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Reduto do agro vai ser região menos afetada pelo tarifaço de Trump

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Centro-Oeste vai ser região menos afetada pelo tarifaço de Trump
Foto: Arquivo/Agência Brasil

Apenas 3% das exportações do Centro-Oeste são destinadas aos EUA, segundo estudo do FGV

O Centro-Oeste é a região que sofrerá menor impacto socioeconômico por causa da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre os produtos brasileiros, segundo um estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Ibre). A região, conhecida por ser reduto do agronegócio, é a única classificada com risco socioeconômico “baixo” e impacto “muito leve” do tarifaço.

Apenas 3% das exportações oriundas do Centro-Oeste são destinadas aos EUA, tendo a região sido uma das mais beneficiadas, junto com o Sudeste, pela lista de isenções anunciada no decreto assinado pelo presidente norte-americano Donald Trump.

“O Centro-Oeste do país tem uma produção baseada principalmente em commodities, altamente mecanizada, e que tem também destinos distintos, não só para a economia norte-americana”, resume o pesquisador Flávio Ataliba Barreto, do FGV Ibre.

Essas características permitem que a produção tenha mais facilidade de se reorganizar, mesmo com a incidência da nova taxa vinda dos EUA.

Compensação de perdas

Com relação à carne, que não entrou na lista de isenções e é um dos produtos mais exportados pelo Centro-Oeste, o professor explica que há outros mercados alcançados pelos produtores.

“A carne realmente é um problema no Centro-Oeste, claro. Mas quando a gente examina a pauta de exportação no Centro-Oeste, grande parte dessa exportação já está sendo encaminhada para outros mercados, especialmente na Ásia e na União Europeia”, diz.

“A possibilidade de eles aumentarem e compensarem a perda de mercado nos Estados Unidos, que porventura vem a acontecer com a aumento da tarifa, nesses outros mercados, é maior, por isso que o grau de exposição ou risco seja relativamente mais baixo”, complementa Barreto.

A conclusão do pesquisador está em linha com a análise de pesquisadores da área. Em entrevista ao Terra, o coordenador técnico de pecuária do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo (Cepea/USP), Thiago Bernardino, afirmou que o Brasil está exportando quantias recorde de carne bovina.

O País, segundo o economista, está em uma boa posição frente aos pares globais, porque o mundo está em restrição de oferta. “É o menor estoque de carne bovina dos últimos 20 anos”, afirma.

Fonte: Terra

BNDES e Cidades listam projetos de transporte urbano com investimentos de R$ 500 bi

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BNDES e Cidades listam projetos de transporte urbano com investimentos de R$ 500 bi
Foto: Divulgação/VLT Carioca

As 21 maiores regiões metropolitanas do Brasil tem potencial para ampliar em cerca de 2,5 mil km as redes de transporte público coletivo, segundo estudo; cobertura atual é de 2.007 km

As 21 maiores regiões metropolitanas do Brasil tem potencial para ampliar em cerca de 2.500 quilômetros as redes de transporte público coletivo (TPC) de média e alta capacidade até 2054. A projeção está no mais recente boletim do Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), realizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Ministério das Cidades. A estimativa é que serão necessários ao menos R$ 500 bilhões em investimentos nesses 30 anos.

Atualmente, as 21 regiões metropolitanas pesquisadas, distribuídas nas cinco regiões do país, têm 2.007 km de rede de transporte público.

Após avaliar 400 planos e projetos, foram colocados como prioritários 194 deles, incluindo redes futuras de transporte com trechos de metrôs, trens, veículos leves sobre trilhos (VLT), bus rapid transit (BRT) e corredores exclusivos de ônibus.

O estudo prevê mais 323 km de linhas de metrô, 96 km de trens urbanos, 1.930 km de sistemas de BRT, VLT ou monotrilho, e 157 km de corredores de ônibus. Os projetos listados estão em Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, Santos, Campinas, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Vitória, Goiânia, Distrito Federal, Salvador, Maceió, Recife, João Pessoa, Natal, Teresina, São Luís, Fortaleza, Belém e Manaus.

Estudo Nacional de Mobilidade Urbana/BNDES
Fonte: Estudo Nacional de Mobilidade Urbana/BNDES

Segundo o estudo, com a implantação das redes futuras propostas pelo Estudo, mais de 80% das regiões metropolitanas atingiriam PNTs acima de 30%, sendo que as regiões da Baixada Santista, Belo Horizonte, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo atingiriam PNTs acima de 40%.

O PNT [People Near Transit] é um indicador que mensura o percentual da população de uma cidade ou região metropolitana que reside em um raio de até 1 km de estações de transporte coletivo, considerando BRTs e sistemas de trilhos.

