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A CIDADE DO SEU NEGÓCIO

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A cidade do seu negócio
A "Naked City" de Guy Debord descreve a Paris que o autor habitava, muito além daquilo que está na cartografia: uma rede de relações de pertença e criação de valor.

Do ponto de vista do cidadão, a cidade é a rede de lugares que de fato frequenta, o que chama de “minha cidade”.

A cidade é feita de redes de relações. Relações pessoais, familiares, de afeto. Relações empresariais, comerciais, de influência e pertencimento. De governo e governança, de troca de informações.

Cada instituição – quer ela seja empresarial, governamental, educacional, etc. – compõe uma rede que está na cidade. Nós confundimos a instituição com um local. Dizemos: “vou para a empresa”, ou “para a escola”, etc. Mas, a instituição é, necessariamente, uma entidade, e não um local. A instituição usa um local – mais comumente, uma rede de locais – para sediar suas atividades.

Do ponto de vista do cidadão, a cidade não é a coleção completa de edifícios, sistema viário e infraestrutura. Do seu ponto de vista, a cidade é a rede de lugares que de fato frequenta, o que chama de “minha cidade”. Mesmo que essa rede de lugares se espalhe por distâncias enormes, e ignore a maior parte do tecido urbano que está no “meio do caminho”, entre os lugares que reconhece como “seus”. O cidadão reconhece uma rede de lugares que é a composição de locais que frequenta, entrando em contato com a rede que as instituições compõem para desempenhar suas tarefas e atividades.

Historicamente, as instituições construíam essa rede de modo estritamente funcional. O gestor da instituição ponderava: onde coloco, no território da cidade, meus edifícios e pontos de articulação logística para que possa desempenhar as funções da empresa, escola ou instituição governamental? 

No entanto, nos últimos anos, emerge um fenômeno interessante que questiona essa abordagem, e convida as instituições a ponderarem essa rede de lugares com mais cuidado e sofisticação.

À medida que a telecomunicação se torna banal e disponível para a vasta maioria da população, dois fenômenos acontecem (o distanciamento social da pandemia só acelerou isso):

1 – A instituição revela que não está, e nunca esteve, presa a lugar algum. Ela apenas utiliza, de modo oportuno, uma rede de lugares que cumprem uma tarefa necessária para ela.

2 – O cidadão passa a estabelecer relações de pertença que não estão mais vinculados a lugares específicos, ou a instituições específicas. E ele próprio se desapega do território como a forma fundamental de estabelecer relações de afeto e confiança – formar comunidade.

Esses dois fenômenos poderiam indicar que a cidade deixaria de ter uma função relevante na vida das pessoas, que viveríamos em um “ciberespaço” de relações de pura comunicação sem matéria, território ou corpo. Mas, o que acontece é o oposto: toda e qualquer atividade – quer seja uma aula do ensino médio, um encontro amoroso, o armazenamento de dados “na nuvem”, ou um encontro estratégico do conselho de uma empresa – sempre acontece em “algum lugar”, mesmo que seja em uma rede virtual que conecta locais distantes entre si. Independentemente do quanto nos comuniquemos à distância (tele-comunicação) sempre estamos em algum local, e nossos equipamentos (os servidores da nuvem, a sala de trabalho, o computador por meio do qual entramos na teleconferência) também estão em algum local.

Então, o que se passa é uma completa reconfiguração da noção de “lugar”, como venho falando aqui desde minha primeira contribuição ao Portal Connected Smart Cities. É chegada a hora de falar da consequência disso para os modelos organizacionais das empresas, escolas, instituições públicas ou privadas, grandes ou pequenas.

A rede que você desenha é a cidade que você habita.

As melhores e mais evidentes expressões dessa nova lógica do lugar são os eventos que se multiplicam ferozmente mundo afora: Burning Man, South By Southwest, Festival Path, Rec n’ Play, Sta Rita Hacktown, dentre outros.

Quem organiza esses eventos compreendem que eles não mais precisam acontecer em um único edifício, pavilhão ou centro de eventos, como no modelo tradicional de eventos culturais: podem articular um conjunto de locais em uma rede de espaços coordenados por uma mesma identidade, uma mesma curadoria, um mesmo ponto de vista dos temas e assuntos ali tratados.

Durante um período específico, o tecido de uma região urbana é reconfigurado pela presença de comunicação visual pelas ruas, depois pela circulação intensa de pessoas, que visitam essa rede de espaços, à caça da palestra, atividade ou performance que lhe interessa.

As pessoas visitam esses eventos por três motivos: 

– Conhecer novas ideias, aprender algo novo.

– Conhecer novas pessoas, fazer networking.

– Conhecer a cidade na qual está sediada o evento.

Ou seja, esses eventos cumprem a mesma função daqueles eventos que aconteciam, e ainda acontecem, dentro de pavilhões fechados. Mas, com uma grande vantagem: como o visitante não está  “preso” dentro do pavilhão, ele é convidado a circular pela cidade. Ele não apenas já está “turistando” pela cidade enquanto visita os diversos venues do evento, como também estende as atividades de networking para outros venues da cidade – barzinhos, cafés, restaurantes, pontos turísticos, livrarias, etc.

Ou seja, ao articular intencionalmente e conscientemente uma “presença urbana” para o evento, seus organizadores também estimulam a economia local, convidando os visitantes a construírem uma experiência urbana muito mais rica. Nos eventos tradicionais, os visitantes tinham que se deslocar do pavilhão de eventos para a cidade, já que a maior parte desses pavilhões se encontra em um tecido urbano de baixa densidade (não há equipamento urbano algum no entorno) e distante das regiões em que de fato acontece a vida daquela cidade, longe daquilo que os visitantes e turistas querem conhecer. Esses eventos tradicionais perdem a oportunidade de articular-se com um ecossistema já desenvolvido, disponível, acolhedor, rico em experiências e oportunidades. E assim deixam de construir mais uma camada das redes urbanas que compõem a cidade.

