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COP-27: ‘ESTAMOS NA ESTRADA PARA O INFERNO CLIMÁTICO COM O PÉ NO ACELERADOR’

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Chefe da ONU clamou por um “pacto de solidariedade” entre países desenvolvidos e economias emergentes

Secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres alertou nesta segunda-feira, 7 de novembro, que nos encaminhamos para o “inferno climático” com “o pé no acelerador”. A fala foi direcionada a lideranças mundiais reunidas no Summit dos Líderes da Conferência do Clima (COP-27), aberta neste domingo no Egito. O chefe da ONU clamou por um “pacto de solidariedade” entre países desenvolvidos e economias emergentes.

“Esta conferência é um lembrete de que o relógio está correndo. Estamos na luta pelas nossas vidas e estamos perdendo. As emissões de gases de efeito estufa continuam crescendo. As temperaturas globais continuam subindo. Nosso planeta está se aproximando rapidamente de pontos de inflexão que tornarão o caos climático irreversível. Estamos na estrada para o inferno climático com o pé no acelerador”, afirmou.

Guterres lembrou que a população mundial deve em breve chegar aos 8 bilhões. “Este marco coloca em perspectiva o que é esta conferência do clima”, defendeu. “O que responderemos quando o bebê (de número) 8 bilhões tiver idade suficiente para perguntar?”

O chefe da ONU lamentou o “derramamento de sangue” e violência da Guerra na Ucrânia e de outros conflitos, mas frisou que as mudanças climáticas não podem sair do foco. “É o desafio central do nosso século. É inaceitável, ultrajante e autodestrutivo colocá-lo em segundo plano”, disse. Guterres também argumentou que muitos desses confrontos estão ligados ao “caos climático” e alertam para a urgência de agir.

“A ciência é clara aqui. A esperança de limitar o aumento da temperatura a 1,5°C grau significa zerar as emissões de gases estufa até 2050?, disse. “Estamos chegando perigosamente perto de um ponto sem retorno. E para evitar esse destino terrível, todos os países do G20 devem acelerar sua transição agora nestas décadas. Os países desenvolvidos devem assumir a liderança, mas as economias emergentes também são fundamentais para dobrar a curva de emissões globais.”

Ele pediu, então, para que os países desenvolvidos e economias emergentes façam um “pacto de solidariedade” em prol da meta dos 1,5ºC.

“Países mais ricos e instituições financeiras internacionais devem fornecer assistência técnica e financeira para ajudar as economias emergentes a acelerar sua própria transição para energia renovável”, exemplificou. “As duas maiores economias, os Estados Unidos e a China, têm a particular responsabilidade de unir esforços para tornar este pacto uma realidade. Ou fazemos um pacto de solidariedade climática ou um pacto de suicídio coletivo.”

Fonte: Mobilidade Estadão

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COP-27: PRIMEIROS 100 DIAS DE GOVERNO DEVEM PRIORIZAR REDUÇÃO DE CO2

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Desmatamento zero e agricultura de baixo carbono são as principais medidas para Brasil conter emissões até 2030

Os primeiros 100 dias do novo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) devem priorizar o desmatamento zero e a agricultura de baixo carbono para que o Brasil consiga cumprir a meta de reduzir emissões de gases do efeito estufa até 2030, avaliam pesquisadores no Brazil Climate Action Hub, espaço da sociedade civil na COP-27, que este ano ocorre em Sharm El-Sheikh, no Egito.

Em compromisso assumido no Acordo de Paris, firmado em 2015 e assinado por 196 nações, o Brasil estabeleceu como meta a redução das emissões líquidas em 37% até 2025 e em 50% até o início da próxima década – valores que têm como ponto de partida as emissões do país em 2005.

Durante o evento, pesquisadores apresentaram dados sobre as emissões do Brasil e soluções para a atuação do país na mitigação do superaquecimento global no painel “A década perdida das emissões brasileiras: o que revelam 10 anos de estimativas anuais feitas pela sociedade civil”, realizado nesta terça (09).

Participaram Tasso Azevedo, coordenador técnico do Observatório do Clima e coordenador geral do SEEG (Sistema de Estimativa de Emissões e Remoções de Gases do Efeito Estufa); Ane Alencar, diretora de Ciência do IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) e coordenadora do MapBiomas Fogo; Marina Piatto, diretora executiva do Imaflora; e David Tsai, gerente de projetos do IEMA (Instituto de Energia e Meio Ambiente).

Maiores fontes de emissão e saídas mais “à mão”

Os setores de mudanças de uso da terra e da agropecuária respondem por quase 75% das emissões brasileiras. É o que mostram dados do SEEG, divulgados no início de novembro, que registraram em 2021 o maior aumento em 19 anos das emissões no Brasil.

As emissões por mudanças de uso da terra estão principalmente ligadas ao desmatamento e ao fogo associado a essa atividade, enquanto que na agropecuária os gases do efeito estufa aparecem, na maior parte, pelo arroto do boi, manejo e degradação do solo.

