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Pitch Challenge 2025 destaca soluções tecnológicas para transformar a gestão pública

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Pitch Challenge 2025 destaca soluções tecnológicas para transformar a gestão pública
Foto: Divulgação

Iniciativa da ABES e do Cidade CSC reunirá startups e empresas do ecossistema GovTech no Connected Smart Cities para apresentar inovações com impacto direto nas cidades brasileiras.

O Pitch Challenge Connected Smart Cities 2025 promete ser um dos destaques da próxima edição do evento, reunindo soluções tecnológicas inovadoras que buscam transformar a gestão pública brasileira. Fruto de uma parceria entre a ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software) e o Cidade CSC, a iniciativa é voltada exclusivamente para empresas associadas à ABES e expositoras do evento, com o objetivo de impulsionar a digitalização de serviços e processos no setor público.

Leia mais: ABES a vertical de negócios de cidades inteligentes: transformação digital para um futuro sustentável

Com inscrições abertas até 11 de agosto de 2025, o Pitch Challenge está em busca de propostas com impacto comprovado ou validado, abrangendo desde startups em estágio inicial até empresas já operacionais que atuam no ecossistema GovTech e em áreas relacionadas a cidades inteligentes. A única exigência é que as soluções tenham impacto público claro e mensurável. As iniciativas inscritas serão organizadas em três categorias temáticas: GovTech, voltada à digitalização de processos, serviços públicos digitais, compras públicas e gestão de dados; Cidades Inteligentes, que contempla áreas como saneamento, mobilidade, iluminação pública, resíduos sólidos, energia e acessibilidade; e Tecnologias Transversais, com foco em saúde, educação, meio ambiente, inclusão, segurança e sustentabilidade.

Para participar, as empresas devem preencher um formulário eletrônico contendo dados institucionais e uma descrição detalhada da solução, incluindo o problema público que ela resolve, funcionamento, diferenciais em relação ao mercado, público-alvo, estágio de desenvolvimento, impacto potencial com dados ou projeções, e aplicações anteriores, se houver. Também é obrigatória a submissão de um vídeo pitch de até dois minutos, hospedado no YouTube em português (público ou não listado), além de um material visual de apoio com no máximo duas páginas. 

Leia mais: Grandes nomes confirmados como keynotes no Cidade CSC 25, o maior evento de cidades inteligentes da América Latina 

As empresas selecionadas serão divulgadas até o dia 1º de setembro e terão a oportunidade de apresentar suas propostas presencialmente no dia 24 de setembro de 2025, durante o Connected Smart Cities. Cada pitch contará com até cinco minutos de duração e será avaliado por uma banca de especialistas convidados, que darão feedbacks breves após cada apresentação. Os critérios de avaliação consideram a clareza e objetividade da proposta, inovação e diferencial competitivo, aplicabilidade e impacto na gestão pública ou urbana, além da escalabilidade e viabilidade da solução. Vale destacar que o foco da seleção é qualitativo: não haverá premiação formal, mas sim a oportunidade de visibilidade, conexões estratégicas e reconhecimento público.

A participação no Pitch Challenge é gratuita e requer presença obrigatória no evento. A ausência implica em exclusão da programação. Os participantes autorizam o uso institucional de seus nomes, logos, imagens e materiais para fins de divulgação, e terão visibilidade nos canais oficiais do Connected Smart Cities e da ABES. A comissão organizadora reserva-se o direito de ajustar o número de pitches conforme a programação do evento.

Em um momento em que a inovação se torna cada vez mais essencial para enfrentar os desafios urbanos e melhorar a eficiência da gestão pública, o Pitch Challenge surge como uma vitrine para soluções que podem fazer a diferença na construção de cidades mais inteligentes, inclusivas e sustentáveis.

Clique aqui para mais informações. 

Motoristas de app recebem placas contra o assédio nesta sexta-feira (25) em SP

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Motoristas de app recebem placas contra o assédio nesta sexta-feira (25) em SP
Foto: bilanol/Adobe Stock

Pit Stop Não Se Cale acontece no Autódromo de Interlagos durante o dia

A Secretaria de Políticas para a Mulher do Estado de São Paulo realiza nesta sexta-feira, 25 de julho, o Pit Stop Não Se Cale, ação voltada à segurança das mulheres nos transportes. Das 9h às 17h, motoristas de aplicativo e de autoescolas poderão receber placas informativas contra o assédio, no Autódromo de Interlagos. A iniciativa, que integra o Protocolo Não Se Cale, conta com apoio do Detran-SP, Prefeitura de São Paulo, Uber e LadyDriver.