Um aspecto interessante desses eventos é que toda a comunicação entre os organizadores e os visitantes acontece por meio de aplicativos e soluções online: a programação pode ser atualizada em tempo real, atividades improvisadas podem ser comunicadas rapidamente, avisos e notificações são emitidos oportunamente. Podemos até dizer que a qualidade das soluções digitais para tais eventos é a chave do sucesso e da qualidade da experiência do participante como um todo. Em um certo sentido, esses eventos não têm um centro no território – uma central de atendimento, uma região ou edifício central que é a referência geral do evento. O aplicativo do evento é como um “centro virtual”, coordenando uma rede distribuída de atividades e as relações que essas têm com o território, informando os participantes em tempo real.

O que proponho é que toda e qualquer instituição – independentemente de sua função social – possa se articular de um modo similar a esses eventos. E não apenas em uma época do ano, durante um breve período de tempo, e sim como uma presença relativamente permanente na cidade.

Uma escola, por exemplo, não precisa estar concentrada em um único edifício: pode estar espalhada por uma série de edifícios que oferecem as condições para que suas atividades aconteçam. Algo assim já está sendo experimentado pelas empresas, com os escritórios “virtuais” ou “avançados”, que se distribuem pelo tecido urbano para ficarem mais próximos da moradia dos colaboradores. Mas, também a gestão pública poderia se beneficiar dessa articulação de uma rede locais para compor uma presença oportuna no território, possivelmente contribuindo para uma melhor participação da sociedade no governo.

Proponho que as instituições – os negócios, as universidades, o governo, etc. – desenhem intencionalmente e de modo competente uma rede de locais que sustentarão suas atividades de modo mais econômico, dinâmico, sofisticado e com significado mais acessível para seus usuários, parceiros, clientes, etc.

Na prática, essas redes que desenhamos são a cidade que habitamos: é nelas que construímos significado compartilhado e geramos riqueza.

Neste sentido, não se trata de desenhar “distritos de inovação”, e empreender custosas edificações concentradas em um bairro, possivelmente afastado. E sim de apropriar-se de uma rede de imóveis existentes, requalificando-os e dando a eles novos significados, que são conferidos pelas atividades e pela identidade da instituição que articula essa rede. Nessa “Cidade Distribuída”, o centro está em todos os lugares e não existe periferia.

Novos programas urbanos

Para que os imóveis possam ser apropriados por essas “novas redes urbanas”, é fundamental que tenham uma arquitetura flexível: precisamos ir além do “uso misto” e construir imóveis e regiões urbanas de “uso flexível e adaptável”, capazes de acolher a maior variedade possível de atividades.

Por muito tempo, confundimos os imóveis com as funções ali sediadas: um edifício seria considerado uma escola porque estava organizado de um modo que poderia sediar com qualidade apenas as funções de uma instituição de ensino. No entanto, para que essas redes urbanas possam ser articuladas e re-articuladas não apenas de modo dinâmico, mas também rápido e ágil, as funções dos edifícios precisam ser também flexíveis: devem ser capazes de, por meio de pequenas alterações, acolher os mais diversos eventos e atividades, incluindo espaços de trabalho, salões amplos para palestras e atividades coletivas, lugares para atividades concentradas, locais para encontros não planejados, etc.

Tais redes urbanas não terão presença fixa no território: elas próprias não são “imóveis”. Elas são o resultado da apropriação, da articulação de um conjunto de imóveis que capaz de expressar a presença urbana da instituição. Sua articulação cria uma “cidade dentro da cidade”, uma “rede dentro de outras redes”. O visitante, cliente ou participante sabe que está “naquela instituição” porque participa de uma atividade que expressa a identidade da instituição, e não porque está em um endereço ou edifício que é a sede da instituição.

Isso exige que a cidade seja concebida, coordenada e gerida a partir de novos programas urbanos, que reconheçam esse aspecto dinâmico e ágil das novas relações mediadas pela telecomunicação, e seja capaz de acolher novas e mais sofisticadas redes urbanas.

Um aspecto fundamental da proposta que faço aqui é que não é necessária a construção de novas edificações, e sim a requalificação do estoque existente de edifícios para que possam entrar nesse “jogo urbano” de construção de redes de pertença e criação de valor.

Ou seja, é possível convidar as instituições a abandonar suas sedes fixas, e assim passem a “desenhar suas cidades” como redes distribuídas (sem centros fixos) no tecido urbano. Essa nova abordagem de planejamento da presença urbana das instituições pode ser um dos mais importantes vetores para a conservação do patrimônio edificado, para o incremento da sustentabilidade do tecido urbano e para a criação de valor a partir de empreitadas mais baratas e simples, do ponto de vista da construção civil.

Desenhar “a cidade do seu negócio” não é a construção de novas edificações ou de um novo tecido urbano, é a requalificação criativa do tecido urbano existente, conectando o negócio ou instituição com redes urbanas já existentes, criando relações de sinergia entre elas e com os hábitos urbanos já desenvolvidos. É enriquecer o ecossistema urbano com intervenções simples, ágeis e de alto impacto cultural, econômico e social.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities  

AEGEA SANEAMENTO É A PATROCINADORA ANFITRIÃ DO 25º PRÊMIO NACIONAL DA QUALIDADE EM SANEAMENTO

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Aegea saneamento básico

Reconhecimento promove o intercâmbio das melhores práticas no setor e contribui com o desenvolvimento do saneamento ambiental

A Aegea, companhia líder no setor privado de saneamento, com apoio de sua concessionária Águas Guariroba, é a patrocinadora anfitriã do 25º Prêmio Nacional da Qualidade em Saneamento (PNQS), que será realizado nos dias 29 e 30 de novembro em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. A premiação, considerada o “Oscar do Saneamento”, tem como objetivo reconhecer as empresas do setor que se destacam pela boa gestão dos serviços de saneamento, estimular a busca e a aplicação de boas práticas e promover o intercâmbio das melhores práticas para o desenvolvimento do saneamento ambiental.