Na divulgação do estudo, o ministro das Cidades, Jader Filho, destacou o fortalecimento do planejamento urbano com base em dados concretos, que permitem identificar prioridades e orientar ações de médio e longo prazo.

Queda no transporte público

Ao analisar os desafios de manter a participação do TPC nos deslocamentos urbanos, o BNDES comentou no boletim que tem sido observada uma queda no uso do transporte público coletivo na maioria das Regiões metropolitanas. “A redução média é de 20%, mas em algumas RMS chega a 60%.Esse comportamento ocorreu também em cidades como Cidade do México, Santiago, Nova York e Londres”, informou.

Segundo o BNDES, as principais causas são: crescimento da motorização individual, tarifas elevadas, baixa qualidade do serviço público, expansão urbana dispersa, concorrência com aplicativos de transporte, a pandemia da Covid-19 e as mudanças de comportamento da população.

Por isso, os projetos e propostas do Estudo Nacional visam preservar ou aumentar a participação do TPC, por uma mobilidade urbana mais eficiente. “Com a Rede Futura, espera-se a redução do tempo de deslocamento das pessoas, dos congestionamentos, do número de acidentes, das emissões de poluentes e GEE [gases de efeito estufa], bem como de uma melhor utilização do espaço público.”

Entre os benchmarchs para os projetos, o BNDES citou na última edição de seu boletim que a região metropolitana de Londres está implementando uma Estratégia de Transporte ambiciosa que visa transformar a mobilidade urbana, reduzindo a dependência de carros e promovendo um ecossistema mais sustentável e inclusivo.

“As principais metas incluem melhorar a experiência do TPC, aumentar a proporção de viagens feitas a pé, de bicicleta ou por TPC para 80% e atingir zero mortes até 2041, além da neutralidade de carbono até 2050”, afirmou o texto do BNDES sobre a experiência londrina.

“Nosso foco, com a mobilidade urbana, é tornar o transporte coletivo mais eficiente, dinâmico e sustentável, assegurando qualidade de vida à população. Reduzir o tempo de deslocamento, com conforto e segurança, transforma a forma como as pessoas vivem, acessam oportunidades e se relacionam com as cidades”, afirmou.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, por sua vez, disse que o investimento em corredores de transporte mais eficientes é uma política pública necessária para ampliar o acesso a oportunidades e melhorar a qualidade de vida das pessoas, especialmente das populações mais carentes. “Além disso, contribui para o aumento da produtividade e a dinamização da economia nas grandes cidades”, completou.

Fonte: InforMoney

A Inteligência Artificial no Transporte Público: Uma Revolução que Depende de Dados de Qualidade

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A Inteligência Artificial no Transporte Público: Uma Revolução que Depende de Dados de Qualidade
Foto: Enviada por Gustavo Balieiro

Sem uma base de dados sólida, a promessa de eficiência da IA não passa de uma miragem

A discussão sobre o futuro da mobilidade urbana raramente escapa do fascínio da Inteligência Artificial (IA). Promessas de sistemas de transporte coletivo mais eficientes, pontuais e adaptados às necessidades dos cidadãos povoam o imaginário de gestores públicos e de operadores. No entanto, em meio ao otimismo tecnológico, uma premissa fundamental é frequentemente negligenciada: a IA, por mais avançada que seja, é apenas uma ferramenta. Sua eficácia e capacidade de transformar o transporte coletivo urbano dependem diretamente da qualidade dos dados que a alimentam. Sem dados saneados, tratados e, acima de tudo, corretamente interpretados, a revolução prometida pela IA não passará de uma miragem.

Não há dúvidas sobre o potencial transformador da IA para o setor. As aplicações são vastas e promissoras. Sistemas de IA podem interpretar cenários, identificar riscos e otimizar tanto as rotas em tempo real quanto os quadros de horários planejados. Para o passageiro, a IA pode oferecer não apenas informações precisas sobre horários de chegada e níveis de lotação, mas também pode mapear padrões de comportamento para sugerir trajetos e ações personalizadas.

Contudo, a base de toda essa inovação reside em um elemento muitas vezes invisível e subestimado: o dado. A IA aprende a partir de padrões extraídos de um grande volume de informações. Se os dados de origem – como os dados planejados (GTFS) e os dados da operação real (GPS e Bilhetagem Eletrônica) – forem imprecisos, incompletos ou mal estruturados, o resultado será um sistema ineficiente e, no pior dos casos, prejudicial à operação. Como dita a máxima da ciência de dados, popularizada pela IBM: “Garbage In, Garbage Out”. Ou seja, se um algoritmo for alimentado com “lixo digital”, gerará apenas “soluções-lixo”.

