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Marco legal dos transportes e como o discurso de deputados vão contra a próprio bandeira

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Marco legal dos transportes e como o discurso de deputados vão contra a próprio bandeira
Foto: Enviada por Gustavo Balieiro

Deputados são contra o marco legal dos transportes, o principal mecanismos de mudança de incentivo de política pública em transporte no país

O debate sobre o Marco Legal do Transporte Público no Congresso revelou uma desconexão preocupante entre o discurso de eficiência e a prática legislativa. Enquanto alguns deputados se posicionaram contra o projeto alegando defesa do pagador de impostos, a análise técnica demonstra que manter o status quo é, na verdade, a opção mais cara e ineficiente para o cidadão brasileiro. A principal crítica do Deputado Kim Kataguiri, e de parte dos que o acompanharam, concentrou-se no medo de novas taxas, quando na verdade o marco é uma mudança estrutural do setor e a possiblidade da taxação seria uma autorização, complementar a lei de 2012 que já estabelecia os mecanismos, e ainda sim retirada pelo relator do projeto.

No entanto o foco real do marco é reestruturar o financiamento do transporte público coletivo, distinguindo a tarifa paga pelo usuário da remuneração aos operadores. Ele introduz conceitos como “tarifa pública” (o que o passageiro paga), “tarifa de remuneração” (que cobre custos reais) e “superávit tarifário” (para reinvestimentos), incentivando eficiência sem depender unicamente de aumentos tributários. Enquanto a Lei de Mobilidade foca em princípios gerais, o PL 3278/2021 adiciona regras específicas para o transporte coletivo.

Para avançar no debate de forma técnica e propositiva, é fundamental traduzir as mudanças estruturais que o Marco Legal do Transporte Público propõe. O Deputado Kim Kataguiri, ao focar na narrativa de “novos impostos” (ponto que já foi sanado com a retirada da autorização de taxação pelo relator), acaba ignorando a engenharia de incentivos que o projeto traz.

Votar contra o Marco Legal é, ironicamente, votar pela manutenção de um sistema que:

  • Desperdiça Espaço: A ocupação média nas capitais é de apenas 1,4 passageiro por automóvel. Isso é o auge da ineficiência produtiva e do desperdício de infraestrutura.
  • É Economicamente Insustentável: Mundialmente, a receita das passagens não cobre sequer 50% do custo do sistema. Ignorar a necessidade de um modelo de financiamento estruturado, como o Marco Legal propõe, é condenar as cidades a subsídios emergenciais que sangram o orçamento público sem oferecer melhoria real. O mero aumento de tarifas ou injeção de subsídio para equilibrar custos é um dos mecanismos que mais reforçam ao passageiro a percepção de serviço ruim, má imagem do setor e busca para sair o quanto antes da dependência do serviço.

De forma geral em comparação com a legislação atual, ou a falta dela, podemos resumir por critério:

Critério de Comparação Modelo Atual Modelo Marco Legal
Financiamento A passagem tenta (e falha) cobrir todo o custo, resultando em tarifas caras para um serviço ruim. O usuário paga um valor possível (tarifa pública), o Estado cobre a diferença (tarifa técnica) com foco em produtividade urbana.
Lógica de Remuneração Por Passageiro: O operador ganha por passageiro transportado. Nesta lógica a relação de quanto mais gente houver no ônibus melhor para relação econômica.

Por quilometro fixo: custo por quilometro fixado independente da qualidade do serviço prestado

O operador é pago pelo serviço prestado (km rodado) e qualidade atingida através de indicadores de desempenho.
Incentivo à Qualidade O conforto é visto como custo. Ônibus vazio é prejuízo, ônibus lotado é lucro. O lucro está atrelado a indicadores de desempenho, sejam operacionais ou atrelados a percepção da qualidade.
Transparência Fiscal Planilhas de custo complexas que não incentivam a eficiência. Modelos são meramente baseados em custos estimados do sistema. Separação clara entre custo de operação, investimento em frota e receita tarifária. A possiblidade da  inserção de mecanismos de eficiência muda o incentivo de manter alto custo para busca da excelência operacional.
Risco Jurídico Contratos mal desenhados que geram judicialização e colapsos operacionais por falta de equilíbrio do contrato. Hierarquização e mais segurança jurídica para investimentos em tecnologia ou modernização da frota

 

O deputado Kim Kataguiri votou contra a urgência, alinhando-se à narrativa de novos impostos, mas ignora que o marco cria exatamente os mecanismos de incentivo que seu grupo defende, mudando políticas públicas via indicadores de desempenho, como pontualidade, cobertura de áreas periféricas e redução de emissões, para premiar eficiência e combater ineficiências. Kataguiri, que critica “incentivos perversos” na educação (onde piores estados recebem mais verbas), rejeita aqui um sistema que remunera operadores por resultados mensuráveis, promovendo responsabilidade fiscal e inovação. Sua trajetória no MBL, defendendo mecanismo de eficiência, deveria levá-lo a abraçar essa evolução, não combatê-la com leituras superficiais.

Em conclusão, o marco legal altera a estrutura e incentivo de um modelo meramente de estimativa de custo por medição por eficiência, como remuneração por desempenho vinculada a indicadores quantitativos e qualitativos (ex.: taxa de pontualidade, índice de cumprimento de viagem, redução percentual de emissões, etc). E aí surge o grande questionamento, como fazer tudo isso se o setor é “uma caixa preta”? Isto na verdade é uma falácia e não existe, mas é um assunto para um próximo artigo.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Portal CSC

Governo federal destina R$ 3,4 milhões a cidades atingidas por chuvas em MG

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Lula libera R$ 266,5 milhões para cidades em calamidade na Zona da Mata Mineira
Foto: Corpo de Bombeiros de MG/Divulgação

O governo federal liberou R$ 3,4 milhões para restabelecimento e assistência humanitária em Juiz de Fora e Ubá, cidades de Minas Gerais atingidas por chuvas que já deixaram 53 mortos nos últimos dias.

O que aconteceu

Dinheiro será repassado via Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional. Ontem, o órgão informou que R$ 2,9 milhões serão enviados para Juiz de Fora e R$ 482 mil para Ubá.

Ministro visitou cidades ontem. Na região desde terça-feira (24), Waldez Góes disse que a Defesa Civil Nacional está em contato com as prefeituras desde antes da tragédia climática e que vários ministérios estão envolvidos no esforço de reconstrução das áreas destruídas.

Trabalho na região envolve diferentes frentes. Segundo Góes, além da busca e do resgate de vítimas, há necessidade de auxílio a desabrigados e desalojados, restabelecimento de serviços essenciais e reconstrução das cidades.

