinação da bateria está bem longe dos depósitos de lixo. Ela será levada para a reciclagem e a indústria global está se preparando para fazer esse processo.

Dessa forma, empresas especializadas no Brasil – como Energy SourceRe-Teck e Lorene – estão prontas para atender ao mercado automotivo no momento certo.

Baterias de lítio dos veículos elétricos já são usadas faz tempo

“Há 25 anos as baterias de íons de lítio fazem parte da sociedade brasileira”, afirma Marcelo Cairolli, diretor de infraestrutura da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) e vice-presidente de negócios para América Latina da Re-Teck, companhia de logística reversa de eletroeletrônicos.

Isso quer dizer que as baterias de lítio, presente na maioria dos veículos elétricos vendidos no País, utilizam a mesma tecnologia de aparelhos como telefone celular, notebook, bicicleta elétrica e aspirador de pó.

“Por isso, já temos experiência com a reciclagem de baterias”, revela Ariane Mayer, diretora de negócios e ESG da Energy Source, companhia de economia circular e tecnologia sustentável.

Pesquisa feita pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP), divulgada em 2023, revela que o Brasil tinha, então, 249 milhões de smartphones e 115 milhões de tablets e notebooks ativos.

“Isso equivale a 42,2 mil toneladas de baterias em operação. Ou seja, não se trata de tecnologia nova no País e as empresas de reciclagem estão a postos para servir o mercado automotivo”, acrescenta Cairolli.

Segundo dados da ABVE, as baterias de lítio podem ser 100% recicladas, evitando riscos ou prejuízos ao meio ambiente. “É claro que sempre haverá uma perda mínima. Assim, de 95% a 98% dos materiais contidos na bateria são reaproveitados”, diz Mayer.

No caso da Energy Source, de 2021 até janeiro de 2024, foram recuperadas 25 toneladas de lítio, 150 toneladas de cobalto, 20 toneladas de níquel, 250 toneladas de grafite, 60 toneladas de cobre e 35 toneladas de alumínio.

Massa negra

Mayer explica que a reciclagem completa demora dois dias e acontece em duas etapas. A primeira consiste na separação física e mecânica dos materiais e a segunda realiza processos químicos, por meio da hidrometalurgia, que envolve a dissolução dos minerais em meio aquoso.

O trabalho consegue processar três toneladas de bateria bruta por turno. Os minérios que compõem a bateria formam a chamada “massa negra”, valioso subproduto extraído com a descaracterização do componente, tecnologia difundida mundialmente e empregada também no Brasil.

“Todos os cuidados são importantes. A bateria que será reciclada é transportada em um recipiente homologado, apelidado de sarcófago, e passará pelo manuseio totalmente seguro de profissionais treinados”, atesta Mayer. “É preciso evitar riscos à saúde ocupacional, como choque elétrico.”

Como a tecnologia da bateria de um smartphone é a mesma usada pelas montadoras nos veículos eletrificados, o processo de reciclagem também é parecido.

A diferença é que o componente automotivo exige equipamentos mais robustos e potentes, como trituradores, devido ao tamanho e ao peso de aproximadamente 300 quilos.

Peças danificadas vão para a reciclagem

Vale ressaltar que, em caso de avaria, nem sempre é preciso substituir a bateria completa do carro. O proprietário pode solicitar um teste das células e trocar apenas as danificadas, que são enviadas para a reciclagem.

O processo vai separar plásticos, retalhos de alumínio e cobre e os metais nobres – reinseridos na cadeia produtiva e reaproveitados, inclusive, na fabricação de novas baterias.

Outra destinação possível é a aplicação dos produtos na nutrição animal e nutrição foliar. Em um círculo virtuoso, as baterias feitas com material reaproveitado poderão sofrer mais reciclagens no futuro. “Os metais jamais perdem a capacidade de performance”, explica Mayer.

Os benefícios da reciclagem vão além. Ela reduz a necessidade de extração dos minérios para a produção de baterias, minimizando a emissão de gases de efeito estufa (GEE) e, consequentemente, o impacto ambiental.

Fonte: Mobilidade Estadão

SMART CITIES E MOBILIDADE: COMO A TECNOLOGIA DEVE TRANSFORMAR O ESPAÇO URBANO

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Smart cities e mobilidade: como a tecnologia deve transformar o espaço urbano
Crédito da imagem: Divulgação/Freepik

Desafio constante das grandes metrópoles, a mobilidade deve ganhar um importante aliado com o surgimento de ferramentas personalizadas para o espaço público.

Redução de custos e aumento da segurança são alguns dos benefícios mais comuns que surgem quando um município começa a utilizar tecnologias como suporte para aprimorar a gestão de recursos.  Além dessas áreas mais óbvias, a mobilidade é outro setor que tem muito a ganhar com a digitalização das cidades.