É aqui que reside o grande desafio para as cidades brasileiras. A simples coleta de dados não é suficiente. É preciso investir em um processo rigoroso de saneamento e tratamento. Isso implica em corrigir inconsistências, preencher lacunas, padronizar formatos e garantir a fidedignidade de cada registro. Além disso, é crucial que a interpretação desses dados seja feita sem vieses, com uma análise que transcenda a tecnologia e compreenda as complexas dinâmicas sociais e urbanas. Uma diminuição atípica na demanda de uma linha, por exemplo, pode ser erroneamente classificada por um algoritmo como flutuação estatística. Na verdade, pode refletir um evento específico, como um dia sem aulas no município — fato que poderia ser comprovado ao cruzar dados de geolocalização dos embarques com o tipo de cartão utilizado (estudantil).

Portanto, antes de sonhar com sistemas de otimização autônoma, os gestores precisam se concentrar no trabalho de base. Isso significa investir na tecnologia mínima adequada, capacitar profissionais para a manutenção dos dados de planejamento e para garantir a qualidade das informações em tempo real. Fundamentalmente, é preciso criar uma cultura orientada a dados corretos em todas as esferas da gestão do transporte, dos órgãos gestores às empresas operadoras.

A Inteligência Artificial não é uma solução mágica para os crônicos problemas do transporte coletivo urbano. Ela é uma ferramenta poderosa que, se bem utilizada, pode trazer ganhos significativos em qualidade e percepção do serviço. No entanto, a chave para destravar esse potencial não está nos algoritmos, mas na qualidade e na inteligência com que tratamos os nossos dados. A verdadeira revolução do transporte público começará não com a primeira linha de código de um novo software, mas com a base de dados devidamente saneada e compreendida.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities

BC demonstra preocupação com ‘tarifaço’ e não descarta nova alta dos juros

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BC demonstra preocupação com 'tarifaço' e não descarta nova alta dos juros
Foto: Ton Molina/Estadão Conteúdo

O BC (Banco Central) divulgou a ata com as motivações para a interrupção do ciclo de altas que elevou a taxa básica de juros para 15% ao ano, o maior patamar desde 2006. No documento, o Copom (Comitê de Política Monetária) destaca o compromisso de levar a inflação novamente ao centro da meta e não descarta uma eventual retomada das altas.

Entre as preocupações no radar, a autoridade monetária destaca o ambiente externo “adverso e incerto” em meio ao tarifaço determinado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre os produtos com origem no Brasil e outros países.

O que aconteceu

  • Ata do Copom explica a manutenção da taxa Selic em 15% ao ano. A interrupção da sequência de sete altas consecutivas dos juros básicos é justificada como a estratégia adequada para direcionar a inflação para a meta definida em 3% pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) para o período acumulado de 12 meses. O patamar tem margem de tolerância de 1,5 ponto percentual (entre 1,5% e 4,5%).
  • Futuras altas da taxa básica de juros não são descartadas pelo BC. A ata destaca que o cenário econômico ainda exige cautela. De acordo com a ata, a interrupção das medidas de aperto monetário depende da constatação de que o atual patamar da Selic é suficiente para garantir o objetivo de inibir a alta dos preços. A citação surge no momento em que o índice oficial de preços aparece com variação acima do limite de tolerância desde outubro do ano passado.

“O Comitê enfatiza que seguirá vigilante, que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados e que não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso julgue apropriado.” Ata da 272ª reunião do Copom

  • Indicadores econômicos apontam para moderação do crescimento. A percepção do BC, no entanto, destaca que o dinamismo do mercado de trabalho “tem dado bastante suporte ao consumo e à renda”, fatores que estimulam o aumento dos preços. A avaliação surge no momento em que a taxa de desemprego opera no menor patamar da história, com 5,8% da população desocupada ao final do segundo trimestre.
  • Mercado prevê que a taxa Selic ficará estável até o fim deste ano. A edição mais recente do Boletim Focus aponta que a Selic persistirá no patamar atual até dezembro. Para 2026, a expectativa é que a taxa sofra um corte de 0,5 ponto percentual, para 14,5% ao ano, no segundo encontro realizado pelo colegiado no próximo ano.
  • Selic é a principal ferramenta de política monetária contra a inflação. Com o avanço dos preços, a elevação dos juros é utilizada como alternativa para encarecer o crédito e limitar o consumo. Com o dinheiro mais caro, a demanda por bens e serviços tende a diminuir e, consequentemente, segurar o avanço do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), principal índice inflacionário do Brasil.