O vice-presidente de Relações Institucionais da Aegea, Rogério Tavares, destaca a importância de reconhecer bons projetos no setor. “O saneamento é um direito essencial e a universalização do serviço é algo urgente. Uma premiação que destaca projetos de sucesso e proporciona espaço para troca de experiências entre empresas do segmento é muito relevante para a evolução dos índices de saneamento no Brasil e, por consequência, a melhoria da qualidade de vida da população”, aponta.

A programação do evento está dividida em dois momentos: Seminário de Benchmarking PNQS 2022 e a Cerimônia de Premiação do PNQS – Prêmio Nacional da Qualidade em Saneamento. A Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental – ABES, principal organização não governamental do Setor na América Latina, promove o evento, que completa 25 anos. A premiação já capacitou mais de 13 mil pessoas do setor de saneamento e reconheceu mais de 350 organizações.

Para Tavares, o patrocínio também é um exemplo do diálogo entre os setores público e privado, fator essencial para mudar o cenário do saneamento no Brasil. “Acreditamos que parte da solução para levar saneamento para todos os brasileiros passa pela complementaridade e atuação integrada entre o poder público e o setor privado. Sem isso não há como cumprirmos a meta de universalização do marco legal”, aponta.

As categorias que compõem o PNQS são: AMEGSA – As Melhores em Gestão no Saneamento Ambiental, IGS – Inovação da Gestão em Saneamento Ambiental, PEOS – Eficiência Operacional no Saneamento Ambiental, SQF – Selo de Qualidade dos Fornecedores, PGA – Prêmio de Gestão de Ativos no Saneamento Ambiental e EG Index.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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GOVERNO PUBLICA CONSULTA DO MARCO LEGAL DO TRANSPORTE PÚBLICO COLETIVO

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Conheça o Selo Verde, certificação que atesta o compromisso das empresas de transporte com o meio ambiente.
Foto: Getty Images

O texto do Marco Legal foi amplamente discutido no Fórum Consultivo de Mobilidade Urbana do Ministério do Desenvolvimento Regional e contou com a participação da ANPTrilhos e das principais entidades setoriais.

O Ministério do Desenvolvimento Regional, por meio da Secretaria Nacional de Mobilidade e Desenvolvimento Regional e Urbano (SMDRU), lançou nesta 2ª feira (28/11) a consulta pública da minuta do projeto de lei que visa instituir o novo Marco Legal do Transporte Público Coletivo, que visa a reestruturação do modelo de prestação de serviços de transporte público coletivo.                                                   

“A ANPTrilhos participou ativamente da construção do texto, que foi amplamente discutido nas reuniões do Fórum Consultivo de Mobilidade Urbana, junto com as principais entidades do setor e reforça a necessidade de atualização regulatória para o avanço do transporte. O texto do Decreto é um marco para o setor e contribuirá com o desenvolvimento do transporte público coletivo”, ressalta Roberta Marchesi, Diretora Executiva da Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos.

O novo marco apresenta princípios, diretrizes, objetivos e definições sobre o transporte público coletivo, além da organização e financiamento dos serviços de transporte e aspectos sobre a operação, como a contratação de operadores e o seu regime econômico-financeiro. O debate sobre o documento iniciou em 2020.

 As contribuições para o projeto de lei podem ser encaminhadas até o dia 26 de janeiro de 2023, diretamente no site Participa +Brasil – www.gov.br/participamaisbrasil/marco-legal-transporte-publico-coletivo.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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ENERGIA COMPARTILHADA SERÁ PAUTA DE DISCUSSÃO DE FÓRUM ESG EM SALVADOR

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Energia compartilhada
Reprodução Assessoria de Imprensa

Evento acontecerá em 1° de dezembro no Espaço Mário Cravo em Salvador

Com o objetivo de disseminar novas práticas de sustentabilidade e governança no universo corporativo, o Senac, em parceria com a Fecomércio Bahia realiza, no dia 01 de dezembro o Fórum ESG no Espaço Mário Cravo, localizado no prédio da Casa do Comércio, em Salvador, capital baiana.

O termo ESG é uma sigla em inglês (Environmental, Social and Governance) ou Ambiental, Social e Governança (ASG em português). Essas três letras praticamente substituíram a palavra sustentabilidade no universo corporativo e indicam se as operações das empresas são socialmente responsáveis, sustentáveis e corretamente gerenciadas, já que o conceito é usado para descrever o quanto um negócio busca meios de minimizar seus impactos ao meio ambiente, sua responsabilidade social e a adoção de boas práticas administrativas.

O Fórum ESG será composto por painéis com apresentações e exposição de casos de sucesso de empresas renomadas, além de um momento técnico com orientações práticas e objetivas, de como implementar ESG nos negócios.

Meio ambiente, energia limpa e economia

O painel de abertura do evento trará como tema “Meio Ambiente como oportunidade de negócio e de salvar o planeta”, com Augusto Cruz – Advogado, Professor Consultor, escritor e autor do livro Introdução ao ESG, Cleber Paradela – CMO da empresa Juntos Energia Limpa, e Neide Tavares – Gerente de Experiência Sustentabilidade (Costa do Sauípe).

A Juntos Energia é a primeira empresa a conseguir conectar usinas de energia solar às redes das concessionárias. Por conta das resoluções normativas (ANEEL 482/2012 e 687/2015) e novas leis (14300/2022), o mercado de energia abriu a oportunidade para que empresas de tecnologia possam conectar fazendas solares e eólicas diretamente a residências ou empresas, utilizando a própria rede de distribuição das concessionárias existentes.