E como a aplicação de tecnologia pode, de fato, melhorar como as pessoas transitam pela cidade? Membros do Forbes Agency Council, uma iniciativa da Forbes que reúne especialistas de diversas áreas do conhecimento, nomearam alguns exemplos de tecnologias que, aplicadas em cidades, melhoram o bem-estar das pessoas. Trago abaixo alguns exemplos focados na mobilidade: 

IA na gestão do tráfego

O uso de inteligência artificial para otimizar o trânsito deve ocorrer de duas formas: a mais clássica, que é a utilização de softwares que analisam e sugerem ajustes para otimizar o fluxo de carros em horários de pico; e a integração com sensores e outros dispositivos de Internet das Coisas, para a coleta e processamento de dados em tempo real. Diversas cidades utilizam IA para coleta e processamento de informações para a tomada de decisão de forma preventiva, antecipando cenários e permitindo à cidade a análise de dados concatenados com aplicação de simulações reais x dados históricos que contribuem de sobremaneira para o estabelecimento de políticas públicas de monitoramento. 

Flexibilidade para trabalhar e se locomover

As cidades inteligentes do futuro serão mais descentralizadas, para evitar que as pessoas passem horas em um transporte público até chegar ao trabalho. E parte desse processo acontece com a construção de espaços de trabalho focados em auxiliar micro e pequenas empresas a prosperar.

De acordo com especialistas do Forbes Agency Council, esses novos espaços serão parecidos com os coworkings que já existem; o diferencial é que, além de oferecer o espaço, mobília e utilidades, esses locais também serão pontos de encontro para colaboração e mentorias.

A expansão de veículos elétricos é outro fator que deve influenciar na mobilidade dos grandes centros. Especialistas apostam na criação de centrais que integrem bikes elétricas, scooters e viagens de carros autônomos – todos conectados por um app único, apresentando qual modal seria mais vantajoso de acordo com a necessidade de cada cidadão.

Entregas que chegam até você

O crescimento do uso de porteiros eletrônicos e a dinâmica de quem vive em cidades com grande tempo de deslocamento devem expandir o uso de guarda-volumes de autoatendimento, mais conhecidos como lockers.

Agendar a entrega de uma encomenda ou refeição em um locker próximo do trabalho, destravando-o com um código digitado ou escaneado por QR Code, deve ser uma ação muito comum nos próximos anos.

Também deve ser comum a criação de um endereço físico móvel, que pode “alugar” um espaço em um locker por um tempo determinado entre o usuários e a empresa responsável por ofertar o espaço, como forma de garantir que as compras sejam recebidas e armazenadas em um lugar de mais fácil acesso tanto para quem envia como para quem a recebe.

Sistemas ágeis de transformação digital

Além das tendências de mobilidade apontadas pelos especialistas da Forbes, vale ressaltar que essas e outras implementações ganham mais velocidade nas cidades inteligentes quando realizadas por meio de produtos e soluções de transformação digital de documentos e processos.

Ao mapear processos e digitalizar etapas, os funcionários públicos conseguem trabalhar de forma mais padronizada, cidadãos e empresas fazem solicitações de forma 100% on-line, com o uso de recursos como assinaturas digitais, e os gestores municipais têm acesso a uma gama maior de dados, o que facilita o entendimento das necessidades da população e a criação de melhorias focadas no bem-estar de todos. Iniciativas como essa possibilitam um maior democratização das políticas de atendimento ao cidadão. 

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities

DISTRITO FEDERAL RECEBE O PARQUE DA MOBILIDADE URBANA REGIONAL CENTRO-OESTE NO DIA 21 DE NOVEMBRO

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Distrito Federal Recebe o Parque da Mobilidade Urbana Regional Centro-Oeste no Dia 21 de Novembro

Evento reúne especialistas e gestores para discutir soluções inovadoras e parcerias estratégicas visando transformar a mobilidade urbana nas cidades da região

O ecossistema da mobilidade urbana é uma teia complexa e interconectada que envolve pessoas, bens e serviços, com impactos diretos nos aspectos socioeconômicos, logísticos e ambientais das cidades. Em um passo significativo para a transformação da mobilidade na região, o Distrito Federal será o anfitrião do Parque da Mobilidade Urbana Regional Centro-Oeste, que ocorrerá no dia 21 de novembro. Com curadoria da Urucuia: Mobilidade Urbana, o evento reunirá organizações comprometidas com o desenvolvimento de um sistema de mobilidade sustentável, disruptivo e inclusivo.

A edição regional do Parque da Mobilidade Urbana (PMU) tem apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) e busca criar um ambiente de troca de conhecimento, onde novos prefeitos e gestores municipais terão acesso a conteúdos exclusivos e direcionados. O objetivo é debater melhores práticas, soluções inovadoras e parcerias estratégicas para promover a evolução do transporte urbano nas cidades do Centro-Oeste.

“A mobilidade urbana é a espinha dorsal das cidades, e impacta diretamente a qualidade de vida da população. O PMU Regional Centro-Oeste é uma oportunidade única de alinharmos estratégias e ações que tornem as cidades mais sustentáveis e inclusivas para todos”, destacou Paula Faria, CEO da Necta, Idealizadora do Parque da Mobilidade Urbana e uma das palestrantes confirmadas.

Mobilidade Urbana no Distrito Federal

O Distrito Federal se destaca nacionalmente pelos seus investimentos em mobilidade urbana, permeando diversos segmentos. O programa Brasília Vida Segura, por exemplo, reduziu 43% dos acidentes fatais na capital federal. A cidade também conta com uma infraestrutura robusta que inclui 150 km de faixas exclusivas para ônibus e 664,7 km de ciclovias, formando a segunda maior malha cicloviária do Brasil. Além disso, o Distrito Federal possui um sistema consolidado de bicicletas compartilhadas e está em fase de expansão dos projetos de metrô e BRT no Corredor Eixo Oeste.