O contexto brasileiro difere de outros países em que a maior fonte de emissão é a queima de combustíveis fósseis. Por isso, explicam pesquisadores, a saída para a redução das emissões no país estaria mais “à mão” com a implementação e a retomada de medidas ambientais já existentes para zerar o desmatamento e com o investimento em agricultura de baixo carbono.

“Olhar para essa realidade é a maneira mais barata e eficiente de reduzir as emissões no Brasil. A Amazônia representa 77% das emissões brasileiras por mudanças de uso da terra, sendo que 91% dessas estão diretamente associadas à conversão da floresta para a agropecuária, e têm como principal frente de expansão a ocupação de terras públicas por meio da grilagem”, disse Ane Alencar.

Segundo Marina Piatto, para a redução das emissões na agropecuária, seriam necessários investimentos financeiros com foco na ampliação do Plano ABC (Agricultura de Baixa Emissão de Carbono).

“71% de todo metano emitido no Brasil vem da agricultura, então, se a gente ataca o metano e o desmatamento, resolvemos muito do nosso problema. Acabar com o desmatamento reduziria 50% das emissões brasileiras, e se eliminar o metano, são outros 25% a menos”, enfatizou.

“O Brasil tem uma chance de reduzir as emissões muito mais simples, que passa por zerar o desmatamento e aprimorar o manejo do gado, com melhoria da digestibilidade animal, por exemplo, para diminuir a fermentação [que resulta no arroto do boi]. O desafio do agro é o investimento para essa transição tecnológica descarbonizada”, explicou a executiva.

Como o Brasil está nas metas climáticas até agora

O Brasil está entre os maiores poluidores do mundo: é o 4° que mais emitiu gases do efeito estufa desde 1850. Quando assinou o Acordo de Paris, em 2015, o país estava emitindo 1,4 bilhões de toneladas líquidas de carbono equivalente ao ano. A medida do carbono equivalente representa a soma do efeito superaquecedor de todos os tipos de gases do efeito estufa na atmosfera.

A meta de redução das emissões brasileiras para 2025 e 2030 se refere a 2005, quando o Brasil liberava 2,4 bilhões de toneladas líquidas de poluentes. “Hoje, estamos em 1,7 bilhões de toneladas [líquidas] emitidas por ano e a meta para 2025 é reduzir para 1,6 bilhões. Neste momento, o Brasil está se distanciando do objetivo”, avaliou Tasso Azevedo.

“Quando foi estipulada a meta para 2025 a gente já estava abaixo dela, ou seja, essa meta previa, na verdade, aumentar a emissão e não reduzir. Para alcançar o compromisso de 2030 estamos mais distantes ainda. Isso significa que o Brasil precisa fazer um esforço importante agora”, apontou.

As metas do Acordo de Paris têm o objetivo em comum de limitar o aumento da temperatura média do planeta em 1,5°C em relação aos níveis pré-industriais. Eventos climáticos extremos na história recente refletem o superaquecimento global que está em 1,1°C.

De acordo com relatório das Nações Unidas, com a falta de progresso e a implementação somente das metas atuais, o planeta está a caminho de uma elevação de até 2,8°C. Um aumento de 2°C teria como consequência global até 14 vezes mais ondas de calor e 70% mais secas, segundo o IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas).

“É possível chegar lá? [Ao cumprimento das metas climáticas brasileiras] Sim. A gente pode chegar a 1 bilhão de toneladas em emissões líquidas se conseguirmos atender às metas de redução do desmatamento e da agricultura de baixo carbono. A agricultura de baixo carbono no Brasil tem que ser tratada como regra e não como a exceção”, destacou Azevedo.

Outra iniciativa para guiar as ações pelo clima no Brasil é a Política Nacional sobre Mudança do Clima. Desde a implementação em 2010, o país aumentou em 43% as emissões de gases do efeito estufa, “especialmente por conta do desmatamento”, lembrou o coordenador.

As emissões brasileiras em 2021 ultrapassaram a meta estabelecida para a casa dos 2 bilhões de toneladas brutas em 2020. Foi quando o Brasil teve a maior alta em 19 anos: com emissão de 2,42 bilhões de toneladas brutas de carbono equivalente em 2021 — um aumento de 12,2% comparado ao ano anterior, em que foram emitidas 2,16 bilhões de toneladas brutas.

Panorama das emissões

Os pesquisadores identificam três fases no histórico das emissões brasileiras: primeiro, um período crescente até 2005, quando foram colocadas em prática políticas que reduziram em 77,5% o desmatamento na Amazônia; no segundo período, como consequência dessas medidas, houve um declínio nas emissões até 2010; e no terceiro período, até hoje, as emissões não apenas voltaram a crescer como retornaram ao patamar de 2006.