“Para assegurar a convergência da inflação à meta em ambiente de expectativas desancoradas, exige-se uma política monetária em patamar significativamente contracionista por período bastante prolongado.” Ata da 272ª reunião do Copom

Cenário internacional

  • ‘Tariffaço de Trump’ motiva preocupações da autoridade monetária. Os diretores do Copom dizem acompanhar com atenção a economia dos Estados Unidos e a imposição de uma cobrança de 50% sobre 35,9% das exportações brasileiras aos EUA. “A política fiscal e, em particular para o Brasil, a política comercial norte-americana torna o cenário mais incerto e mais adverso”, avalia o BC.
  • Cobranças têm “impactos setoriais relevantes”, afirma a autoridade monetária. O BC entende que os impactos ainda incertos vão depender da evolução das negociações e a da “percepção de risco inerente” às conversas entre os governos. “Como usual, o Comitê focará nos mecanismos de transmissão da conjuntura externa sobre a dinâmica de inflação interna e seu impacto sobre o cenário prospectivo”, destaca a ata.

“O ambiente externo está mais adverso e incerto em função da conjuntura e da política econômica nos Estados Unidos, principalmente acerca de suas políticas comercial e fiscal e de seus respectivos efeitos.” Ata da 272ª reunião do Copom

Fonte: UOL

Estas são as capitais brasileiras mais vulneráveis às mudanças climáticas, segundo estudo da USP

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Estas são as capitais brasileiras mais vulneráveis às mudanças climáticas, segundo estudo da USP
Foto: Wikimedia commons

De acordo com o índice desenvolvido pela pesquisa, mais de metade dos municípios brasileiros (cerca de 54,1%) têm capacidade de adaptação inferior ao ideal

O extremo entre inundações e secas severas que se vê no norte e no sul do Brasil é só uma das faces mais evidentes da crise climática que tem afetado de maneira crescente o território nacional.

Um estudo inédito realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), em colaboração com instituições brasileiras e internacionais, identifica quais cidades estão mais e menos preparadas para lidar com os desafios impostos pelas mudanças no clima, que afetam a organização urbana e requerem adaptações de infraestrutura, planejamento e distribuição de recursos.

O fruto do estudo é o Urban Adaptation Index (UAI), um índice que mede a adaptação urbana dos 5.569 municípios brasileiros (além do Distrito Federal), de acordo com a capacidade institucional diante dos impactos das mudanças climáticas. O índice cruza dados com a Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic), desenvolvida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referentes aos anos de 2020 e 2021.

De acordo com o índice, mais de metade dos municípios brasileiros (cerca de 54,1%) têm capacidade de adaptação inferior ao ideal.

O UAI atribui uma pontuação que vai de 0 (muito baixa capacidade) a 1 (capacidade alta), levando em consideração as adaptações necessárias para combater os efeitos nocivos das alterações ambientais. Eles podem incluir, por exemplo, planos de moradia e ocupação do solo, redução de riscos e políticas para a mobilidade urbana, garantia da segurança alimentar e gestão ambiental equilibrada.

O índice é uma ferramenta estratégica para apoiar gestores na formulação de políticas públicas e climáticas integradas, com base em dados “concretos e comparáveis”, diz o estudo.

Capitais brasileiras e desigualdade

Apesar de concentrarem mais recursos e capacidade de infraestrutura, as capitais brasileiras tiveram grandes diferenças na capacidade adaptativa registrada entre regiões — enquanto cidades como Curitiba, Belo Horizonte e Brasília lideram o ranking, com índices de 0,98 e 0,95, respectivamente, capitais do Nordeste, como Recife, pontuam mal. A capital de Pernambuco ficou com média 0,46 (foi a capital com a pior avaliação), seguida por Aracaju (SE) e Boa Vista (RO), ambas com 0,54. Já São Paulo, a maior capital do país, pontuou 0,89.

O levantamento também mostra que os municípios com até 50 mil habitantes — que são a maioria no Brasil — têm, em média, índices que vão de 0,33 a 0,44, e caracterizam uma baixa capacidade institucional para lidar com desastres climáticos. Mais de quatro mil municípios são marcados pela carência de equipes técnicas, orçamentos limitados e pouca integração com políticas estaduais ou federais, diz o levantamento.

  • Curitiba: 0,98
  • Belo Horizonte: 0,98
  • Brasília: 0,95
  • São Paulo: 0,89
  • Porto Alegre: 0,85
  • Manaus: 0,70
  • Natal: 0,57
  • Aracaju e Boa Vista: 0,54
  • Recife: 0,46

“Apenas 13% das cidades afirmaram possuir planos municipais de redução de riscos em 2020, e somente 5,5% contavam com cartas geotécnicas”, destaca a pesquisadora Gabriela Di Giulio, uma das autoras do estudo, ao Jornal USP. As cartas geotécnicas são documentos que detalham as características do solo e auxiliam no planejamento urbano e na prevenção de riscos geológicos (como a suscetibilidade a desastres naturais, inundações e deslizamentos).

Em 2024, destaca a pesquisadora, o Brasil passou por episódios de inundação que deslocaram mais de 615 mil pessoas, especialmente entre as populações de baixa renda.