Com mais de 300 participantes confirmados, 25 palestrantes e dois palcos simultâneos, o evento promete ser um marco para a discussão de políticas públicas e inovações tecnológicas voltadas ao setor. O PMU Regional Centro-Oeste também visa fortalecer o diálogo entre o governo, a iniciativa privada e a sociedade civil, visando o desenvolvimento de soluções que atendam às necessidades regionais e aprimorem a mobilidade urbana como um todo.

Palestrantes Confirmados

Confira a lista de palestrantes que irão compartilhar suas experiências e visões no evento:

  • Sérgio Avelleda – Sócio-fundador, Urucuia: Consultoria em Mobilidade Urbana
  • Paula Faria – Idealizadora, Parque da Mobilidade Urbana
  • Marcos Daniel Souza dos Santos – Diretor na Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana, Ministério das Cidades
  • Francisco Christovam – Diretor Executivo, NTU – Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos
  • Thomas Maltese – Gerente Sênior, C40
  • Virginia Mesquita – Sócia, Demarest
  • Alex Carreiro – Secretário Executivo, SEMOB – Secretaria de Transporte e Mobilidade do DF
  • Richele Cabral – Diretora de Mobilidade Urbana, Semove
  • Yuriê Baptista César – Coordenador de Incidência Executiva, UCB – União de Ciclistas do Brasil
  • Fabrizzio Muller – Secretário de Mobilidade, Prefeitura de Salvador

Com a presença de especialistas renomados, o Parque da Mobilidade Urbana Regional Centro-Oeste promete fomentar debates relevantes e promover um ambiente propício para a construção de cidades mais conectadas e eficientes no Centro-Oeste brasileiro.

Garanta sua vaga: PMU Regional Centro-Oeste – PMU (parquedamobilidadeurbana.com.br) 

Sobre a Necta

A Necta é uma das principais promotoras de conteúdo e eventos no Brasil especialista em aproximar os públicos B2B, B2G, G2B e G2G através da implementação de atividades orientadas a impactar positivamente os ecossistemas onde estão inseridas.

Criamos plataformas que conectam pessoas e transformam ecossistemas por meio de soluções de conteúdo especializado, promoção de eventos de negócios, premiações, cursos, rankings, estudos, marketplace e utilização de ferramentas de inteligência de mercado.

Somos os idealizadores e realizadores do Connected Smart Cities, única plataforma de cidades inteligentes e mobilidade urbana do Brasil, e da principal plataforma de PPPs e Concessões, o P3C Investimentos em Infraestrutura.

 

O DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO ATUAL DEPENDE DA CONECTIVIDADE DE QUINTA GERAÇÃO

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O desenvolvimento econômico atual depende da conectividade de quinta geração
Crédito: Banco de imagem

Aumentar a competitividade de todos os setores econômicos no atual momento está diretamente relacionado com a capacidade de expandir a infraestrutura 5G de modo que alcance todo o território nacional e esteja disponível para toda a população e em todas as cidades

A cidade de São Paulo, um dos maiores centros urbanos do mundo, recentemente enfrentou uma de suas crises climáticas mais severas, assumindo o posto de cidade mais poluída do planeta por vários dias. As imagens de um céu encoberto por uma densa camada de poluição, combinadas com um calor sufocante, serviram de alerta para os desafios ambientais que se tornam cada vez mais agudos.

No entanto, além de grave, estamos diante de um cenário peculiar. Ao contrário do que acontecia em décadas passadas, quando o desenvolvimento parecia ser o horizonte do país, São Paulo enfrenta uma poluição que não é causada por uma pujante indústria com suas chaminés que despejam toneladas de resíduos no ar. Na verdade, trata-se de uma combinação entre a seca comum nessa época do ano e uma tecnologia agrária de tempos imemoriais que é a de aproveitar a estação para queimar o mato e limpar os campos. 

Ao mesmo tempo que recebe as consequências dessa técnica ancestral, a cidade de São Paulo documenta seu ambiente insalubre em câmeras 4k de smartphones ligados à conectividade ultrarrápida 5G. Alguns pensadores do Brasil falam dessa enorme contradição que parece ser recorrente na história do país. Uma luta insana entre o arcaico e o moderno, uma briga contínua entre o que nos prende ao passado e a necessidade de entrar definitivamente na modernidade.

Essa luta tem cobrado sua fatura na história do desenvolvimento econômico do país. Um exemplo simples: em 1980, o PIB do Brasil era o dobro do da China. Hoje, é nove vezes menor. O que aconteceu nos últimos 40 anos? Cada vez mais brasileiros e analistas que visitam a China fazem essa pergunta. Como foi possível transformar Shenzhen, que há 30 anos era apenas uma vila de pescadores, em uma moderna metrópole, centro de pesquisa e desenvolvimento das tecnologias digitais mais avançadas do mundo?

