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O ANO 2023 COMEÇA COM OTIMISMO PARA O SEGMENTO DE ELETROMOBILIDADE

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eletromobilidade
Foto: Getty Images

Para Adalberto Maluf, presidente da ABVE, crescimento nas vendas no ano passado e primeiros sinais do novo governo transmitem confiança ao setor

A Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) começou 2023 com dupla comemoração. Em primeiro lugar, porque, em 2022, se registrou crescimento de 41% nas vendas de veículos leves eletrificados, no Brasil, atingindo 49.245 unidades, sendo 8.460 emplacamentos dos totalmente elétricos. Hoje, a frota circulante brasileira de eletrificados totaliza 126.504 veículos, quando considerados automóveis e comerciais leves híbridos, híbridos plug-in e 100% elétricos.

O segundo motivo de confiança, de acordo com Adalberto Maluf, presidente da instituição, veio por meio da sinalização do governo federal recém-empossado na formação de ministérios. O novo gabinete tem, claramente, como foco a busca por caminhos mais sustentáveis tanto para o desenvolvimento da indústria nacional quanto para o meio ambiente, em um nítido avanço em relação à gestão anterior. Na entrevista a seguir, o presidente da ABVE demonstra otimismo nas perspectivas de avanço da eletromobilidade, no País, além da reforçar a importância da inovação na indústria nacional. Confira.

Adalberto Maluf, presidente da ABVE, acredita que, em 2023, haverá diversos anúncios de investimento em elétricos no Brasil. Foto: Divulgação ABVE
A ABVE comemorou os resultados de 2022, mas ainda estamos muito aquém de mercados maduros. Como o senhor avalia o cenário da eletromobilidade no Brasil?

Adalberto Maluf: No final de 2022, celebramos as vendas de aproximadamente 50 mil veículos eletrificados no ano. E, com isso, os elétricos plug-in ultrapassaram, pela primeira vez, a participação de 1% do mercado nacional de veículos. Isso porque não há nenhuma política pública, e ainda assim crescemos. Temos de comemorar, mas é importante levar em conta que, no mundo, a relação já chega a 15%. Essa evolução aconteceu de forma consistente e rápida. Por que não acreditar que, no Brasil, não será igual ao que ocorreu nos outros países?

Na sua opinião, quais foram os fatores responsáveis pelo crescimento nas vendas de veículos elétricos no Brasil?

Maluf: O número de modelos avançou muito nos últimos anos. Foi de 70 para cerca de 130. Além disso, vimos uma questão muito forte com a agenda ESG. Inclusive, quem moveu o mercado foi o mundo corporativo. Chegamos a quase 1.000 comerciais leves e aproximadamente 650 caminhões. As empresas brasileiras estão se movimentando, apesar de não ter estímulo. As únicas políticas públicas que realmente avançaram, no País, foram as subnacionais, ou seja, as prefeituras e os Estados, que isentaram os eletrificados do rodízio (no caso de São Paulo) e de pagar IPVA, entre outros estímulos. Isso já foi o suficiente para dar o primeiro empurrão.

No ano passado, a ABVE encaminhou a Carta da Eletromobilidade aos então candidatos à Presidência da República. Houve algum retorno?

Maluf: Fizemos uma apresentação, ainda durante a campanha, a todos os que concorriam a presidente. Na ocasião, o então candidato Lula pediu ao senador Jean Paul Prates (PT-RN), um dos maiores especialistas em energia do Brasil e que, recentemente, foi nomeado presidente da Petrobras, que o representasse. Para mim, essa iniciativa foi um sinal bem interessante. Há pelo menos dez anos, todas as petroleiras globais diversificaram suas atividades e se tornaram empresas de energia. Antes do segundo turno, tivemos uma reunião com Geraldo Alckmin, atual vice-presidente e ministro de Desenvolvimento, Indústria, Comércio Exterior e Serviços, que fez várias anotações durante a apresentação e, ao final, discursou com muita eloquência sobre o tema, o que me deixou muito otimista.

Qual seria um caminho bem-sucedido para o avanço da eletromobilidade no País?

Maluf: O Brasil tem índices de industrialização muito abaixo, em relação aos demais países do mundo. Somos um País com dimensão continental, no qual a indústria de transformação caiu de cerca de 35% do PIB, no começo dos anos 1980, para 10%, agora. Não existe país desenvolvido que tenha renunciado a investimento em transformação.