As mudanças de uso da terra são responsáveis por 49% das emissões do país, seguidas por agropecuária (25%), energia e transporte (18%), processos industriais (4%) e resíduos (4%). Se o agro brasileiro fosse um país, seria o 16° maior emissor do mundo, à frente da África do Sul.

O estado brasileiro que mais contribui para as emissões é o Pará, seguido por Mato Grosso e Minas Gerais. Se desconsiderada a liberação de gases pelo desmatamento, São Paulo passa a ser o estado que mais emite, tendo como fatores principais energia, transporte e termelétricas.

David Tsai concluiu que o crescimento de 46% nas emissões por geração de eletricidade nos últimos 10 anos. “Isso pode ser explicado pelo aumento da demanda por energia elétrica e pelo esgotamento do aproveitamento hídrico brasileiro que, aliado à crise de gestão hídrica, implicou em uma queima maior de combustíveis fósseis”.

Fonte: Canal Solar

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INSCRIÇÕES PARA O HACKER CIDADÃO 9.0 ESTÃO ABERTAS; MARATONA TEM PREMIAÇÃO TOTAL DE SEIS MIL REAIS

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Com 72 vagas disponíveis, o hackathon traz como meta a busca por soluções inteligentes

Com o objetivo de fomentar a criação de projetos que forneçam soluções para a cidade, o Hacker Cidadão 9.0 está com inscrições abertas. A maratona de programação, realizada pela Empresa Municipal de Tecnologia (Emprel), oferece premiação total de seis mil reais para as equipes vencedoras.

Integrada à programação do Rec’n’Play, o hackathon vai acontecer nos dias 18 e 19 de novembro, no no Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (C.E.S.A.R), no Bairro do Recife. São 72 vagas disponíveis, e as inscrições podem ser realizadas no site www.hackercidadao.com.br.

As inscrições são individuais, mesmo que seja para participar em grupo, ou seja, todos os participantes devem realizar a sua inscrição. Também é possível formar grupos na hora, de acordo com as ideias de cada um. O hackathon é destinado a arquitetos, designers, urbanistas ou qualquer pessoa que tenha uma boa ideia para a cidade, e não apenas desenvolvedores.

O desafio traz como meta a busca por soluções inteligentes visando efetividade aliada à praticidade, simplicidade e economicidade. A Prefeitura do Recife premiará os três primeiros lugares com R $2.500,00, R $2.000,00 e R $1.500,00, respectivamente.

Mão na massa
Serão dois dias de imersão total a fim de reunir agilidade, dados, criatividade e apresentar uma ideia inovadora, que deve buscar soluções para as áreas de Mobilidade, Turismo e Lazer, Cultura ou Serviços Urbanos. Para virar a noite, a Prefeitura do Recife vai garantir mentoria e alimentação dos participantes.

A novidade desta nona edição é que as soluções criadas agora ganham um incentivo a mais, já que a Prefeitura do Recife quer investir nos três melhores projetos que vencerem a competição da maratona de programação, conforme explica o diretor de Inovação Aberta da Emprel, Breno Alencar.

“Além de levar para casa a premiação da disputa, os três primeiros lugares embarcam no foguete do E.I.T.A! Labs“, pontuou Alencar, que acredita que essa edição deve ser a melhor de todas.

Ainda de acordo com Breno, o EITA Labs é uma espécie de vitrine para as ideias vencedoras, que terão a oportunidade de serem colocadas em prática e testadas. “É uma chance de ter a participação acadêmica, de universitários e de startups. Sem falar na oportunidade de um projeto se tornar um produto de fato e ser testado na cidade”, complementou o diretor da Emprel.

Fonte: FolhaPe

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A ROTA DA INOVAÇÃO

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O processo de envolvimento dos ecossistemas de inovação de cada lugar já começou, afinal, a alma do ecossistema está na tríplice hélice

Colaboração é palavra-chave quando falamos de inovação e de projetos para transformar cidades em Comunidades Inteligentes, buscando colocar a tecnologia em favor das pessoas. Esse cenário fica ainda mais promissor conforme a capacidade de se buscar recursos financeiros e intercâmbio de ideias para as soluções inovadoras.

No Web Summit Lisboa, maior evento de tecnologia e inovação do mundo, realizado em Portugal na primeira semana de novembro, o Sul do Brasil causou uma grata surpresa ao apresentar o TechRoad, programado criado pelos prefeitos de Caxias do Sul, Curitiba, Florianópolis, Joinville e Porto Alegre para trabalhar em conjunto na busca de investimentos para a região.

Juntas, essas cidades representam 5 milhões de pessoas, 21 mil empresas de tecnologia e 3 mil startups. Elas também figuram nas primeiras posições nos diversos rankings nacionais de inovação, tecnologia, empreendedorismo, sustentabilidade e smart city.

A partir deste ano, a competição saudável entre essas cidades ficou apenas nos rankings. Desde maio, as cinco secretarias de Desenvolvimento e Inovação vêm planejando ações em conjunto para mostrar ao mundo o potencial do Sul. O site techroad.com.br foi criado, os representantes do TechRoad sempre estão nos grandes eventos de tecnologia e inovação de cada cidade, onde o programa é apresentado.

