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CITROËN E BASF REVELAM O CARRO-CONCEITO TOTALMENTE ELÉTRICO OLI

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Novo conceito de carro para uma mobilidade sustentável e acessível

Não se trata mais do carro mais rápido ou mais luxuoso. A Citroën e a BASF revelaram o carro-conceito totalmente elétrico oli [all-ë], um manifesto de quanto pode ser economizado reduzindo o peso e o uso de recursos. “Este carro-conceito mostra o que pode ser alcançado quando os parceiros confiam uns nos outros e são ousados o suficiente para trilhar novos caminhos”, explica Uta Holzenkamp, presidente da Divisão de Tintas, representando a equipe automotiva da BASF. “O resultado é um microcosmo de ideias e soluções que vão muito além do conceito original”.

Com velocidade limitada a 110 km/h (68 mph) e aceleração próxima ao modelo clássico de 2CV, o carro-conceito ganha um alcance mais amplo e melhora significativamente a vida útil da bateria. A abordagem minimalista abriu o caminho para um design revigorante e inovador. Vários componentes foram radicalmente reinterpretados e construídos usando materiais em um contexto diferente. Por exemplo, o encosto do banco é inteiramente impresso em 3D com um material plástico flexível (Ultrasint® TPU88A). A estrutura de malha aberta proporciona um fluxo de ar natural, substituindo toda a ventilação do assento. Para isso, assim como para produzir cerca de vinte peças, foi utilizada a competência do escritório de serviços de impressão 3D Sculpteo, na França, uma marca da BASF. E não se preocupe em procurar um sistema de som ou de navegação, porque você não encontrará um. Afinal, a maioria dos clientes tem um telefone celular e um alto-falante portátil, que pode ser plugado ao painel e automaticamente conectado ao veículo.

Redução da complexidade, aumento da sustentabilidade e design atrativo

Outra característica marcante é que muitos dos novos componentes são projetados e fabricados a partir de materiais da mesma família de produtos químicos. Componentes colados e soldados feitos de diferentes materiais são um desafio na reciclagem mecânica. Por esta razão, os designers criaram o maior número possível de componentes a partir de um único material.

Este princípio de simplicidade também foi implementado durante a produção. Com as portas do motorista e do passageiro da frente sendo idênticas, há economia em ferramentas de prensagem e redução da complexidade. O mesmo se aplica a todas as caixas de rodas e para-choques. O carro-conceito oli é a prova de que a sustentabilidade e um design atraente não são contraditórios.

A cor da carroceria transmite perfeitamente o conceito do carro. À primeira vista parece ser uma cor branca pura, mas foram adicionadas partículas de mica para enfatizar a forma do carro. Em contraste com o exterior, os materiais do interior – como os bancos e o piso – foram pintados com uma cor laranja intensa.

Co-criação como chave para novas soluções

O fabricante automotivo Citroën trabalhou em estreita colaboração com a BASF durante o desenvolvimento e design. As soluções inovadoras da empresa química desempenharam um papel vital neste esforço de cocriação. “Projetos como o desenvolvimento do carro-conceito em conjunto com a Citroën são um grande impulso em nosso caminho para um futuro mais sustentável”, afirma Uta Holzenkamp. “É preciso inovação e mentes criativas para unir as ideias das diferentes empresas”. A BASF vem buscando uma estratégia ambiciosa de sustentabilidade há anos. Alguns dos principais pilares desta estratégia incluem o projeto ChemCyclingTM que implementa a reciclagem química dos plásticos, bem como a abordagem do balanço da biomassa, no qual os recursos fósseis são substituídos por energias renováveis na produção.

Além de sua experiência em produtos e engenharia, a BASF também conseguiu contribuir com sua experiência em design através do Centro de Criação. “Foi aqui que nasceu o projeto”, diz Alex Horisberger, gerente de Design Industrial da BASF. “Em uma visita ao estúdio criativo da Citroën, conseguimos convencer seus designers com nossos materiais e análise de tendências. Trabalhar de igual para igual com os designers de interiores e exteriores da Citroën foi um ponto alto pessoal para mim”.

Laurence Hansen, diretora de Produto e Estratégia da Citroën, vê a colaboração sob uma perspectiva semelhante. “A colaboração com a BASF foi um fator-chave no projeto do oli e no desenvolvimento de um veículo elétrico que seja o mais divertido e eficiente possível para o futuro próximo. O carro elétrico inovador contraria a tendência de veículos cada vez mais pesados e mais complexos, concentrando-se, ao invés disso, na facilidade e simplicidade. Ele demonstra como reduzir o impacto ambiental ao mínimo, enquanto traz de volta a diversão de um veículo elétrico funcional”, disse Hansen.

Ampla gama de soluções de material da BASF para um carro-conceito inovador

Muitas soluções automotivas ajudam a implementar esta ideia: outro plástico de alto desempenho da BASF pode ser encontrado nos apoios de braço traseiros e no piso interno. O Infinergy®, um poliuretano termoplástico expandido (TPU), também é utilizado em calçados de corrida e pisos esportivos. É elástico como a borracha, mas mais leve, robusto e altamente resistente à abrasão. No oli, o material proporciona uma superfície agradável, mas estável em apoios de braço e pisos. Além disso, amortece o ruído e as vibrações.

Além disso, uma tinta especial é aplicada para assegurar uma vida útil extralonga. A tinta à base de água NovaCoat-P é ideal para proteger substratos macios contra a abrasão, radiação UV, sujeira e produtos químicos. E como o piso é impermeável, ele pode ser facilmente limpo com água. É aqui que os plugues integrados feitos de Elastollan® são úteis, pois podem ser removidos para drenar água e sujeira.