As placas fixadas nos veículos trazem um QR Code que direciona ao site da SP Mulher, com orientações sobre serviços de proteção e o gesto de pedido de ajuda, um sinal simples, mas eficaz: palma da mão aberta, polegar dobrado e dedos fechando sobre ele.

“Esse pedido de ajuda é um instrumento poderoso de proteção. Queremos que ele seja amplamente reconhecido”, diz Valéria Bolsonaro, secretária estadual de Políticas para a Mulher.

O evento aberto ao público terá cerimônia oficial às 11h, com participação de parceiros do protocolo. Além disso, o público orientações do Detran-SP sobre segurança no trânsito e um ponto de atendimento com técnicos da SP Mulher. Cada motorista terá uma placa instalada no veículo e poderá se vacinar contra a gripe no local.

Assédio é problema para motoristas de app

Uma pesquisa realizada pela 99 em parceria com a consultoria Think Eva traçou um panorama da rotina e dos desafios das mulheres motoristas de aplicativo no Brasil. O levantamento, feito com 878 mulheres em seis capitais brasileiras, mostra que sete em cada dez motoristas são mães e que, para 79% delas, a direção por aplicativo é a principal fonte de renda. Além disso, 93% das motoristas afirmam perceber que as passageiras se sentem mais seguras quando são conduzidas por mulheres.

Aliás, outro dado relevante é a diferença entre a percepção de risco das motoristas ativas e das potenciais motoristas. Enquanto 51% das motoristas em atividade relatam medo de assédio sexual, entre as que ainda não dirigem o número chega a 90%. Essa diferença, conforme o estudo, revela a importância do acolhimento e da informação sobre as ferramentas de segurança disponíveis no aplicativo.

Reconhecimento facial se espalha pelo Brasil e levanta debate sobre segurança, privacidade e viés racial

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Reconhecimento facial se espalha pelo Brasil e levanta debate sobre segurança, privacidade e viés racial
Foto: Reprodução/TV Globo

Tecnologia já ajudou a prender mais de 2.700 pessoas em São Paulo, mas especialistas alertam para riscos de erro e discriminação

O uso de câmeras com reconhecimento facial está se tornando cada vez mais presente no cotidiano dos brasileiros. A tecnologia, que conta muitas vezes com inteligência artificial, movimentou R$ 14 bilhões em 2024 – e já é usada em estádios, condomínios e nas ruas de grandes cidades. A expectativa é de que o mercado cresça mais de 22% em 2025.

O Profissão repórter desta terça-feira (22) investigou como essas câmeras estão sendo usadas na segurança pública e os impactos no dia a dia da população. Assista à íntegra do programa no vídeo acima.

A reportagem visitou um laboratório da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) para entender como a tecnologia funciona. Na prática, esse sistema compara imagens captadas pelas câmeras com fotos armazenadas em um banco de dados, analisando características como textura da pele, olhos e boca.

Mas o reconhecimento nem sempre é preciso.

“Muitos desses algoritmos foram treinados apenas com imagens de pessoas brancas, dificultando o reconhecimento de pessoas negras, indígenas ou asiáticas”, alerta um professor da universidade. Esse viés pode levar a erros graves, como prisões injustas.

Além disso, manter o banco de dados atualizado com imagens recentes é essencial para garantir a precisão. A Unicamp também estuda formas de burlar o sistema, como o uso de disfarces ou alterações faciais. “É uma guerra de gato e rato. Antes falsificavam cheques, agora tentam enganar a biometria”, diz o pesquisador.

Estádios e condomínios visam aumentar a segurança

Desde a retomada do Campeonato Brasileiro, os clubes foram obrigados a adotar o reconhecimento facial nas catracas dos estádios. A medida visa dificultar a ação de cambistas e ajudar a polícia a localizar foragidos da Justiça.

“Acho legal, hoje tudo tem digital, íris… Está tranquilo”, comentou um torcedor.