O processo de envolvimento dos ecossistemas de inovação de cada lugar também já começou, afinal, a alma do ecossistema está na tríplice hélice, unindo os órgãos públicos às universidades, entes privados e outras instituições.

O passo mais ousado foi no Web Summit, onde o TechRoad teve seu estande, com participação das cinco cidades num evento que atraiu 70 mil pessoas de 160 países. A presença foi importante e bem-sucedida, com visitação intensa todos os dias. Os números do potencial tecnológico das cinco cidades impressionaram os visitantes, que garantiram que vão colocar a região Sul em seus radares de novos negócios. O TechRoad também foi apresentado no estande da Apex Brasil em Lisboa, aliás muito bem-estruturado e bastante procurado pelo público. E a iniciativa também representou economia de recursos, pois o investimento para o estande TechRoad foi rateado pelas cinco cidades.

Mas talvez o maior impacto causado pelo TechRoad em Portugal tenha sido o espírito colaborativo, numa iniciativa inédita de união de cinco cidades, de três Estados diferentes, com a visão de trabalhar de forma conjunta. Na prática, existe realmente uma rodovia que une Caxias do Sul, Curitiba, Florianópolis, Joinville e Porto Alegre. Com o TechRoad, ela está virando uma grande Rota de Inovação no Brasil.  

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade da autora, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities  

AEGEA É PRIMEIRO LUGAR MUNDIAL ENTRE EMPRESAS PARES DE SANEAMENTO NO RANKING DO RATING ESG PELA SUSTAINALYTICS

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Companhia também conquista primeiro lugar global em Ética nos Negócios, Governança Corporativa e Relacionamento com a Comunidade

A Aegea, companhia líder no setor privado de saneamento no Brasil, é primeiro lugar mundial entre empresas pares de saneamento no ranking do Rating ESG da Sustainalytics, organização do grupo Morningstar líder em pesquisa, classificações e análises de ESG que apoia investidores em todo o mundo. A Aegea também conquistou o primeiro lugar global em Governança Corporativa, Ética nos Negócios e Relacionamento com a Comunidade.

Para André Pires, CFO da companhia, o reconhecimento é consequência do comprometimento da empresa com os pilares ESG (Ambiental, Social e Governança Corporativa), além da entrega de resultados sólidos e consistentes relacionados à sua atividade, que é levar saúde e dignidade para a população nos territórios onde atua por meio do saneamento. “Trabalhamos para que a Aegea seja conhecida pelo seu modelo de negócio, que tem como base a eficiência operacional, investimentos responsáveis e retorno aos seus acionistas, com práticas sempre alinhadas aos princípios ESG. Essa colocação é a comprovação objetiva do resultado do nosso foco”, afirma.

Atualmente, mais de 12 mil companhias em escala mundial de diversos setores são avaliadas em risco ESG pela Sustainalytics. Para as empresas de saneamento são avaliados mais de 50 tópicos ESG materiais para o setor, onde são atribuídas notas que compõe o rating da empresa. Por ser uma medida que avalia a exposição ao risco, quanto menor a nota, melhor a colocação da empresa avaliada.

Através do Comitê ESG, a Aegea acompanha e orienta as diversas iniciativas relacionadas ao tema. Com isso, a empresa envolve todas as áreas da companhia com o objetivo de priorizar os projetos e manter o foco. Segundo Pires, “o melhor entendimento do nosso posicionamento sobre o tema ESG, permite aumentar a confiança dos nossos stakeholders e contribuir para a continuidade do crescimento sustentável de nosso negócio”.

Comprometimento com a agenda ESG

A companhia tem um longo histórico de iniciativas ESG e compromissos formais, como os vinculados à emissão de um Sustainability-Linked Bond (SLB), realizada em abril deste ano, em que a empresa se comprometeu com três metas de sustentabilidade a serem alcançadas até 2030: redução do consumo específico de energia em 15%; aumento de 32% para 45% de mulheres em posições de liderança; e aumento de 17% para 27% de negros ocupando posições de liderança. A empresa foi a primeira de saneamento a emitir Bond vinculado a metas ESG na América Latina, e pioneira no Brasil a se comprometer com metas de diversidade racial em cargos de liderança.

Do ponto de vista de governança, a empresa adota as melhores práticas, com destaque para a certificação ISO 37001 de Gestão Antissuborno, que abriga uma série de regras internacionalmente reconhecidas com o objetivo colaborar para os programas de compliance das empresas, certificando o alinhamento entre as organizações e a Norma Antissuborno. A Aegea foi a primeira empresa do setor a obter essa certificação no ano de 2018, renovando-a por duas vezes consecutivas, reforçando o compromisso da empresa com a ética e a integridade. A companhia tem um Programa de Compliance, conduzido pela Diretoria de Integridade, que responde para o Conselho de Administração e Canal de Ética Independente.  Com relação à governança dos temas ESG, além de ter um Comitê Executivo ESG, há metas e compromissos ESG vinculados à remuneração variável de executivos, além de asseguração independente do relatório anual de sustentabilidade.