Ontem, cidades tiveram estado de calamidade pública reconhecido pela Defesa Civil Nacional. Além de Juiz de Fora e Ubá, Matias Barbosa, também na região, se encontra na situação. A medida é necessária para que os municípios possam acessar recursos federais.

Chuvas já causaram 53 mortes na região. Ao todo, 47 mortos foram encontrados em Juiz de Fora e outros seis em Ubá, de acordo com dados divulgados pelo Corpo de Bombeiros no começo da manhã de hoje. Outras 15 pessoas estão desaparecidas nas duas cidades.

Fonte: UOL

P3C 2026 reúne líderes públicos e privados para aprimorar modelo de PPPs e concessões no Brasil

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P3C 2026 reúne líderes públicos e privados para aprimorar modelo de PPPs e concessões no Brasil
Foto: Divulgação

Encontro debate avanços regulatórios, segurança jurídica e sustentabilidade dos projetos que devem orientar o novo ciclo de investimentos em infraestrutura no país

São Paulo, 24 de fevereiro de 2026 – Reunindo autoridades públicas, investidores, operadores, agentes financeiros, reguladores e especialistas responsáveis pela estruturação dos principais projetos de infraestrutura do país, o P3C 2026 – PPPs e Concessões: Investimentos em Infraestrutura no Brasil consolidou-se, em sua quinta edição, como um dos principais ambientes de articulação e debate sobre o futuro das parcerias entre iniciativa privada e poder público.

Pela abrangência temática e pluralidade de participantes, o evento funciona como ponto de convergência das discussões voltadas ao aprimoramento do marco regulatório, à evolução das modelagens econômico-financeiras e ao fortalecimento das PPPs como instrumento capaz de ampliar a eficiência dos serviços públicos e gerar benefícios diretos à sociedade.

A programação reuniu mais de 150 painéis dedicados à discussão das PPPs e concessões em diferentes frentes, que vão da infraestrutura e educação às cidades inteligentes, transportes de passageiros e cargas, cibersegurança e modelagem econômico-financeira.

Segundo Paula Faria, CEO da Necta, idealizadora do P3C, organizado em conjunto com a B3, o escritório Portugal Ribeiro & Jordão Advogados e o Estadão, o encontro cumpre o papel de ampliar o diálogo sobre os mecanismos necessários para destravar investimentos e aumentar a previsibilidade dos projetos. “O evento promove reflexões sobre temas críticos para o avanço das PPPs e concessões, como segurança jurídica, governança, estruturação financeira e estabilidade regulatória, elementos fundamentais para proteger o valor dos contratos e garantir a sustentabilidade dos investimentos em infraestrutura”, afirmou.

Para Maurício Portugal, sócio do Portugal Ribeiro & Jordão Advogados, o avanço das PPPs no país reflete a maturidade institucional alcançada nas últimas décadas. “O desafio agora é alcançarmos um ritmo de contratações que permita elevar os investimentos em infraestrutura para patamares próximos de 4% do PIB. O desenvolvimento desse setor está diretamente ligado à competitividade econômica e à qualidade de vida da população”, afirmou.

O CEO do Estadão, Erick Bretas, destacou o papel da comunicação na consolidação do ambiente de concessões no país. “Levar à sociedade o debate sobre infraestrutura contribui para ampliar a compreensão sobre a importância das PPPs e sobre os ganhos de eficiência e qualidade proporcionados por esses modelos”, afirmou.

Representando o mercado de capitais, o presidente da B3, Gilson Finkelsztain, ressaltou que o avanço das concessões depende de projetos bem estruturados e previsibilidade regulatória, fatores essenciais para ampliar a participação do investimento privado na infraestrutura brasileira.

A gerente-geral da Unidade Estratégia Governo do Banco do Brasil, Michele Alencar Teixeira, destacou que iniciativas voltadas à qualificação dos projetos contribuem para ampliar a capacidade de financiamento e fortalecer o ambiente de investimentos em infraestrutura no país.

Segundo Willian Rigon, sócio-diretor de Novos Negócios da Necta, o P3C cumpre papel relevante ao reunir, em um mesmo ambiente, formuladores de políticas públicas, investidores e operadores responsáveis pela implementação dos projetos. “A qualidade do diálogo entre setor público e iniciativa privada é determinante para a evolução das concessões e para a entrega de serviços mais eficientes à sociedade”, afirmou.

Nova certificação qualifica projetos de concessões e PPPs

Uma das grandes novidades desta edição foi o lançamento da Certificação de Projetos de Concessões e Parcerias Público-Privadas (PPPs), iniciativa da Plataforma P3C, com apoio estratégico da B3 e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A certificação foi concebida como um mecanismo independente de avaliação destinado a reconhecer projetos que adotem melhores práticas de planejamento, modelagem econômico-financeira, governança contratual e sustentabilidade.

O objetivo é qualificar projetos antes de sua ida ao mercado, reduzindo assimetrias de informação, aumentando a previsibilidade regulatória e fortalecendo a confiança de investidores, financiadores e órgãos de controle — fatores considerados determinantes para a atração de capital privado e a redução do custo de financiamento das concessões.

Viabilidade e eficiência

Entre os painéis realizados, um deles abordou como a retomada dos investimentos no setor aéreo e o avanço da aviação regional pressionam o Brasil a se preparar para um novo ciclo de concessões aeroportuárias voltado à ampliação da conectividade e da eficiência operacional. O debate tratou da sustentabilidade econômica dos projetos e de sua atratividade para investidores, além de desafios relacionados ao financiamento, integração logística e modernização tecnológica.

A mediação foi conduzida por Mariana Menezes, gerente jurídica regulatória da ABR Aeroportos do Brasil, que questionou os elementos essenciais para ampliar o interesse do investidor e o posicionamento da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) diante do novo ciclo de concessões.

O diretor-presidente da ANAC, Thiago Faierstein, destacou a relevância estratégica da aviação regional para o desenvolvimento econômico. “Em todo o mundo, a participação do Estado no setor aeroportuário regional é importante, principalmente onde não há atratividade para o setor privado”, afirmou. Segundo ele, o principal desafio brasileiro está na estabilidade institucional. “No Brasil não falta mercado, mas sim um ambiente tributário, regulatório e jurídico estável para atrair mais investidores.”

Para Thiago Nykiel, diretor-executivo da Infraway, o setor aeroportuário brasileiro passou por profunda transformação nas últimas décadas. Atualmente, mais de 92% dos passageiros utilizam aeroportos concedidos. “Suprimos a ineficiência do setor com um modelo de gestão técnica e racional. Hoje, o foco está na busca por investimentos sustentáveis, com o setor privado atuando onde há potencial de crescimento”, afirmou.

