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MOBILIDADE ELÉTRICA: PUCRS SERÁ SEDE BRASILEIRA DE EMPRESA SUL-COREANA LÍDER NA FABRICAÇÃO DE ESTAÇÕES DE RECARGA

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Mobilidade elétrica
Assinatura do termo de compromisso com a Chaevi contou com representantes da PUCRS e da empresa sul-coreana / Foto: Giordano Toldo

A fabricante global de estações de recarga Chaevi iniciará sua operação brasileira no Parque Científico e Tecnológico da PUCRS

Dando sequência às ações de fortalecimento da mobilidade elétrica no Rio Grande do Sul e no País, a PUCRS firmou contrato com uma das maiores fabricantes de estações de recarga para veículos elétricos. A empresa sul-coreana Chaevi escolheu o Parque Científico e Tecnológico da PUCRS (Tecnopuc) para a expansão de suas atividades no mercado brasileiro. Na ocasião, a empresa também instalou duas estações de carga no Campus. 

Segundo a Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE), entre janeiro e outubro de 2022, 114 modelos diferentes de veículos eletrificados leves (híbridos e elétricos plug-in) foram emplacados no Brasil. Com o segmento de mobilidade elétrica em constante crescimento, diferentes ações vêm sendo promovidas pela PUCRS para participar ativamente deste cenário de desenvolvimento: desde conexões com ecossistemas de inovação nacionais e internacionais, a promoção de pesquisa e mobilização em universidades até a criação do E-mobility, um laboratório para testes de segurança e desempenho de baterias que está sendo implementado no Campus. No dia 30/11 uma reunião para debater as primeiras políticas públicas para carros elétricos no Rio Grande do Sul foi realizada no Campus. O encontro contou com representantes do poder público, empresas, universidades e especialistas da área.

A vinda da operação da Chaevi para a PUCRS é uma iniciativa do Labelo e do Plug Future Mobility – um hub do Tecnopuc que tem como propósito fomentar a união de diferentes atores da sociedade que busquem soluções, serviços e produtos para novos modelos de mobilidade. A Universidade acredita que as características de um ambiente de formação de profissionais, pesquisa, inovação e conexão para diferentes atores da sociedade é perfeito para a materialização das ações nesta área. Neste momento, a Chaevi estará presente no Parque Tecnológico na modalidade softlanding, na qual a empresa estuda o mercado brasileiro e passa a desenvolver relações com novos parceiros e clientes no Brasil.   

Participaram do ato de assinatura do termo de compromisso com a Chaevi o secretário municipal de inovação, Luís Carlos Pinto, o diretor administrativo de Qualidade de Serviços e Operações da PUCRS, Milton Stella, a gestora de Prospecção e Negociação do Tecnopuc, Daniela Eckert, o professor e coordenador do Plug Future Mobility Hub, Eduardo Pellanda, os gerentes – de vendas no exterior da Chaevi, Hyunsam Cho, e de estratégia, Taewoong Na – , o diretor executivo da PCN, Kim Rieffel e o gestor de Relações institucionais e P&D da PCN Latin América, André da Rosa.  

Sobre a Chaevi 

A Chaevi é uma empresa que fornece uma solução integrada completa, desde a fabricação de carregadores de veículos elétricos até a instalação, gerenciamento, operação e serviço de pagamento. Desde a sua criação em 2016, desenvolveu cerca de 80 grupos de produtos com tecnologia própria, desde carregadores lentos de 7kW até carregadores rápidos de 50kW, 100kW, 200kW e carregadores ultrarrápidos de 400kW, e fornece serviços de carregamento personalizados adequados para automóveis de passageiros, veículos comerciais, ônibus, entre outros. No final de 2021, cerca de 25 mil carregadores foram instalados na Coreia, principalmente carregadores rápidos públicos, e 4 mil deles são operados diretamente. Atualmente, Chaevi está em processo de pioneirismo em mercados estrangeiros com base em uma experiência comercial bem-sucedida na Coreia.

Fonte: PUCRS

ANPTRILHOS SE REÚNE COM EQUIPE DE TRANSIÇÃO DO GOVERNO FEDERAL

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ANPTrilhos
Reprodução: Assessoria de imprensa

A Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos) participou da reunião de entidades da área de mobilidade com o membro da equipe de transição do Governo Federal, na temática de cidades, Jilmar Tatto, nesta 4ª feira (30/11), em Brasília (DF).

Dentre os assuntos tratados, as entidades defenderam a continuidade das discussões que envolvem importantes avanços para a área de mobilidade, como o Marco Regulatório do Transporte Público, que se encontra atualmente em consulta pública.

“Aproveitamos a oportunidade para entregar as propostas da ANPTrilhos para o desenvolvimento do transporte de passageiros sobre trilhos, que estão consolidadas no documento: Propostas para o Avanço da Mobilidade Urbana Nacional”, explica Roberta Marchesi, Diretora Executiva da ANPTrilhos.

Conheça as propostas apresentadas no link: https://bit.ly/3UlC3Cg

Também participaram da reunião a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU); Frente Nacional de Prefeitos (FNP); e a Associação Nacional dos Fabricantes de Ônibus (FABUS).