A Aegea atua direta e indiretamente na vida das comunidades nos municípios onde está presente, levando mais saúde, qualidade de vida e dignidade, promovendo programas socioeducativos e socioambientais, gerando empregos e renda e trazendo evolução para a economia local. Por meio do Programa Vem Com A Gente, a companhia mobiliza agentes em bairros e comunidades vulneráveis para realizar um diagnóstico do funcionamento das infraestruturas de água existentes e executar as intervenções necessárias para levar saneamento de qualidade. Os agentes também atualizam cadastros dos clientes, adicionando famílias que cumprem os requisitos na Tarifa Social.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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AVH FINANCIA BOLSAS NA ALEMANHA PARA PESQUISAS EM MUDANÇAS CLIMÁTICAS E SUSTENTABILIDADE

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Fundação Alexander von Humboldt (AvHseleciona potenciais líderes e/ou pós-doutorandos cujos focos de trabalho e pesquisa estejam voltados para mudanças climáticas e proteção do clima para um programa de bolsas com duração de até 24 mesesCandidaturas podem ser enviadas até 1º de fevereiro de 2023.

Até 15 bolsas do programa “International Climate Protection Fellowships” serão concedidas a potenciais líderes, que terão um ano para desenvolver suas pesquisas na Alemanha, e até cinco bolsas para pós-doutorandos, que terão entre 12 e 24 meses para realizar sua pesquisa. No caso desta última categoria, é preciso ter completado o doutorado há não mais de quatro anos, a contar a partir da data de encerramento das inscrições, ou completá-lo até 31 de agosto do ano da seleção. Os projetos dos candidatos precisam ser implementados em conjunto com uma instituição anfitriã no país europeu. 

Segundo a AvH, o trabalho dos selecionados deverá se concentrar no combate às mudanças climáticas, estratégias de adaptação, preservação de ecossistemas e biodiversidade, uso sustentável de mares e oceanos, ou mesmo em tópicos de sustentabilidade relativos a recursos naturais, consumo eficiente de recursos e desenvolvimento urbano. 

O financiamento varia entre € 2.170 e € 2.670 mensais, a depender da categoria do candidato (se líder ou pós-doutorando) e do tempo de carreira. A AvH também concede apoio suplementar para membros da família que acompanhem o bolsista na Alemanha, para despesas de viagem, seguro de saúde ou curso de alemão.

Fonte: DWITH São Paulo

GENTILEZAS URBANAS, QUALIDADE DE VIDA E O PAPEL DA INICIATIVA PRIVADA

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Mecanismos para melhorar a qualidade de vida nas cidades: das grandes intervenções públicas às pequenas – e fundamentais – responsabilidades da iniciativa privada

O crescimento exponencial das cidades ao redor do mundo tem imposto novas complexidades para a promoção de qualidade de vida para seus moradores. O tema já é largamente debatido, e inúmeras soluções são propostas e aplicadas, porém o caminho ainda parece desafiador. Quando pensamos nas cidades brasileiras então, a questão se torna ainda mais preocupante.

Já é consenso que o objetivo finalístico das cidades e de seus empreendimentos deva ser a qualidade de vida das pessoas, ainda que a definição deste conceito possa ser bastante incerta e condicionada ao comportamento e cultura de cada local. A tropicalização e regionalização das medidas no âmbito urbano e imobiliário para o alcance deste objetivo são, portanto, imprescindíveis. Neste contexto, surgem pequenas intervenções e ações locais capazes de ganhos relevantes para suas populações, as chamadas ‘gentilezas urbanas’.

Gentilezas urbanas
Imagem: Parklet no Bairro do Butantã, São Paulo – Site Prefeitura de São Paulo/Divulgação

Gentileza Urbana é uma responsabilidade compartilhada

Termo de autoria incerta, mas comumente atribuído a José Datrino (1917 – 1996), o Profeta Gentileza[i], ‘gentileza urbana’ corresponde, segundo o IAB (Instituto dos Arquitetos do Brasil), a iniciativas que favorecem o urbanismo e o paisagismo público, implantadas por empresas e empreendedores, ou seja, pela iniciativa privada.

Imagem: Pilastra do Viaduto do Gasômetro – Prefeitura do Rio de Janeiro/Divulgaçã

Ainda que o papel do poder público contemple a complexa atribuição de gerir e ordenar o espaço urbano, também comporta ações e implantações de elementos que promovam maior qualidade de vida a seus cidadãos.