O peso do exterior do veículo também foi consideravelmente reduzido, aumentando a estabilidade e durabilidade ao mesmo tempo. O capô, teto e porta-malas são feitos de painéis que combinam o sistema de poliuretano Elastoflex® e o sistema de pintura por spray Elastocoat®. Graças à estrutura em forma de sanduíche alveolar, estes painéis são tão estáveis que você pode até ficar de pé sobre eles. Isto é parte da funcionalidade do veículo.

Usado para pintar a carroceria do carro, o R-M® AGILIS® é outro produto BASF que proporciona maior sustentabilidade. A tinta à base de água tem um teor muito baixo de compostos orgânicos voláteis (VOCs).

O revestimento e-coat CathoGuard® 800 protege a caixa da bateria contra a corrosão, contribuindo para uma maior economia de recursos. Destaca-se por seu alto desempenho e ecocompatibilidade por ser livre de estanho/HAPs e com baixo teor de solventes.

Há informações sobre cada detalhe deste carro conceito no site Concept Car Citroën BASF

Com informações da Assessoria de Imprensa

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SIEMENS APRESENTA SOLUÇÕES DE DIGITALIZAÇÃO PARA O SETOR ELÉTRICO NO XVI STPC

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Evento será presencial e a Siemens contará com estande, palestras de seus especialistas e apresentação de cases de seus clientes;

Seminário vai fomentar conhecimento sobre sistemas de proteção e controle e seus processos de gestão, comerciais e regulatórios;

A Siemens apresentará tecnologias facilitadoras na modernização do setor elétrico como Process Bus, MPLT-TS e Siprotec Digital Twin.

A Siemens estará presente no XVI Seminário Técnico de Proteção e Controle (STPC), promovido pelo Comitê de Proteção e Automação (CE B5) da CIGRE Brasil, de 24 a 27 de outubro de 2022, no Windsor Barra Hotel & Congressos, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. O objetivo do evento é estimular conhecimento para que o setor elétrico brasileiro se modernize rumo à digitalização, o que irá permitir que seus processos de transmissão e distribuição de energia sejam mais eficazes e inteligentes.

Além de contar com um estande e realizar apresentação de cases de clientes, a Siemens participa do circuito de palestras do evento com dois especialistas da empresa. Osvaldo Foroni Jr, especialista de Engenharia da Siemens, falará sobre Process Bus e integração com subestação digital, e Alessandro Bonequini, Especialista de Telecomunicações da Siemens, falará sobre Esquemas de Teleproteção Diferencial de Linha e Transfer-Trip no mundo de Pacotes (MPLS-TP).

Dentro de um cenário de efervescência em busca da digitalização de seus processos, as transmissoras de energia estão sendo direcionadas a substituir as suas redes de multiplexadores SDH’s (Synchronous Digital Hierarchy) pela tecnologia TDM (Time Division Multiplexing) de forma gradativa pelas redes de tecnologia de pacotes, PTN (Packet Transport Networks), que podem utilizar o MPLS-TP como protocolo de comunicação de transporte.

Em geral, os principais desafios nesta fase de transição são voltados a como realizar a migração de suas infraestruturas de comunicações baseada em comutações de circuitos para pacotes em atendimento às transmissões das mensagens críticas de maneira confiável e segura.

A Siemens também apresentará a plataforma Siprotec Digital Twin em seu estande ao longo de todo o seminário, mostrando todas as suas funcionalidades e possibilidades de redução de custos e otimização de recursos mantendo a excelência em todas as etapas de fornecimento de sistemas de proteção e controle, bem como durante a sua operação e manutenção. Adicionalmente, serão apresentados dois informes técnicos de parceiros que utilizaram esta plataforma como base no desenvolvimento de seus trabalhos.

Serviço

XVI Seminário Técnico de Proteção e Controle (STPC)

24 a 27 de outubro de 2022

Windsor Barra Hotel & Congressos

Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.

Inscrições e informações do evento aqui

Palestras

25/10 — 9h: Esquemas de Teleproteção Diferencial de Linha e Transfer-Trip no mundo de Pacotes (MPLS-TP), com Alessandro Bonequini, Especialista de Telecomunicações da Siemens;

26/10 — 11:15h: Experiência de Itaipu e da Siemens em WAMPACS, com Osvaldo Foroni Jr, especialista de Engenharia da Siemens;

26/10 — 15h: Experiência Siemens em testes de aceitação de fábrica utilizando barramento de processos, com Osvaldo Foroni Jr, especialista de Engenharia da Siemens;

26/10 — 17h: Experiencia da CPFL na implantação do process bus em subestações de distribuição de energia elétrica, com Osvaldo Foroni Jr, especialista de Engenharia da Siemens.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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MAS AFINAL O QUE É GOVERNANÇA?

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Tenho percebido nos últimos tempos que o uso das teorias de governança ganhou espaço em diversas áreas. Por isso resolvi escrever este artigo.

A proposta aqui é trazer alguns conceitos, mas também esclarecer o que é governança, o que é governança colaborativa e como ela pode contribuir no processo de desenvolvimento de Smart Cities e Destinos Turísticos Inteligentes.

Então vamos lá!

As organizações e os mercados se encontram em constante transformação setorial, com mudanças que acontecem ao longo do tempo e que atingem todos os atores envolvidos no processo de co-evolução (KAMP; FORN, 2016).

Para lidar com essas transformações, vivenciamos processos de transições, tais como as mudanças estruturais em subsistemas sociais como fornecimento de energia, habitação, mobilidade, agricultura, saúde, entre outros (GEELS, 2002), as políticas multi-atores são fundamentais para a definição de objetivos e metas coletivas a longo prazo.