Vamos deixar que o leitor fique com essas perguntas e busque, por ele mesmo, as respostas. O fato concreto é que vivemos hoje uma oportunidade imensa de progresso econômico, que está impulsionando nações em todo o mundo. Essa janela está no inevitável avanço das tecnologias digitais, como a inteligência artificial e a computação em nuvem, capazes de gerar e lidar com zettabytes de dados. As operadoras de telefonia nacionais já fazem, por exemplo, testes com o 5.5G.

Aumentar a competitividade de todos os setores econômicos no atual momento está diretamente relacionado com a capacidade de expandir a infraestrutura 5G de modo que alcance todo o território nacional e esteja disponível para toda a população e em todas as cidades. Importante ressaltar, no entanto, que a tecnologia, por si só, não é um remédio para todos os males. Não é a tecnologia que resolve problemas, são as pessoas. As pessoas, a sociedade em si, seus governantes e empresários têm que ter planos, ambição e vontade.

As cidades inteligentes e o 5G no Brasil

Mudar a realidade ambiental de São Paulo e dos demais municípios brasileiros, ampliar o uso da conectividade na criação de serviços públicos mais inteligentes e de maior qualidade e promover a criação de novas oportunidades de negócios e de geração de renda são as tarefas atuais dos gestores públicos e privados.

O Brasil tem avançado na implantação da conectividade 5G e, podemos dizer que o processo está mais rápido do que o ocorrido com a geração anterior, o 4G. Segundo dados da Conecte 5G, uma iniciativa setorial das operadoras e da Conexis, o Brasil já conta com 651 municípios conectados, beneficiando mais de 63,8% da população. 

Muitas iniciativas de cidades inteligentes têm sido consideradas e algumas capitais brasileiras têm até conseguido prêmios internacionais, como apontamos neste artigo aqui no Portal Connected Smart Cities. Mesmo assim, é interessante notar que estamos nas vésperas das eleições municipais e pouco tempo foi dado para debater essa questão. A transformação digital parece fazer parte de uma agenda que é somente do governo federal. É importante lembrar que sua realização só pode acontecer no município. 

Eis um exemplo digno de nota: a cidade de Xangai, em parceria com a Universidade de Helsinque, está trabalhando para criar uma rede de sensores de qualidade do ar com base no  no poder do 5G, da inteligência artificial e da Internet das coisas (IoT). As fontes poluidoras de Xangai são, em sua maioria, os automóveis e o projeto fornece aos legisladores e residentes informações em tempo real sobre a qualidade do ar em toda a cidade, permitindo tomadas de decisões mais inteligentes e eficientes sobre o problema.

No ano que vem, teremos mais uma estação de seca, como temos a das chuvas, e é preciso agir em vez de esperar que o país inteiro esteja coberto por fuligem. Ou ainda, que uma das mais importantes cidades do mundo tenha a pior qualidade do ar novamente. É urgente que a transformação digital seja vista com a seriedade necessária para que o Brasil garanta seu futuro entre as nações mais desenvolvidas do mundo. 

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities. 

JORNADA DE BAIXO CARBONO MOVIMENTA MERCADO DE ENERGIA

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Jornada de baixo carbono movimenta mercado de energia
(Qilai Shen/Bloomberg)

Jornada de baixo carbono ganha força no Brasil, com empresas adotando estratégias para reduzir emissões e investindo em produtos verdes, beneficiando o meio ambiente

A jornada de descarbonização está se tornando cada vez mais presente nas operações das empresas brasileiras, impulsionando investimentos em “produtos verdes” e beneficiando tanto o meio ambiente quanto o mercado de energia.

Um exemplo notável é uma fábrica de compressores de refrigeração em Joinville, Santa Catarina, que se tornou a primeira unidade de uma multinacional a alcançar o título de carbono neutro.

O complexo industrial, que emprega cerca de 3.500 colaboradores e produz mais de 13 milhões de compressores anualmente, implementou uma série de medidas para atingir a neutralidade de carbono ainda em 2024.

Estratégias para a neutralidade de carbono

O processo de descarbonização da fábrica envolveu quatro etapas principais:

  • Medição precisa das emissões para identificar as fontes.
  • Redução das emissões através de softwares que monitoram o consumo de energia em tempo real.
  • Manutenção e reforma de equipamentos de alto consumo energético, como caldeiras.
  • Aquisição de energia renovável.

Além disso, a empresa comprou 9 mil créditos de carbono para compensar as emissões residuais.

Novo segmento no mercado de energia

A crescente demanda por soluções de descarbonização abriu um novo segmento no mercado. Uma geradora e comercializadora de energia aumentou seus investimentos em produtos verdes, tornando-se referência mundial em energia de baixo carbono.

Empresas de diversos setores e tamanhos estão buscando compensar suas emissões, incluindo indústrias de base, empresas de tecnologia e serviços.

Muitas vezes, empresas menores são pressionadas a descarbonizar suas operações para atender às exigências de grandes corporações em suas cadeias de produção.

Perspectivas futuras

Atualmente, o mercado de carbono no Brasil é voluntário, diferentemente de mercados mais regulados como o europeu.

Especialistas acreditam que a regulamentação do mercado de carbono no país trará mais oportunidades de negócios e aumentará a demanda por certificados de redução de emissões.

Com a transição energética ganhando força, parcerias entre empresas de energia e startups de descarbonização estão surgindo para acelerar o processo não apenas no Brasil, mas também internacionalmente.