O emprego do futuro será baseado em tecnologia, e não mais em habilidades manuais. Então, é preciso estar atrelado à indústria inovadora. Se não nos inserirmos nessas novas cadeias produtivas tecnológicas globais, corremos o risco de voltar a ser o Brasil colônia.

A Ford fechou as fábricas no País e, hoje, apenas importa. Recentemente, anunciou lucro de R$ 1 bilhão na América do Sul. O senhor acredita que outras montadoras podem seguir o mesmo caminho?

Maluf: Sim, com certeza. Estamos falando de uma mudança no mundo automotivo global. A Ford fechou porque tinha uma fábrica bastante antiga e produzia automóveis que, embora fossem bem vendidos, eram plataformas de veículos a combustão, modelos antigos. A matriz da Ford deve ter dito: estamos atrasados, perdemos a corrida tecnológica, vamos voltar às origens e para onde há estímulo. Onde tem estímulo? Argentina, por exemplo. O fechamento dessas fábricas deveria ter dado um sinal muito ruim para o País.

Por quê?

Maluf: O Brasil corre um risco muito grande. Faz sentido a Audi, a Land Rover ou mesmo a Volkswagen manterem uma produção, aqui, se os produtos não estiverem inseridos em uma escala global? Não faz. Quando a gente vê esses pequenos números de elétricos no Brasil, por exemplo, entende que ainda tem muito a crescer, mas já permitem que as fábricas comecem a se coordenar. Toda a inteligência digital é onde será criada a maior parte dos empregos. Por isso, ficamos muito felizes quando Alckmin anunciou a Secretaria de Economia Verde, que deve explorar temas como energias renováveis e mobilidade. Já é um bom sinal.

Muito se tem discutido sobre as rotas para a descarbonização, e o Brasil tem um forte apelo com o etanol. O senhor acredita que poderemos seguir uma rota diferente da eletrificação?

Maluf: Não existe uma solução única para o mundo inteiro. Porém, estamos falando de um bem que é facilmente reposto por outro bem de produção global. Ou seja, se não produzirmos o que o mundo consome, ficaremos de fora do mercado. Hoje, dentre as rotas tecnológicas, foi a elétrica a bateria que venceu. A Europa já definiu que, até 2035, já não serão mais vendidos carros a combustão. Em 2030, os Estados Unidos deverão ter, pelo menos, 50% do mercado eletrificado. Pensa comigo, temos cerca de 3% do mercado global, que está muito mais imbuído de tecnologia; não faz sentido o Brasil seguir outra rota tecnológica.

E os veículos pesados? Caminhões e carretas, por exemplo.

Maluf: Lá por 2025, o hidrogênio pode ser viabilizado em veículos que rodam cerca de 1.000 quilômetros. Até aquele ano, criarão uma infraestrutura própria com equipamentos, troca de hidrogênio no percurso, recargas etc. Agora, até 500 quilômetros de autonomia, o veículo elétrico a bateria vai dominar tudo – essa é uma afirmação da Agência Internacional de Energia. Foi a rota que ganhou a corrida.

Para saber mais sobre assuntos relacionados à eletromobilidade, acesse o canal Planeta Elétrico

EDIFÍCIOS INTELIGENTES: A TECNOLOGIA A FAVOR DAS CONSTRUÇÕES SUSTENTÁVEIS

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Edifícios inteligentes
Foto: banco de imagens/unplash

Empreendimentos que investem em eficiência energética, Internet das Coisas e outras soluções tecnológicas estão cada vez mais populares nas cidades.

Na década de 1980, quando a inovação tecnológica favoreceu a automação dos sistemas de iluminação, climatização e sistemas hidráulicos, o conceito de edifícios inteligentes e de ambientes totalmente conectados começou a ganhar força.

A iluminação inteligente, as câmeras de monitoramento e os sensores, por exemplo, se tornaram mais comuns, porém ainda eram novidades restritas.

Nos últimos anos, as novas tecnologias possibilitaram maior diversidade de soluções e revolucionaram diversas áreas, com destaque para a indústria da construção civil.

A popularização do conceito de edifícios inteligentes no contexto atual, 40 anos depois, coincidiu com o aumento da preocupação com a eficiência energética, em prol da redução de custos e dos alcances das metas de sustentabilidade.

Veja a seguir os principais conceitos e as soluções que as inovações tecnológicas trazem para a administração de edifícios comerciais, residenciais e públicos.