São esses sistemas sociais que, por meio de estruturas criadas, evidenciam a necessidade do gerenciamento das transições e a “construção de uma agenda que estabeleça os caminhos para experimentação, inovação, adaptação, avaliação, reflexão, difusão e aprendizado” (LOORBACH, 2007, p. 88).

Sendo assim, a definição de governança é composta por várias visões, entre elas a que define que ela pode ser entendida como um conjunto de redes organizadas, referindo-se à gestão de redes que se auto-organizam (MILANI; SOLINS, 2002).

Os conhecidos: orçamentos participativos e conselhos de representantes municipais, são exemplos de governança no universo de parcerias e gestões compartilhadas que envolvem diferentes agentes e atores.

Pode-se compreender governança como a cooperação e o compartilhamento de responsabilidades entre o setor público, o setor privado, e o terceiro setor na implantação e implementação de políticas públicas (GUARDIA, 2020). Sua construção é um processo onde atores sociais colocam em jogo suas estratégias individuais e coletivas, sendo capazes de integrar suas diferenças, estruturando coalizões dentro de processos específicos por meio de ações coletivas (MOREIRA; TELES, 2007).

Entre os papeis da governança colaborativa, segundo Loorbach, estão: administrar adversidades e incertezas, heterogeneidade e as possibilidades dentro da sociedade. Também é papel da governança colaborativa identificar e induzir mudanças a longo prazo.

Nas últimas duas décadas, novos formatos e estratégias de governança foram desenvolvidas para lidar com as complexidades do mundo contemporâneo.

A governança no turismo está organizada em instâncias locais e regionais como uma maneira de administrar parcerias, unicidade de ações e tomada de decisões coletivas sobre assuntos que envolvem a gestão de conflitos de interesses e que “tratam de impulsionar processos de inovação social, de fortalecimento dos atores mais frágeis do sistema e a mudança das dinâmicas turísticas que geram impactos negativos” (VELASCO-GONZÁLEZ, 2014, p. 19).

Fica evidente então a importância da governança para o desenvolvimento de Smart Cities e também dos Destinos Turísticos Inteligentes, afinal a cooperação dos atores ajuda a reduzir as dúvidas, aumentando a eficiência nas ações políticas e enfrentar as pressões externas. Baseia-se em critérios de confiança e reciprocidade elevando a uma lógica da cooperação para atingir um objetivo comum. O processo precisa ser autônomo, voluntario e altamente dinâmico (COUTINHO; NÓBREGA, 2019).

Por: Angelica Molteni Paixão

Com informações da Assessoria de Imprensa

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CAMINHOS DA MOBILIDADE URBANA: OS 10 ANOS DO BIKE ITAÚ

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Presente hoje em cidades de quatro países, iniciativa pioneira estimulou um bem-vindo interesse de empresas como Netflix, Magalu e iFood pelo tema da mobilidade urbana

Reproduzimos a seguir artigo, assinado pela integrante do Comitê Executivo do Itaú Unibanco Leila Melo, sobre os bem-sucedidos 10 anos do sistema de bicicletas compartilhadas da Tembici, hoje operante em onze cidades de quatro países: Brasil, Chile, Argentina e Colômbia.

“Atribui-se ao matemático, físico e filósofo francês Blaise Pascal a criação da mobilidade urbana. Não do termo em si, que surgiria bem mais tarde e mudaria drasticamente ao longo dos tempos, mas sim da ideia de ampliar o deslocamento coletivo na Paris dos anos 1660.

O inventor chamou de “Carrosses à Cinq” a sua invenção, uma frota de sete carruagens que percorriam a cidade em itinerários fixos, com tarifa (de cinco sols, a moeda à época) e horários regulares. Dizem os historiadores que Pascal convenceu o rei Luiz XIV a autorizar o serviço ao lançar um argumento decisivo: o de que resolver a questão do vaivém da população – só os nobres tinham carruagem – era primordial para criar um fluxo constante de pessoas e acelerar o desenvolvimento da cidade, não apenas do ponto de vista social, mas também econômico.

Democratização, alternativas de locomoção, desenvolvimento de relações econômicas e sociais. Adicione a este tripé, quatro séculos depois, conceitos como transporte intermodal para driblar trânsitos caóticos e a urgente preservação ambiental, e teremos a versão de mobilidade urbana atualizada com sucesso.

É um tema que sempre me interessou e que nas últimas semanas parece ter aflorado por conta das comemorações de dez anos do Bike Itaú, um projeto que acompanhei desde a criação e sobre o qual tenho imenso carinho.

Para além de todos os números vitoriosos das laranjinhas – e não foram poucos – está o fato de termos criado uma parte importante desta engrenagem de mobilidade em algumas das maiores cidades brasileiras. Pioneirismo que estimulou um bem-vindo interesse de outras marcas e empresas pelo tema. Nossas parcerias com Netflix e Magalu, além de ações de copatrocínio com iFood, são prova disto.

Nos últimos anos, principalmente durante a pandemia, observamos mudanças relevantes nas relações dos habitantes de grandes cidades com as alternativas de transporte. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Itaú em parceria com Cebrap, entre o mês de fevereiro e março de 2021, na cidade de São Paulo, os veículos particulares, táxis/app e bicicletas surgiram como as principais opções da população para driblar o transporte público, de modo a evitar aglomerações. O automóvel recebeu dos respondentes a maior nota para segurança em relação à contaminação (8,4), seguido da locomoção ‘a pé’ (7,7) e bicicleta (7,0).