Fonte: Revista Forum

Inalamos cerca de 68 mil microplásticos por dia em nossas casas, diz estudo

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Governo publica norma para aprimorar reutilização do plástico
Foto: Alistair Berg/GettyImages

Pesquisa reforça alerta acerca dos possíveis riscos à saúde da poluição atmosférica por partículas de plásticos

Um novo estudo sugere que os humanos podem estar inalando cerca de 68 mil microplásticos por dia presentes no ar de suas casas e carros. O trabalho, realizado por pesquisadores da Universidade de Toulouse, na França, foi publicado nesta quarta-feira (30) na revista Plos One.

Os microplásticos são fragmentos de polímero que podem variar de menos de 5 milímetros (0,2 polegada) até 1 micrômetro (1/25 mil de polegada). Eles são liberados de objetos feitos com plástico, como potes, embalagens, tecidos, entre outros.

Diversos estudos já mostraram que a água, alimentos e, até mesmo, órgãos humanos podem estar contaminados com essas partículas. Também já foram encontradas evidências de que os microplásticos podem estar suspensos no ar em uma ampla variedade de ambientes internos e externos. Tudo isso levantou preocupações dos cientistas a respeito dos potenciais efeitos na saúde relacionados à penetração dos microplásticos no corpo humano.

Para compreender melhor essa questão, pesquisadores do atual estudo coletaram amostras de ar de seus próprios apartamentos e carros. Usando uma técnica chamada espectroscopia, eles mediram as concentrações de microplásticos, incluindo aqueles de um a 10 micrômetros de diâmetro, em 16 amostras de ar.

Os pesquisadores descobriram que a concentração média de microplásticos detectados nas amostras de ar dos apartamentos era de 528 partículas por metro cúbico, e nos carros, 2.238 partículas por metro cúbico. Noventa e quatro por cento das partículas detectadas eram menores que 10 micrômetros.

Os autores, então, combinaram os resultados do estudo com dados publicados anteriormente sobre exposição a microplásticos em ambientes fechados, estimando que adultos inalam cerca de 3,2 mil partículas de microplástico por dia na faixa de 10 a 300 micrômetros de diâmetro, e 68 mil partículas de 1 a 10 micrômetros por dia — 100 vezes mais do que estimativas anteriores para exposições de pequeno diâmetro.

“Descobrimos que mais de 90% das partículas de microplástico presentes no ar interno, tanto em residências quanto em carros, eram menores que 10 µm, pequenas o suficiente para serem inaladas profundamente nos pulmões”, afirmam os pesquisadores.

“Este também foi o primeiro estudo a medir microplásticos no ambiente da cabine do carro e, no geral, detectamos concentrações internas até 100 vezes maiores do que as estimativas extrapoladas anteriormente, revelando o ar interno como uma importante e até então subestimada via de exposição à inalação de partículas finas de microplástico”, completam.

As descobertas sugerem que os riscos à saúde devido à inalação de microplásticos podem ser maiores do que se pensava anteriormente. Por isso, mais pesquisas são necessárias para confirmar e expandir esses achados.

Fonte: CNN Brasil

Marina classifica preços de hospedagens para COP30 como “achaque”

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Marina classifica preços de hospedagens para COP30 como "achaque"
Foto: José Cruz/Agência Brasil

Ministra diz que governo busca como garantir a participação de todos

Um “absurdo” e um “achaque”. Foi assim que a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, definiu os preços das hospedagens em Belém, capital do Pará, que vai sediar a COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, em novembro deste ano. Marina afirmou que o governo está pensando em formas de garantir a participação de todos os países, sem previsão de mudança de cidade.

Para Marina Silva, é natural o aumento de preços em grandes eventos, mas é preciso garantir a participação das nações, sobretudo daquelas em desenvolvimento, cuja presença a ministra considera fundamental.

Em visita à capital paraense neste fim de semana, o ministro do Turismo, Celso Sabino, disse que o diálogo do governo com o setor hoteleiro tem surtido efeito e, segundo ele, todas as delegações vão conseguir hospedagem a preços justos.

Nos últimos dias, um grupo de negociadores internacionais apresentou à ONU preocupações com os preços das hospedagens em Belém, o que poderia impedir a participação das delegações representadas. Alguns chegaram a pedir que a COP30 fosse transferida para outra cidade.

Após isso, o presidente da COP30, o embaixador brasileiro André Corrêa Lago, descartou a mudança de local. Em conversa com jornalistas, na última sexta-feira, Lago afirmou que “os preços estão muitíssimos mais altos” e acrescentou que há uma operação do governo federal para “assegurar que todos os países, mesmo os mais pobres, possam” participar da COP.