Além de reduzir os impactos no meio ambiente e nas mudanças climáticas, a tecnologia de energia compartilhada da Juntos Energia promove uma redução significativa na conta de luz todos os meses, sem necessidade de instalações de placas fotovoltaicas ou taxas de adesão. A empresa também promove uma cadeia produtiva de ganhos, gerando renda para pequenos produtores de energia em zona rural e áreas urbanas.

“A próxima onda é escolher qual serviço de energia o cliente quer utilizar para a sua casa ou empresa. A energia limpa digital é um produto tão inovador em um momento de abertura do mercado de energia, justamente quando a sociedade mais tem buscado alternativas para redução de custos de energia e emissão de carbono”, afirma Cleber Paradela.

O evento também trará apresentações e casos práticos de empresas como Unilever, Bamin, Moura Dubeux, Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), e nomes como Roberta Föppel e Leana Mattei.

As inscrições são gratuitas e com emissão de certificado. Os interessados podem acessar o site http://www.ba.senac.br/esg para realizar a matrícula. Mais informações pelo telefone (que funciona como WhatsApp) 71 3186-4000.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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BRASIL SEGUNDO LÍDER EM GOVERNO DIGITAL NO MUNDO

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mobilidade corporativa
Melhora no trânsito causada pelo home-office durou pouco; índices atualmente estão próximos do período pré pandemia. Foto: Getty Images

Entrevistados relatam os desafios para chegar ao trabalho na capital paulista

Mais de 60% dos paulistanos declaram ter sua produtividade afetada pelo tempo de locomoção para o trabalho. O dado foi revelado pelo estudo Mobilidade – Pesquisa de Mercado, realizado pelo iCarros, marketplace de veículos do Itaú Unibanco, em parceria com a Letz, startup de tecnologia que oferece serviços de viagens compartilhadas entre motoristas e passageiros que residem e trabalham próximos.

De acordo com o levantamento ‘Viver em São Paulo: Mobilidade Urbana’ feito pela Rede Nossa São Paulo em setembro deste ano, quem reside na capital paulista passou a gastar, em média, 2h19 em seus deslocamentos, 18 minutos a mais que no ano passado.

O estudo de mobilidade corporativa da iCarros feito em parceria com a Letz foi apresentado durante a quarta edição do Itaú Tech Summit Mobility, em 3/11.

Foram discutidos temas do futuro da mobilidade, como a evolução dos híbridos e elétricos, o uso de tecnologia 5G, inteligência artificial e o compartilhamento de automóveis.

Além desses, os impactos na qualidade de vida e na jornada de trabalho no período pós pandemia também foram abordados.

Bem-estar

O levantamento apontou, também, que o tempo de locomoção até o trabalho tem impacto na qualidade de vida de 53% dos entrevistados.

E isso se tornou ainda mais evidente depois da pandemia, pois uma parcela considerável da população, que pôde trabalhar em sistema 100% home-office, acabou se adaptando às suas vantagens.

Atualmente, em torno de 20% das pessoas migraram para o modelo híbrido de trabalho, variando entre 3, 2 ou 1 dia presencial por semana.

Outro dado revelado é que pessoas acima de 46 anos de idade tendem a fazer mais home-office que as demais faixas etárias.

Transporte particular

A retomada das atividades presenciais veio marcada por novos hábitos e prioridades por parte dos usuários.

O estudo registrou um aumento significativo na utilização de aplicativos de mobilidade, que passou de 5% para 22% após a pandemia.

Hoje, 46% dos usuários afirmam que buscam principalmente mais segurança e conforto nos meios de transporte.

As mulheres, por sua vez, se sentem menos protegidas: mais que o dobro delas se declaram mais afetadas em relação aos homens nos meios de transporte.

E, por fim, 79% dos entrevistados não recebem nenhum benefício de mobilidade além do vale transporte.

Fonte: Mobilidade Estadão

OS DETALHES E PROBLEMAS DO HISTÓRICO ACORDO DA COP27 PARA AJUDAR PAÍSES MAIS AFETADOS POR MUDANÇAS CLIMÁTICAS

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COP27
Os manifestantes na COP 27 exigiram que o aquecimento global seja contido ao máximo

Com a criação de um histórico fundo de reparação de danos, quase 200 países chegaram neste domingo (20/11) a um acordo para ajudar as nações mais afetadas pelas consequências catastróficas das mudanças climáticas.

Após mais de duas semanas de intensas negociações, os participantes da cúpula do clima das Nações Unidas no Egito, a COP27, firmaram o compromisso de financiar um novo fundo para compensar “perdas e danos” causados pelos desastres naturais nos países em desenvolvimento que são “particularmente vulneráveis para os efeitos adversos das mudanças climáticas”.

O acordo, que ainda tem muitos detalhes a serem definidos, respalda a chamada “solução mosaico” pedida pelo bloco negociador da União Europeia, entre outros países, que defende que possam recorrer a novos instrumentos financeiros para ajudar a custear os danos causados por fenômenos extremos da crise climática.

O debate sobre a compensação econômica por perdas e danos era um grande tema adiado nas cúpulas do clima, realizadas desde a década de 1990.

Mas diante do rápido aumento dos eventos climáticos extremos e da pressão dos países menos desenvolvidos, que são os menos poluentes, o tema esteve cada vez mais no centro da agenda.

No início da cúpula na cidade de Sharm El-Sheikh, parecia quase impossível chegar a um acordo por medo de que um sistema de compensação pudesse abrir as portas para eventuais reclamações multimilionárias no futuro.

No entanto, pela primeira vez na história, houve um acordo sobre esse assunto.