Osmar Lima, secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado do Rio de Janeiro, ressaltou o papel dos aeroportos regionais como ativos estruturantes para o desenvolvimento local. “O aeroporto deve ser entendido como vetor de negócios e instrumento de desenvolvimento municipal, gerando emprego e renda para as regiões”, disse.

IA, IoT, Free Flow e conectividade nas concessões

A transformação digital aplicada à infraestrutura também foi destaque nos debates. Um painel dedicado às novas tecnologias abordou como a integração entre Internet das Coisas (IoT), conectividade e sistemas automáticos de pagamento, como o Free Flow, vem redefinindo a gestão das concessões rodoviárias.

A diretora do Smart Campus Facens, Regiane Romano, classificou a IoT como a terceira grande era da computação. “Ao longo dos últimos 30 anos acompanhamos a evolução até a construção do Plano Nacional de IoT, que busca promover competitividade econômica e melhoria da qualidade de vida. Na mobilidade, essas tecnologias já são aplicadas de forma estruturante”, afirmou.

Apresentando experiências práticas, André Kazuo Silva, gerente de Tecnologia, Sistemas e ITS do Grupo Way, destacou projetos implementados em rodovias de Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás. “Aplicamos conectividade 4G, fibra óptica, câmeras inteligentes e comunicação via satélite. O impacto vai além da rodovia, refletindo diretamente na economia regional”, explicou.

Também participante do debate, Redson Gonçalves, da Superintendência de Projetos de Rodovias da Infra S.A., ressaltou que o ciclo recente de leilões rodoviários — com 22 certames realizados desde 2023 — tem impulsionado a entrada de novos operadores e tecnologias. “Precisamos avançar na interoperabilidade entre sistemas antigos e modernos, na proteção de dados e na confiabilidade dos sistemas de cobrança, fatores que tendem a estimular a evolução regulatória”, afirmou.

Diálogos P3C & Estadão

Entre as novidades desta edição esteve o Diálogos P3C & Estadão, iniciativa que promove entrevistas ao vivo entre autoridades públicas e CEOs de empresas estratégicas, conectando visões de governo e mercado sobre cenário econômico, regulação, investimentos e prioridades para o setor.

Com programação abrangente, o P3C 2026 reforça sua posição como espaço de referência para o debate qualificado sobre PPPs e concessões no Brasil, fortalecendo a relação entre iniciativa privada e poder público em um ambiente pautado por transparência, governança e geração de negócios.

Nova edição do Prêmio P3C

A programação incluiu ainda a nova edição do Prêmio P3C, consolidado como uma das principais iniciativas de reconhecimento do mercado de PPPs e concessões no país. A premiação destacou projetos, instituições e profissionais com atuação relevante na estruturação, financiamento, regulação e operação de ativos de infraestrutura, considerando critérios técnicos e impactos econômicos, sociais e ambientais.

Próxima edição

P3C 2027 – PPPs e Concessões – Investimentos em Infraestrutura no Brasil
📅 16 e 17 de fevereiro de 2027
📍 Centro de Convenções Frei Caneca – São Paulo (SP)
🔗 https://evento.p3c.com.br/

Fotos edição 2026: Clique aqui 

Retomada dos investimentos reduz mortes em 95% e eleva padrão de qualidade na BR-163/MT

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Retomada dos investimentos reduz mortes em 95% e eleva padrão de qualidade na BR-163/MT
Foto: Nova Rota do Oeste

Pesquisa CNT aponta que dobrou extensão de trecho rodoviário avaliado como ‘Ótimo’

A retomada dos investimentos na BR-163/MT e o avanço da duplicação resultaram em uma redução de 95% no número de mortes registradas em um dos trechos mais críticos da rodovia. Além de mais segura, a via também passou a apresentar evolução significativa nos indicadores de qualidade e conforto nos segmentos recém-construídos pela Nova Rota do Oeste, concessionária sob controle do Governo de Mato Grosso.

As obras de ampliação de capacidade tiveram início em 2023, pelo trecho entre Diamantino e Nova Mutum, à época considerado o mais perigoso e letal dos 850,9 quilômetros sob concessão. Em 2023, quando a pista ainda era simples, foram registradas 25 mortes nesse segmento. Em 2025, já com a duplicação concluída, apenas um acidente resultou em óbito.

Desde a retomada, a Concessionária já entregou 230 quilômetros de pista nova — sendo 100 quilômetros concluídos em 2024, entre Diamantino e Nova Mutum, e outros 130 quilômetros em 2025, distribuídos de forma descontinuada entre Cuiabá e Sinop. Desde 2024, a BR-163 concentra o maior volume de obras rodoviárias em execução no país e registrou as duas maiores entregas anuais de duplicação no cenário nacional nos últimos dois anos.

Qualidade reconhecida

A evolução na segurança ocorre paralelamente ao reconhecimento da qualidade da infraestrutura implantada. A Pesquisa CNT de Rodovias 2025 apontou que a classificação “Ótimo” para o pavimento da BR-163/MT mais que dobrou nos últimos três anos — período que coincide com a troca de controle acionário da Nova Rota do Oeste e a retomada dos investimentos.

De acordo com o levantamento, em 2022 apenas 19% do pavimento da rodovia recebeu avaliação “Ótimo”. Em 2025, esse percentual subiu para 41,2%. O trecho entre Diamantino e Nova Mutum, que antes figurava entre os mais críticos, passou a se destacar positivamente no ranking de qualidade.

Na avaliação do diretor-presidente da Nova Rota do Oeste, Luciano Uchoa, os resultados são reflexo direto do volume de investimentos aplicados desde 2023.

“Um exemplo claro do impacto positivo dos investimentos é o trecho entre Diamantino e Nova Mutum, onde iniciamos a duplicação por ser considerado o pior segmento da BR-163. Entregamos 100 quilômetros de pista duplicada nessa região em dezembro de 2024 e reduzimos em 95% o número de acidentes com mortes. Agora, a Pesquisa CNT reafirma o trecho como Ótimo, atestando a qualidade do trabalho desenvolvido”, destaca Uchoa.

Atualmente, a Nova Rota do Oeste e o Governo de Mato Grosso, por meio da MT Participações (MT Par), mantêm oito contratos de duplicação em execução no trecho entre Cuiabá e Sinop, que somam R$ 4,14 bilhões em investimentos previstos.

“Com a entrega de mais 130 quilômetros de pista nova neste mês de dezembro, alcançamos pelo segundo ano consecutivo o maior volume de obras rodoviárias concluídas no país. Estamos à frente da maior frente de obras rodoviárias em andamento no Brasil. A tendência é ampliar ainda mais os índices de qualidade e segurança, contribuindo para o desenvolvimento do Estado e para o fortalecimento da logística mato-grossense”, finaliza o diretor-presidente.