Nas redes sociais, usuários relatam e postam imagens de simulações de hospedagem com valores bem acima dos praticados em outras temporadas. Até o fechamento desta matéria, a reportagem não conseguiu contato com entidades representativas do setor hoteleiro em Belém ou no Pará.

Fonte: Agência Brasil

Londres sedia o CityLeaders, programa internacional para líderes urbanos com foco em inovação, sustentabilidade e cidades inteligentes

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3 cidades mais inteligentes do Brasil: o que elas têm em comum
Crédito: Banco de imagem

Com aulas, visitas técnicas e networking internacional, o CityLeaders prepara gestores para enfrentar os desafios das cidades do futuro com inovação

Entre os dias 1º e 5 de setembro de 2025, a University College London (UCL), oitava melhor universidade do mundo, receberá uma nova edição do CityLeaders: Programa Internacional de Líderes das Cidades. Uma iniciativa da Plataforma Connected Smart Cities, realizado presencialmente em Londres, o curso oferece uma formação intensiva voltada para dirigentes públicos, lideranças políticas e profissionais que atuam no desenvolvimento de cidades mais inteligentes, inclusivas e sustentáveis.

Durante cinco dias, os participantes terão acesso a um conteúdo de excelência, com uma proposta metodológica que une teoria, prática e experiências em campo. A programação inclui aulas presenciais com professores de renome internacional, sessões de trabalho em grupo, estudos de caso, visitas técnicas a projetos urbanos de referência e momentos de networking com lideranças globais. As atividades contarão com tradução simultânea e culminarão em uma certificação internacional com carga horária de 40 horas-aula.

Leia mais: Capacitação estratégica para transformar cidades: trilha de conhecimento conecta gestores às melhores práticas

O programa é coordenado academicamente pela Development Planning Unit (DPU) da The Bartlett Faculty of the Built Environment, uma das principais referências mundiais em ensino e pesquisa sobre cidades. A Bartlett, recentemente eleita como a melhor instituição global na área de planejamento urbano segundo o QS World Rankings, reúne especialistas que estão na linha de frente do pensamento e da prática sobre infraestrutura, inovação urbana e políticas públicas transformadoras. A DPU, por sua vez, atua especialmente com o sul global, promovendo abordagens inclusivas e socialmente justas no desenvolvimento urbano.

Entre os nomes confirmados para o corpo docente estão pesquisadores e especialistas como Dr. Robert Cowley (King’s College London), Prof. Andy Hudson-Smith (CASA/UCL), Prof. Maged N. Kamel Boulos (OMS), Prof. Jennifer Schooling (Cambridge), Dr. Daniel Oviedo (UCL), Prof. Nick Tyler (UCL/PEARL), Dr. Hannah Holmes (Cambridge), Nick Wolff (London Borough of Southwark), James Hunt (PwC) e Prof. Ayona Datta (UCL). Juntos, eles trarão reflexões atuais e experiências práticas sobre temas como inclusão digital, mobilidade urbana, habitação, planejamento estratégico, segurança cibernética, infraestrutura inteligente e governança urbana.

Leia mais: Governança inteligente é o caminho para cidades mais sustentáveis e conectadas 

Com vagas limitadas a 80 participantes, o CityLeaders é voltado a gestores e técnicas/os da administração pública, lideranças políticas, especialistas do terceiro setor e profissionais da iniciativa privada que atuam com inovação, planejamento e políticas urbanas. A formação é uma oportunidade única para conhecer boas práticas internacionais, refletir criticamente sobre os desafios contemporâneos das cidades e construir uma rede global de colaboração.

O cenário escolhido para sediar o programa não poderia ser mais simbólico. Fundada em 1826, a University College London é considerada uma das melhores universidades do mundo – ocupando o 8º lugar no QS World University Rankings (2023) – e tem em seu histórico a marca do pioneirismo: foi a primeira universidade na Inglaterra a aceitar estudantes de todas as religiões e a permitir o ingresso de mulheres. Atualmente, reúne 50 mil alunos de mais de 150 países, 11 faculdades acadêmicas e uma comunidade ativa de pesquisadores, entre eles 30 laureados com o Prêmio Nobel.

Leia mais: Cidade CSC 2025: o futuro das cidades inteligentes

As inscrições para o CityLeaders ainda estão abertas. A vivência na UCL proporcionará não apenas o aprofundamento técnico, mas também a imersão em uma comunidade acadêmica diversa e engajada na transformação real dos territórios urbanos. Para quem busca liderar o futuro das cidades com conhecimento, estratégia e inovação, esta é uma oportunidade imperdível.

Para saber mais, clique aqui.