Eficiência energética

Em 2011, foi aprovada a ISO 50.001 – Gestão de Energia (atualizada em 2018), cujo objetivo é permitir que organizações, de todos os tipos e tamanhos, estabeleçam os sistemas e os processos necessários para que melhorem o desempenho energético, incluindo a eficiência energética, o uso e o consumo.

Nesse contexto, a atenção ao gerenciamento energético vem se tornando uma prioridade para empresas públicas e privadas.

No cenário em que as mudanças climáticas são, de fato, uma ameaça para todo o mundo, não há como negar a importância de priorizar a eficiência energética no dia a dia das organizações. O objetivo é fazer menos com mais, usando as fontes de energia de modo mais econômico — sem, é claro, haver prejuízos nos processos desenvolvidos no cotidiano.

O controle de consumo, feito a partir de plataformas modernas, detecta onde há desperdícios, o que também possibilita rever gastos desnecessários em lucratividade — e os benefícios continuam, por meio da substituição de lâmpadas comuns pelas de LED, da substituição de motores por equipamentos mais eficientes e com inversores de frequência (que podem reduzir custos em até 60%, em muitos casos) e da modernização do sistema de climatização.

Inovação tecnológica

Lâmpadas, torneiras, descargas, persianas, sensores de presença e outros dispositivos que permitem automação são os principais recursos dos edifícios inteligentes. Outros recursos comuns são os sistemas que reutilizam a água da chuva e do ar-condicionado na lavagem de ambientes internos de edifícios e equipamentos urbanos ou na manutenção do paisagismo local.

Para reduzir gastos com a climatização, os edifícios inteligentes utilizam soluções como ar condicionado central automatizado, jardins verticais para reduzir a temperatura ambiente e também a utilização de vidros que retêm o calor.

Esses e muitos outros sistemas de automação predial utilizam soluções integradas de tecnologia de ponta para oferecer um ambiente mais produtivo, econômico, seguro e confortável.

Automação

Os edifícios inteligentes funcionam a partir da conectividade entre a Internet das Coisas (IoT), os sensores e a nuvem para monitorar e controlar remotamente sistemas como aquecimento, ar-condicionado, iluminação e segurança, por exemplo. Cada construção pode ter diversas tecnologias aplicadas de diferentes formas de acordo com suas próprias necessidades.

A tecnologia é utilizada para coletar e compartilhar informações sobre o que está acontecendo no edifício e, a partir desses dados, otimizar a performance da construção.  A comunicação e a conexão entre os sistemas de um edifício estão entre as principais características dos edifícios inteligentes, assim como a utilização de dados.

Os edifícios inteligentes são capazes de gerar dados sobre seu uso e, com as informações de medidores de energia, água, iluminação, ar-condicionado, entre outras, conseguem melhorar sua eficiência e sustentabilidade.

Em geral, esses dados são coletados através de sensores de detecção de fumaça, luz, temperatura, umidade, entre outras aplicações, que possibilitam aos gestores tomarem decisões mais assertivas com base no cenário atual da edificação.

As informações geradas pelas conexões típicas da Internet das Coisas (IoT) são transformadas em relatórios de desempenho e ajudam a solucionar problemas, monitorar equipamentos que necessitam de manutenção preventiva e garantir a segurança das pessoas que circulam por seus ambientes.

Sustentabilidade

Mais que uma forma de reduzir a conta de energia e oferecer economia, conforto e segurança aos seus habitantes, sejam eles moradores fixos ou funcionários, apostar em edifícios inteligentes e em eficiência energética é um caminho para aumentar os níveis de conforto térmico e combater o aquecimento global — inclusive porque a iluminação LED reduz custos e elimina emissão de CO2 (além de não emitir calor nem raios IV e UV).

Com a implementação de processos sustentáveis, é possível, por exemplo, universalizar as fontes renováveis e controlar o consumo de insumos, como a água e a energia elétrica, ações que resultam na redução, a curto prazo, de custos básicos do dia a dia. A modernização do sistema de climatização com fontes renováveis e o isolamento térmico para evitar a dispersão do calor são apenas algumas das medidas de eficiência energética.

Atualmente, essa ideia ultrapassou a economia de energia e o diálogo com o desenvolvimento sustentável. A proposta é incorporar tecnologias de ponta na construção civil com o objetivo de aprimorar a gestão predial, otimizando a performance por meio do processamento de dados em tempo real.