Obras aceleradas na BR-163/MT projetam conclusão da duplicação para 2026

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Obras aceleradas na BR-163/MT projetam conclusão da duplicação para 2026
Foto: Nova Rota do Oeste

Meta da Nova Rota e do Governo de Mato Grosso antecipa prazo de entrega em quatro anos

Com o programa de aceleração da duplicação da BR-163/MT, a Nova Rota do Oeste projeta concluir, até dezembro de 2026, todas as obras previstas no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A meta atende ao prazo estabelecido pelo Governo de Mato Grosso e reduz pela metade o período inicialmente previsto em contrato.

Para cumprir o cronograma, a Concessionária se prepara para executar mais 76 quilômetros de pista nova nas regiões de Cuiabá e Várzea Grande, na Rodovia dos Imigrantes (BR-070), e no trecho norte da BR-163, entre Diamantino e Sinop.

Os investimentos na BR-163 foram retomados em 2023, após oito anos de paralisação, com a mudança no controle acionário da Concessionária, que passou a ser de responsabilidade do Governo de Mato Grosso, por meio da MT Participações (MT Par), empresa de economia mista do Estado.

Desde então, a rodovia se transformou em um dos principais canteiros de obras do país. Nos últimos dois anos, foram entregues 100 quilômetros de duplicação em 2024 e outros 130 quilômetros em 2025 — os maiores volumes já registrados no Brasil nesse período. Em 2025, a BR-163 também recebeu o Prêmio de Melhor IRI de Implantação de Obras, concedido pela MOBA, empresa especializada em equipamentos e automação para infraestrutura, ao alcançar índice médio de 0,58 m/km, patamar semelhante ao verificado em rodovias europeias.

Atualmente, todas as frentes previstas no TAC estão contratadas e em execução. Pelo acordo firmado com a ANTT, a entrega das obras poderia ocorrer em até oito anos. No entanto, o Governo de Mato Grosso estabeleceu como meta reduzir esse prazo para quatro anos, e a Nova Rota estruturou um cronograma para cumprir a antecipação.

O diretor-presidente da Nova Rota do Oeste, Luciano Uchoa, explica que a Concessionária trabalha com dois marcos distintos dentro do contrato de concessão: o primeiro, relacionado às obras previstas no TAC; e o segundo, referente às novas obrigações incorporadas por meio da Revisão Quinquenal, aprovada em janeiro de 2025.

“O contrato original da BR-163, repactuado por meio do TAC assinado com a ANTT, prevê a duplicação da Rodovia dos Imigrantes (BR-070), em Cuiabá e Várzea Grande, e do trecho norte da BR-163, entre Diamantino e Sinop. Vamos concluir esses segmentos em 2026, ou seja, na metade do prazo contratual”, afirma Uchoa.

Novos investimentos

Com o avanço da duplicação e a antecipação das obras previstas no TAC, a ANTT incorporou novas obrigações e investimentos ao contrato de concessão, por meio da Revisão Quinquenal aprovada em janeiro de 2025.

O novo escopo contempla a duplicação de mais 101 quilômetros, no trecho entre Várzea Grande e Rosário Oeste. As obras já estão em andamento, com conclusão prevista para dezembro de 2028.

O pacote inclui ainda a construção da área de escape na Serra de São Vicente e a implantação de conectividade 4G ao longo da rodovia — serviços já contratados e em execução, com prazo de entrega previsto para o próximo ano.

Também integram o conjunto de investimentos a construção do Trevão de Rondonópolis, do Complexo Viário do Trevo do Lagarto e de um contorno viário em Lucas do Rio Verde, além da implantação de Pontos de Parada e Descanso (PPDs) e de iluminação pública na Rodovia dos Imigrantes (BR-070), em Cuiabá e Várzea Grande.

Postes de iluminação do futuro vão fazer mais do que acender a luz; entenda

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Postes de iluminação do futuro vão fazer mais do que acender a luz; entenda
Foto: Inteligência Artificial/Google

Antes usadas apenas para iluminar paisagens urbanas, as estruturas passarão a compor a infraestrutura digital das cidades; Emenda Constitucional que passa a vigorar em 2026 pode ser o pontapé inicial

Os postes de iluminação pública foram instalados no Brasil no fim do século XVIII e, nos próximos anos, devem passar pela maior revolução desde que deixaram de usar óleo de azeite ou baleia para a utilização de energia elétrica.

No passado, o foco em iluminar deu outro aspecto à paisagem noturna urbana. Agora, os postes de iluminação estão próximos de ser tornar um ponto central para a infraestrutura digital pública.

Segundo Eduardo Fagundes, professor e CEO da nMentors Engenharia, os postes terão outro papel muito em breve.

“O escopo evolui de “luz disponível” para “capacidade operacional urbana”, com implicações diretas para segurança pública, mobilidade e resiliência climática” diz Fagundes em entrevista à CNN Brasil.

A gestão da cidade passará a observar os parque de iluminação não mais como apenas um poste, mas um sistema que precisará ser gerido, com sensores conectado e processamento de dados.

Eventos climáticos causam 30% das panes no setor elétrico

Data centers

O sistema pretendido pode ser útil para o uso de pequenos data centers descentralizando a conexão, servindo como facilitador para o tráfego de informações para conexão de equipamentos da ‘internet das coisas’, como carros inteligentes e equipamentos domésticos.

A instalação de unidades de processamento na extremidade da rede reduz o tempo de resposta do sistema, mas a continuidade da operação exigirá sistemas de reserva de energia para assegurar o funcionamento de câmeras ou outros sensores.

“Sem uma estratégia de energia firme, a cidade inteligente colapsa operacionalmente, mesmo que sensores e software estejam tecnicamente corretos. Essa é a complicação central: a escalabilidade do modelo depende de uma arquitetura que continue operando com comunicação degradada e que mantenha disponibilidade mesmo com falha elétrica prolongada”, analisa Fagundes. Eduardo Fagundes, engenheiro e professor

Emenda Constitucional

O processo de mudança começou a ser desenhado ainda em 2023, quando uma Emenda Constitucional (nº 132/2023 atualiza o art. 149-A) que passou a permitir que munícipios possam cobrar o custeio e melhoria da iluminação pública, o imposto poderá ser cobrado a partir de 2026.

Com isso os municípios do Brasil transformam a rede de iluminação em suporte para tecnologia. A nova medida permite o uso de recursos da contribuição de custeio para a instalação de sistemas de monitoramento em vias.