Essa tendência promete impulsionar ainda mais o mercado de energia limpa e sustentável nos próximos anos.

Fonte: CNN Brasil

 

TECNOLOGIA A SERVIÇO DA QUALIDADE DE VIDA

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Tecnologia a serviço da qualidade de vida
Entrega de tablets para a Segurança. Crédito: Carlos Nogueira/Prefeitura.

O maior patrimônio das cidades são as pessoas que nelas vivem. E as cidades inteligentes, na definição da União Europeia, são sistemas de pessoas que interagem e usam energia, materiais, serviços e financiamento para catalisar o desenvolvimento econômico e melhorar a qualidade de vida.  

Em Santos, seguimos esta premissa e trabalhamos na gestão pública com o objetivo de promover o bem-estar da nossa população. A Cidade tem o 6º melhor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do Brasil e pretende manter os bons indicadores por meio de todos os recursos disponíveis, principalmente com investimentos em tecnologia e inovação. 

Nos últimos anos, a Cidade adotou o conceito de ‘Santos 5.0 – Tecnologia para a Qualidade de Vida’ – inspirado no conceito japonês de Sociedade 5.0, o qual reposiciona as tecnologias em benefício do homem – e quadruplicou os investimentos em TIC (Tecnologia da Informação e Comunicações), que saltaram de pouco mais de R$ 20 milhões/ano (2020) para quase R$ 80 milhões/ano (2024). 

Centro de Controle Operacional de Santos. Crédito: Carlos Nogueira/Prefeitura.

Este choque de gestão e de modernização da máquina pública teve início há 12 anos e, desde então, contou com diversas medidas e programas que contribuíram para a construção de uma cidade mais inteligente.  

Resultado disso é que, em todas as 10 edições do Ranking Connected Smart Cities, Santos figurou entre as 15 cidades mais bem classificadas do País, à frente de várias capitais, além de ser a líder nacional no eixo de Urbanismo nos últimos três anos (2022, 2023 e 2024).

Entre as ações implementadas estão: processos 100% digitais, sistema de avaliação de desempenho e remuneração variável aos servidores, criação de um Centro de Controle Operacional (CCO), informatização da rede de saúde (prontuário eletrônico único e outros avanços), rede de wi-fi e disponibilização de tablets e lousas digitais nas escolas municipais. 

Informatização da Educação. Crédito: Isabela Carrari/Arquivo Prefeitura.

A ampliação da rede de fibra ótica da Cidade (atualmente com 470km) permitiu o aumento do número de câmeras de monitoramento nas vias e equipamentos públicos. No início de 2013, eram 188 câmeras e, hoje, são 1.904 câmeras, o que representa um aumento de 900%. Dois drones de alta performance também foram incorporados ao monitoramento urbano. 

Por meio de recursos de financiamento internacional, 1.500 novas câmeras serão instaladas até o próximo ano, totalizando assim mais de 3.200 câmeras de alta qualidade em operação por toda a Cidade. Desta forma, garantiremos que 100% das escolas e unidades de saúde estejam monitoradas 24 horas, promovendo mais segurança aos alunos, pacientes e profissionais.

Desde setembro deste ano, quando o CCO completou quatro anos de funcionamento, as equipes da Guarda Municipal e da Defesa Civil passaram a utilizar tablets com dados móveis (5G). Os equipamentos são usados durante patrulhamentos e vistorias para acesso a bancos de dados oficiais e registro das ocorrências em tempo real, contribuindo para a maior segurança dos munícipes.

Entrega de tablets para a Segurança. Crédito: Carlos Nogueira/Prefeitura.

Seguindo as metas e diretrizes do G20, também é importante que os municípios invistam em infraestrutura de internet, principalmente em áreas rurais e periféricas, para garantir que os avanços tecnológicos cheguem a todos os setores da sociedade.

Neste sentido, recentemente Santos instalou mais de 100 pontos de internet gratuita (wi-fi) em equipamentos e espaços públicos, principalmente locais de grande movimentação, como praças, centros esportivos e pontos turísticos. Também concluiu projeto para ampliar a conectividade nos bairros da Área Continental do nosso Município, local preponderantemente de proteção ambiental e de difícil acesso para a expansão da rede de fibra ótica.

Após a instalação de torres de transmissão com rádios de micro-ondas especiais, os mesmos usados por operadoras de telecomunicações, os equipamentos públicos da região agora possuem internet e transmissão de dados quase 100 vezes maior, com a mesma velocidade de conexão do que a do restante do Município (1 gigabyte/segundo), melhorando a prestação dos serviços. 

Conectividade na Área Continental de Santos. Crédito: Raimundo Rosa/Prefeitura.