O tempo das cidades e os futuros possíveis

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'COP 30 é sobre clima, cuidar das cidades e das pessoas', afirma Jader Filho
Fonte: Freepik

Nos acostumamos a associar o futuro das cidades a sensores, dados e dashboards. Mas raramente falamos do tempo. E é essa ausência que revela um dos maiores paradoxos urbanos: a dificuldade em lidar com o tempo de maneira plural, estratégica e não linear.

Vivemos o que François Hartog chamou de “presentismo”: um presente hipertrofiado que ofusca os outros tempos. Mesmo assim, ignoramos que múltiplos tempos convivem na cidade. O do mercado, rápido e competitivo. O da gestão pública, burocrático e cíclico. O dos dados, incessante. O das pessoas, sensível e fluido. E o do planeta, profundo, lento e indiferente à nossa urgência.

Cidade como palimpsesto temporal

A cidade, afinal, não é só espaço, é também tempo, da mesma forma que tudo dentro e fora dela, como Einsten concluiu na sua teoria mais famosa. Ela acumula camadas históricas, como um palimpsesto: tempos exaltados, silenciados ou reinventados. Mais do que isso, ela molda a forma como vivemos o tempo: pode acelerá-lo, interrompê-lo ou permitir que ele aconteça de forma plena e significativa. Uma cidade inteligente, portanto, não é aquela que só otimiza fluxos, mas a que reconhece e equilibra os diversos ritmos que compõem a vida urbana.

Na Grécia antiga, havia três formas de se relacionar com o tempo: Kronós, o tempo mensurável; Kairós, o tempo oportuno; e Aiôn, o tempo da duração e da memória. Cidades saudáveis equilibram essas três dimensões, todas as outras vivem sob a tirania de Kronós, onde tudo vira métrica e urgência.

Leia também: Inteligência artificial pode devorar 90% da energia mundial?

Ciência e a fragmentação do tempo

A ciência, por sua vez, desmontou a ideia de tempo único. Se Einstein mostrou que tempo e espaço são relativos, Carlo Rovelli afirma que o tempo é sempre local, relativo e fragmentado. E a física quântica vai além: o tempo pode ser emergente, descontínuo ou mesmo ilusório. Como diz Julian Barbour, talvez o tempo nem exista no nível mais fundamental da realidade. O futuro, nesse contexto, não é linha, é probabilidade, bifurcação, multiplicidade.

Também nas ciências humanas o tempo é plural. Walter Benjamin fala de instantes carregados de potência, e Michel-Rolph Trouillot mostra como até o passado é disputado, assim como o futuro. Planejar a cidade ignorando esses entrelaçamentos temporais, e por consequência, espaço-temporais, é restringir possibilidades e repetir os erros do presente.

Uma cidade à prova de futuro

A abordagem que defendo propõe uma cidade à prova de futuro: uma fusão entre identidade (place branding), experiência (placemaking) e futurismo estratégico. Um ecossistema de métodos que vão de análise de sinais a exploração coletiva de cenários, não para prever, mas para preparar lugares para futuros possíveis, plurais e compartilhados.

O tempo da cidade é o ritmo da vida. Há cidades aceleradas demais, outras paralisadas. Mas talvez a verdadeira inteligência urbana seja a capacidade de escutar seus próprios tempos, os da memória, da imaginação, dos afetos e da transformação. É nesse sentido que o conceito japonês de ma pode nos inspirar: um tempo-espaço de suspensão, vazio criativo e preparação simbólica, um estado latente de possibilidades, o hoje entre o que fomos e o que podemos nos tornar.

Conclusão

Concluo essa minha primeira coluna com algumas perguntas, ao mesmo tempo óbvias e incômodas.

  • Que futuros queremos para nossas cidades?
  • Quais passados precisam ser lembrados ou reparados?
  • Como podemos juntos construir lugares à prova de tempo?

Ser à prova de futuro não é resistir ao tempo. É cultivar uma relação viva com ele.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities

Presidente da COP30 diz que países pediram retirada do evento de Belém por preços ‘extorsivos’ em hotéis

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Presidente da COP30 diz que países pediram retirada do evento de Belém por preços 'extorsivos' em hotéis
Foto: AP Photo/Adam Gray

Segundo André Corrêa do Lago, governo brasileiro tenta negociar redução de valores; países em desenvolvimento dizem que não conseguirão participar por causa dos custos abusivos.

O presidente da COP 30, André Corrêa do Lago, afirmou que países têm pressionado o Brasil a transferir a conferência climática da ONU de Belém para outra cidade por causa do alto preço cobrado pelos hotéis da capital paraense durante o evento, previsto para novembro de 2025.

A declaração foi feita durante um encontro realizado pela Associação de Correspondentes Estrangeiros (AIE) em parceria com o IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás).

“Há uma sensação de revolta, sobretudo por parte dos países em desenvolvimento, que estão dizendo que não poderão vir à COP por causa dos preços extorsivos que estão sendo cobrados”, afirmou Corrêa do Lago.