Este papel tem sido bastante presente em iniciativas de vanguarda no planejamento urbano ao redor do mundo, desde os espaços público projetados pelo arquiteto Jan Gehl em Copenhagen, chegando a projetos ambiciosos, como a Paris de 15 minutos e as superquadras de Barcelona. Nestes projetos ocorrem intervenções de impacto urbano, mas que também apresentam soluções singelas – e pouco custosas – que podem ser adaptadas e replicadas por empreendedores imobiliários e outros agentes da iniciativa privada.

Grandes ou pequenos detalhes importam

No Brasil, tais exemplos já podem ser vistos em alguns lugares. Projetos imobiliários de grande porte, como o desenvolvimento de bairros planejados, tem sido pensados e desenvolvidos com um olhar muito mais cuidadoso, alinhado com conceitos modernos do Novo Urbanismo.

A Cidade Pedra Branca, por exemplo, um dos precursores deste novo modelo de urbanização em solo brasileiro, oferece calçadas largas, mobiliário urbano funcional e atraente, ruas acalmadas, conexão dos espaços privados com o espaço público. Diversos outros projetos de destaque também disponibilizam soluções nesta linha.

Imagem: Cidade Pedra Branca – Google Street View/Divulgação

No entanto, o dia a dia das pessoas também pode ser impactado por pequenos detalhes, pequenas intervenções como já visto anteriormente. O zoom local passa a ter uma representatividade similar na promoção da qualidade de vida, e é aqui que os empreendimentos imobiliários aparecem, independentemente de seu porte.

Até mesmo na rua da minha casa pode-se notar um pequeno cuidado que os empreendimentos podem ter no desenvolvimento de seus projetos. As duas imagens abaixo ilustram as calçadas dos dois lados da rua: de um lado, uma calçada estreita que obriga o pedestre a competir pelo espaço com postes e lixeiras; do outro, ainda que a calçada em si possua largura similar, o jardim oferecido pelo condomínio residencial (construído em 1978!) permite melhor distribuição do espaço, promovendo uma percepção de amplitude e proximidade com o verde.

Imagens: (1) Rua com calçadas antagônicas; (2) Compartilhamento de livros; Integração de espaços privados com espaços públicos: (3) parklet – Leandro Begara/Divulgação

Empreendedor, é hora de agir

Fica muito claro que a responsabilidade de promover uma cidade mais humana, mais agradável e gentil deve ser atribuída a todos os entes públicos e privados. Os empreendedores imobiliários, como agentes fundamentais na construção das cidades, devem assumir sua parcela e pensar seus projetos também como um legado, com grande apelo mercadológico e chamariz comercial.

Para tanto, conte com a Urban Systems para avaliar os desejos do público local e oferecer pequenas gentilezas urbanas que agregarão enorme valor a seus projetos.

[i] O ‘Profeta Gentileza’ recebeu esta alcunha por suas iniciativas de espalhar intervenções, mensagens positivas e críticas sociais nas pilastras do Viaduto do Gasômetro, no Rio de Janeiro.

Conteúdo elaborado por Leandro BegaraDiretor de Inteligência de Mercado da Urban Systems

Fonte: Urban Systems

DURANTE O MÊS DA MOBILIDADE, UNIÃO DO SETOR DE ELETRIFICADOS MOSTRA RESULTADO COM RECORDE DE VENDAS

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Pesquisa aponta que os brasileiros manifestam maior interesse por carros elétricos, micromobilidade e tecnologia em níveis superiores ao de consumidores de outros países

O setor de mobilidade brasileira, de eletrificados e de micromobilidade vem mostrando eficiência em suas ações. Em setembro deste ano, por exemplo, em que se comemorou “o mês da mobilidade”, bem como, o Dia Mundial do Veículo Elétrico Compartilhado, o segmento de carros elétricos e híbridos foi o que teve o maior crescimento nas vendas no setor automotivo no mês passado. Houve alta de 19,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores).

Isso se deve a toda a mobilização realizada pelos setores, empresas e players que estão há anos inovando e buscando implementar novas formas de pensar a mobilidade em nosso país, com a realização de eventos e campanhas para debater e discutir as novidades, bem como, apresentação para a sociedade de quais os novos caminhos a serem trilhados. Além disso, também se deve ao crescente e eficiente trabalho realizado pelo setor tech da mobilidade, principalmente pelas startups, que a cada dia aumentam o alcance das inovações implementadas pelo mercado.

Brasileiros manifestam maior interesse pela Mobilidade Elétrica

Recentemente, a McKinsey & Company divulgou um levantamento que mostrou que os brasileiros manifestam maior interesse por carros elétricos, micromobilidade e tecnologia em níveis superiores ao de consumidores de outros países. Ela revelou que há um grande interesse por soluções como assinatura de veículos eletrificados e micromobilidade.

De acordo com pesquisa, 70% dos entrevistados consideram aderir a serviços de assinatura de veículos, principalmente, devido à possibilidade de explorar diferentes tipos de soluções de mobilidade (21%) e por conta de uma possível redução nos custos totais de propriedade (18%), uma vez que não seria necessário adquirir os veículos eletrificados, pagando apenas pelo seu uso.