Nos condomínios, por sua vez, a tecnologia também avança. Em bairros como Perdizes, na zona oeste de São Paulo, moradores têm aprovado a instalação de câmeras voltadas para as ruas.

“É a segurança privada apoiando a segurança pública”, explica Camila Ricci, diretora de inteligência artificial.

O Profissão Repórter acompanhou uma assembleia de moradores que aprovou a instalação do sistema, com custo mensal entre R$ 500 e R$ 1.500, dividido entre os condôminos.

Smart Sampa: mais de 30 mil câmeras conectadas

Na capital paulista, o programa Smart Sampa já conta com cerca de 31 mil câmeras — 20 mil públicas e 11 mil privadas — integradas ao sistema da prefeitura. Desde novembro do ano passado, quase 1,5 mil foragidos foram capturados com ajuda da tecnologia.

O secretário municipal de Segurança Urbana, Orlando Morando, explica que o sistema cruza imagens em tempo real com um banco de dados da Secretaria de Segurança do Estado.

“Mesmo com barba, óculos e boné, a inteligência artificial identificou o chefe de uma quadrilha de furtos em condomínios de luxo”, conta.

Para o alerta ser disparado, a similaridade entre as imagens precisa ser de pelo menos 92%. O sistema também já ajudou a localizar 71 pessoas desaparecidas e prendeu mais de 2,7 mil em flagrante.

Em uma das ações acompanhadas pelo Profissão Repórter, uma mulher foragida foi identificada enquanto trabalhava como vendedora ambulante no Brás. Ela foi abordada por guardas civis e levada à delegacia. Segundo a polícia, ela tinha uma condenação por tráfico de drogas e ainda precisava cumprir cinco anos de pena.

Fonte: G1

Plano de Logística Sustentável do MGI 2024-2026 foca em inovação, sustentabilidade e inclusão

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Plano de Logística Sustentável do MGI 2024-2026 foca em inovação, sustentabilidade e inclusão
Fonte: Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos

Documento elaborado pela Secretaria de Serviços Compartilhados estabelece metas e diretrizes para tornar as contratações públicas e operações logísticas mais sustentáveis e inovadoras

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) lançou o seu Plano de Logística Sustentável (PLS) para o período de 2024 a 2026. O documento, elaborado pela Secretaria de Serviços Compartilhados (SSC), em parceria com as demais secretarias da pasta, estabelece diretrizes e metas para tornar as contratações públicas e operações logísticas mais sustentáveis, eficientes e socialmente responsáveis.

O PLS é um instrumento de governança vinculado ao planejamento estratégico do MGI, seguindo as diretrizes dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) e à Estratégia Federal de Desenvolvimento (EFD). Entre os destaques do plano estão:

  • Sustentabilidade ampliada: O plano adota uma abordagem tripla — ambiental, social e econômica — para orientar as ações do Ministério.
  • Inclusão e equidade: Um dos eixos estratégicos do PLS é a gestão humanizada de pessoas, com foco em diversidade, combate ao assédio e valorização de mulheres em situação de violência doméstica, conforme previsto no Decreto nº 11.430/2023.
  • Inovação nas contratações: O plano incentiva o uso de critérios sustentáveis desde o planejamento das compras públicas, priorizando fornecedores com responsabilidade social e produtos de menor impacto ambiental.
  • Monitoramento contínuo: A execução do plano será acompanhada por uma comissão específica, com relatórios trimestrais e avaliações anuais para garantir a efetividade das ações.

Além disso, o PLS/MGI 2024–2026 está sendo implementado em articulação com o Plano de Logística Sustentável do Arquivo Nacional, fortalecendo a integração entre as unidades do ministério. A iniciativa também se alinha ao Programa Pró-Integridade, que promove uma cultura organizacional pautada na ética, na valorização da diversidade e na disseminação de boas práticas na gestão pública.