Além do design arrojado, as instalações ou a arquitetura moderna, a escolha de ambientes nos dias de hoje vem sendo pautada pela relação que o empreendimento mantém com a sustentabilidade. Energia solar, sensores de movimento, eficiência energética e um mobiliário sustentável na composição de interiores, por exemplo, podem ser grandes atrativos no mercado imobiliário por agregarem valor a qualquer imóvel.

Cidade inteligente e edifícios inteligentes no mundo

Com o avanço da tecnologia, os edifícios inteligentes estão deixando de ser uma opção e tornando-se requisito básico para muitos empreendimentos do mercado imobiliário ao redor do mundo. Isso acontece porque essas construções oferecem maior sustentabilidade, menos impacto ambiental, maior conforto, bem-estar e qualidade de vida para seus ocupantes.

Cada vez mais comuns em todo o mundo, com destaque para países da Europa, América do Norte e Ásia, as cidades inteligentes ou smart cities são espaços urbanos caracterizados pela utilização generalizada de tecnologias da informação e da comunicação, com o objetivo de melhorar a eficiência político-econômica e amparar o desenvolvimento humano e social, promovendo, assim, a qualidade de vida de seus cidadãos.

Fonte: Enel x

PAN AMERICAN MARCA ENTRADA NO BRASIL COM APORTE DE R$ 3 BILHÕES EM COMPLEXO EÓLICO NA BAHIA

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O estado nordestino que é o maior gerador de energia eólica do Brasil, com capacidade para abastecer milhões de lares
Foto: istockphoto/divulgação

A Pan American Energy dará início ao seu primeiro projeto no Brasil investindo R$ 3 bilhões na implantação do Complexo Eólico Novo Horizonte, na Bahia, com 423 MW de capacidade instalada.

O complexo eólico é formado por dez parques, que totalizam 94 aerogeradores, localizados nos municípios de Novo Horizonte, Boninal, Brotas de Macaúbas, Ibitiara, Oliveira dos Brejinhos e Piatã. O projeto também contempla 79 quilômetros de linhas de transmissão (500 kV) e uma subestação para conectar os parques ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

Parte dos recursos para implantação do complexo foi obtida por meio de dois empréstimos, sendo de R$ 900 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Solar (BNDES) e R$ 300 milhões do Banco do Nordeste.

A Pan American Energy é uma empresa global de energia, com presença em seis países: Uruguai, Paraguai, Bolívia, México, Argentina e, mais recentemente, Brasil. Neste sentido, dentro do processo de transição energética, busca contribuir na indústria com novos projetos na América do Sul, para garantir energia acessível, confiável, sustentável e moderna para a região.

Fonte: MegaWhat

COMISSÃO LIDERADA POR VICE-GOVERNADOR VAI COORDENAR PRIVATIZAÇÕES E CONCESSÕES EM SP

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A era do consensualismo – uma oportunidade de não caminhar em círculos

MAPEAMENTO DO USO E ABERTURA DE DADOS PARA A GESTÃO DO TRANSPORTE PÚBLICO COLETIVO NOS MUNICÍPIOS BRASILEIROS

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Mapeamento do uso e abertura de dados para a gestão do transporte público coletivo nos municípios brasileiros
Foto: banco de imagens/unplash

Este documento reúne um mapeamento do uso e abertura de dados para a gestão do transporte público em municípios brasileiros, realizados em 2022. O material foi desenvolvido a partir de uma pesquisa que envolveu gestores de 87 municípios de todas as regiões do país, que concentram 60,3 milhões de habitantes (28,5% da população brasileira). As informações que constam no documento também subsidiaram o programa de capacitação no uso e abertura de dados de transporte público coletivo, oferecido pelo projeto AcessoCidades a técnicos e gestores de mobilidade urbana de mais de 60 municípios de 20 estados brasileiros, incluindo 16 capitais.

O relatório foi construído no âmbito do Projeto AcessoCidades, liderado pela Frente Nacional dos Prefeitos, com cofinanciamento da União Europeia, e parceria com o Instituto de Políticas de Transporte & Desenvolvimento (ITDP) Brasil.