Mulher junto com seus filhos perto das carcaças de seu gado morto após secas severas perto de Dollow, Somália
REUTERS: A seca intensa na Somália causou muitos prejuízos para a população local

Quem são os ‘particularmente vulneráveis’?

O fundo fornecerá financiamento “previsível e adequado” a “países em desenvolvimento particularmente vulneráveis”, segundo o texto definido na reunião.

No entanto, o documento não especifica quais serão os países que poderão ser beneficiados com o fundo, nem os detalhes do mecanismo de financiamento dele, pontos fundamentais que serão definidos em próximas reuniões.

Um comitê de transição formado por 24 países, entre eles três da América Latina e Caribe, elaborará os detalhes sobre essa iniciativa durante um ano, para definir como funcionará e o como será o financiamento, com o objetivo de adotar essa medida a partir da COP28, no fim de 2023.

O financiamento basicamente recairá sobre os países ricos, que mais contribuíram para o aquecimento global, mas uma das linhas de trabalho acordadas neste domingo prevê “ampliar as fontes de financiamento”, o que deixaria um espaço aberto para que outros países participem como doadores, uma demanda expressa pela União Europeia e Canadá, entre outras nações.

Emissão de CO2 em indústria
CRÉDITO,GETTY IMAGES

O acordo COP27 também convida o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI) a fornecer “soluções de financiamento”. Porém, não menciona a possibilidade de perdão da dívida externa, por exemplo, como medida de alívio.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que o acordo foi um “passo importante para a justiça”, mas fez uma advertência fundamental sobre o fundo de reparações. “Claramente isso não será o suficiente, mas é um sinal político muito necessário para reconstruir a confiança quebrada.”

Redução de emissões de poluentes

Independentemente da criação do fundo, a União Europeia havia expressado a vontade de assumir um compromisso maior de redução de gases de efeito estufa, de olho na China, país que atualmente é o maior emissor mundial, responsável por quase 30% do total.

Essa polêmica foi uma das que mais atrasaram o fim da cúpula, que oficialmente deveria ter sido encerrada na sexta-feira.

No fim das contas, a União Europeia não conseguiu que a sua demanda de aumentar as metas de redução de emissões fosse aceita, o que deixou um gosto amargo entre os que defendem esse argumento.

Apesar do acordo histórico de compensação financeira para os países mais pobres, a cúpula “não aumentou a ambição de abordar a causa fundamental da mudança climática: as emissões de gases de efeito estufa que estão aquecendo o nosso planeta”, disse Justin Rowlatt, editor de assuntos climáticos da BBC.

Na verdade, acrescentou o editor, houve a introdução de uma nova categoria de energia de “baixas emissões”, o que pode fazer com que “muitos acreditem que retrocederam em relação ao que foi acordado na última conferência climática da ONU em Glasgow”, avalia.

“Significa que o que poderia ter sido um triunfo para o Egito provavelmente acabará sendo considerado um fracasso”, argumentou Rowlatt.

No Acordo de Paris em 2015, os países se comprometeram a tentar manter o aquecimento global em 1,5 graus Celsius. E era esperado que fossem definidos planos mais ambiciosos de redução dessas emissões ao longo dos anos, incluindo a redução do uso de combustíveis fósseis, mas isso não aconteceu.

Por enquanto, vários países se comprometeram individualmente a atingir a meta de emissões líquidas zero de carbono até 2050. Isso significa reduzir as emissões de gases de efeito estufa ao máximo e equilibrar as emissões restantes.

Fonte: CNN Brasil

PONTOS PARA MELHORAR O TRANSPORTE COLETIVO POR ÔNIBUS

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Conheça o Selo Verde, certificação que atesta o compromisso das empresas de transporte com o meio ambiente.
Foto: Getty Images

Modal recebe muitas críticas, principalmente em relação à qualidade do serviço

Estimativas apontam que cerca de 65% da população brasileira usa o ônibus, trem ou metrô como principal meio de transporte.

De acordo com dados da NTU (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos), 28% das viagens e deslocamentos dos usuários são feitos diariamente pelo transporte coletivo, sendo que o ônibus responde pelo maior percentual dentro desse universo.

Fundamental para a sociedade, o transporte por coletivo por ônibus é alvo de muitas críticas, principalmente em relação a qualidade dos serviços prestados. A seguir, listamos alguns pontos para melhorar o transporte coletivo por ônibus no Brasil.

1. Avançar no novo Marco Regulatório do setor

Muitas das propostas para um novo marco legal do transporte público foram debatidas por entidades do setor e de defesa dos direitos do cidadão, como o Idec, por exemplo, e estão contempladas em um projeto de lei que tramita desde o ano passado no Senado Federal (PL 3278/21), de autoria do ex-senador Antonio Anastasia-MG.

De maneira geral, ele define um novo modelo de contratação capaz de melhorar a qualidade na prestação dos serviços e, ao mesmo tempo, reduzir o peso da tarifa no bolso do passageiro.

O objetivo da proposta, já previsto na Política Nacional de Mobilidade Urbana, de 2012, mas que nunca foi implementada, é a separação entre tarifa de remuneração (paga aos operadores e suficiente para cobrir os custos da prestação do serviço) e tarifa pública (paga pelo passageiro para o uso dos serviços oferecidos), com a diferença sendo coberta por recursos orçamentários ou outras fontes extra tarifárias.

Como resultado, o novo Marco Regulatório do setor propõem a garantia de segurança jurídica para os contratos de concessão do setor, e, em contrapartida, visa definir padrões de qualidade para o serviço, com o poder público assumindo sua parte nesse processo.

2. Oferecer previsibilidade e conforto aos usuários

Demora no intervalo entre os ônibus, motoristas que não atendem o embarque e desembarque dos passageiros e lotação dos veículos estão sempre nas primeiras posições dos rankings de reclamações dos usuários. E no transporte público coletivo, todos os problemas desencadeiam um efeito cascata: se os intervalos entre um ônibus e outro são muito grandes, a lotação só piora.