Ainda na cidade de São Paulo, 77% dos entrevistados concordam que o poder público deve investir mais em um sistema de transporte que priorize deslocamentos de bicicleta e a pé após a pandemia. E a maior parte é favorável (37%) ou muito favorável (48%) à implementação de novas ciclovias e ciclofaixas na cidade, especialmente nas periferias, que mantém grande parte da circulação da cidade. Esse recorte ilustra bem as oportunidades para a aplicação de políticas voltadas à melhoria da mobilidade urbana em grandes cidades. Não apenas com o intuito de otimizar a movimentação dos habitantes, mas também com o foco em reduzir as emissões provenientes da queima de combustíveis fósseis.

Segundo um estudo realizado pela WRI Brasil, as emissões do setor de transporte são as que mais contribuem para as mudanças climáticas. Representam 14% de todas as emissões anuais e 25% das emissões originadas na queima de combustíveis fósseis. Do outro lado, o relatório publicado pelo ITDP em 2017 indica a possibilidade de reduzir as emissões com transporte em mais de 80% até 2050 por meio de estratégias de eletrificação e automação, além do investimento no modelo de compartilhamento.

Só na cidade de São Paulo, foram registradas 1,6 bilhão de bicicletas em 2021. A pandemia mostrou que mais pessoas estão se tornando adeptas do ciclismo, seja como alternativa de condução, por esporte ou até mesmo como trabalho. Os lockdowns e o consequente aumento das e-commerce/delivery durante o biênio 2020/2021 aumentou a presença de ‘ciclo-entregadores’ em grandes cidades. E para melhorar a experiência e a segurança dos ciclistas, as cidades passaram a oferecer ciclovias e ciclofaixas exclusivas.

É nesse contexto que o Itaú comemora dez anos do Bike Itaú. Uma década de apoio à causa da mobilidade urbana, sempre acompanhando a transformação das cidades no período. Estimular esse movimento é uma das nossas metas para a construção de cidades mais inteligentes, saudáveis e sustentáveis, facilitando o trânsito e o fluxo das pessoas e ajudando na descarbonização.

O sistema de bikes, em parceria com a Tembici, está presente em quatro países – Brasil, Chile, Argentina e Colômbia –, cobrindo hoje onze cidades. Já foram registradas mais de 71 milhões de viagens realizadas e 440 milhões de quilômetros rodados, o equivalente a 15 mil voltas ao mundo. A ideia é sempre reforçar e ampliar a cobertura do sistema, como a chegada das laranjinhas elétricas, novidade que estreou em São Paulo neste aniversário de dez anos. Vida longa às bikes e a todas as inovações sustentáveis que virão na área da mobilidade urbana.

Fonte: Mobilize

CIDADES INTELIGENTES, NA PRÁTICA

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5G é testado em diferentes contextos e expectativa do mercado é positiva

A cerca de 100 quilômetros de São Paulo, uma cidade se propõe a encontrar caminhos e testar soluções para o 5G. Pioneiro no Estado, o Parque Tecnológico São José dos Campos é um oásis para a inovação ao criar um ambiente que estimula a criação de novas tecnologias. É um local, com mais de 55 mil m² de área construída, onde empresas e startups de diversos segmentos buscam validar suas ferramentas.

“As companhias podem testar dispositivos e produtos, nesse cenário, mas, depois, precisam oferecer esses serviços à população e pagar ao Estado”, sintetiza Marcelo Nunes, diretor de desenvolvimento de negócios do parque. “Quando falamos em cidades inteligentes, estamos falando do cidadão, de fato, tendo melhoria de eficiência e qualidade de vida”, comenta.

Entre as empresas que atuam no parque, atualmente, uma parte foca na construção de recursos ligados ao 5G. “Veremos o surgimento de novos negócios e a criação de respostas aos problemas que vivemos”, pontua Nunes. “Com o 4G, a quantidade de dispositivos IoT, no mundo real, ainda é incipiente, mas, aqui no parque, o número de startups que querem utilizar a tecnologia é imenso”, exemplifica.

Esse potencial, defende ele, se estrutura no fortalecimento da coleta de dados. “A robustez e a velocidade do 5G aceleram o tempo de resposta e melhoram serviços relacionados à mobilidade e saúde, por exemplo”, comenta. Além da criação de robôs autônomos, Nunes entende que os sensores, aliados à análise dessas informações, em tempo real, vão ajudar a tomar decisões importantes mais rápido.

Entradas e saídas

A promessa, feita pelo 5G, de entregar facilidades e promover eficiência nesse movimento de cidades inteligentes ganha força ao ser adotada por negócios que atuam no setor de tecnologia. É claro que o cenário ainda não está completamente desenhado por causa das limitações atuais de alcance da rede, mas o recurso já é visto como transformador de águas.

Seja para ajudar a decidir em quais regiões colocar bicicletas compartilhadas ou para acompanhar os medidores de água dos imóveis, diversas companhias encontram no 5G uma forma de aperfeiçoar suas soluções. Esse é o caso da Unike, startup que utiliza biometria para melhorar a experiência de consumo das pessoas. A empresa estima que os custos operacionais podem ter uma redução de 25% com a “nova internet”.

“Sem o 5G, somos obrigados a utilizar a rede dos nossos clientes, principalmente a fibra óptica. Isso gera um custo muito maior para operacionalizar um projeto e ainda envolve uma questão complexa com compliance”, esclarece Danilo Barbosa, CIO da Unike. “Com o 5G, é necessário apenas levar um modem para conseguir compartilhar as informações com os servidores, na nuvem”, comenta.