Algumas ações relevantes realizadas dentro dos esforços do PLS:

  • Programa de contratação de mulheres em situação de violência doméstica
  • Contratação de carros híbridos para o deslocamento de autoridades
  • Programa de gestão de resíduos sólidos
  • Comunicação, letramento e inclusão
  • Implantação do recesso para o pessoal terceirizado

Diretrizes

O PLS 2024-2026 foi elaborado a partir de 14 diretrizes, estruturadas com base em sete eixos temáticos, sendo eles: racionalização e consumo consciente, racionalização da ocupação de espaços físicos; identificação dos objetos de menor impacto ambiental; fomento à inovação no mercado; negócios de impacto nas contratações; divulgação, conscientização e formação; e gestão humanizada de pessoas, inclusão, equidade e diversidade.

No contexto deste último, a ministra Esther Dweck assinou a adesão ao Programa Selo PNUD de Igualdade de Gênero e Raça nas Instituições Públicas, iniciativa global que reconhece governos e instituições públicas comprometidos com a promoção da inclusão e construção de uma sociedade com igualdade de oportunidades entre mulheres e homens.

A implantação de uma logística sustentável no ministério é resultado do compromisso coletivo das pessoas que atuam no órgão. Em consonância com a Diretriz nº 6 do PLS, que trata da divulgação, conscientização e formação do instrumento, a SSC tem se empenhado em ampliar a divulgação das ações e avanços do PLS junto ao público interno do ministério.

Conheça o Plano de Logística Sustentável do MGI.

Fonte: Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI)

“Projeto do século”: Maior barragem hidroelétrica do mundo já está em construção

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"Projeto do século": Maior barragem hidroelétrica do mundo já está em construção
Foto: Reprodução/Youtube WION

Nova megabarragem no rio Yarlung Tsangpo deve gerar 300 milhões de MWh por ano e levanta preocupações sobre deslocamentos, meio ambiente e tensões regionais

Em uma cerimônia oficial realizada no Tibete, o premiê chinês Li Qiang declarou o início da construção de uma gigantesca usina hidrelétrica no rio Yarlung Tsangpo — projeto considerado por ele como o “empreendimento do século”. A iniciativa, ambiciosa tanto em escala quanto em impacto geopolítico, animou os mercados chineses e reacendeu tensões com países vizinhos.

O plano faz parte das metas estabelecidas no 14º Plano Quinquenal da China, divulgado em 2020, e prevê a construção de um sistema de cinco usinas interligadas. Juntas, essas instalações deverão gerar cerca de 300 milhões de megawatts-hora por ano, com investimento estimado em 1,2 trilhão de yuans (aproximadamente £124 bilhões).

Para efeito de comparação, a Barragem das Três Gargantas custou cerca de 250 bilhões de yuans e gera 88 milhões de MWh por ano.

Reações regionais

Apesar do entusiasmo chinês, a obra tem provocado reações contrárias em Bangladesh e na Índia, países que dependem das águas do mesmo rio — conhecido como Brahmaputra em território indiano e Jamuna em solo bengalês. Há temores de que Pequim possa controlar o fluxo hídrico, afetando milhões de pessoas rio abaixo.

Analistas como Neeraj Singh Manhas alertam que a barragem pode ser usada como ferramenta de influência regional. A Índia, inclusive, apresentou protestos diplomáticos à China em encontros recentes. Em resposta, autoridades chinesas afirmaram que o país não tem intenções hegemônicas e se comprometeram com o diálogo e a cooperação para prevenir catástrofes ambientais.

Impactos locais e preocupações ambientais

A construção no Tibete também levanta preocupações de ordem social e ecológica. Organizações tibetanas destacam a existência de locais sagrados na área da barragem e denunciam a falta de transparência sobre possíveis deslocamentos forçados.

Casos anteriores, como os protestos contra a barragem de Kamtok, demonstram que há tensão crescente em torno de grandes obras no território. Centenas de pessoas foram presas durante mobilizações locais.

Desafios geológicos e resposta oficial

Ambientalistas alertam para os riscos de deslizamentos, atividade tectônica e impactos severos na biodiversidade da região montanhosa onde o projeto será executado.

Apesar das críticas, o governo chinês reforça que a obra será essencial para impulsionar a energia limpa, fortalecer a economia local e garantir segurança energética. Segundo Li Qiang, a construção respeitará princípios de conservação ecológica para minimizar danos ao meio ambiente.