Especialistas em transporte público e mobilidade afirmam que a solução está na reformulação dos contratos com as empresas operadoras. Esses documentos precisam detalhar a prestação do serviço, prevendo multas para atrasos não justificados e outros que acarretem em prejuízo para a população.

3. Priorizar o transporte público

Vivemos em um espaço público que é disputado por todos. E ele é usado de uma forma muito desigual, demonstrando uma inversão de prioridades, com foco no transporte individual. Enquanto não priorizarmos o transporte público de massa, especialmente os de média e alta capacidade, quem puder escolher o individual o fará: e isso não é uma questão de a pessoa ser boa ou ruim – são padrões de comportamento”, diz Victor  fundador e diretor do Laboratório de Mobilidade Sustentável (Labmob), vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Urbanismo (Prourb), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

De acordo com o especialista, a priorização do transporte público coletivo está condicionado à melhoria da qualidade do serviço oferecido atualmente.

Mas esse não é o único fator: é fundamental que haja planejamento da infraestrutura urbana. Um exemplo são as faixas exclusivas para ônibus, que comprovadamente reduzem o tempo de viagem, mas necessitam de estudo para adaptação das vias, que precisam prever ultrapassagens.

Fonte: Mobilidade Estadão

ABREE E PREFEITURA DE GUARUJÁ REALIZAM DRIVE THRU PARA RECICLAGEM DE ELETROELETRÔNICOS E ELETRODOMÉSTICOS

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ABREE

Campanha será realizada no dia 26 de novembro com a missão de viabilizar a destinação ambientalmente correta para os produtos em fase final de vida útil

A ABREE – Associação Brasileira de Reciclagem de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos, em parceria com a Prefeitura de Guarujá (SP), realiza campanha para arrecadação de eletroeletrônicos e eletrodomésticos pós-consumo. O ponto de recebimento estará disponível no dia 26 de novembro (sábado), das 9h às 16h, na Praça Quatorze Bis – Vicente de Carvalho. O intuito da ação é promover a logística reversa, por meio do descarte correto desses produtos, além de contribuir para a preservação do meio ambiente.

Para o consumidor que deseja participar da iniciativa, a orientação é que ele verifique quais aparelhos não estão mais funcionando ou estão obsoletos em casa e levar até o local de descarte. Os produtos que podem ser arrecadados são: celulares, fones de ouvido, televisores e até geladeiras, entre outros. A equipe da ABREE também estará presente durante o recebimento, para tirar dúvidas em relação a importância da destinação ambientalmente correta dos materiais.

“Estamos muito felizes em poder realizar essa ação em mais uma cidade. Queremos conscientizar cada vez mais pessoas sobre a importância da reciclagem dos eletroeletrônicos e eletrodomésticos, já que eles possuem muitos componentes altamente nocivos ao meio ambiente. Contamos com todos os guarujaenses na arrecadação desses equipamentos, para avançarmos ainda mais na logística reversa na região”, ressalta o presidente executivo da ABREE, Sergio de Carvalho Mauricio.

‘’É de suma importância essa aproximação do poder público e representantes da logística reversa com a população, buscando aprofundar o envolvimento das pessoas nesse processo de conscientização e educação ambiental na destinação adequada dos resíduos eletroeletrônicos e eletrodomésticos, diminuindo os impactos nos serviços de limpeza municipal e melhorando a qualidade ambiental do município’’, ressalta o Secretário Interino de Meio Ambiente, Antonio Lopes.

Além disso, a ABREE conta também com 78 pontos de recebimento espalhados pelo litoral sul de São Paulo, sendo 10 no Guarujá (SP). Esse conjunto de ações e serviços disponíveis para população, colabora diretamente para a qualidade da saúde humana e ambiental, visto que tem o potencial de reduzir a poluição e emissão de gases danosos nos mares, rios e vias.

Com o objetivo de atingir as metas estabelecidas no Decreto Federal 10.240/20, a ABREE, como entidade gestora, colabora no atendimento legal da destinação de 100% dos produtos eletroeletrônicos e eletrodomésticos descartados pelos consumidores. Junto aos seus parceiros contabiliza mais de 4,7 mil pontos de recebimento pelo Brasil, e está presente em mais de 1,3 mil municípios.

No site da associação, é possível encontrar os pontos de recebimento mais próximos, realizando uma busca por meio do CEP. Além disso, consta uma lista completa de quais produtos podem ser descartados, como: batedeira, ferro elétrico, fone de ouvido, liquidificador, máquina de costura, micro-ondas, purificador de água e televisão, entre outros. Para saber mais, acesse: https://abree.org.br/pontos-de-recebimento .

SERVIÇO

CAMPANHA DE ARRECADAÇÂO DE ELETROELETRÔNICOS E ELETRODOMÉSTICOS EM GUARUJÁ (SP)

  • Data: 26 de novembro
  • Horário:  09h às 16h
  • Local: Praça Quatorze Bis – Vicente de Carvalho (Avenida Thiago Ferreira com Guilherme Guinle, Guarujá – SP, CEP: 11450-280)

Exemplos de equipamentos pós-consumo que podem ser descartados:

  • Celulares
  • Fone de ouvidos
  • Geladeiras
  • Baterias
  • Televisores
  • Secadores
  • Batedeiras
  • Fogões
  • Micro-ondas
  • Entre outros

Com informações da Assessoria de Imprensa

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FÓRUM BRASIL ÁFRICA 2022 ACONTECE NA PRÓXIMA SEMANA COM A TEMÁTICA: “CIDADES SUSTENTÁVEIS: DESAFIOS GLOBAIS, SOLUÇÕES LOCAIS”

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Fórum Brasil África 2022
Reprodução: Assessoria de imprensa

Evento que possibilita boas práticas, boas experiências e facilita as parcerias entre o Brasil e o continente africano acontece no WTC Events, em São Paulo, nos dias 29 e 30 de novembro

Depois de dois anos sem edição presencial por conta da pandemia da Covid-19, o Fórum Brasil África (Brazil Africa Forum – BAF) retorna, nos dias 29 e 30 de novembro (terça e quarta) de 2022, ao WTC Events São Paulo.