Fundada em 2019, a empresa atua em diversas frentes com serviços de autenticação de identidade. Com base em uma tecnologia de biometria facial, é possível, por exemplo, realizar pagamentos instantâneos, acessar eventos e shows, identificar perfis de consumidores em shoppings, aumentar a inteligência de dados para a área da saúde e simplificar a entrada em prédios comerciais e residenciais.

Tecnologias de reconhecimento facial devem melhorar a capacidade com a propagação do 5G. Foto: Getty Images

Danilo explica que a diversidade de soluções permite dar um atendimento customizado ao cliente e facilidade no consumo. “A latência do 5G permite trafegar mais informações em um piscar de olhos”, adiciona. “Pode ser para entrar em um evento ou no próprio condomínio, mas esse tipo de iniciativa ajuda a diminuir custos e trazer benefícios à população, especialmente em lugares mais distantes dos centros.”

Próximos passos do 5G

Os exemplos práticos no uso do 5G ainda não são tão populares e difundidos, mas o panorama e a perspectiva dos atores do mercado indicam um caminho de evolução rumo às cidades inteligentes. À medida que a inovação começa a se espalhar, a tendência é de que as melhorias sejam visíveis e transformem a forma como as pessoas se relacionam com os espaços urbanos, com a mobilidade e com seus próprios lares.

Fonte: Mobilidade Estadão

COMO A NÃO MOBILIDADE IMPACTA A QUALIDADE DE VIDA E PRODUTIVIDADE NAS CIDADES

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“A indústria da mobilidade está passando por uma transformação profunda e acelerada, que não se compara a outros setores.”

As transformações na maneira como nos locomovemos estão bem mais presentes no nosso dia a dia e devem, cada vez mais, colocar o desenvolvimento sustentável e o bem-estar social no centro das discussões. Mais do que falar de mobilidade, temos que olhar para a ‘não mobilidade’ como fator preponderante na qualidade de vida e ganho de produtividade.

A vida se transformou a tal ponto de que, hoje, é essencial que não se deslocar seja considerado também um fator de impacto na mobilidade urbana. O crescimento da telemedicina, do entretenimento no ambiente digital e do consumo em casa (seja via apps de entrega, seja pelo e-commerce) fez com que a ‘não mobilidade’ se tornasse parte, também, das opções de mobilidade urbana, por mais contraditório que possa parecer.

Inclusão social

Dá para ir além: a partir do momento em que não é necessário ir do ponto A ao ponto B para um determinado compromisso ou atividade, a mobilidade se torna híbrida e ferramenta de inclusão social. Basta ver o entretenimento, com espetáculos, antes restritos a teatros nas principais capitais, que passaram a ser transmitidos nos cinemas ou em plataformas de streaming, de forma mais acessível à população em geral.

Esse cenário, juntamente com as mudanças que estamos presenciando nos modelos de trabalho, com o fortalecimento do sistema remoto/online, faz com que a perspectiva da mobilidade urbana seja de uma transformação cada vez mais acelerada. Horários e rotas fixas, preços, formas de consumo. As pessoas têm novas demandas, que impactaram o jeito como pensamos e utilizamos a mobilidade.

São questões muito conectadas com a qualidade de vida. Hoje, há uma tendência clara de busca por trabalho próximo de casa, de forma híbrida, e uma resistência mais consolidada à obrigatoriedade de frequentar o escritório físico.

Segundo reportagem publicada no Estadão em setembro, um levantamento feito pela empresa de recrutamento Robert Half, com 1.161 profissionais, mostra que 39% dos funcionários buscariam um novo emprego se a empresa onde trabalham decidisse não oferecer uma opção, ao menos parcialmente, remota. Em outra matéria também do Estadão, a Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo registrou redução de 13%, na média, nos congestionamentos, em agosto de 2022, na comparação com agosto de 2019, antes da pandemia.

Soluções criativas

Para as empresas da indústria de mobilidade, é um cenário que exige adaptabilidade, resiliência e criatividade. Percebemos a mobilidade mais fragmentada e multimodal, o que pede o desenvolvimento de soluções também diversas, uma vez que pessoas não têm mais uma forma única de ir e vir.

Dá para se locomover de bicicleta, a pé, de trem, de metrô, de ônibus, alugar ou assinar um veículo, entre outras opções. Sabemos que há entraves, no âmbito do transporte público, mas as empresas precisam olhar para a mobilidade como benefício a seus colaboradores e como ganho de qualidade de vida e de produtividade, por causa da eliminação do atrito no deslocamento.

De outro lado, a não mobilidade impacta, também, no deslocamento de mercadorias. Se ficamos mais em casa, estamos mais expostos a um novo comportamento de consumo: no delivery ou via comércio eletrônico. O sistema logístico ganhou impulsão e trouxe novas perspectivas gigantescas ao mercado de gestão de frotas e frete.

Afinal, presenciamos um trânsito de mercadorias bem maior, em um país como o Brasil, de dimensões continentais, pautado na tríade asfalto, caminhão e diesel. Portanto, quanto mais soluções tivermos para promover o melhor fluxo de pessoas com ganho de produtividade e circulação de mercadorias – frota e frete –, mais evoluímos na mobilidade. O que falta é discutir a padronização dos meios de pagamento e a aquisição dos serviços, que ainda é muito fragmentada. É preciso criar uma solução mais homogênea, que traga ganhos de produtividade e tempo.

A indústria da mobilidade está passando por uma transformação profunda e acelerada, que não se compara a outros setores. Desde a melhor ocupação possível do solo, com o uso racional da mobilidade urbana e soluções de transporte, passando pela informação e educação, pela logística, pela tecnologia e pela segurança. Vamos presenciar mudanças bem mais profundas e rápidas nos próximos cinco ou dez anos do que no último século. O tema é urgente e impacta a todos nós.