Fonte: Revista Forum 

Gerar energia eólica no Brasil é mais barato que a média global

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Como o RN se tornou referência nacional em energia limpa; 98% da produção do estado vem de fontes renováveis
Foto: Vitor Paladini/Unsplash

Relatório confirma vantagem de preço das fontes renováveis em relação aos combustíveis fósseis; infraestrutura é desafio para expansão

Um relatório da Agência Internacional para as Energias Renováveis (Irena), divulgado nesta terça-feira (22), confirma que as fontes renováveis seguem gerando energia a um custo mais baixo do que as de combustíveis fósseis – e o Brasil está entre os países com os menores custos.

Em todo o mundo, os projetos de energia eólica onshore foram 53% mais baratos, enquanto a energia solar fotovoltaica (PV) foi, em média, 41% mais barata do que a alternativa fóssil de menor custo.

A geração de energia eólica onshore teve, em 2024, um custo médio global em US$ 0,034/kWh; a solar fotovoltaica ficou em US$ 0,043/kWh; e a hidrelétrica, em US$ 0,057/kWh.

O relatório destaca que as fontes renováveis são vantajosas por limitar a dependência de mercados internacionais de combustíveis, melhorando a segurança energética dos países.

“A competitividade de custo das renováveis é uma realidade atual. Considerando todas as fontes renováveis atualmente em operação, os custos evitados com combustíveis fósseis em 2024 chegaram a até US$ 467 bilhões. A nova geração renovável supera os combustíveis fósseis em custo, oferecendo um caminho claro para energia acessível, segura e sustentável”, afirma o diretor-geral da Irena, Francesco La Camera.

Brasil tem custo abaixo da média

No Brasil, o custo de geração de energia eólica onshore ficou abaixo da média global e em patamar semelhante ao da China, em US$ 0,030/kWh. Segundo o relatório, isso se deve à disponibilidade de recursos eólicos, manufatura doméstica e execução de projetos otimizada.

Já em relação aos custos da energia solar fotovoltaica, a média do Brasil ficou em US$ 0,048/kWh em 2024, um custo relativamente maior do que registrado em 2023 (US$ 0,042/kWh) e 2022 (US$ 0,045/kWh)

Embora as hidrelétricas forneçam 50% da geração de energia do Brasil, a expansão dessas duas fontes de energia renovável indica que o país passa por um processo de diversificação robusto, segundo o relatório.

O documento destaca que o avanço é sustentado por leilões públicos com PPAs indexados, que reduzem riscos financeiros e impulsionam o acesso a capital.

Desafios

O avanço da tecnologia e o fortalecimento das cadeias de suprimento devem contribuir para a redução de custos da geração de energia nos próximos anos, mas ainda há desafios de curto prazo.

Entre eles, estão as mudanças geopolíticas, como tarifas comerciais, gargalos de matérias-primas e dinâmicas industriais em evolução, especialmente na China.

Na Europa e América do Norte, desafios estruturais como atrasos em licenciamento, capacidade limitada da rede e maiores despesas de equilíbrio do sistema devem pressionar os custos.

Já Ásia, África e América do Sul podem experimentar quedas acentuadas nos custos devido ao grande potencial renovável nessas regiões.

No caso do Brasil, a flexibilidade da rede e os sistemas de armazenamento ainda estão em desenvolvimento e serão cruciais para sustentar a expansão das renováveis variáveis. O documento aponta que o sucesso da estratégia dependerá da capacidade do país em manter estruturas regulatórias claras, com mecanismos de contratação confiáveis e ambientes de investimento previsíveis — essenciais para atrair capital global.

“Mitigar o risco de financiamento é central para escalar as renováveis tanto em mercados maduros quanto emergentes. Instrumentos como contratos de compra de energia (PPAs) desempenham papel fundamental no acesso a financiamento acessível, enquanto ambientes políticos inconsistentes e processos de contratação opacos minam a confiança dos investidores”, diz o relatório.

“Energia limpa é economia inteligente – e o mundo está seguindo o dinheiro. As renováveis estão em ascensão, a era dos combustíveis fósseis está desmoronando, mas os líderes devem remover barreiras, construir confiança e liberar financiamento e investimentos. As renováveis estão iluminando o caminho para um mundo com energia acessível, abundante e segura para todos”, diz o Secretário-Geral da ONU, António Guterres.