Com o futuro das “cidades inteligentes” os postes poderão ser parte fundamental no processo de arquitetura.

“A gestão pública passa a exigir mensuração de disponibilidade, qualidade de serviço e trilha de auditoria para sustentar legitimidade, reduzir risco reputacional e viabilizar escalabilidade do modelo. Esse é o ponto de inflexão: a infraestrutura legada continua presente, mas a cidade passa a ser gerida como um sistema ciberfísico, com sensores, conectividade e processamento distribuído”, completa Fagundes.

Fonte: CNN Brasil

Infraestrutura volta ao centro da agenda de investimentos e mobiliza setor público e privado no P3C 2026

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5ª edição do P3C é aberta em São Paulo com a presença de importantes players do setor para discutir desafios e oportunidades das parcerias público-privadas no Brasil

 Com a presença de representantes do setor público, investidores, concessionárias, operadores, agentes financeiros, consultorias e organismos multilaterais, foi aberta hoje a 5ª edição do P3C 2026 – PPPs e Concessões: Investimentos em Infraestrutura no Brasil.

Consolidado como um dos principais fóruns nacionais voltados ao debate sobre parcerias público-privadas, o evento, que segue até amanhã em São Paulo, ressaltou a urgência dos avanços em infraestrutura como condição para o desenvolvimento do país. 

Idealizado pela Necta, com correalização da B3, do escritório Portugal Ribeiro & Jordão Advogados e do Estadão Blue Studio, o encontro reúne empresas, entidades e governos com o objetivo de debater soluções para tornar o ambiente de negócios mais previsível, seguro e alinhado a critérios ambientais, sociais e de governança.

A mesa de abertura contou com a presença do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que abordou a ineficiência do chamado “Estado empresário”. “O foco do Estado deve estar na promoção da igualdade, que passa por gerir educação, saúde etc. A privatização diz respeito à eficiência dos serviços e à responsabilidade intergeracional, que um governo de quatro anos não consegue garantir”, afirmou Leite, apresentado como o governador recordista em concessões.

Também integrante da abertura, o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas, destacou a necessidade de previsibilidade e estabilidade política para a consolidação das PPPs. “A história das PPPs no Brasil vem de uma época de abundância de recursos, com o PAC no primeiro governo Lula, passou pela instabilidade política pós-governo Dilma e, hoje, ganha novos contornos para se desenvolver, contando com a atuação da Secex Consenso na mediação de impasses em grandes contratos e na busca de soluções eficientes”, afirmou.

O secretário-executivo do Ministério dos Transportes, George Santoro, ressaltou que as concessões seguem ganhando relevância como instrumentos de ampliação da capacidade de investimento em infraestrutura em um contexto de restrições fiscais e crescente demanda por modernização dos serviços públicos. “A agenda 2026 contempla uma carteira de rodovias com bons parceiros e bons projetos. Isso sem falar do olhar cuidadoso sobre o transporte ferroviário, que requer diretrizes diferenciadas”, afirmou Santoro, ao comentar projetos ferroviários de carga e passageiros em andamento.

A cerimônia contou ainda com a presença do presidente da B3, Gilson Finkelsztain, e de representantes das instituições parceiras Infra S.A., CODEMGE, Portugal Ribeiro & Jordão Advogados, Banco do Brasil e Estadão.

Para Maurício Portugal, sócio do Portugal Ribeiro & Jordão Advogados, que acompanha há mais de 30 anos o desenvolvimento das PPPs no país, o momento atual reflete a maturidade do setor. “O mais difícil é alcançarmos o ritmo de contratações que nos leve a investimentos equivalentes a 4% do PIB, sendo que atualmente o setor representa cerca de 2,17%”, afirmou. Segundo ele, o P3C representa um “pacto intergeracional”, ao reconhecer que o desenvolvimento da infraestrutura está diretamente ligado à mobilidade, à competitividade e à qualidade de vida da população.

O CEO do Estadão, Erick Bretas, destacou o papel da comunicação na consolidação das PPPs, ressaltando o acompanhamento histórico realizado pelo veículo ao longo das últimas décadas. “Levamos à sociedade a discussão sobre a importância do desenvolvimento da infraestrutura e sobre a evolução em qualidade e tecnologia proporcionada pelas PPPs e concessões”, afirmou.

A gerente-geral da Unidade Estratégia Governo do Banco do Brasil (UEG), Michele Alencar Teixeira, ressaltou a importância do evento como espaço de diálogo e construção de conhecimento. “Por meio da Portaria 808, o financiamento vem proporcionando capacitação que vai além dos projetos de infraestrutura em si, o que representa uma contribuição relevante para o desenvolvimento”, disse.

Já o diretor de Concessões e Parcerias da CODEMGE, Gabriel Fajardo, destacou a relevância do debate, especialmente em ano eleitoral. “É necessária uma comunicação eficaz para legitimar as contratualizações, envolver a população e garantir licença social. O foco no bem-estar do cidadão e o papel do Estado como fomentador das contratações nos municípios são pontos fundamentais”, afirmou.

Gargalos e oportunidades

Conforme destacou a CEO da Necta, Paula Faria, o P3C amplia o debate sobre o papel das PPPs como instrumento de modernização do Estado, aumento da eficiência e expansão da infraestrutura, além de promover reflexões sobre temas críticos para destravar projetos, como previsibilidade regulatória, segurança jurídica, modelagens contratuais, estruturação financeira e governança.

A edição de 2026 conta com programação diversificada, distribuída em múltiplos palcos simultâneos, abordando macrotemas como transporte, mobilidade urbana, energia, saneamento, meio ambiente, infraestrutura social, financiamento, riscos contratuais, inovação e transformação digital.

O evento também discute regulação, análise de riscos, mecanismos de financiamento, participação de bancos multilaterais e estruturação de projetos em níveis estadual e municipal, além das perspectivas para concessões em transportes e infraestrutura logística — áreas que concentram parcela relevante do pipeline nacional de investimentos.

Diálogos P3C & Estadão

Entre as novidades desta edição está o Diálogos P3C & Estadão, iniciativa que promove entrevistas ao vivo entre autoridades públicas e CEOs de empresas estratégicas, conectando visões de governo e mercado sobre cenário econômico, regulação, investimentos e prioridades para o setor.

Com programação abrangente, o P3C 2026 reforça sua posição como espaço de referência para o debate qualificado sobre PPPs e concessões no Brasil, fortalecendo a relação entre iniciativa privada e poder público em um ambiente pautado por transparência, governança e geração de negócios.