Com o tema “Cidades Sustentáveis: Desafios globais, soluções locais”, o BAF 2022 chega para inspirar gestores brasileiros e africanos para uma agenda urbana mais justa, democrática e sustentável, com objetivo de repetir o sucesso dos anos anteriores, quando também reuniu vários Chefes de Estado, agentes governamentais, líderes de agências de fomento e instituições financeiras, além de representantes do setor privado e sociedade civil.

Segundo, explica o professor João Bosco Monte, fundador e presidente do IBRAF, na programação de 2022, haverá nove eixos com temas-chave: Infraestrutura, Saúde e Saneamento, Mobilidade Urbana, Energias Renováveis, Gestão de Resíduos, Agricultura Urbana, PPPs, Esportes e Indústria Criativa.

Ainda estão previstas na programação sessões plenárias com palestrantes convidados nas suas áreas de especialização, eventos paralelos e showcases sobre temas relacionados a políticas públicas e planejamento urbano. Isso tudo, claro, com transmissão ao vivo e com tradução simultânea (francês, inglês e português) por meio das redes sociais do IBRAF, que possibilitará a participação de pessoas onde quer que elas estejam.

Ao chegar em sua 10ª edição, o Fórum se consolida como o encontro gerador de oportunidades entre o Brasil e a África, ao buscar melhorias e aperfeiçoamento, tanto de instalações físicas, com infraestrutura, energia e saneamento – além de treinamentos educacional e técnico ligados à tecnologia – com presenças de lideranças africanas e brasileiras, assim como um time especializado de palestrantes que marcaram presença ao longo dos anos.

Conforme explica João Bosco Monte, Presidente do Instituto Brasil África, que é Doutor em Educação pela Universidade Federal do Ceará, “Das 10 economias que mais cresceram, sete estão no continente africano. Hoje, a população está em torno de 1,4 bilhão de habitantes. Em 2050, a expectativa é que tenhamos quase 3 bilhões de pessoas residindo lá. É preciso virarmos nossos olhos para a África. Lá há ótimos negócios em potencial”.

Com Pós-doutorado na Universidade de Brasília (UnB), com o foco da pesquisa na integração do continente africano, o professor João Bosco já esteve em 46 dos 54 países do continente africano, sendo que em muitos deles por mais de uma vez (em alguns várias vezes, já tendo ido para lá cinco vezes somente em 2022). Para ele, não só como um estudioso de lá, mas também consultor internacional para organizações brasileiras e estrangeiras, colunista e comentarista de veículos de comunicação relevantes no Brasil sobre o tema, o BAF 2022 destacará experiências locais bem-sucedidas com o objetivo de inspirar gestores brasileiros e africanos, além de europeus e americanos, para uma agenda urbana mais justa, democrática e sustentável.

Sendo assim, a necessidade de debater a questão das cidades sustentáveis no Brasil e na África, dentro de um cenário mundial cada vez mais ascendente na área socioambiental, faz do Fórum Brasil África 2022 uma oportunidade essencial de discussão de boas práticas, troca de experiências e formação de parcerias.

“O Brasil e a África abrigam várias das cidades mais importantes do mundo, algumas com dezenas de milhões de pessoas e outras com dotes naturais inigualáveis, dinâmica política única e desenvolvimento econômico proeminente. São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, Brasília e Porto Alegre, do lado brasileiro, Lagos, Kinshasa, Joanesburgo, Nairóbi e Cairo, do lado africano, para citar alguns, são grandes exemplos do que pode ser alcançado no nível de desenvolvimento sustentável. Essas cidades enfrentam barreiras comuns e estão prosperando com ideias inovadoras, precisando apenas de um brilho para abalar o status quo e transformar a vida de inúmeros cidadãos”, diz o Professor João Bosco Monte.

Serviço:

Fórum Brasil África 2022

Data: 29 e 30 de novembro (terça e quarta)

Horários:

29/11 – 10h-16h30 (seguido de coquetel, das 20h às 22h)

30/11 – 8h30 – 16h30

Local: WTC Events Center, São Paulo (SP)

Informações: https://forumbrazilafrica.com/pt/principal/

Com informações da Assessoria de Imprensa

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COP 27 – O QUE FAZER COM MAIS DE 82 MILHÕES DE TONELADAS DE LIXO PRODUZIDAS ANUALMENTE NO BRASIL?

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COP 27
Reprodução: Assessoria de Imprensa

A relação entre a gestão de resíduos e a crise climática global foi um dos principais assuntos discutidos na COP 27

Assunto amplamente debatido na COP 27, a gestão de resíduos é essencial para redução dos impactos globais no clima. Como destaque mundial, países africanos lideram iniciativas e ações para redução de lixo, estimulando a economia circular. Mas, em contrapartida, outros locais ainda enfrentam desafios sobre o tema, como o Brasil, onde a produção de lixo corresponde a mais de 82 milhões de toneladas por ano e apenas 2% dela é reciclada, de acordo com dados do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, divulgados em 2022. Como medida, o governo federal anunciou, a meta de zerar os aterros até 2024 e realizar o tratamento correto e reciclagem de resíduos até 2040, temas também apresentados e discutidos na conferência.