Os esforços para conter a crise continuam, segundo o embaixador, mas ele avalia que parte do setor hoteleiro ainda não se deu conta da gravidade da situação.

Para Corrêa do Lago, o impasse ganhou outra dimensão após a entrevista do negociador africano Richard Muyungi à agência Reuters, na qual foi revelado que países chegaram a solicitar oficialmente a mudança da conferência para outra cidade.

“Ficou público que países estão pedindo para o Brasil tirar a COP de Belém”, acrescentou.

Ainda segundo ele, em alguns casos, o valor das diárias foi multiplicado por 15. A prática, considerada abusiva por representantes internacionais, tem gerado um mal-estar diplomático e já motivou pedidos formais para que o evento seja realocado.

“Se na maioria das cidades onde as COPs aconteceram os hotéis começaram a pedir o dobro ou o triplo do valor, no caso de Belém, os hotéis estão pedindo mais de 10 vezes os valores normais”, disse o diplomata.

Corrêa do Lago afirmou ainda que a Casa Civil coordena um grupo de trabalho para tentar conter os preços, mas ressaltou que a legislação brasileira não permite impor limites às tarifas da rede hoteleira.

“O que nos resta é o diálogo”, afirmou.

A COP 30 será a primeira conferência climática da ONU na Amazônia e deve reunir chefes de Estado, ministros, diplomatas e milhares de integrantes da sociedade civil de mais de 190 países.

Preocupação da ONU

Desde o início desse ano, preocupações com a logística atrapalharam os preparativos para a COP30. Países em desenvolvimento e países ricos alertaram que não podem arcar com os preços de hospedagem em Belém, que dispararam devido à escassez de quartos.

Em uma reunião de emergência do “COP bureau” do órgão climático da ONU na terça-feira, o Brasil concordou em abordar as preocupações dos países sobre acomodações e apresentar um relatório em 11 de agosto, disse Richard Muyungi, presidente do Grupo Africano de Negociadores, que convocou a reunião.

“Recebemos a garantia de que revisitaremos isso no dia 11 para ter certeza se a acomodação será adequada para todos os delegados”, disse Muyungi à Reuters após a reunião.

Ele disse que os países africanos queriam evitar reduzir sua participação por causa do custo.

“Não estamos prontos para reduzir os números. O Brasil tem muitas opções em termos de ter uma COP melhor, uma boa COP. Por isso, estamos pressionando para que o Brasil forneça respostas melhores, em vez de nos dizer para limitar nossa delegação”, disse Muyungi.

Outro diplomata confirmou que a reclamações sobre os preços vieram tanto de países pobres quanto ricos.

Um relatório com os temas previstos para a reunião de terça-feira, acessado pela Reuters, confirmou que o encontro foi convocado para abordar “preparativos operacionais e logísticos para a Conferência sobre Mudanças Climáticas em Belém” e as preocupações do Grupo Africano de Negociadores sobre o assunto.

O Itamaraty não respondeu à reportagem. Autoridades brasileiras que organizam a cúpula têm garantido repetidamente que os países mais pobres terão acesso a acomodações que possam pagar.

Hotéis de navio e cruzeiro

O Brasil está correndo para expandir os 18 mil leitos de hotel normalmente disponíveis em Belém, uma cidade costeira de 1,3 milhão de habitantes, para receber as cerca de 45 mil pessoas previstas para participar da COP30.

O governo anunciou este mês que garantiu dois navios de cruzeiro para fornecer 6 mil camas extras para os delegados. Também abriu reservas para países em desenvolvimento para acomodações mais acessíveis, com diárias de até US$ 220.

No entanto, esse valor ainda está acima do “auxílio-moradia” oferecido pela ONU a algumas nações mais pobres para apoiar sua participação nas COPs. Para Belém, o valor é de US$ 149.

Dois diplomatas apresentaram orçamentos que receberam de hotéis e administradores de propriedades em Belém para tarifas de cerca de US$ 700 por pessoa por noite durante a COP30.

Autoridades de seis governos, incluindo nações europeias mais ricas, relatam que ainda não garantiram acomodações devido aos altos preços, e alguns disseram que estavam se preparando para reduzir sua participação.

Um porta-voz do governo holandês disse que pode ser necessário reduzir sua delegação pela metade em comparação às COPs recentes, quando a Holanda enviou cerca de 90 pessoas durante o evento de duas semanas, incluindo enviados, negociadores e representantes da juventude.

O vice-ministro do Clima da Polônia, Krzysztof Bolesta, disse à Reuters no início deste mês: “Não temos acomodações. Provavelmente teremos que reduzir a delegação ao mínimo.”

“Em um evento extremo, talvez não precisemos comparecer”, disse ele.

Fonte: G1