Fonte: Mobilidade Estadão

A RETOMADA DOS GRANDES EVENTOS E O IMPACTO NA MOBILIDADE URBANA

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Com o aumento deste fluxo somado aos eventos frequentes nas cidades, as organizações dos eventos e as companhias de mobilidade das cidades precisam estabelecer uma ótima comunicação entre si e com a população para evitar adversidades.

Após um longo período de isolamento em razão da pandemia, neste ano vivenciamos o retorno e a realização de grandes eventos, como shows, festivais, campeonatos esportivos, entre outros. Em sua grande maioria, essas celebrações contaram com uma enorme presença de público. Este comportamento não é surpreendente, visto que como sociedade passou por um período difícil e neste momento as pessoas estão se dedicando a realizar o que não foi possível em 2020 e 2021. 

Para além desses eventos pontuais, as grandes metrópoles já estão sentindo o aumento do tráfego de veículos no próprio dia a dia. São Paulo, por exemplo, registrou uma média de 76 km de lentidão diária em março deste ano, segundo a Companhia de Engenharia de Trágego (CET). Para se ter uma ideia: foram registrados apenas 24 km de lentidão em março de 2021.

Com o aumento deste fluxo somado aos eventos frequentes nas cidades, as organizações dos eventos e as companhias de mobilidade das cidades precisam estabelecer uma ótima comunicação entre si e com a população para evitar adversidades. Nestes dias atípicos, além de um grande número de pessoas se direcionando ao mesmo local, ainda podem acontecer mudanças nas rotas de locomoção, que precisam ser bem definidas e comunicadas dias antes da realização do evento. 

Ferramentas são aliadas no planejamento de trânsito

Os aplicativos de navegação possuem um papel importante no auxílio da grande demanda de tráfego rotineiro das cidades. O Waze, por exemplo, além de já auxiliar usuários do aplicativo diariamente, desenvolveu o Waze for Cities, projeto que compartilha dados com órgãos públicos, institutos de pesquisa e empresas de comunicação, que, munidos das informações, podem estudar o mapeamento de trânsito em tempo real e de forma gratuita. A iniciativa se destaca principalmente por sua atuação e auxílio durante grandes eventos.

Em setembro, o Rio de Janeiro recebeu o Rock in Rio. A organização do festival, a Prefeitura do Rio de Janeiro e o Centro de Operações do Rio (COR), contaram com a parceria consolidada há quase dez anos com o Waze para o fechamento de onze ruas em torno da Cidade do Rock, além da definição dos melhores trajetos alternativos para os motoristas. 

Já em São Paulo, recentemente o Waze apoiou a CET – com quem já possui parceria há seis anos – no planejamento de trânsito durante os dias do GP de Fórmula 1, auxiliando na conexão entre a organização do evento e os motoristas, que serão alertados sobre o fechamento de ruas e a localização de bolsões de estacionamentos que facilitarão a chegada dos usuários que compareceram ao GP. 

Intensidade nos próximos meses para a mobilidade urbana

Apesar de o Brasil não ser o anfitrião da Copa do Mundo neste ano, a competição terá grande impacto na mobilidade no país, pois é um costume dos brasileiros se deslocar das casas ou escritórios até outros locais para assistir aos jogos acompanhados pelos amigos e familiares. Em 27 de junho de 2018, por exemplo, São Paulo chegou a registrar 203 km de congestionamento, de acordo com dados da CET. O fato ocorreu às 14h, uma hora antes do jogo do Brasil com a Sérvia na busca pela conquista da taça da Copa da Rússia. 

Além disso, algumas cidades também costumam reunir a população em locais públicos para a transmissão dos jogos. Em 2013, por exemplo, mais de 50 mil pessoas assistiram aos jogos da Seleção Brasileira na Copa das Confederações em um telão instalado pela Prefeitura de São Paulo no Vale do Anhangabaú. 

Além da copa, nos próximos meses receberemos maiores shows internacionais. O Primavera Sound, por exemplo, trará diversos artistas à São Paulo ainda neste mês. A tendência é que isso seja frequente, assim como antes da pandemia. 

De olho nesses acontecimentos, os órgãos governamentais precisam se aliar cada vez mais com a tecnologia para evitar transtornos em dias tão movimentados. Afinal, a mobilidade impacta diretamente a vida da população e devolve um bem precioso que é o tempo. 

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities  

ITAIPU BINACIONAL DESENVOLVE PROJETO PARA IMPLANTAÇÃO DE REDE PRIVATIVA DE 5G

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Iniciativa pioneira no setor elétrico brasileiro tem como objetivo promover pesquisa, desenvolvimento e inovação, gerando negócios a partir da tecnologia.

A Itaipu Binacional está investindo na implantação de uma rede privativa de 5G na área do Parque Tecnológico Itaipu – Brasil (PTI-BR), para dar início a pesquisas e desenvolvimento de aplicações com essa nova rede. A iniciativa, inédita no setor elétrico brasileiro, tem como foco o desenvolvimento regional baseado em um ecossistema de inovação.

A tecnologia 5G, que aos poucos se espalha pelo Brasil, vai muito além de downloads mais rápidos nos celulares. A nova rede permitirá a interconexão mais rápida e robusta de equipamentos e dispositivos e um tráfego de dados muito mais intenso, o que possibilitará o desenvolvimento de produtos inovadores em diversas áreas, incluindo energia e agronegócios.

Entre os benefícios proporcionados pelo projeto estão a entrega de soluções aplicáveis não só à modernização tecnológica e transformação digital da usina, mas que também podem ajudar a superar desafios tecnológicos nas diversas áreas de atuação da binacional, incluindo gestão, segurança, meio ambiente etc.