Nova edição do Prêmio P3C

A programação incluiu ainda a nova edição do Prêmio P3C, consolidado como uma das principais iniciativas de reconhecimento do mercado de PPPs e concessões no país. A premiação destacou projetos, instituições e profissionais com atuação relevante na estruturação, financiamento, regulação e operação de ativos de infraestrutura, considerando critérios técnicos e impactos econômicos, sociais e ambientais.

Neste ano, foram inscritos 167 projetos. Na categoria Melhor Estruturação de Projetos, o prêmio foi concedido à PPP do Sistema Socioeducativo de Minas Gerais, representado por Pedro Bruno, secretário de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias do Governo de Minas Gerais; Giselle da Silva Cyrillo, subsecretária de Atendimento Socioeducativo da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais; e Marcela de Oliveira Santos, gerente de projetos do UNOPS – Escritório das Nações Unidas para Serviços de Projetos.

Já na categoria Melhor Gestão Pública, o reconhecimento foi atribuído ao Programa de Sustentabilidade para Infraestrutura (PSI), representado por Cynthia Ruas Vieira Brayer, superintendente de Sustentabilidade, Pessoas e Inovação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

A categoria Melhor Gestão Privada teve a premiação do Programa LEGADO, representado por Wilson Ferreira Medeiros, diretor de Operações e TI da Concessionária Nova Rota do Oeste.

Na categoria Melhor Estruturação de Projetos Municipais o premiado foi o projeto PPP do Complexo Administrativo de Maceió, representado por David Ricardo de Luna Gomes, secretário municipal de Ações Estratégicas e Parcerias, e Caio Lucas Valença Costa Buarque, subsecretário municipal de Ações Estratégicas e Parcerias da Prefeitura de Maceió.

O vencedor na categoria Melhor Gestão Pública Municipal foi o projeto Contrato de Concessão Administrativa de Iluminação Pública e Sistema Semafórico do Município de São Paulo, representado por Victor Kruszynski Gonçalves Leite Moreira da Silva, da SP Regula.

O prêmio concedido na categoria Melhor Gestão Privada Municipal foi dado aoprojeto PPP Novos CEUs, representado por Guilherme Brumer, diretor de Relações Institucionais da Integra S/A.

Na categoria Mulheres na Infraestrutura ganhou Mara Clecia Dantas Souza, diretora de programa do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) e na categoria Carreiras de Impacto foram reconhecidas as trajetórias profissionais associadas ao desenvolvimento da infraestrutura nacional, com premiação para Jorge Bastos, diretor-presidente da Infra S.A., e Guilherme Theo Sampaio, diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Serviço

P3C 2026 – PPPs e Concessões – Investimentos em Infraestrutura no Brasil
Data: 23 e 24 de fevereiro de 2026
Local: Centro de Convenções Frei Caneca – São Paulo (SP)
Programação e inscrições: www.evento.p3c.com.br

CREDENCIAMENTO DE IMPRENSA: Clique aqui

Sobre o P3C

O P3C é um evento especializado no mercado de PPPs e concessões, com foco nos investimentos em infraestrutura no Brasil. Organizado pela Necta, com correalização da B3, do escritório Portugal Ribeiro & Jordão Advogados e do Estadão Blue Studio, o encontro reúne empresas, entidades e governos com o objetivo de debater soluções para tornar o ambiente de negócios mais previsível, seguro e alinhado a critérios ambientais, sociais e de governança.

Sobre a Necta

A Necta é uma promotora de conteúdo e eventos voltada à conexão entre os ecossistemas B2B, B2G, G2B e G2G. A empresa desenvolve plataformas que integram conteúdo especializado, eventos de negócios, premiações, cursos, rankings, estudos e ferramentas de inteligência de mercado, com foco em impacto positivo e geração de valor para os setores em que atua. É idealizadora das Plataformas CSC e o P3C.

Certificação para PPPs e concessões será lançada no P3C 2026 e promete elevar segurança jurídica em projetos de infraestrutura

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Nova Certificação P3C cria selo técnico para reduzir riscos, aumentar previsibilidade e fortalecer a atratividade de projetos de PPPs e concessões no Brasil; Certificação garante condições especiais em leilões na B3

São Paulo, fevereiro 2026 — Em um momento de ampliação do pipeline de concessões e parcerias público-privadas (PPPs) no país, o P3C 2026 lançará oficialmente a Certificação de Projetos de Concessões e Parcerias Público-Privadas (PPPs), iniciativa da Plataforma P3C, com apoio estratégico da B3 e do BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento, criada para reconhecer projetos que adotam as melhores práticas em sua concepção, estruturação e governança.

A proposta é criar um mecanismo independente de avaliação capaz de atestar o grau de maturidade técnica, governança, transparência e sustentabilidade dos projetos, contribuindo para reduzir assimetrias de informação e aumentar a confiança de investidores, financiadores e órgãos de controle.

O P3C 2026 acontece nos dias 23 e 24 de fevereiro, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo, e reunirá autoridades públicas, investidores, operadores, financiadores, reguladores e especialistas para discutir, de forma aprofundada, os principais desafios e oportunidades do novo ciclo de investimentos em infraestrutura no país.

Selo técnico reduz risco regulatório

A Certificação P3C foi concebida como ferramenta de avaliação estruturada de projetos de concessões e PPPs, considerando critérios como concepção técnica, modelagem econômico-financeira, governança contratual, comunicação com o mercado e sustentabilidade.

O objetivo é diferenciar projetos mais maduros e melhor estruturados antes da ida ao mercado, ampliando sua competitividade em leilões e fortalecendo a previsibilidade jurídica — fator cada vez mais determinante para o custo de capital e o apetite de investidores.

Segundo Paula Faria, CEO da Necta e idealizadora do P3C, “a certificação nasce para contribuir com a redução de risco nos projetos de PPPs e concessões, fortalecer a transparência, a previsibilidade e a segurança jurídica dos projetos de infraestrutura, criando um referencial técnico independente que amplia a confiança do mercado investidor e ainda pode garantir condições especiais em leilões realizados na B3”.

Dimensões e curadoria

A Certificação P3C estrutura sua avaliação a partir de cinco dimensões consideradas centrais para a boa governança e a adequada modelagem de concessões e PPPs. A primeira dimensão analisa a concepção do projeto, verificando se ele decorre de planejamento público consistente, diagnóstico claro do problema e análise de alternativas.

A segunda trata da licença social, avaliando o engajamento com a sociedade, a realização de audiências e consultas públicas e a mensuração dos impactos socioeconômicos. A terceira examina a comunicação com o mercado e a transparência ativa ao longo da estruturação. A quarta dimensão foca na gestão e fiscalização dos contratos, incluindo mecanismos de acompanhamento, supervisão independente e resolução de conflitos. Por fim, a quinta dimensão avalia a maturidade da estruturação e a sustentabilidade do projeto, considerando a robustez da modelagem econômico-financeira, a matriz de riscos, os instrumentos de sustentabilidade e a análise de vantajosidade.