Com informações da Assessoria de Imprensa

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GOVERNO FEDERAL PROMOVE SEMINÁRIO PARA INCENTIVAR O DESENVOLVIMENTO URBANO SUSTENTÁVEL NAS CIDADES

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Seminário

Encontro visa apresentar o Programa Pró-Cidades e as diretrizes para a aplicação de recursos voltados à reabilitação de áreas urbanas e modernização tecnológica urbana

O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), em parceria com a cooperação alemã para o desenvolvimento sustentável, implementada pela Deutsche Gesellschaft fur Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH, realiza, no dia 7 de dezembro, o 1º Seminário Nacional do Programa Pró-Cidades.

O objetivo do evento, que também conta com apoio da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), é apresentar as principais informações do Pró-Cidades, que incluem as diretrizes para aplicação de recursos voltados à reabilitação de áreas urbanas e à modernização tecnológica urbana.

“Vamos falar sobre as frentes de modernização tecnológicas para cidades mais resilientes e eficientes e também sobre as modalidades de financiamento desses projetos. Vamos dar, também, alguns exemplos de iniciativas que consideram o desenvolvimento urbano integrado”, resume a secretária Nacional de Mobilidade e Desenvolvimento Regional e Urbano do MDR, Sandra Holanda.

O Seminário será transmitido pelo canal do MDR no YouTube a partir das 14h. As inscrições poderão ser realizadas pela Rede para Desenvolvimento Urbano Sustentável (ReDUS). Clique em inscrições para acessar.

A abertura do evento será feita pela secretária Nacional de Mobilidade e Desenvolvimento Regional e Urbano do MDR, Sandra Holanda, e pela diretora do Programa de Transformação Urbana de GIZ, Sarah Habersack.

Serão apresentados os temas abordagens integradas no território e modernização tecnológica para cidades mais resilientes e eficientes. Depois, serão explicadas as modalidades de financiamento do Pró-Cidades. Por fim, para exemplificar, serão apresentados projetos que consideram o desenvolvimento urbano integrado e a modernização tecnológica urbana. Haverá, ainda, um momento para perguntas e respostas.

Pró-Cidades

Lançado em 2019, o programa Pró-Cidades disponibiliza R$ 2 bilhões por ano, em recursos provenientes do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), para o financiamento de projetos que visam garantir uma maior efetividade da função social da cidade e da propriedade urbana, solucionando problemas das cidades brasileiras. Apoia os setores público e privado em iniciativas voltadas ao desenvolvimento urbano local.

A iniciativa, coordenada pelo MDR, tem duas modalidades de financiamento. A “reabilitação de áreas urbanas” é voltada a estratégias para a execução de políticas de desenvolvimento local, com foco na qualificação do espaço público e no estímulo à ocupação de imóveis ociosos em áreas urbanas consolidadas. A “modernização tecnológica urbana”, no âmbito do conceito de Cidades Inteligentes, é destinada à implementação e ao desenvolvimento de soluções e ferramentas tecnológicas para otimizar a prestação dos serviços públicos à população e melhorar a qualidade de vida nos ambientes urbanos.

Podem apresentar propostas estados, municípios, o Distrito Federal ou órgãos das respectivas administrações direta e indireta; consórcios públicos; órgãos públicos gestores e respectivas concessionárias ou permissionárias; empresas participantes de consórcios que desempenhem funções de desenvolvimento urbano local ou regional, como sociedades de propósito específico; e entes privados que tenham projetos ou investimentos na área de desenvolvimento urbano, desde que autorizadas pelo poder público respectivo.

Para mais informações sobre o Programa, conheça a Instrução Normativa n. 35/2021, que regula o Pró-Cidades. Confira também o Manual do Programa.

Serviço
Integrando a Cidade: 1º Seminário Nacional do Programa Pró-Cidades
Data: 7 de dezembro de 2022 (quarta-feira)
Horário: 14h às 17h
Transmissão pelo canal do MDR no YouTube

Fonte: Gov.br

‘CIDADES INTELIGENTES’ ESTÃO ATENTAS A QUESTÕES TERRITORIAIS, ECONÔMICAS E SOCIAIS

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Cidades inteligentes
Evento na FIESC contou com mesa redonda que debateu iniciativas voltadas às cidades inteligentes. Foto: Fabricio Almeida

Referência no mundo quando o assunto é Smart Cities, Barcelona vem promovendo um programa de transformação digital nos municípios da região da Catalunha; tema foi abordado em evento na Academia FIESC de Negócios que lançou o MBI em Smart Cities, do UniSENAI

Construir uma cidade inteligente passa por diversos aspectos. Na região da Catalunha, na Espanha, um programa vem sendo testado com o objetivo de promover uma transformação digital nos municípios. O assunto foi abordado nesta segunda-feira (21), em evento promovido pela Federação das Indústrias (FIESC) para debater o tema ‘cidades inteligentes’ e lançar o MBI em Smart Cities, uma pós-graduação que passa a ser oferecida pelo UniSENAI.