Com esses avanços, os moradores têm acesso ao wi-fi público nas proximidades das antenas de retransmissão e o monitoramento urbano e predial passou a ser integrado ao CCO. Outro benefício foi a melhoria da internet nas escolas, permitindo que crianças e jovens da Área Continental usem nas salas de aula os mesmos recursos (tablets e lousas digitais) que os alunos da Área Insular, promovendo inclusão digital e reduzindo desigualdades entre as diferentes regiões da Cidade.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities

FUMAÇA DE INCÊNDIOS E EMISSÃO DOS VEÍCULOS AGRAVA QUALIDADE DO AR EM SÃO PAULO, AFIRMA ESPECIALISTA

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Fumaça de incêndios e emissão dos veículos agrava qualidade do ar em São Paulo, afirma especialista
Na última semana, São Paulo registrou a pior qualidade do ar entre outras 120 metrópoles de acordo com a plataforma de monitoramento atmosférico IQAir. Foto: Adobe Stock

Período de seca também dificulta circulação de gases poluentes na atmosfera

Despontando como a cidade com a pior qualidade do ar entre outras 120 metrópoles no ranking das mais poluídas, São Paulo registrou na última semana uma das mais altas concentrações de poluentes do Brasil, segundo a plataforma de monitoramento IQAir. Além da poluição cotidiana, o deslocamento da fumaça das queimadas nas regiões Sudeste, Norte e Centro-Oeste do País agravou a situação.

Segundo Thiago Nogueira, professor do Departamento de Saúde Ambiental da Faculdade de Saúde Pública na Universidade de São Paulo (USP), neste período do ano, a cidade de São Paulo já costuma registrar níveis ruins de qualidade do ar. “O que acontece nessa época do ano, principalmente no inverno, [é que] a qualidade [do ar] de fato é ruim por conta do fenômeno de inversão térmica”, explica.

A inversão térmica é uma condição que desfavorece a dispersão dos poluentes. De acordo com o professor, este fenômeno acontece todos os anos, com índices ruins de poluição. “Desta vez tem um agravante, porque existe aquela poluição já gerada na cidade, somada com a poluição das queimadas transportadas pra cá”, afirma.

No início do ano, Nogueira e outros pesquisadores da USP lançaram um mapa da poluição na cidade de São Paulo. Os resultados da época mostraram que, em comparação com outras regiões da cidade, a zona Oeste é a que mais está exposta a gases poluentes emitidos por veículos.

De acordo com a previsão do monitoramento da IQAir, a qualidade do ar em São Paulo voltará a piorar a partir da quinta-feira, 19. Conforme a tabela, os números devem superar os 120, atingindo a categoria “Insalubre para pessoas sensíveis”. Neste nível, a plataforma orienta pessoas com sensibilidades e problemas respiratórias a evitarem atividades em espaços abertos e a usarem máscaras faciais.

Medidas de prevenção

“A cidade de São Paulo, principalmente, tem tomado atitudes muito pequenas para proteger a população”, afirma Nogueira. Conforme o professor, em situações como essa, medidas para evitar o uso de transporte individual ou orientar as pessoas a ficarem em casa podem contribuir tanto com a redução da emissão de poluentes quanto, ao mesmo tempo, com a exposição das pessoas a esses gases.

“Diminuir o uso do transporte individual está associado com o aumento da capacidade dos transportes de massas, […] em especial transportes que sejam considerados limpos, [como] ônibus elétricos, trens que sejam movidos a energia limpa”, acrescenta. Atualmente, a frota de coletivos elétricos em São Paulo possui apenas 214 veículos movidos a bateria e 201 trólebus.

Em nota, a Prefeitura de São Paulo afirmou que tem tomado medidas de cuidado com a população em relação à qualidade do ar. De acordo com o órgão, desde 2022, a prefeitura conta com um sistema de monitoramento 24 horas dos parques municipais e unidades de conservação para prevenir incêndios florestais. Segundo a Prefeitura, a iniciativa já resultou em uma redução de 16% das queimadas nos parques municipais até 2023.

A Prefeitura também lançou na última quarta-feira, 11, um comitê de crise intersecretarial que pretende liberar verba extraordinária de R$ 5 milhões para reforçar equipamentos de atendimento assistencial a idosos durante crises climáticas.

De concreto, até o momento, há a instalação de dez tendas da Operação Altas Temperaturas montadas em pontos estratégicos das cinco regiões da cidade.  Elas funciona das 10h e 16h, e lá as pessoas recebem água, chás, sucos gelados e frutas.

Monitoramento da qualidade do ar

O índice de qualidade do ar é uma ferramenta matemática desenvolvida para simplificar a divulgação da qualidade do ar. Os poluentes monitorados seguem a recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS), incluindo materiais particulados e materiais particulados finos. Os materiais particulados finos incluem fumaça, ozônio, monóxido de carbono, dióxido de nitrogênio e dióxido de enxofre.

Desde o início da semana, a cidade de Porto Velho tem registrado a pior qualidade de ar do País. Ultrapassando valores acima de 220 no índice de qualidade de ar, a condição atmosférica da cidade está classificada como “perigosa”.

De acordo com a plataforma AccuWeather, neste nível de poluição, até indivíduos saudáveis podem ter dificuldades de respiração e irritação na garganta em caso de exposição prolongada.

Em São Paulo, a prefeitura divulgou uma lista de orientações em caso da umidade do ar fique abaixo de 30%. As medidas incluem:

  • Evitar exercícios físicos ao ar livre;
  • Umidificar o ambiente por meio de vaporizadores, toalhas molhadas e/ou recipientes com água;
  • Permanecer em locais arejados e protegidos do sol;
  • Hidratar-se com maior frequência;
  • Usar soro fisiológico nas narinas;
  • Usar solução lubrificante ocular;
  • Evitar aglomerações.