Também vejo as parcerias das startups e players do setor como de grande importância para chamar a atenção dos responsáveis públicos para o assunto, assim como para a regulamentação do mercado de crédito de carbono, já que, segundo a Ecosystem Marketplace (EM), o valor das transações do mercado que não precisa de regulação, chegou próximo de US$ 2 bilhões em 2021, número quatro vezes maior que o registrado no ano anterior. E para a consultoria global McKinsey, o segmento pode chegar a US$ 50 bilhões em valor até 2030.

Dados como este destacam a importância dos debates sobre o tema e da criação de políticas para o fomento do segmento, principalmente referente a metas para serem alcançadas muito em breve, já que, apesar de o Brasil ser um país cheio de dores, quando falamos em novas formas de se locomover nas cidades, não estamos parados, o mercado está se conectando, criando soluções e abrindo muitas oportunidades para empreendedores e empresas trabalharem pelo mesmo propósito, com parcerias e tecnologias inovadoras.

Fonte: startupi

A NOVA DIPLOMACIA AMBIENTAL E O TRANSPORTE SUSTENTÁVEL

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Fim dos desmatamentos deve fazer parte de uma estratégia nacional de eletromobilidade

O convite do presidente do Egito ao presidente eleito do Brasil para participar da COP 27 na cidade de Sharm el-Sheikh, feito logo após o anúncio do resultado das urnas, indica a preocupação – até a ansiedade – da comunidade internacional com a retomada do protagonismo brasileiro nos debates globais sobre mudanças climáticas.

Os principais líderes do planeta esperam sinais concretos de que o futuro governo adote medidas imediatas para conter o desmatamento da Amazônia e demais biomas florestais, reverta os erros cometidos nos últimos anos nas políticas ambientais e comprometa-se com metas mais ousadas de corte das emissões de carbono.

Essa sinalização é indispensável para resgatar a imagem do Brasil no exterior. 

Mas é igualmente importante que o futuro governo também dê sinais claros para dentro do país – vale dizer, para todos nós que trabalhamos e produzimos aqui no território nacional. 

É preciso haver coerência entre as iniciativas brasileiras para conter as emissões globais de gases do efeito estufa e as políticas nacionais de descarbonização da economia, especialmente nos transportes.

O mundo conta com ações urgentes para reverter o desmatamento das florestas brasileiras e, assim, contribuir com o desaquecimento global.

Já os brasileiros contam também com a liderança do futuro governo federal nas políticas de redução da poluição nas grandes cidades.

Mudar a matriz de combustível dos transportes para energias renováveis é essencial para melhorar a qualidade de vida das regiões metropolitanas, onde vive a maioria da população. 

Isso só será possível com a eletrificação intensiva do transporte público e individual, por meio de diferentes tecnologias de baixa emissão.

Em 2018, um relatório da Organização Pan-Americana de Saúde apontou que 51 mil brasileiros morriam anualmente por doenças diretamente associadas à poluição do ar.

Só na cidade de São Paulo, a média de mortes relacionadas à poluição supera 5 mil por ano, segundo estudos dos pesquisadores Paulo Saldiva (USP) e Evangelina Vormittag (Instituto Saúde e Sustentabilidade). 

Em 2017, um estudo de pesquisadores da OCDE indicou que o custo total das mortes prematuras associadas à poluição no Brasil (internações, tratamentos e queda da produtividade do trabalho) chegou a 3,3% do PIB em 2015.

Nosso desafio ambiental desdobra-se em duas frentes. 

De um lado, temos o aquecimento global, que leva às mudanças climáticas catastróficas, causado pelos gases do efeito estufa, ainda que nem todos eles, como é o caso do CO², sejam diretamente prejudiciais à saúde humana.

De outro, temos o envenenamento do ar das cidades, provocado por materiais particulados (MP), óxidos de nitrogênio (NOx), monóxido de carbono (CO) e outros poluentes lançados na atmosfera pela combustão de veículos a diesel e gasolina. 

Os veículos 100% elétricos emitem zero gás carbônico (CO²) e praticamente zero material particulado (MP 10 e MP 2,5) e óxidos de nitrogênio (NOx). 

Já os veículos elétricos híbridos podem apresentar uma redução entre 70% e 90% da poluição emitida por um equivalente a diesel ou gasolina, dependendo da configuração do motor.

Esses veículos – ônibus, caminhões e automóveis – contribuem tanto para o desaquecimento global quanto para a queda da poluição do ar nas cidades. 

Em suma, as iniciativas brasileiras de combate ao aquecimento global exigem reduzir drasticamente as queimadas e desmatamentos na Amazônia e Centro-Oeste e, ao mesmo tempo, mudar a matriz energética dos transportes, com a abolição gradativa dos combustíveis fósseis. 

Num momento de renovação da liderança política, a nova diplomacia ambiental brasileira deve caminhar em estreita sintonia com uma nova estratégia nacional de desenvolvimento econômico, centrada na eletromobilidade, uso intensivo das fontes de energia renovável, eficiência energética e inovação tecnológica da indústria. 