De acordo com Josep Piqué Huerta, presidente-executivo da La Salle Technova de Barcelona, a iniciativa na Catalunha visa dar respostas a todas as dimensões – territorial, econômica, social, e governança. “A ideia é que o programa seja um guia para a transformação digital do mundo local”, explicou. “Um mundo cada vez mais digitalizado e híbrido, ‘figital’, exige um modelo de transformação digital que detalhe soluções em diversas áreas. A indústria 4.0 também faz parte disso”, exemplificou Piqué Huerta.

Carlos Sakuramoto, gerente de tecnologia e inovação na GM para a América do Sul, afirmou que iniciativas voltadas às cidades inteligentes devem ser impulsionadas. “Conexão é a chave para uma smart city, promovendo a integração das tecnologias, pois sem isso, não há avanços significativos. Ainda que as tecnologias evoluam muito, elas dependem de conexão e de convergência para que possamos ter uma alavancagem exponencial. O mundo precisa disso, ou não conseguiremos oferecer às próximas gerações o que a gente usufrui hoje”, afirmou o executivo.

Saúde 4.0

O oftalmologista Renan Oliveira, um dos criadores do Ágora Health instalado dentro do Agora Tech Park, em Joinville, afirmou que o hub amplifica a iniciativa. “Estamos criando o nosso ecossistema, pois cidades inteligentes, resilientes e conectadas unem atores para resolver desafios. Por meio da Verai, também lançamos uma plataforma online que faz o teste de acuidade visual, envia os resultados para o celular do usuário e já conecta com clínicas da região para agendar a consulta e obter um diagnóstico completo”, conta Renan, demonstrando como a tecnologia pode otimizar os cuidados com a saúde.

Diego Zagonel detalhou o projeto da Clamed no Ágora Tech Park que consiste em uma farmácia-conceito na qual serão testadas novas formas de atendimento ao consumidor. A célula autônoma para compra de produtos que não precisam passar por farmacêuticos possui um totem de autoatendimento e lockers para recebimento das encomendas. “São três espaços e conceitos sendo testados. O onboarding é feito com tecnologia semelhante à Alexa, ou seja, de inteligência artificial. A loja tem apenas dois funcionários e dá autonomia ao usuário. Estamos implantando um projeto semelhante à telemedicina, no qual o médico tira dúvidas do farmacêutico”, antecipou Diego.

O presidente da Câmara de Smart Cities da FIESC, Jean Vogel, lembrou que “muitos dos conceitos de cidades inteligentes passam por transformar territórios em plataformas para formar talentos e alavancar negócios. Para que indústrias se desenvolvam é preciso que a cidade esteja cada vez mais desenvolvida”.

Formação inédita passa a ser oferecida pelo UniSENAI

Fabrizio Machado Pereira, diretor de educação e tecnologia da FIESC, destacou a relevância da formação lançada pelo UniSENAI nesta segunda-feira. “Este curso atende a uma premissa adotada pelo SENAI, de oferecer a educação profissional que o mercado deseja e requer, sempre com foco nas tendências e avanços tecnológicos”, afirmou, salientando que o conceito de cidade inteligente conduz a territórios agradáveis e acolhedores. “Isso ganha especial importância diante da estimativa de que, até 2050, uma em cada sete pessoas viverá em área urbana. Teremos 6 bilhões e meio de moradores em cidades, contra 750 milhões em 1950. É um crescimento que afeta a qualidade de vida das pessoas”, frisou.

Com carga horária de 360 horas, a pós-graduação é inédita no país. A especialização visa formar profissionais para gerenciar a elaboração e implantação de projetos para cidades inteligentes; realizar análise de oportunidades e necessidades; e criar estratégias de desenvolvimento e aplicação de tecnologia.

O curso se inicia em março de 2023 e terá nove meses de duração abordando conteúdos como: inovação, desenvolvimento territorial, legislação, as dimensões da cidade inteligente e suas áreas de desenvolvimento (educação, saúde, mobilidade, energia, governança, segurança, sustentabilidade, conectividade, entre outras) tudo disso tendo a tecnologia como um tópico transversal. O MBI conta com um módulo exclusivo para o desenvolvimento de projetos para cidades inteligentes a serem aplicados no mundo real, onde serão abordados tópicos de escrita de projetos e editais, gestão de projetos e capitalização de iniciativas de cidades inteligentes. Durante a especialização, os participantes integrarão ainda missão internacional a Barcelona.

Fonte: FIESC

HÁ 13 ANOS AJUDANDO A CONSTRUIR UMA CIDADE PEDALÁVEL NO RIO DE JANEIRO

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Cidade Pedalável

Com sede no Rio de Janeiro, o ITDP Brasil atua em diversas cidades brasileiras desde 2009 com projetos que buscam promover o transporte equitativo e sustentável. A mobilidade por bicicletas é um dos pilares deste trabalho. Na capital fluminense, o ITDP Brasil tem contribuído com ações que buscam fortalecer as políticas de estímulo ao uso da bicicleta desde 2009, tanto em parcerias com o poder público quanto na articulação com a sociedade civil.

Ainda no primeiro ano de atuação no Rio de Janeiro, o ITDP Brasil, a partir de uma demanda identificada pela Prefeitura do Rio, produziu um relatório de recomendações para a integração do transporte ativo (bicicletas e modo a pé) ao corredor de BRT TransCarioca. O trabalho mapeou o entorno dos terminais, indicando propostas de conexão com os bairros ao longo de todo o corredor.