Fonte: Mobilidade Estadão

‘EM PARIS, CARROS JÁ ESTARIAM PROIBIDOS NO CENTRO’, DIZ PESQUISADOR SOBRE AR POLUÍDO EM CIDADES BRASILEIRAS

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'Em Paris, carros já estariam proibidos no centro', diz pesquisador sobre ar poluído em cidades brasileiras

As cidades brasileiras não estão tratando a crise de poluição do ar neste inverno com a seriedade que a situação exige, afirma o pesquisador João Paulo Amaral.

Com a pior qualidade de ar do pais, a cidade de Porto Velho (RO) está há dias sob uma espessa camada de poluição, com o ar “muito insalubre” nesta segunda-feira (16/9), de acordo com o índice de monitoramento internacional da IQAir.

Outras grandes cidades brasileiras têm enfrentando graves problemas com o pico de poluição atmosférica, como Campinas (SP), Manaus (AM), Rio Branco (AC) e São Paulo (SP) entre outras — as cinco cidades eram as mais poluídas do Brasil no início desta semana.

Em São Paulo, a qualidade do ar melhorou na segunda-feira (16/9), após um final de semana mais úmido, mas muitos dos problemas de saúde causados pela poluição continuam.

A qualidade do ar havia sido classificada como “muito ruim” pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) na sexta-feira (13/9) — encerrando uma semana na qual a cidade chegou a ficar quatro dias no topo do ranking de cidades mais poluídas da IQAir.

Além da baixa umidade do ar e da inversão térmica que acontece no inverno, as queimadas nas regiões Sudeste, Norte e Centro-Oeste do Brasil estão entre as causas da concentração de poluentes e piora da qualidade do ar, de acordo com o MetSul.

Nenhuma das cinco cidades tem um plano de ação para episódios críticos, ou seja, um planejamento oficial sobre como agir em momentos em que a qualidade do ar está em níveis emergenciais, explica João Paulo Amaral, que é gerente de Natureza do Instituto Alana (entidade de proteção às crianças) e coordenou um estudo analisando o preparo do Brasil em comparação com oito países (França, Espanha, EUA, Reino Unido, México, Chile, Equador e Colômbia).

“Se o nível de poluição em Paris atingisse metade do que chegou em São Paulo, a cidade já teria decretado medidas emergenciais, como gratuidade no transporte público, para incentivar seu uso, ou mais restrições aos carros na região central”, afirma Amaral em entrevista à BBC News Brasil.

A pesquisa foi produzida pelo grupo de pesquisa Instituto Ar e pelo Alana, organização sem fins lucrativos de defesa dos direitos da criança, e encontrou apenas um plano de ação para episódios críticos no Brasil todo: um decreto de 1978 criado pela Cetesb no Estado de São Paulo.

“Além de estar muito defasado, esse plano nunca é colocado em prática”, afirma o especialista.

Um plano de ação deve conter orientações sobre como monitorar; qual nível de poluição é necessário para ativá-lo; quais as responsabilidades de cada órgão ou agência governamental e quais ações de controle da poluição devem ser tomadas.

“É claro que a população precisa tomar medidas inviduais para se proteger, mas esse não é um problema individual, é uma questão ambiental e de saúde pública que precisa de ação das autoridades em todas as esferas”, diz Amaral.

Como funciona em outros países?

Os outros oito países analisados pelo estudo têm planos de ação mais recentes e, com exceção do Equador, limites muito mais baixos de poluição para dar início às ações de emergência em comparação com o Brasil, mostra o estudo.

Um dos principais poluentes do ar é o chamado material particulado, ou seja, partículas de poluição muito pequenas, que podem ser inaladas e causar diversos danos à saúde.

No Brasil, os níveis de material particulado considerados críticos são acima de 125 𝜇g/m³ (nível de atenção). Acima de 210 é nível de alerta e acima de 250 é nível de emergência.

Na França e na Espanha, 25 𝜇g/m³ já é considerado um nível crítico e acima de 50 já se iniciam as medidas de emergência.

No México e na Colômbia, as medidas de emergência começam a partir de 150 𝜇g/m³; no Chile, a partir de 170.

O monitoramento dos níveis críticos é importante para que as autoridades tenham patamares a partir dos quais iniciar medidas de contenção e de mitigação dos danos da poluição à saúde — mas é preciso que existam planos de ação, segundo Amaral.

“O Brasil está muito defasado na legislação sobre o tema”, diz Amaral.

“Não só os níveis críticos estão muito acima do que é considerado o limite pela OMS [Organização Mundial de Saúde], não existem planos de ação para episódios críticos”, acrescenta ele.

Nos outros países analisados no estudo liderado por Amaral, as grandes cidades têm uma série de medidas previstas caso os níveis de poluição atinjam patamares críticos.

O pesquisador explica que o estudo destaca as medidas que visam proteger especialmente as populações mais vulneráveis: crianças e idosos.

Na Colômbia, a partir do momento em que a poluição atinge o nível de “alerta”, a ação é ordenar a suspensão das aulas em toda a área que está dentro deste nível específico de concentração de poluentes.