A curadoria da certificação é composta por Alessandra Obara, subprocuradora-geral do Estado de São Paulo – Consultoria Geral; Guilherme Peixoto, superintendente de Licitações da B3; Marco Aurélio Barcelos, diretor-presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR); e Marcos Siqueira, especialista sênior em parcerias público-privadas do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Faça sua inscrição no link: https://web.nectainova.com.br/cp3c_inscricao

Aumento de projetos subnacionais e federais

O lançamento ocorre em um cenário de crescimento do volume de projetos subnacionais e federais em setores como mobilidade urbana, saneamento, resíduos sólidos, iluminação pública e infraestrutura social. Ao mesmo tempo, investidores têm exigido maior robustez na estruturação e governança dos contratos.

Nesse contexto, a Certificação P3C busca atuar como instrumento de qualificação do pipeline, elevando o padrão técnico das modelagens e contribuindo para um ambiente de negócios mais previsível e estruturado.

Debates técnicos e foco no financiamento

A nova certificação será apresentada durante o P3C 2026. Distribuída em palcos simultâneos, a programação abordará os principais eixos que influenciam a viabilidade de projetos no Brasil, incluindo transporte, mobilidade urbana, energia, saneamento, meio ambiente, infraestrutura social, inovação, transformação digital e mecanismos de financiamento.

Os debates devem tratar de regulação, alocação de riscos, modelagem contratual, participação de bancos multilaterais e estruturação de projetos em âmbito estadual e municipal, com atenção especial às concessões em transportes e logística — segmentos que concentram parcela relevante do pipeline nacional de investimentos.

Diálogos P3C & Estadão e Prêmio P3C

Entre as novidades está o Diálogos P3C & Estadão, que promoverá entrevistas ao vivo entre autoridades públicas e CEOs de empresas estratégicas, conectando visões de governo e mercado sobre cenário econômico, regulação e investimentos.

A programação inclui ainda uma nova edição do Prêmio P3C, que reconhece projetos, instituições e profissionais com atuação relevante na estruturação, financiamento, regulação e operação de ativos de infraestrutura. A premiação considera critérios técnicos e impactos econômicos, sociais e ambientais, refletindo a evolução e a maturidade do mercado de PPPs e concessões no país.

Serviço

P3C 2026 – PPPs e Concessões – Investimentos em Infraestrutura no Brasil
Data:
23 e 24 de fevereiro de 2026
Local: Centro de Convenções Frei Caneca – São Paulo (SP)
Programação e inscrições: https://evento.p3c.com.br/

CREDENCIAMENTO DE IMPRENSA: Profissionais de imprensa interessados em acompanhar os debates e entrevistas exclusivas com autoridades e executivos poderão se credenciar diretamente no pavilhão.

Sobre o P3C

O P3C é um evento especializado no mercado de PPPs e concessões, com foco nos investimentos em infraestrutura no Brasil. Organizado pela Necta, com correalização da B3, do escritório Portugal Ribeiro & Jordão Advogados e do Estadão Blue Studio, o encontro reúne empresas, entidades e governos com o objetivo de debater soluções para tornar o ambiente de negócios mais previsível, seguro e alinhado a critérios ambientais, sociais e de governança.

Sobre a Necta

A Necta é uma promotora de conteúdo e eventos voltada à conexão entre os ecossistemas B2B, B2G, G2B e G2G. A empresa desenvolve plataformas que integram conteúdo especializado, eventos de negócios, premiações, cursos, rankings, estudos e ferramentas de inteligência de mercado, com foco em impacto positivo e geração de valor para os setores em que atua. É idealizadora das Plataformas CSC e o P3C.

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Prêmio P3C 2026 destaca projetos que elevam o padrão das PPPs e concessões no país

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Prêmio P3C 2026 destaca projetos que elevam o padrão das PPPs e concessões no país
FotO: Divulgação

Premiação realizada durante o P3C 2026 destaca iniciativas públicas e privadas que elevam o padrão técnico, a governança e os impactos socioeconômicos dos projetos de infraestrutura no país

 A nova edição do Prêmio P3C, realizada durante o P3C 2026, reafirma o avanço institucional das parcerias público-privadas e concessões no Brasil ao reconhecer projetos, instituições e profissionais que se destacaram na estruturação, financiamento, regulação e operação de ativos de infraestrutura.

Consolidada como uma das principais referências do setor, a premiação valoriza iniciativas avaliadas a partir de critérios técnicos e dos impactos econômicos, sociais e ambientais gerados pelos empreendimentos.

“A consolidação do P3C acompanha a própria evolução das PPPs no Brasil, que hoje contam com maior diversidade de setores, modelos mais robustos e um ambiente institucional mais preparado para o diálogo com o investidor”, afirma Willian Rigon, sócio-diretor de Novos Negócios da Necta, realizadora do P3C, evento patrocinado e que conta com o apoio estratégico da INFRA SA, Banco do Brasil, CODEMGE, CAIXA, Governo Federal e as principais organizações responsáveis pela transformação da Infraestrutura no Brasil.

A premiação ocorreu dentro da programação oficial do evento, reunindo representantes do poder público, investidores, concessionárias e especialistas responsáveis por alguns dos projetos mais relevantes da agenda nacional de infraestrutura. 

Melhor Estruturação de Projetos

O prêmio foi concedido ao projeto PPP do Sistema Socioeducativo de Minas Gerais, representado por Pedro Bruno, secretário de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias do Governo de Minas Gerais; Giselle da Silva Cyrillo, subsecretária de Atendimento Socioeducativo da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais; e Marcela de Oliveira Santos, gerente de projetos do UNOPS – Escritório das Nações Unidas para Serviços de Projetos.

Receberam menção honrosa o projeto Concessão da Unidade de Recuperação Triunfo do Xingu (URTX), representado por Indara Martins Aguilar Roumié, e o projeto Concessão dos Serviços de Água e Esgoto do Estado de Pernambuco, representado por Luciana Xavier de Lemos Capanema.

Melhor Gestão Pública

O reconhecimento foi atribuído ao Programa de Sustentabilidade para Infraestrutura (PSI), representado por Cynthia Ruas Vieira Brayer, superintendente de Sustentabilidade, Pessoas e Inovação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

A menção honrosa foi concedida ao projeto Reequilíbrio Econômico-Financeiro Cautelar baseado em evidências, representado por Rafael Henrique Fortunato, procurador-geral da ANTT.