Fonte: InforMoney

Inovação aberta no setor público com startups: entre promessas e aprendizados de uma década

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Inovação aberta no setor público com startups: entre promessas e aprendizados de uma década
Foto: Getty Images

Por Felipe Massami Maruyama 

A adoção da inovação aberta como estratégia para enfrentar os desafios do setor público brasileiro se intensificou na última década. Impulsionada pela emergência de soluções tecnológicas — sobretudo digitais — e pela crescente incapacidade do Estado de responder sozinho a problemas cada vez mais complexos, a inovação aberta ganhou a agenda dos governos. Contudo, apesar do entusiasmo inicial, é hora de fazermos um balanço crítico e refletir sobre o que, de fato, avançou, onde falhamos e o que ainda precisa ser feito.

A literatura internacional já apontava, desde os anos 2010, os potenciais benefícios da inovação aberta no setor público, como maior transparência, inclusão de atores externos e ganhos de eficiência. E entendemos que inovação aplicada no contexto do setor público como um processo de inovação com base nos fluxos intencionais de conhecimento gerenciados por toda a fronteira organizacional, adotando uma perspectiva de coprodução de serviços públicos com a participação de atores para além da unidade que está com um problema, podendo ser atores intragovernamentais – de outros setores ou unidades –, intergovernamentais, sociedade civil e/ou setor privado.

No Brasil, essa lógica encontrou terreno fértil: a escassez de recursos, aliada à pressão por modernização dos serviços, levou diversas instituições públicas a buscar soluções externas, em especial, junto às startups. As startups são organizações que se encontram em uma condição temporária típica de algumas empresas iniciantes e que podem ser caracterizadas pelo caráter inovador, seja no modelo de negócio ou pautado em pesquisa e desenvolvimento tecnológico. 

A proposta era simples e poderosa: aproveitar o dinamismo e a capacidade inovadora desses novos empreendimentos para resolver problemas públicos de forma mais ágil, eficiente e adaptada. Para isso, seria adotada experimentos e validações constantes com usuários, para conseguir encontrar as soluções mais adequadas aos desafios públicos apresentados.

Complementarmente, sob uma perspectiva institucional duas mudanças estruturais favoreceram esse movimento. De um lado, o crescimento e amadurecimento do próprio ecossistema de startups em diferentes partes do Brasil. De outro, o fortalecimento do arcabouço jurídico-institucional para inovação no setor público, com a consolidação de marcos como a Lei nº 13.243/2016 (Marco Legal da Inovação) tal qual a popularização de outros, como o Marco Legal das Startups (LC 182/2021), que ofereceram maior segurança jurídica para parcerias entre Estado e empreendedores.

Nesse contexto, surgiram dezenas de iniciativas de inovação aberta voltadas à conexão entre governo e startups — como Mobilab, PitchGov, IdeiaGov, PitchES, Eita! CatalisaGov, entre muitas outras. Algumas prosperaram, adaptaram-se, geraram impacto. Outras, no entanto, foram descontinuadas sem avaliações sistemáticas, deixando um rastro de expectativas frustradas e lições não sistematizadas.

O que nos leva à questão central: o que explica o sucesso, mas em especial, o fracasso desses programas? A resposta não é trivial. Falta ainda uma compreensão mais profunda das atribuições de sucesso e fracasso feitas por quem idealizou, liderou ou participou dessas iniciativas. Muitas vezes, a inovação aberta no setor público se restringe à fase de ideação, sem uma estratégia clara de validação, desenvolvimento, mas em especial, de contratação ou escalabilidade das soluções. Em outros casos, falta continuidade institucional, orçamento adequado ou alinhamento entre os atores envolvidos.

Focar apenas na atração de startups, sem cuidar da governança, da articulação com outros atores, do engajamento de servidores e da efetiva incorporação das soluções, sejam através das compras públicas ou de outros mecanismos como acordos de codesenvolvimento, é desperdiçar o potencial transformador dessa abordagem.

É preciso reconhecer que a inovação aberta não é, por si só, uma solução. É um meio e uma estratégia intencional que deve ir além da busca urgente por uma solução, de antemão, já conhecida. E como tal, requer desenho institucional, investimento, monitoramento e, sobretudo, estruturação de processos e competências no tema. Após uma década de experiências, acertos e erros, é urgente sistematizar esse aprendizado para evitar o risco de a “moda da inovação” esvaziar-se sem deixar legado.