No mesmo ano, o ITDP Brasil apoiou a realização do primeiro manual de contagens de ciclistas do país, elaborado pela Associação Transporte Ativo. A técnica de contagens fotográficas de ciclistas foi amplamente utilizada no Rio de Janeiro e disseminada pelo país, tornando-se peça importante no desenho de políticas públicas para bicicletas. Em 2018, foi publicado um guia com recomendações técnicas para o uso de contagens em estratégias de monitoramento. Outra parceria com a Transporte Ativo, iniciada em 2011, foi o apoio na realização dos Desafios Intermodais, um teste comparativo de diversos modos de transporte urbano.

Ainda em 2011, por ocasião da conferência Rio +20 que aconteceu no ano seguinte, o ITDP Brasil, em parceria com outras organizações, apresentou à prefeitura uma proposta de conexão cicloviária entre as diversas áreas da cidade que teriam atividades relacionadas à conferência. A proposta incluía também o projeto piloto de uma ciclovia estrutural, conectando a Praça XV à Praça Saenz Peña. Este trecho já havia sido proposto anteriormente, quando o ITDP fez parte de um consórcio internacional que trabalhou no desenvolvimento de um Plano Diretor Cicloviário para o Estado do Rio de Janeiro.

Em junho de 2012, o ITDP Brasil, novamente em parceria com a Associação Transporte Ativo e com o Studio-X Rio, desenvolveu o projeto Ciclo Rotas Centro, que reuniu representantes de organizações da sociedade civil, ciclistas, acadêmicos, ativistas e outros cidadãos interessados no tema para consolidar uma proposta de 33 km de rotas seguras para ciclistas na região central da cidade.

A iniciativa rendeu alguns frutos ainda em 2014, com a implantação de três segmentos de ciclovias e ciclofaixas na região central. Dois anos depois, o projeto integrou o pavilhão brasileiro na 15ª Bienal Internacional de Arquitetura por seu caráter inovador. Em 2021, a malha cicloviária desenhada no Ciclo Rotas Centro foi utilizada na proposta de um Distrito de Mobilidade Limpa (ou Distrito de Baixo Carbono), uma das metas do Plano de Desenvolvimento Sustentável e Ação Climática formulado pela prefeitura, que prevê o estabelecimento de ao menos uma área com emissão zero de GEEs (gases de efeito estufa) na cidade até 2030.

A implantação de infraestrutura cicloviária é uma prioridade para garantir a melhoria das condições de segurança e conforto de usuários de bicicleta, aumentando o número de ciclistas nas ruas e contribuindo para a melhoria da vida nas cidades. No Rio de Janeiro, o planejamento da rede cicloviária atualmente é de responsabilidade da Secretaria Municipal de Transportes através da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Rio), mas a coordenação com outros órgãos é fundamental para garantir a implantação adequada e o atendimento às demandas da população. Desde 1993 a Prefeitura do Rio de Janeiro possui um Grupo de Trabalho para tratar de mobilidade em bicicleta (GT Ciclovias), constituído por representantes de secretarias, autarquias municipais e entidades da sociedade civil, entre elas o ITDP Brasil.

Foi no âmbito do GT Ciclovias que diversas políticas começaram a ser formuladas e implantadas no Rio de Janeiro. O grupo de trabalho participou da formulação do primeiro Caderno de Encargos para projetos cicloviários da cidade em 2014, estabelecendo critérios técnicos de tipologia, projeto, sinalização, pavimentação e semaforização de ciclovias e ciclofaixas.

No ano seguinte, em janeiro de 2015, a Prefeitura do Rio de Janeiro iniciou a formulação de um Plano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMUS), exigência da Lei Federal 12.587 que instituiu a Política Nacional de Mobilidade Urbana. Com o objetivo de subsidiar o desenvolvimento deste plano, o ITDP Brasil, em parceria novamente com a Transporte Ativo e o Studio-X Rio, promoveu o encontro Política Cicloviária do Rio: como queremos avançar?, reunindo representantes de organizações e coletivos da sociedade civil. A atividade resultou em documento com uma proposta de visão compartilhada, diretrizes e ações. Ainda no trabalho de incidência no PMUS foi desenvolvido outro levantamento pioneiro no Brasil, desta vez sobre o transporte de cargas em bicicletas, chamando a atenção para o potencial de utilização de bicicletas para a entrega de mercadorias e a necessidade de contemplá-las na política cicloviária da cidade. Os dois documentos foram submetidos à Prefeitura do Rio e ao consórcio de empresas responsáveis pelo PMUS.

Se a infraestrutura de ciclovias e ciclofaixas é fundamental para garantir a segurança e o conforto de quem usa a bicicleta, ações e estruturas complementares também ajudam a atrair mais pessoas para este modo de transporte. O ITDP Brasil apoiou quatro edições do BiciRio (entre 2014 e 2017), um fórum internacional que reuniu especialistas, técnicos, ativistas, gestores e sociedade civil para compartilhar as melhores práticas e discutir caminhos para a política cicloviária da cidade.