Além disso, a infraestrutura de conectividade privada 5G promoverá a geração de novos modelos de negócios, aceleração de startups, estímulo ao empreendedorismo e o desenvolvimento da economia.

A proposta é atuar, inicialmente, com as temáticas Infraestruturas Críticas e Cidades Inteligentes, com potencial de expansão para aplicações no Agronegócio e Energia. O projeto também deverá contar com ações de educação e de inovação aberta, conectando universidades, startups e demais atores do ecossistema de inovação.

A implantação da rede privada 5G tem como apoiador o Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel), que participou da fase de planejamento da arquitetura a ser implantada no Parque.

Segundo o gerente do Centro de Tecnologias Abertas e IoT (Internet das Coisas) do PTI-BR, Willbur Souza, a instituição já conta com uma infraestrutura de base e avançados laboratórios de prototipação em um modelo de ambiente experimental real (Living Lab) para validação de projetos tecnológicos. “A partir dessa iniciativa de Itaipu, o ambiente contará também com uma arquitetura de rede privada 5G pura (stand-alone) dedicada, possibilitando testes, projetos de pesquisa e desenvolvimento e também validações de solução com conectividade 5G”, afirmou.

Soluções e negócios

Para o gerente do Centro de Empreendedorismo do PTI-BR, Regean Gomes, o fortalecimento da infraestrutura de base tecnológica é um dos pilares para o desenvolvimento econômico da sociedade. “Desde 2018, a instituição vem desenvolvendo, junto à Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e Itaipu Binacional, a instalação de infraestruturas e criação de ambientes de teste e validação que impulsionam a geração de negócios, crescimento e criação de empresas”, destacou.

“Esse é mais um passo na jornada de inovação e transformação digital voltada para a geração de negócios e empreendedorismo realizada pelo PTI-BR em Foz do Iguaçu, região oeste e Brasil”, concluiu.

Saiba mais sobre o 5G

A nova geração de internet móvel, o 5G, chegou para revolucionar a integração do físico com o digital, impactando o mercado por meio da geração de novos negócios e o dia a dia das pessoas. O 5G já está presente em todas as capitais brasileiras e sendo gradativamente expandido ao restante do território nacional, criando um cenário para que sejam exploradas as novas capacidades possibilitadas por esse novo recurso.

Com uma velocidade entre 1 e 10 Gbps, a tecnologia do futuro representa 100 vezes ou mais velocidade em comparação a sua antecessora, o 4G. Sua utilização deve impactar desde a indústria e o agronegócio até a vida das pessoas, por meio de áreas como segurança, mobilidade e saúde.

Além do maior alcance e segurança no acesso à internet móvel em comparação à tecnologia 4G, a nova rede também possibilitará a evolução da IoT, resultando em maior eficiência na interação e transmissão de dados entre objetos e a internet.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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COMO A VELOE SE DESTACOU NO MERCADO DE SOLUÇÕES PARA MOBILIDADE URBANA

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No novo episódio do Super Talks, André Turquetto explica como a tecnologia permitiu a ampliação nos negócios da empresa

No início de sua operação, em 2019, a Veloe mirava o mercado de tags, facilitando o pagamento de estacionamentos e pedágios. Porém, com o desenvolvimento de novas ferramentas e maior conectividade, a empresa viu a oportunidade de ampliar as atividades.

André Turquetto define: “Somos um negócio de tecnologia, de meios de pagamento e mobilidade”. O Diretor Geral da Veloe conta que a meta da empresa é facilitar o deslocamento de uma pessoa do ponto A para o B.

No novo episódio do Super Talks, Turquetto também explica como a Veloe ampliou as operações visando auxiliar outras empresas: “Como eu posso facilitar ao máximo o fluxo de mercadorias e tornar essas operações mais produtivas, eficientes e baratas?”.

Fonte: Consumidor Moderno

O FUTURO CHEGOU: DO TRANSPORTE PÚBLICO AOS CARROS VOADORES, A MOBILIDADE ELÉTRICA EM 2022

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Especialista destaca as transformações do setor. Brasil registra 34,2 mil carros elétricos emplacados nos primeiros nove meses do ano

Você já deve ter ouvido falar que o setor dos carros elétricos é o futuro da mobilidade urbana, mas poucos são aqueles que sabem como os eletrificados estarão fazendo parte do nosso cotidiano no futuro. Principalmente quando consideramos avanços tecnológicos, como carros voadores e veículos autônomos que realizam entregas. A eletrificação chegou para ficar. E as próximas décadas serão essenciais para entendermos a evolução desse mercado.

Para Ricardo David, sócio diretor da Elev, empresa que apresenta soluções para a eletromobilidade, os avanços no setor são irreversíveis. “A eletrificação dos automóveis vai muito além do que as pessoas conhecem e, por mais que não seja uma tecnologia nova, hoje o mundo está comprometido com o segmento e temos avanços tecnológicos que tornam possível essa realidade”, afirma Ricardo David.

Se formos analisar o mercado de forma geral, a mudança pode ser sentida de forma amplificada posteriormente à COP26, realizada em Glasgow, em 2021. Nesta conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, 30 países e seis fabricantes se aliaram para eliminar veículos a combustão a partir de 2035. Esse movimento foi seguido por mais fabricantes posteriormente e, na atualidade, até mesmo montadoras brasileiras já se adaptaram à nova realidade, como é o caso da Caoa Cherry.