Por tudo isso, a inovação aberta com startups no setor público brasileiro precisa sair do campo das promessas, e apresentar resultados concretos e o impacto que pode gerar (ou tem gerado). Para isso, proponho três encaminhamentos concretos:

  1. Sistematizar as experiências da última década, identificando fatores críticos de sucesso e fracasso a partir do olhar dos diferentes atores envolvidos, desde áreas de compras, jurídico, tecnologia, mas também as próprias startups;
  2. Garantir a efetiva aplicação do que já existe no nosso arcabouço institucional e jurídico para consolidação dos diferentes instrumentos e mecanismos já previstos, mas que não foram implementados ou aplicados;
  3. Padronizar o máximo que for possível (minutas, contratos, planos de trabalhos etc), visando mitigar a percepção de risco por parte dos gestores públicos tal qual uma incerteza predominante para os agentes externos, e nesse caso, para as startups.
  4. Investir em capacidade estatal para inovação, com formação continuada de servidores, posto que, ao final, será gerando um contrato que deverá ser gerido e monitorado;

Só assim poderemos transformar a inovação aberta de experimentos pontuais em uma estratégia consolidada que poderá ser adotada por diferentes intuições públicas para resolver problemas públicos cada vez mais complexos.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities 

COP-30: ‘Imagem do País vai depender da atitude do Lula’

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Povos da floresta sofrem mais com o clima, diz líder extrativista
Foto: Tiago Queiroz/Estadão / Estadão

Projeto de lei que altera regras do licenciamento ambiental no País foi aprovado pelo Congresso, apesar de críticas de especialistas, e aguarda sanção ou veto do presidente

 

A menos de quatro meses da Conferência das Partes (COP-30), que será realizada em Belém, no Pará, o posicionamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o projeto de lei que altera as regras de licenciamento ambiental é determinante para a credibilidade do Brasil perante os outros países, afirma Marcio Astrini, diretor do Observatório do Clima, uma rede de entidades ambientalistas.

“O veto (de Lula) é a arma que o governo tem para tentar reverter essa situação”, afirma Astrini, que define o projeto de lei como um “show de horrores”.

“A imagem do País, às vésperas de uma conferência de clima, vai depender dessa atitude do Lula”, acrescenta, em sua coluna semanal na Rádio Eldorado.

Durante a campanha eleitoral, Lula assumiu compromissos com a área ambiental, como fortalecer órgãos de fiscalização, combater o desmatamento e o garimpo ilegal e preservar os biomas brasileiros. “Ele (Lula) vai ter que decidir se vai ficar com as promessas que fez e os discursos que faz, vetando as propostas do Congresso, ou se vai se unir a essa destruição ambiental em forma de lei”, diz.

O licenciamento ambiental é o processo pelo qual empresas passam para terem obras com impactos ambientais aprovadas ou não. O afrouxamento nas regras pode causar danos severos ao País, dizem especialistas.

Astrini avalia que o texto da forma como foi aprovado pelo Congresso cria um “passe livre” para setores da economia, “como se não tivessem que prestar contas para ninguém do País”, incluindo licenciamento facilitado, emitido pela internet, para obras de grande impacto ambiental.

“Parlamentares taparam os ouvidos para uma série de manifestações de grupos da área da saúde e da ciência, universidades, Ministério Público, juízes, vários juristas trazendo pareceres técnicos. Era farto o material apontando os perigos daquele texto que estava sendo votado, mas ninguém ouviu”, ele afirma.

Tarifaço do Trump

Na carta que enviou ao Brasil, o governo americano citou entre os motivos para o aumento das tarifas sobre produtos brasileiros exportados aos EUA o desmatamento e a extração ilegal de madeira no Brasil.

Na visão de Astrini, a questão foi usada como uma forma de o presidente americano justificar as sanções fiscais que impôs ao Brasil, mas não representa uma real preocupação do governante com tais problemas ambientais.

Trump saiu do Acordo de Paris, suspendeu doações para instrumentos de combate à crise climática e encerrou as atividades de pesquisa científica da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA, na sigla em inglês).