O Rio de Janeiro também foi pioneiro na implantação de um sistema de bicicletas compartilhadas. Em 2011 a cidade inaugurou o primeiro sistema de terceira geração do Brasil, o BikeRio. Nestes 11 anos de funcionamento do sistema, o ITDP Brasil colaborou com a discussão sobre operação, financiamento e melhores práticas que acontecia no GT Ciclovias. Em 2014, a entidade produziu um estudo para implantação do primeiro sistema na Cidade Universitária da UFRJ. Em 2016, outra análise sobre os diversos aspectos dos sistemas foi realizada em quatro cidades brasileiras, entre elas o Rio de Janeiro.  O trabalho buscava estimular boas práticas na gestão das bicicletas compartilhadas, resultando em um serviço de melhor qualidade para as pessoas.

Até a primeira metade da década passada, o Rio de Janeiro liderava o ranking de extensão da malha cicloviária entre as capitais, mas a ampliação das redes de outras cidades mudou este cenário. O Rio ainda está entre as primeiras em números absolutos de infraestrutura, mas tem uma posição mais desfavorável quando o critério é o acesso da população.  O ITDP, por meio da MobiliDADOS, monitora anualmente um indicador que mede o percentual da população que reside próxima da infraestrutura cicloviária (PNB,do inglês People Near Bike Lanes). No Rio de Janeiro, em 2021, apenas 15% da população residia próxima a uma ciclofaixa ou ciclovia, um percentual correspondente a pelo menos metade do que foi observado em Recife, Belém e Fortaleza no mesmo ano.  Esse número é ainda menor, atingindo apenas 12%, no caso de mulheres negras e também na população com renda inferior a meio salário-mínimo.

Plano de Expansão Cicloviária do Rio de Janeiro, que está em pauta na administração municipal desde 2016, foi desenvolvido ao longo de 2022.  O documento propõe a expansão da rede cicloviária da cidade com a adição de mais de 1.000km de infraestrutura cicloviária aos 425km atuais. O ITDP Brasil participou da formulação deste plano com o apoio para a realização de oficinas com a sociedade nas Áreas de Planejamento, a consolidação de documentos para subsidiar os técnicos da prefeitura, o apoio técnico direto à CET-Rio e Secretaria de Transportes (SMTR) e a realização de contagens de ciclistas no centro da cidade.

O desafio de ampliar a rede cicloviária e conectá-la aos sistemas de transporte público está previsto no Plano Estratégico da atual gestão (2021-2024) e dá um passo importante com o Plano de Expansão Cicloviária. Além disso, o Rio é uma das cidades participantes da campanha Cidades Pedaláveis, promovida pelo ITDP global, que tem a meta de fazer com que 25 milhões de pessoas passem a residir próximo à infraestrutura cicloviária segura até 2025 em todo o planeta. Com 13 anos de atuação em favor da mobilidade por bicicletas no Rio de Janeiro, o ITDP Brasil tem a expectativa de continuar contribuindo com as políticas para fortalecer o uso deste modo de transporte na cidade, para que mais cariocas possam pedalar em direção a uma cidade mais justa, saudável, equitativa e sustentável.

Fonte: ITDP Brasil

ELETRIFICAÇÃO DA FROTA BRASILEIRA VAI SER LIDERADA POR APLICATIVOS DE TRANSPORTES, APONTA PESQUISA MCKINSEY

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99 quer dobrar número de carros elétricos em sua base no Brasil em um ano
Foto: Divulgação/99
  • Estudo inédito realizado pela McKinsey mostra a sintonia entre o modelo de negócio dos apps com a eletrificação de frotas
  • 99, líder da Aliança pela Mobilidade Sustentável avança para incrementar frota e infraestrutura para veículos híbridos e elétricos no Brasil

As empresas de transporte por aplicativo e os seus motoristas parceiros devem ser um dos principais líderes para a adoção de carros elétricos no Brasil. A conclusão é de um estudo inédito da McKinsey sobre o futuro da mobilidade sustentável no País. De acordo com os dados, até 2040, 85% da frota de veículos por aplicativo deve ser elétrica, número quatro vezes superior ao estimado para os carros de uso pessoal (21%). Os dados corroboram a visão da 99, empresa de tecnologia voltada à mobilidade urbana e conveniência, ao liderar a Aliança pela Mobilidade Sustentável, que reúne 11 empresas com o objetivo de impulsionar a infraestrutura para veículos sustentáveis no Brasil.

A expectativa é de que em 2040, as receitas com veículos elétricos atinjam 65 bilhões de dólares. São esperados ainda um total de 11 milhões de automóveis eletrificados em circulação no Brasil, representando 20% de toda a frota. Segundo a pesquisa da McKinsey, os veículos elétricos têm sintonia com o modelo de negócio do transporte por aplicativo por duas razões: a alta rodagem e previsibilidade das áreas de deslocamento; e a utilização do veículo majoritariamente nos centros urbanos, permitindo a otimização do uso em relação aos pontos de recarga.