Em setembro deste ano, o volume mensal de emplacamentos de carros híbridos e elétricos bateu mais um recorde. Segundo dados da Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE), tivemos um total de 6,4 mil emplacamentos no mês, o maior desde 2012. A alta foi de 50,4% em relação ao mês anterior. Nos primeiros nove meses do ano, o total de carros elétricos e híbridos emplacados no Brasil já somam 34,2 mil unidades.

“Se formos pensar em um grande passo dado pela sociedade para a eletrificação do transporte urbano, vamos lembrar da COP26. Foi um pontapé inicial para muitos países e montadoras”, avalia o executivo.

Mas em quais segmentos veremos mais carros elétricos em um futuro próximo? Segundo Ricardo David, todos os setores poderão ser beneficiados pela eletrificação.

Carros Voadores

Em outubro de 2022, tivemos o primeiro voo com um automóvel voador da história. Trata-se do X2, da empresa chinesa XPeng AeroHT. O veículo realizou testes e fez o seu primeiro voo público nos Emirados Árabes Unidos, surpreendendo o mundo. O X2 é um veículo 100% elétrico, que tem similaridades aos tão conhecidos drones.

“É incrível observarmos como os carros elétricos estão dominando a tecnologia de transporte urbano em todos os segmentos. O primeiro carro voador a realizar um teste público é um elétrico e há motivos claros para isso, como o investimento massivo da China no segmento”, explica Ricardo.

Setor público

Enquanto os carros elétricos voam pelo mundo, até mesmo literalmente, o Brasil ainda engatinha no setor. Porém, o setor público ainda pode se beneficiar muito da eletrificação, algo que é visto em algumas experiências pelo Brasil. O Paraná, recentemente, lançou uma política de IPVA zero para os veículos elétricos e a implantação de uma das maiores eletrovias no país.

Na Bahia, o governo do Estado também se movimenta e a capital Salvador poderá contar com 30% da sua frota de ônibus eletrificada. Recentemente, o município de São José dos Campos também amplificou a sua eletrificação e realizou testes em ônibus elétricos.

“Para o setor público e para o transporte público, poderemos ter benefícios sociais incríveis a partir da eletrificação. Vejo exemplo de municípios que eletrificam as suas frotas da guarda civil e investem em ambulâncias elétricas. Além da diminuição dos custos, a possibilidade de redução de custo de passagens e a diminuição do impacto ambiental, esses veículos podem funcionar como geradores emergenciais para as cidades brasileiras”, explica o executivo.

Logística e compartilhamento

Como a iniciativa privada poderá se beneficiar da eletrificação? Bem, os exemplos são variados, como é o caso de testes sendo realizados nos Estados Unidos por meio de veículos autônomos que realizam entregas em aplicativos de restaurantes. Na América Latina, uma das empresas mais conhecidas da região, o Mercado Livre, anunciou recentemente que contará com mais 400 veículos elétricos na frota até o fim do ano. O aplicativo Uber também não está com as mãos atadas. A empresa planeja ter frotas 100% elétricas até 2030.

“Esse movimento é algo pensado. As empresas que investem na eletrificação pensam nos seus custos ao longo prazo. Por mais que o investimento pareça ser algo caro de forma imediata, os gastos com a manutenção são extremamente inferiores aos dos veículos movidos a combustão”, explica Ricardo David, que também afirma que os carros elétricos apresentam um custo 70% menor em relação às manutenções, principalmente porque contam com apenas 20% do total de peças encontradas nos veículos movidos a combustíveis fósseis.

Impacto social

Muitos falam dos carros elétricos como uma medida ESG, sigla em inglês que significa governança ambiental, social e corporativa. Mas poucos falam sobre o impacto social dos carros eletrificados. Ricardo David explica que o Brasil pode aproveitar do segmento para se tornar uma potência no setor, principalmente por termos recursos necessários para a produção desses automóveis, como o lítio e o nióbio. Isso significa que a indústria pode fortalecer a economia, a balança comercial e gerar mais empregos diretos e indiretos.

Além disso, a eletrificação pode representar uma diminuição de custos no transporte público que, se for bem aplicada, tem a potencialidade de promover passagens de ônibus baratas.

“Boa parte da população terá a sua primeira experiência com a eletromobilidade a partir dos ônibus elétricos. Países da América Latina já se adaptam a essa realidade e o impacto pode ser sentido no bolso. Sem estar atrelado aos valores internacionais dos combustíveis, principalmente em um país com suficiência energética como o Brasil, o transporte público elétrico pode ser um passo para o barateamento das passagens dos ônibus urbanos e interurbanos”, afirma o executivo.

Esse também é um sinal de alerta para as empresas brasileiras que dominam o mercado de ônibus elétricos na região. O país tem atraído cada vez mais empresas que buscam investir no setor, como é o caso da chinesa Higer Bus, que passará a produzir no Ceará.

Preço do carregamento

O último ponto destacado pelo especialista é o valor da recarga desses veículos. Além da comodidade do carregamento, seja no seu lar ou no shopping, o segmento conta hoje com carga gratuita em inúmeros pontos, como forma de promover a eletrificação. Porém, essa realidade não será infinita, e em um futuro próximo poderá ser mais barato carregar seu veículos em eletropostos públicos e semipúblicos.

“Atualmente vemos o investimento de montadoras nos carregadores, mas isso não será para sempre e no futuro os usuários precisarão estar atento aos preços, que obviamente continuarão sendo mais baratos que os veículos a combustão. Porém, carregar o carro em um posto público e semipúblico poderá ser mais barato do que carregar em casa. Isso porque o custo da energia será mais barato nesses locais de recarga”, explica.

Além disso, o empresário também destaca a necessidade de serem debatidas, nos condomínios, a instalação de carregadores.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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