Disponível em português aqui;

Fonte: ITDP Brasil

IGUÁ TRANSFORMA LODO DE ESGOTO EM ADUBO ORGÂNICO E REDUZ IMPACTO DE RESÍDUOS NO MEIO AMBIENTE

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Iguá
Iguá transforma lodo de esgoto em adubo orgânico Foto: Divulgação

A concessionária de saneamento básico Iguá, que atende 18 bairros da Zona Oeste do Rio, adotou um método sustentável para o descarte do lodo gerado no processo de tratamento de esgoto da ETE Barra. A partir de novembro de 2022, a concessionária passou a destinar cerca de 300 toneladas de lodo por mês para a compostagem.

O resíduo será transformado em adubo orgânico rico em nutrientes, que pode ser usado na agricultura, pois serve de insumo em plantio de mudas de diversas espécies, propiciando a manutenção de áreas verdes e enriquecendo o solo.

O Novo Marco Legal do Saneamento Básico estabelece como meta que 90% da população tenha acesso à rede de coleta de esgoto até 2033, o que aumenta a produção do resíduo gerado através do tratamento de esgoto.

“Os resíduos gerados na operação da ETE Barra eram levados para um aterro sanitário, medida que já se inseria nas normas vigentes. Agora, a previsão é que, todos os dias, dois caminhões saiam da nossa estação de tratamento de esgoto com destino à empresa de compostagem, o que vai resultar na produção de 90 toneladas de adubo orgânico por mês”, explica Lucas Arrosti, diretor operacional da Iguá no Rio de Janeiro.

Ao destinar para compostagem todo o lodo produzido na sua maior estação de tratamento de esgoto, a Iguá fecha o ciclo de saneamento de forma sustentável na cidade, contribuindo para a diminuição do volume de rejeitos destinados aos aterros sanitários.

“A Iguá tem uma preocupação com o impacto das suas operações no meio ambiente e tem o objetivo de, até 2025, destinar 75% do lodo produzido em suas operações para agricultura. Além de ser uma ação sustentável, tem forte apelo de economia circular. Com o projeto no Rio, a estimativa é que o percentual atual passe de 17% para 55%”, afirma Rodrigo Pereira, gerente de desenvolvimento operacional do grupo Iguá.

Fonte: Extra.Globo

“MELHORAR A MOBILIDADE URBANA É UM DOS MAIORES DESAFIOS DE SALVADOR”, DIZ CARLOS MUNIZ NA LAVAGEM DO BONFIM

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mobilidade urbana
Foto: Marcelo Gandra

O presidente da Câmara Municipal de Salvador, vereador Carlos Muniz (PTB), afirmou, durante a Lavagem do Bonfim, nesta quinta-feira (12), que um dos maiores desafios da capital da Bahia é melhorar a mobilidade urbana.

“Vamos trabalhar com os executivos Municipal e Estadual para, juntos, tomarmos providências para que Salvador tenha um melhor transporte público e que a população não pague tão caro pelo serviço”, disse o presidente do Legislativo da capital do estado.

O parlamentar ainda ressaltou a importância da Lavagem do Bonfim, após dois anos sem ocorrer devido à pandemia da Covid-19. “O Bonfim é a festa religiosa que eu tenho mais carinho, e minha mensagem para o povo de Salvador é de orgulho e esperança, pois dias melhores virão. Que a população tenha certeza de que vamos trabalhar cotidianamente para que isto aconteça”, disse Carlos Muniz.

A festa religiosa teve início às 8h, com o tradicional culto interreligioso, na Igreja Nossa Senhora da Conceição da Praia, e segue com a caminhada até a Colina Sagrada, na Igreja do Bonfim.

Estão presentes na Lavagem do Bonfim diversas autoridades, dentre elas o governador do Estado, Jerônimo Rodrigues (PT), o vice-governador Geraldo Junior (MDB), e o prefeito Bruno Reis (UB).  Prestigiam a festa também os vereadores Suíca (PT), Silvio Humberto (PSB), Paulo Magalhães Junior (UB), Edivaldo Brito (PSD), Maurício Trindade (PP), Claudio Tinoco (UB), Joceval Rodrigues (Cidadania) e Augusto Vasconcelos (PCdoB).

Fonte: Bahia Notícias

CIDADES DO PR USAM SEMÁFORO NO CHÃO PARA CHAMAR A ATENÇÃO DE PEDESTRES

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Semáforo no chão para chamar a atenção de pedestres
Reprodução

Inovação implantada pela DATAPROM traz mais segurança aos pedestres desavisados, principalmente àqueles que andam olhando para a tela do celular

Você muito provavelmente ainda não ouviu falar nesse termo. Mas ele tem começado a se difundir para designar pessoas viciadas em smartphones e que andam pelas ruas olhando para o aparelho. É uma mistura das palavras zombie + smartphone.