Fomentar a expansão das estações de carregamento está entre as metas da Aliança pela Mobilidade Sustentável, que tem como meta contribuir com a criação de 10 mil pontos públicos de carregamento em todo o Brasil até 2025. Conforme os dados da McKinsey, a previsão é de que o País tenha 12 mil pontos de recarga nos próximos três anos. “Os dados do estudo mostram que estamos no caminho certo. Sabemos que o futuro da mobilidade elétrica depende de uma união de esforços de diferentes players do mercado e é esse trabalho que estamos realizando com a Aliança”, comenta Thiago Hipólito, Diretor de Inovação da 99 e Líder do DriverLAB, um centro especialmente focado em novas soluções para condutores.

A pesquisa da McKinsey revela ainda que, para quem faz uso intenso do carro, como é o caso dos motoristas de aplicativo, o Custo Total de Propriedade (TCO) do veículo elétrico deve se tornar equivalente ao do automóvel à combustão muito antes daqueles que utilizam o carro para fins pessoais. Considerando os veículos de entrada, por exemplo, com valores abaixo de R$ 200 mil, essa equivalência deve ocorrer já em 2023 para quem roda mais de 150 quilômetros por dia. Para aqueles que dirigem cerca de 30 quilômetros por dia, a equiparidade deve ser atingida somente em 2030.

“Hoje a economia que o motorista de aplicativo tem com o uso do carro elétrico, chega a 80% em relação ao modelo por combustão, quando analisamos os custos com combustível e manutenção. Sabemos, no entanto, que esse automóvel ainda tem um valor de aquisição muito alto para o motorista. Por isso, fundamos a Aliança. Junto com montadoras, empresas de locação e instituições financeiras, podemos pensar soluções para tornar o acesso aos veículos elétricos mais fácil, além de promover a infraestrutura necessária para que nossos parceiros rodem em suas viagens”, complementa Thiago Hipolito.

Entre as ações da Aliança em prol da democratização do veículo elétrico está a parceria entre a 99 e a Movida para disponibilizar 50 carros elétricos para serem alugados por motoristas parceiros da plataforma em São Paulo. Com a opção de locação facilitada mais a redução com o custo de combustível, a economia do condutor pode chegar a mais de 25% ao mês se comparado com um modelo tradicional. Além disso, a iniciativa visa reduzir a emissão de CO2 gerada diariamente pelo trânsito paulistano, promovendo melhoria na qualidade do ar e na saúde.

Aliança pela Mobilidade Sustentável

A Aliança faz parte do DriverLAB, área de inovação e tecnologia da 99, focada no motorista. Nos próximos três anos, o setor vai investir R$250 milhões em diversas iniciativas para proporcionar mais bem-estar aos condutores, com soluções de cuidado que ampliem seus ganhos e diminuam os seus custos, sendo R$100 milhões somente em 2022.

Aliança pela Mobilidade Sustentável, além da 99, já conta com empresas ligadas ao setor de energia (Enel X Way, Raízen, Tupinambá Energia e Zletric), montadoras (CAOA Chery e BYD), locadoras (Movida e Unidas), uma instituição financeira (Banco BV) entre outras.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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TRANSIÇÃO DEVE PROPOR ADIAR ABERTURA DO MERCADO LIVRE DE ENERGIA ELÉTRICA

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Usinas renováveis dominaram expansão da matriz elétrica em julho
Foto: Christopher Furlong/Getty Images

Projeto tramita no Congresso Nacional há quase seis anos; em agosto, Arthur Lira (PP-AL), afirmou que pautaria a proposta depois das eleições

O relatório parcial do grupo técnico responsável pelo setor de Minas e Energia na transição do governo federal deve propor ao presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que atue junto ao Congresso, ainda neste ano, para suspender a tramitação do projeto que expande o mercado livre de energia elétrica a todos os consumidores.

O documento com essas considerações deve ser entregue ao coordenador-geral dos grupos técnicos, Aloizio Mercadante, nesta quarta-feira (30).

É consenso no grupo que o assunto precisa ser melhor discutido. E, para isso, é preciso deixá-lo para 2023. O relator da proposta na Câmara é o deputado federal Fernando Coelho Filho (União-PE).

Recentemente, o governo de Jair Bolsonaro (PL) se antecipou e lançou duas consultas públicas para abrir o mercado livre de energia a todos os consumidores em alta e baixa tensão. Uma portaria foi publicada em 28 de setembro.

Segundo integrantes da transição, a pasta se comprometeu a não publicar mais nada sobre o assunto por agora, inclusive no que diz respeito a consumidores residenciais e rurais.

Histórico

O projeto tramita no Congresso Nacional há quase seis anos. Em agosto, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmou que pautaria a proposta depois das eleições.

O projeto propõe a revogação de uma norma da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que altera as regras do sinal locacional – usado para definir as tarifas de uso do sistema de transmissão de energia.

Na prática, o sinal faz com que as usinas mais distantes, que mais oneram o sistema, paguem mais. Segundo a Agência, o antigo cálculo do sinal locacional estava dando distorção porque considerava só os submercados de energia –Norte, Nordeste, Sudeste/Centro-Oeste e Sul.

A mudança visa dar conta da relação de “exportação” e “importação” de energia entre os submercados.

O impacto da mudança é que os empreendimentos de energia renovável no Nordeste, por exemplo, pagarão mais pelo custo de transmissão, uma vez que exportam energia.

No sentido inverso, os consumidores do Norte e Nordeste, por estarem próximos dos centros de produção, terão suas tarifas reduzidas em 2,4% e 0,8%, nessa ordem, segundo a Aneel.