Melhor Gestão Privada

O prêmio foi concedido ao Programa LEGADO, representado por Wilson Ferreira Medeiros, diretor de Operações e TI da Concessionária Nova Rota do Oeste.

Receberam menção honrosa o projeto Primeira Frota Municipal de Ônibus Elétrico do Nordeste, representado por Carlos Eduardo Cardoso, CEO da TVEX, e o projeto Inovações na Gestão Contratual da URAE-1 Sudeste, representado por Marcelo Fornaziero de Mederos, diretor da Sabesp.

Melhor Estruturação de Projetos Municipais

O prêmio foi concedido ao projeto PPP do Complexo Administrativo de Maceió, representado por David Ricardo de Luna Gomes, secretário municipal de Ações Estratégicas e Parcerias, e Caio Lucas Valença Costa Buarque, subsecretário municipal de Ações Estratégicas e Parcerias da Prefeitura de Maceió.

As menções honrosas contemplaram o projeto Brilha Goiânia – PPP de Cidade Inteligente, representado por Abimael Calisto Sena, e o Programa ES Inteligente, representado por Marcelo Barbosa Saintive, diretor-presidente do Bandes.

Melhor Gestão Pública Municipal

O vencedor foi o projeto Contrato de Concessão Administrativa de Iluminação Pública e Sistema Semafórico do Município de São Paulo, representado por Victor Kruszynski Gonçalves Leite Moreira da Silva, da SP Regula.

Receberam menção honrosa os projetos Concessão de Parques Municipais de São Paulo e Concessão do Complexo Anhembi, representados por Luiz Fernando Arantes Machado e José Antonio Parimoschi, da Prefeitura de São Paulo.

Melhor Gestão Privada Municipal 

O prêmio foi concedido ao projeto PPP Novos CEUs, representado por Guilherme Brumer, diretor de Relações Institucionais da Integra S/A.

As menções honrosas foram atribuídas ao projeto Concessão dos Parques Urbanos do Recife, representado por Luiz Filipe Figueirêdo Belo Batista, e ao projeto Do Diálogo ao Resultado, representado por Diego Oliveira de Queiroz, da Concessionária Nova Rota do Oeste.

Mulheres na Infraestrutura

A categoria reconheceu iniciativas lideradas por mulheres que contribuem para o avanço da agenda de infraestrutura, com destaque para Mara Clecia Dantas Souza, diretora de programa do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI).

Receberam menção honrosa Inês Maria dos Santos Coimbra, procuradora-geral do Estado de São Paulo, e Renata dos Santos, secretária de Estado da Fazenda de Alagoas.

Carreiras de Impacto

Foram reconhecidas as trajetórias profissionais associadas ao desenvolvimento da infraestrutura nacional, com premiação para Jorge Bastos, diretor-presidente da Infra S.A., e Guilherme Theo Sampaio, diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

A menção honrosa foi concedida a Luciana Aparecida da Costa, diretora de Infraestrutura e Mudança Climática do BNDES.

Serviço

P3C 2026 – PPPs e Concessões – Investimentos em Infraestrutura no Brasil
Data: 23 de fevereiro – a partir das 12h30 / 24 de fevereiro – a partir das 08h30
Local: Centro de Convenções Frei Caneca – São Paulo (SP)
Programação e inscrições: https://evento.p3c.com.br/

CREDENCIAMENTO DE IMPRENSA: Profissionais de imprensa interessados em acompanhar os debates e entrevistas exclusivas com autoridades e executivos poderão se credenciar diretamente no pavilhão.

Sobre o P3C

O P3C é um evento especializado no mercado de PPPs e concessões, com foco nos investimentos em infraestrutura no Brasil. Organizado pela Necta, com correalização da B3, do escritório Portugal Ribeiro & Jordão Advogados e do Estadão Blue Studio, o encontro reúne empresas, entidades e governos com o objetivo de debater soluções para tornar o ambiente de negócios mais previsível, seguro e alinhado a critérios ambientais, sociais e de governança.

Sobre a Necta

A Necta é uma promotora de conteúdo e eventos voltada à conexão entre os ecossistemas B2B, B2G, G2B e G2G. A empresa desenvolve plataformas que integram conteúdo especializado, eventos de negócios, premiações, cursos, rankings, estudos e ferramentas de inteligência de mercado, com foco em impacto positivo e geração de valor para os setores em que atua. É idealizadora das Plataformas CSC e o P3C.

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Na Índia, Lula defende governança global da IA liderada pela ONU

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Na Índia, Lula defende governança global da IA liderada pela ONU
Foto: Freepik

Presidente falou em Cúpula sobre Impacto da IA

Em discurso na Cúpula sobre o Impacto da inteligência Artificial, em Nova Délhi, na Índia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta quinta-feira (19) um modelo de governança global da inteligência artificial liderada pela Organização das Nações Unidas (ONU).

“A Quarta Revolução Industrial avança rapidamente enquanto o multilateralismo recua perigosamente. É nesse contexto que a governança global da inteligência artificial assume um papel estratégico. Toda inovação tecnológica de grande impacto possui caráter dual e nos confronta com questões éticas e políticas.”

Em sua fala, Lula destacou a iniciativa chinesa de criação de uma organização internacional para cooperação em inteligência artificial, com foco em países em desenvolvimento, além da Parceria Global em Inteligência Artificial, desenvolvida no âmbito do G7 (o grupo das maiores economias do mundo) sob as presidências canadense e francesa.

“Mas nenhum desses foros substitui a universalidade das Nações Unidas para uma governança internacional da inteligência artificial que seja multilateral, inclusiva e orientada ao desenvolvimento”, avaliou o presidente.

Lula acrescentou que a revolução digital e a inteligência artificial impactam positivamente a produtividade industrial, os serviços públicos, a medicina, a segurança alimentar e energética, mas também podem fomentar discursos de ódio, desinformação, pornografia infantil e feminicídio.

“Conteúdos falsos manipulados por inteligência artificial distorcem processos eleitorais e põem em risco a democracia. Os algoritmos não são apenas aplicações de códigos matemáticos que sustentam o mundo digital”, disse.

“O Brasil defende uma governança que reconheça a diversidade de trajetórias nacionais e garanta que a Inteligência Artificial fortaleça a democracia, a coesão social e a soberania dos países”, concluiu.

Entenda

A Cúpula sobre o Impacto da inteligência Artificial em Nova Délhi é o quarto encontro do chamado Processo de Bletchley, uma série de reuniões intergovernamentais sobre segurança e governança de inteligência artificial, iniciada em Bletchley Park, no Reino Unido, em novembro de 2023.

Fonte: Agência Brasil