Assim como com motoristas, o uso do celular no trânsito também é um risco para pedestres. Distraídos, muitas vezes, eles podem não perceber o estágio semafórico e iniciar uma travessia com o semáforo em verde para os automóveis. De acordo com o DETRAN Paraná, digitar, ler, falar e usar fone de ouvidos enquanto caminha compromete a atenção do pedestre em até 80%.

Já uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia indicou que mais de 70% admitiram deixar de olhar para os lados ao atravessar por estarem distraídos com seus smartphones.

E a tecnologia agora está contribuindo para minimizar os riscos de atropelamentos desses pedestres. Uma solução da DATAPROM atua exatamente nesse sentido.

São instaladas faixas de led acopladas ao poste e ao antebraço dos semáforos e nas calçadas. Elas são sincronizadas ao controlador semafórico e aos porta-focos – podendo aumentar a visualização da sinalização para até 300 metros de distância e garantindo ao pedestre que está olhando para baixo uma maior ativação sensorial quando da mudança do estágio semafórico

Araucária e Cascavel, ambas no Paraná, já têm a solução da DATAPROM implantada em cruzamentos com maior fluxo de movimentação de pedestres.

E há relatos de soluções com objetivo semelhante implantadas em cidades como Concepción, no Chile, Seul e Ilsan, na Coréia do Sul, Chongqing e Hong Kong, na China, e as europeias Antuérpia, Amsterdã e Bodegraven.

O uso dessas tecnologias, por óbvio, não deixa de lado a necessidade de conscientizar as pessoas sobre os riscos desse comportamento. Assim como ao volante, usar o celular ao caminhar é um hábito perigosíssimo e que deve ser abandonado.

Mais segurança
Em Araucária, o primeiro pacote de instalações adquirido tem 160 barras de LED, sendo que cada cruzamento leva 16 peças para orientar na travessia. Há previsão para compra de mais 232 dessas barras luminosas para atendimento a outras vias do município.

Cascavel adotou a faixa de led para pedestres em dois importantes cruzamentos da cidade: travessias elevadas da Avenida Brasil em frente à Catedral e na faixa do cruzamento entre as ruas Paraná e Padre Champagnat.

Fonte: DATAPROM

SECRETARIA DE MEIO AMBIENTE REALIZA AUDIÊNCIA PÚBLICA NESTA SEXTA-FEIRA

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Secretaria de Meio Ambiente
Foto: Thiago Dutra/PMFI

Evento será no Centro de Educação Ambiental do Iguaçu, no Bosque Guarani, a partir das 18h

A Prefeitura de Foz do Iguaçu promove, na próxima sexta-feira (13), às 18h, uma audiência pública para discutir propostas de criação de Unidades de Conservação em áreas públicas pertencentes ao município.

É o caso, por exemplo, do Bosque dos Macacos, no Jardim Ipê; do Bosque Guarani, no Centro da cidade; e da Trilha do Vietnã, na Vila A. O evento é organizado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e será no Centro de Educação Ambiental do Iguaçu (CEAI), anexo ao Bosque Guarani.

Conforme o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC), uma unidade de conservação é um “espaço territorial e seus recursos ambientais, incluindo as águas jurisdicionais, com características naturais relevantes, legalmente instituído pelo Poder Público, com objetivos de conservação e limites definidos, sob refime especial da administração, ao qual se aplicam garantias adequadas de proteção”.

“O principal objetivo é a preservação e o uso sustentável desses espaços, de forma que a população consiga usufruir, sejam utilizados para a educação ambiental e para o lazer, conservando as características naturais, como a fauna e a flora”, destaca a secretária municipal de Meio Ambiente, Angela Meira. O Bosque Guarani, por exemplo, possui uma área de 4,5 hectares remanescentes da Mata Atlântica.

Para Jorge Pegoraro, diretor de Licenciamento e Controle Ambiental da Secretaria de Meio Ambiente, “o debate sobre esse tema é de fundamental importância, pois a cidade possui um dos mais visitados Parques Nacionais do Brasil, o Iguaçu, porém ainda não possui um Parque Natural Municipal, que após sua criação irá proporcionar a comunidade local inúmeros benefícios ambientais”.