Fonte: CNN Brasil

BRASIL FOI BEM REPRESENTADO NO SMART CITY EXPO WORLD CONGRESS BARCELONA 2022

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Smart City Expo World Congress
Reprodução: Assessoria de imprensa

CEO da INEEDS, um dos idealizadores e sócio da SPEEDBIRD AERO, Pedro Curcio esteve presente no evento e afirmou que o Brasil está alinhado com outros países em tecnologias de IoT

No último dia 17 de novembro, aconteceu o Smart City Expo World Congress 2022 de Barcelona, considerado o maior evento do setor das cidades inteligentes, apresentando diversos projetos de sucesso que visam melhorar a qualidade urbana. A 11ª edição do SCWC reuniu representantes de diversos países, como Coréia do Sul, Japão, Alemanha, Bélgica, França e empresas como Microsoft e LoRa Alliance.

Pedro Curcio, CEO da INEEDS, empresa especializada em tecnologia para smart cities, um dos idealizadores e sócio da SPEEDBIRD AERO, a primeira empresa latino-americana de entregas por drone, esteve presente no evento e expôs alguns pontos em relação ao Brasil. “Não vimos nenhum modelo como o nosso de entregas por drone, que já acontece aqui no Brasil, porém aqui em nosso país faltam políticas de fomento mais acessíveis para incentivar empreendedores, o que esperamos sanar neste próximo ciclo governamental”, afirma Curcio.

Segundo a Câmara Municipal de Curitiba, a cidade foi reconhecida com o título de uma das seis ‘Cidades Mais Inteligentes do Mundo’ de 2022, em uma lista que inclui Kiev (Ucrânia), Bogotá (Colômbia), Seul (Coréia do Sul), Sidney (Austrália) e Toronto, no Canadá. O município foi nomeado devido aos projetos como Mesa Solidária, Banco de Alimentos, Jardins de Mel, hortas comunitárias e a Fazenda Urbana.

Curcio afirma que a startup INEEDS apresenta soluções em smart cities como Sensor de Pedras e Encostas, Monitoramento de Som e Ruído, Bueiro Inteligente, Sensor de Queimadas e Báu-Tech, que recentemente teve grande exposição na mídia e a SPEEDBIRD AERO, que já oferece serviços comerciais autorizados pela ANAC no Brasil na modalidade drone delivery.

O especialista em cidades inteligentes também comentou sobre a sua visita e aconselha para que outras instituições compareçam. “Vim em busca de conhecimentos, intercâmbio de tecnologias e foram três dias de aprendizagem e muito networking. A feira também oferece muitas oportunidades. Recomendo que vocês frequentem no próximo ano, juntamente com o CEO e CTO das suas instituições”, finaliza Pedro Curcio.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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JOVENS CRIAM PLATAFORMA QUE AJUDA EMPRESAS A IMPLANTAR POLÍTICAS DE ESG A PARTIR DE SOFTWARE DE GESTÃO DE CARBONO

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ESG
Reprodução: Assessoria de imprensa

O ESG é um dos indícios mais sólidos de que uma empresa tem custos mais baixos, melhor reputação e maior resiliência em meio às incertezas e vulnerabilidades.

O termo ESG surgiu no ano de 2004, em uma publicação do Pacto Global com o Banco Mundial, através da ONU, que já alertava sobre os impactos negativos que o planeta sofreria caso não fosse adotada alguma medida no intuito de criar uma relação mais sustentável das empresas com a sociedade. Atualmente, o ESG é um dos indícios mais sólidos de que uma empresa tem custos mais baixos, melhor reputação e maior resiliência em meio às incertezas e vulnerabilidades.

A Esphera Soluções Ambientais surgiu como um projeto social em 2018, através da ideia de dois irmãos e um amigo, engajados pela missão de desenvolver soluções que acelerassem a transição para uma economia de baixo carbono, impactando positivamente a vida das pessoas e o meio ambiente. Os fundadores deram o pontapé na iniciativa coletando resíduos de porta em porta no bairro em que moravam e os destinando para a cooperativa Brisamar, uma associação de profissionais de reciclagem em Fortaleza.

Tiago Pinto, co-fundador da Esphera, comenta sobre a evolução da iniciativa para o desenvolvimento do software. “Hoje, a startup possui software próprio que permite acompanhar a gestão ambiental de seus clientes e gerar indicadores sobre sua produção, possibilitando o acompanhamento em tempo real e um controle ambiental maior por parte das companhias sobre os impactos causados por suas atividades”, afirma.

Com o auxílio de uma minuciosa mensuração de indicadores ambientais da companhia, através do Software de Gestão de Carbono da Esphera, empresas que utilizam a plataforma podem centralizar seus dados ambientais, auxiliando seus gestores no desenvolvimento de uma agenda ESG. O trabalho possibilita uma estruturação mais robusta da área de sustentabilidade e o desenvolvimento de um planejamento estratégico baseado em dados.