Em ambos os casos, isso significa mudar completamente as atuais prioridades.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade da autora, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities

NO WEB SUMMIT, O PERSONAGEM CENTRAL NÃO FOI A TECNOLOGIA, E SIM OS SERES HUMANOS

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O mundo passa por uma transformação digital que será cada vez mais imprevisível, sofisticada e complexa, sobretudo porque o sucesso dela dependerá sempre de nós, indivíduos

Nós — humanos de carne, ossos e códigos — fomos personagens centrais do Web Summit por diversos ângulos: no clamor da primeira-dama ucraniana Olena Zelenska para que a tecnologia seja usada a favor da vida, nos cartazes pedindo internet livre no Irã, no crescente protagonismo de diferentes grupos sub-representados e nos múltiplos debates sobre a nossa relação com nossos empregos e com as organizações – das startups às gigantes.

Tive a oportunidade de cruzar com muitas falas, entrevistas e conversas especificamente a respeito desse novo pacto que se configura entre nós e as empresas, quando o assunto é carreira.

A primeira palavra que saltou aos olhos de todos foi flexibilidade. O debate não é mais sobre trabalho remoto, presencial ou híbrido. Não há propriamente uma fórmula a ser copiada – é um tema que depende muito de quem lidera, da cultura em questão e, também, das características de cada negócio. Estamos falando, sobretudo, da crescente possibilidade de definir o lugar do trabalho na composição das nossas necessidades. Um mundo que seguirá tendo workaholics, mas não poderá mais criminalizar aqueles que redimensionam o peso do currículo sobre suas definições pessoais.

É um panorama que, ao apontar para o futuro, não olha mais para as descrições de cargos ou a extensão do currículo profissional. Obviamente as experiências continuam sendo importantes – mas elas não necessariamente definem o encaixe para uma posição atual. Falou-se muito sobre os empregos baseados em habilidades e competências – sem distinção entre hard e soft skills — afinal, essa separação per se implica um juízo de valor.

Foi inevitável, portanto, abordar o paradigma emergente da liderança nas corporações. Reconheceu-se que ainda falta treinamento suficiente para preparar pessoas realmente inspiradoras, solidárias, motivadoras e que, ao mesmo tempo, entreguem resultados. Entre os principais eixos de desenvolvimento das lideranças, destacam-se a capacidade de se comunicar bem com as equipes e colaborar entre diferentes times e parceiros. Não há mais espaço para déspotas encastelados em seus escritórios privativos.

Além disso, definiu-se a importância de líderes como indutores e responsáveis por um ambiente de trabalho pautado pelo bem-estar físico e mental. Como zeladores da segurança psicológica, não podem mais apartar esses pilares da performance dos respectivos times. Produtividade e resultados estão, de forma indissociável, conectados às variáveis de saúde mental e segurança psicológica. Gerenciar recursos psicológicos será tão crucial quanto administrar métodos, orçamentos, estruturas e processos.

Não foram poucos os CEOs que ressaltaram a cultura organizacional como condição necessária para alavancar a prosperidade e a escala de suas empresas. E, bom lembrar, ela é uma metamorfose ambulante. E quem não se adapta fica pelo caminho.

Cultura, a propósito, não existe sem equidade e inclusão. É fundamental que sejamos intencionais no exercício de reduzir desigualdades e ofertar mais oportunidades. Saímos do QI (quem indica) para a AI (artificial intelligence). Ou seja: com base em mais dados e menos vieses, seremos mais capazes de definir as melhores pessoas para cada posição. Mas vem o desafio: como fazer isso em uma sociedade extremamente desigual?

Um dos caminhos mora, claro, na tecnologia — que pode oferecer inúmeras soluções para reduzir os abismos de habilidades, conhecimentos e competências. Em vez de mitigar os problemas, deve-se ampliar as oportunidades. Essa é uma tarefa ainda mais crítica na indústria tech, que tem 75% de brancos na força de trabalho — um dos piores neste quesito. E, claro, isso se reflete na maneira pela qual desenvolvemos softwares e desenhamos serviços. No fim, é crucial pensar em quem está faltando à mesa na hora de tomarmos uma decisão importante.

Quando nos voltamos para as grandes questões planetárias não é diferente. Clima, guerra, violência de gênero, intolerâncias de múltiplas naturezas e pobreza cruzam-se na busca por respostas às nossas perguntas mais difíceis.

Uma coisa sabemos: o mundo passa por uma transformação digital que não é um projeto — mas um processo, uma jornada que será cada vez mais imprevisível, sofisticada e complexa. Sobretudo porque o sucesso dela dependerá sempre de nós, indivíduos.

Rodolfo Araújo é líder da United Minds e vice-presidente de estratégia para a América Latina no The Weber Shandwick Collective.

Fonte: Época Negócios