Entre esses benefícios, ele cita “controle da poluição, favorecer a biodiversidade local, facilitar o controle da temperatura e da umidade, sendo que a comunidade também poderá usufruir e contribuir de maneira correta para a conservação desses espaços protegidos”.

Fonte: Portal da Cidade de Foz do Iguaçu 

ACELERANDO A TRAVESSIA RUMO À MOBILIDADE LIMPA

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mobilidade limpa
De janeiro a novembro de 2022, as vendas de eletrificados foram 43,40% a mais do que no mesmo período de 2021. Foto: Getty Images

Parceria entre setor público e privado é fundamental para impulsionar uso de veículos eletrificados

Os pontos de carregamento de veículos elétricos estão cada vez mais presentes na paisagem urbana, e se tornam indispensáveis em novos projetos imobiliários. Eles são, de fato, a parte mais visível de uma revolução que pode mudar a maneira como nos movimentamos pelas cidades, ao mesmo tempo que ajudam a combater a mudança climática e colaboram para um ambiente mais saudável.

Os dados sobre as vendas de veículos eletrificados ajudam a explicar essa proliferação, cada vez mais visível, de pontos de carregamento. De janeiro a novembro de 2022, foram comercializados 43,40% de unidades a mais do que no mesmo período de 2021, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). Só para ter uma ideia do ótimo desempenho do mercado de eletrificados, no mesmo período, o emplacamento total de veículos novos subiu apenas 4,47%, em relação ao ano anterior, segundo a Fenabrave, o que demonstra um avanço relativo significativo desse tipo de veículo.

Se olharmos para os números absolutos, veremos que o crescimento agudo na venda de eletrificados representa apenas 43.658 unidades, enquanto, até novembro, foram emplacados mais de 3,3 milhões de veículos, segundo a ABVE. Ou seja, o mercado para os eletrificados ainda engatinha no Brasil. Como, afinal, dar o impulso necessário para que esse setor possa decolar de vez? E por que isso é importante?

Saúde pública

O setor de transporte é particularmente dependente do uso de combustíveis fósseis. Segundo dados da Agência Internacional de Energia, ele foi responsável por 37% das emissões de CO2 em 2021. Ou seja, é praticamente impossível falar sobre mitigação das mudanças climáticas sem lidar com o tema da mobilidade limpa.

Se isso é verdade para o mundo, é ainda mais relevante para grandes aglomerados urbanos, como São Paulo, onde apenas os automóveis são responsáveis por mais de 70% das emissões de gás carbônico, segundo um estudo do Instituto de Energia e Meio Ambiente.

Vale lembrar que discussões sobre mobilidade limpa não estão apenas relacionadas às mudanças climáticas. São também uma questão de saúde pública. Todo ano, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), milhões de pessoas adoecem e morrem em decorrência da poluição do ar para a qual os veículos dão uma grande contribuição.

Cabe ressaltar, de qualquer forma, que já existe um arcabouço normativo estruturado em torno do objetivo de uma mobilidade mais limpa. O BNDES, por exemplo, tem um programa de eletromobilidade voltado ao desenvolvimento desse ecossistema. Em 2018, também foi criada a Rota 2030, ligada à Presidência da República, para incentivar inovações tecnológicas em eletropropulsão e eficiência energética. Mas não basta apenas escrever as normas. São necessárias políticas públicas para colocá-las em prática.

Ação conjunta

No caso específico do Brasil, temos o setor privado assumindo um papel mais forte de incentivador para a eletrificação da mobilidade. O Itaú Unibanco, por exemplo, já oferece, há anos, taxas especiais para financiamento de veículos elétricos. Em 2022, fortaleceu ainda mais sua posição de impulsionador da mobilidade limpa ao captar, em agosto, R$ 1 bilhão em Letras Financeiras Verdes, que será direcionado ao financiamento de veículos elétricos, híbridos e multicombustíveis.

Por aqui, algumas das principais empresas de consumo também estão empenhadas em promover uma jornada de eletrificação de suas frotas de veículos de distribuição, o que, considerando o tamanho de suas operações, tem um impacto importante na jornada para uma mobilidade mais limpa no País.

O acerto da passada entre o setor público e o privado será fundamental nessa jornada. E, quem sabe, antes do que a gente pensa, as estações de carregamento de veículos elétricos não serão mais fonte de curiosidade para o público em geral, e sim apenas uma característica de uma paisagem urbana bem mais limpa e sustentável.

Fonte: Mobilidade Estadão