“No caso do nível de ‘emergência’, a ordem é a mesma, de suspensão das atividades de todas as instituições de educação, e em alguns casos, até a evacuação da população exposta”, aponta o estudo.

Essa é uma medida que Amaral não enxerga como positiva para o Brasil, por se tratar de uma interrupção do direito à educação das crianças. Mas mostra como o país colocou a população mais vulnerável como prioridade.

Em Paris, na França, quando o nível crítico de poluição é atingido, a Prefeitura implementa uma série de medidas para restringir atividades que contribuem para a poluição, como proibir o tráfego de carros no centro da cidade, dar gratuidade nas passagens de metrô (para estimular o uso do transporte público), criar feriado escolar, entre outros.

Também há uma grande campanha de comunicação orientando a população para adoção de medidas protetivas, como, por exemplo, beber bastante água, evitar fazer exercícios ao ar livre e manter as janelas fechadas.

No Reino Unido, há uma série de programas que visam a diminuição da poluição urbana no longo prazo — especialmente, voltadas para o bem-estar das crianças — como um programa para diminuir a poluição em regiões onde há escolas.

Isso envolve aumentar a arborização, diminuir o trânsito, implementar ciclovias, entre outras medidas.

O mesmo vale para os Estados Unidos, onde as ações para episódios críticos são específicas para cada região do país.

“Os planos precisam ser regionais, porque há muitas diferenças dentro de um mesmo país, desde a densidade demográfica até a atividade econômica principal e as fontes de poluição”, explica Amaral.

O que dizem as cidades brasileiras?

Procurada pela BBC News Brasil, a Prefeitura de São Paulo afirmou que tem tomado medidas para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas como um todo.

A Prefeitura disse que declarou 32 áreas verdes particulares como áreas de utilidade pública, o que vai ampliar a zona de proteção da cidade de 15% para 26% do território municipal.

Além disso, a Prefeitura afirmou que tem um sistema de monitoramento para prevenir incêndios florestais, o que diminuiu as queimadas em parques municipais em 16% desde 2020.

“A Prefeitura tem feito avanços como a aquisição das primeiras viaturas elétricas para a Guarda Civil Metropolitana. Ao todo, serão 50 veículos até o fim do ano”, ressaltou a Prefeitura em nota.

A administração também disse estar implementando a mudança de combustível dos caminhões de coleta de lixo, a eletrificação da frota de ônibus e oferece um benefício fiscal para quem tem carro elétrico.

A Prefeitura disse ainda que a Defesa Civil colocou toda a cidade em estado de atenção para a baixa umidade relativa da semana passada e que foram montadas tendas na cidade para distribuição de água e atendimento de animais de estimação.

“A Secretaria Municipal da Saúde recomenda que a população se mantenha bem hidratada, proteja-se do sol, mantenha ambientes internos úmidos através de borrifadores, vaporizadores, toalhas molhadas e recipientes com água e evite exercícios físicos ao ar livre entre 11 e 18 horas”, diz a Prefeitura em nota.

As Prefeituras de Manaus e Porto Velho também citaram as medidas de combate à poluição que têm sido tomadas. As Prefeituras de Boa Vista e Campinas não responderam aos questionamentos da reportagem.

A Prefeitura de Porto Velho afirma que, embora não haja um plano específico para episódios críticos de poluição atmosférica, a “criação da Lei nº 14.850/2024, que estabelece diretrizes para o monitoramento da qualidade do ar e a divulgação de dados à população, representa um avanço significativo”.

A Prefeitura diz ainda que tem necessidade de recursos financeiros e recursos humanos para ampliar a capacitação dos servidores para lidar com o problema e ampliar a publicidade do tema para a população.

Diz ainda que “opera um viveiro municipal com o objetivo de promover a arborização na cidade” e que tem dois projetos de educação ambiental para “conscientizar e sensibilizar para a conversação ambiental”.

Sobre os incêndios — um dos principais fatores de poluição na região —, Porto Velho disse que “tem implementado campanhas publicitárias por meio de rádio, televisão, sites e redes sociais para conscientizar a população sobre os riscos associados às queimadas” e que a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMA) intensificou a fiscalização na capital e nos distritos.

Já a Prefeitura de Manaus afirmou que a cidade está em “estágio de mobilização” e que criou um Comitê de Combate às Queimadas.

Disse ainda que foram estabelecidas “ações preventivas” para o enfrentamento aos incêndios e que está monitorando e analisando as informações de focos de calor divulgados pelo Inpe e que a maioria dos focos de incêndio vêm do interior do Estado.

A cidade afirmou que tem divulgado medidas que precisam ser adotadas pela população, como beber água e proteger os olhos e o sistema respiratório.

“A inalação de partículas geradas por queimadas pode causar reações que vão de desconfortos leves a sintomas como dor de cabeça e dor de garganta, dificuldade respiratória, lacrimejamento e vermelhidão nos olhos, crises alérgicas e infecções do sistema respiratório, com quadros de asma, bronquite, sinusite, rouquidão, tosse, conjuntivite e problemas cardiovasculares agudos”, explicou a Prefeitura de Manaus em nota.

“Para os casos de desconforto respiratório leve ou necessidade de mais orientações para evitar os efeitos da fumaça na saúde, o usuário deve procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima da sua casa.”

Fonte: BBC Brasil