“O que ele está fazendo, nitidamente, é utilizar um problema que realmente existe no Brasil para justificar suas pressões comerciais, essas tarifas absurdas. Mas, ele não é a pessoa que vai nos ajudar ou que tem alguma moral para fazer esse tipo de cobrança”, declara o diretor do Observatório do Clima.

Fonte: Terra

Big techs defendem “Pix para todos” em reunião com Alckmin sobre tarifas

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Em ata, Banco Central não dá indícios de corte dos juros no início de 2026
Foto: Frepik | frimufilms

Vice-presidente ressalta a importância das big techs como “investidoras” no Brasil, e informa que empresas enviarão suas demandas ao governo brasileiro

O presidente em execício da República, Geraldo Alckmin (PSB) voltou a defender o sistema de pagamento instantâneo brasileiro, o Pix, nesta segunda-feira (21), após reunião com big techs para debater as tarifas de 50% anunciadas por Donald Trump aos importados brasileiros.

Questionado sobre as críticas à plataforma de pagamentos do BC (Banco Central), Alckmin informou que as provedoras defendem um “Pix para todos”, com pagamento instantâneo em suas plataformas.

“Nada impede que a forma de pagamento, outras empresas também participem. Falaram que defendem o chamado ‘Pix para todos’. O que é importante? É que tem que ser de graça”, defendeu Alckmin, após as agendas desta segunda.

Participam do encontro representantes da Apple, Visa, Meta, Google e Expedia,

A reunião com as big techs acontece no contexto do comitê interministerial criado pelo governo para formular a resposta brasileira à tarifa de 50% imposta pelo presidente norte-americano, Donald Trump.

Alckmin reconheceu a importância da reunião, uma vez que as redes sociais foram citadas no documento elaborado pelo governo norte-americano que embasou a investigação comercial conduzida pelo Departamento de Estado dos EUA.

O vice-presidente, que também é ministro da pasta do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, ressaltou que as big techs são “importantes investidores no Brasil”, e que demonstraram também reconhecer a importância do país em seu trabalho.

“Demonstraram a importância do Brasil, extremamente relevante no trabalho delas, tem tudo para crescer no país”, pontuou.

Conforme informou, as empresas se comprometeram a enviar algumas demandas ao governo brasileiro.

“Ficaram de nos encaminhar na sequência algumas questões que para eles são mais relevantes. Abrimos um bom diálogo”, relatou o vice-presidente.

Fonte: CNN Brasil

Governo deve se reunir para discutir alternativa a flexibilização do licenciamento ambiental

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Lula deve vetar parcialmente lei do licenciamento ambiental
Foto: Divulgação Fundação Estadual de Meio Ambiente

O projeto aprovado pelo Congresso modifica as regras gerais para licenciamento ambiental, criando novos tipos de liberações para empreendimentos e permitindo adesão a compromissos com prazos menores para análise.

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou nesta segunda-feira que o governo deve se reunir nos próximos dias para discutir uma alternativa ao projeto de lei que flexibilizou regras de licenciamento ambiental. A matéria foi aprovada pelo Congresso Nacional na semana passada.

Rui reforçou a ideia defendida pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, de que o governo deve buscar vetar ou publicar uma medida provisória que ajuste aspectos da legislação alterada pelo Congresso. Em evento em Salvador, Rui indicou que vetos estão em estudo.

“Não desistimos, nós vamos retomar isso. Essa semana será uma semana de reuniões da equipe nossa, do governo, da Casa Civil, da Ministra Marina, da Advocacia Geral da União, da AGU, onde nós vamos fazer uma leitura da lei que foi votada, elencar os pontos, despachar com o presidente e nós vamos propor alternativas à lei que foi votada. Nós vamos buscar uma solução mediadora porque alguns pontos são muito ruins para o meio ambiente.”

O projeto modifica as regras gerais para licenciamento ambiental, criando novos tipos de liberações para empreendimentos e permitindo adesão a compromissos com prazos menores para análise. O ministro afirmou que a nova legislação apresenta riscos ao meio ambiente por eliminar um parâmetro nacional que classificava empreendimentos em baixo, médio e alto risco ambiental, o que permite que estados e municípios adotem regras distintas.

Fonte: CBN