Porém, como fazer tudo isso em pouco tempo, conectando o meio ambiente e todos os seus impactos? Isso porque a decomposição do lixo aumenta a emissão de carbono, conforme estudo do Departamento de Economia do Sindicato Nacional das Empresas de Limpeza Urbana (Selurb) são 6 milhões de toneladas de dióxido de carbono que vão para a atmosfera com a gestão incorreta dos resíduos.

Além disso, em contato com o solo, o lixo contamina a terra, lençóis freáticos, nascentes e rios de água potável, podendo causar doenças ou mortes. Com o tratamento correto é possível minimizar esses impactos, além de gerar fonte de renda para as pessoas, contribuindo para o impacto social e a economia circular. No território brasileiro, atualmente, há o crescimento de startups e instituições com esse propósito: unir a redução de resíduos com a geração de empregos:

Assim como o Uber e o iFood concentraram os diferentes elos de suas cadeias produtivas em uma plataforma, a 4H está reunindo todos os agentes determinantes para tratar o lixo de forma sustentável. Todos ganham dinheiro: desde uma grande empresa que precisa ter controle na destinação de seus resíduos até os moradores da região que reciclam os materiais. Todos ganham valor: a meta é zerar a destinação de todos os tipos de resíduos para aterros sanitários até 2030. Neste momento, são 40 hubs em formação no país, 4 deles já implantados em uma das principais indústrias de bebidas do país.

“Somos um ecossistema que conecta aqueles que querem transformar o lixo em ouro. Os Centros de Distribuição de grandes empresas já estão instalados em locais estratégicos. Cada um, ao se juntar à 4H, dá o pontapé para iniciarmos a construção de um hub local, onde integramos todos os agentes necessários para o descarte e venda dos recicláveis. Fazemos uma gestão de ponta a ponta de forma inclusiva e com métricas reais. São práticas verdadeiras de ESG, alinhadas aos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU)”, afirma a CEO da 4H, a arquiteta e urbanista Ana Arsky.

A 4H (4 Hábitos para Mudar o Mundo) foi criada em 2019, no Distrito Federal. É a primeira empresa do DF certificada pelo Sistema B – uma comunidade global de líderes que usam os seus negócios para a construção de um sistema econômico mais inclusivo, equitativo e regenerativo para as pessoas e para o planeta. “O pensar, o sentir e o agir estão alinhados para colocarmos em prática as intenções das empresas de serem melhores para o planeta. E isso começa com 4 hábitos: separar, reduzir, recuperar e multiplicar”, diz Ana.

Além do Sistema B, a 4H é membro do Instituto Capitalismo Consciente Brasil (ICCB) e da Humanizadas. Está presente no CUBO Itaú, o maior hub de startups da América Latina. É ainda membro cofundador do ∞labs, uma catalisadora de ecossistemas voltados para a economia infinita, uma nova onda de modelos de negócios que chega após o boom das startups. Já passou por programas de aceleração de instituições como Sebrae, Bossanova, Deloitte Brasil e UK,  B2Mamy, Distrito, Seed MG, FiNEP, FAP DF, Planeta Startup da Microsoft e RedeTV!, Amcham e Inovativa de Impacto da Certi.

“O próprio lixo financia o tratamento dele: é auto sustentável”, destaca Ana Arsky

Como funciona – O lixo é autodeclaratório no mundo inteiro e fabricantes de quaisquer produtos, ou até mesmo serviços, descartam resíduos que sobram de seus processos. A 4 Hábitos para Mudar o Mundo, ou apenas 4H, avalia e metrifica o que as companhias têm feito com seu lixo, sendo capaz de colocar em prática um novo processo envolvendo colaboradores, gestores e equipes parceiras. Desta forma, ao final da execução de seu trabalho de alinhamento das ações necessárias, faz com que o volume de recicláveis aumente consideravelmente.

Para isso, a 4H age em uma jornada dividida em seis etapas. Durante a avaliação (1) é feito, em apenas dois dias, um diagnóstico do potencial de resíduos do estabelecimento. Com o diagnóstico (2) em mãos, tem-se o resultado comparativo com cruzamento de dados dos últimos três meses. Em seguida, é a vez de configurar (3), quando é feita a implantação do suporte, equipamentos e estratégia para descarte correto. Durante o treinamento (4) é realizada a estruturação a partir da comunicação e capacitação presencial dos operadores e educação para os colaboradores. A seguir, na etapa de logística (5), é feita a trilha de coleta de resíduos com rastreabilidade e, então, na plataforma (6), é construído o painel de controle digital e estoque de documentação.

“Durante cada fase, setores diversos da empresa, como inovação, logística, RH e financeiro, são envolvidos no processo, tornando-o linear, consistente e eficaz”, conta Ana Arsky, cofundadora e diretora executiva da empresa.

A 4H faz toda a gestão, de ponta a ponta, gerindo os fluxos de  materiais e financeiros, tendo catadores treinados atuando no controle de qualidade. Com isso, ela auxilia a empresa a fortalecer verdadeiramente sua cultura de sustentabilidade. “Esses profissionais possuem habilidades únicas, em qualidade e agilidade. Devidamente remunerados nesse trabalho, o círculo virtuoso se completa e todos saem ganhando”, afirma Ana.

Essas mudanças não impactam apenas quem está diretamente envolvido no processo daquela empresa, mas também ajuda a reverter as mudanças climáticas e a promover igualdade social“Hoje, a grande maioria das empresas pagam para o serviço de coleta levar para o aterro seu lixo e gerar mais poluição, enquanto é possível, por meio do trabalho da 4H, que elas recebam pagamento pelo seu lixo reciclável possibilitando, ainda, melhorias expressivas na qualidade de vida dos catadores e de suas famílias que têm suas rendas ampliadas a partir do serviço de controle, além do reflexo positivo nas comunidades moradoras das periferias que circundam os aterros sanitários”, explica Ana.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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