O Software de Gestão Ambiental da Esphera permite a centralização de todos os dados ambientais corporativos e a mensuração da pegada de carbono em tempo real. No software utilizado, os engenheiros e gestores passam a analisar os aspectos ambientais da empresa em quatro pilares – Gestão de Gases do Efeito Estufa, Gestão Energética, Gestão Hídrica e Gestão de Resíduos – e comparar as métricas ambientais em diferentes sedes da companhia. A centralização dos dados possibilitou a análise de padrões, a identificação de oportunidades, e um real diagnóstico de como a empresa vinha performando no quesito ambiental.

“Falar de sustentabilidade hoje é falar de gestão de risco, e as empresas que estão pensando a longo prazo, que querem continuar aqui nos próximos 50 anos, certamente terão que adaptar seu modo de operação e trazer sustentabilidade para o foco. Quando se fala de ESG, é isso, é você ter critérios Ambientais, Sociais e de Governança no centro da tomada de decisão”, comenta o co-fundador da Esphera, Lucas Pinto.

O que uma empresa deve fazer para ser considerada ESG:

  • Meio ambiente: reduzir o impacto ambiental com melhor destinação de resíduos, utilização mais eficiente da água e redução da emissão de poluentes.
  • Social: preocupação da empresa com a sociedade, por exemplo, praticando ações que diminuam a desigualdade social ou outra necessidade da comunidade e dos próprios colaboradores.
  • Governança: apresentar transparência e equidade em seus números, obedecendo práticas, regras e processos.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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ABDI ASSINA ACORDO PARA AMPLIAR ATUAÇÃO EM TEMAS ASG

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ABDI

Parceria entre ANA e ABDI foi firmada hoje na sede da Agência. As instituições lançarão concursos para gestão de resíduos sólidos e de redes de abastecimento de água

A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) assinou Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) com o objetivo de executar ações conjuntas relacionadas ao desenvolvimento e implementação de “Prêmios para Inovação”, uma modalidade de compra pública para a inovação prevista na nova Lei de Licitações Lei 14.133/2021.

A parceria com a ANA é norteada pelo desenvolvimento sustentável: na busca pelo equilíbrio entre a ciência e a inovação, com ações de fomento à transformação digital em temas da agenda ASG (ambiental, social e governança); em recursos disponíveis; e no descarte dos resíduos sólidos urbanos no meio ambiente.

Vitor Eduardo Saback, diretor da ANA; e Igor Calvet, presidente da ABDI (da esquerda para a direita)
Vitor Eduardo Saback, diretor da ANA; e Igor Calvet, presidente da ABDI (da esquerda para a direita)

“A ABDI e a ANA firmaram um acordo superimportante a fim de unir esforços institucionais para promover a inovação no saneamento básico brasileiro. A agenda da ANA envolve infraestrutura, regulação, saúde e a ABDI está apta a ajudá-los a aumentar a inovação nos aspectos de planejamento e infraestrutura em benefício do desenvolvimento do país”, destacou o presidente da ABDI, Igor Calvet.

Por meio do ACT, a ANA e a ABDI proporão dois grandes desafios a fim de buscar soluções inovadoras para dois problemas específicos: a grande quantidade de plásticos presentes em rios e mares brasileiros e o problema das más condições dos sistemas de abastecimento de água do país.

A quantidade de plásticos presentes nas fontes de água naturais é um dos problemas mais latentes. O Brasil está entre os 20 países do mundo que mais contribuem para a poluição plástica nos oceanos, segundo a pesquisa da rede Blue Keepers, programa da Organização das Nações Unidas (ONU) desenvolvido para combater a poluição desses resíduos sólidos em rios e oceanos.

Na cerimônia de assinatura do Acordo, a assessora especial da presidência da ABDI, Andrea Pereira Macera, destacou que a assinatura do ACT é resultado de um processo que teve início em 2019, quando a ABDI iniciou uma parceria com a embaixada do Reino Unido para adotar os modelos de Prêmios de Inovação realizados por lá. “O próximo passo será o lançamento de dois editais de Prêmios de Inovação voltados para o saneamento, em que iremos contribuir de forma efetiva para as ações do setor”, completou.

O ACT também prevê a busca de soluções inovadoras com vistas à modernização das redes de distribuição de água, que atualmente tem uma logística onerosa e complexa. Alguns estudiosos no assunto, estimam que a manutenção das redes representa de 50% a 70% do custo total de um sistema de abastecimento de água, o que dificulta ainda mais a substituição de instalações antigas. Isso significa que muitos deles já estão com vida útil esgotada e, daí, advêm problemas como rompimentos constantes, vazamentos e perdas de água, possibilidade de contaminação de água potável, desabastecimento, entre outros.

“A assinatura do ACT representa um marco na relação entre as duas instituições e tende a prestigiar a inovação dentro de um setor tão importante que é o saneamento básico. Certamente a sociedade será beneficiada com a inovação sendo introduzida na agenda de infraestrutura, operação e manutenção do saneamento do país”, disse Vitor Eduardo Saback, diretor da ANA.

A cooperação entre as instituições implica disponibilizar e compartilhar estudos, informações e dados relevantes; estabelecer meios de intercâmbio de informação; formular e executar as regras do edital e os prêmios estabelecidos; monitorar e avaliar os produtos entregues. A partir da assinatura, a parceria terá a duração de no mínimo 30 meses.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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