spot_img
Home Blog Página 12

Cidade CSC reforça papel da inovação e da colaboração na transformação das cidades

0

Evento reuniu milhares de gestores públicos, especialistas e empresas, com destaque para as contribuições de Betha Sistemas, Tvex e Motiva

O Cidade CSC 2025 encerrou a edição 2025 na semana passada com a projeção de novos horizontes para a agenda urbana e as políticas públicas nas cidades brasileiras. Em sua edição comemorativa de 10 anos, o Cidade CSC reuniu, em três dias de evento, mais de 7.400 gestores públicos, representantes de empresas, consultores, urbanistas, acadêmicos, ONGs e especialistas em planejamento urbano.

Foram mais de 650 palestrantes, distribuídos em 27 palcos de conteúdo, 106 expositores e patrocinadores, 103 apoiadores e 271 horas de conteúdo. Além disso, representantes de 135 cidades brasileiras foram reconhecidos nas premiações do Cidade CSC, que incluíram a 11ª edição do Ranking CSC, os Selos CSC Cidades Inteligentes e Ecossistemas de Inovação, o Prêmio PMU e o Prêmio CSC.

“Nesta edição, a participação dos patrocinadores foi de especial importância pela colaboração estratégica na curadoria da programação”, diz a CEO da NECTA e idealizadora do Cidade CSC, Paula Faria. “São empresas que participam diretamente da construção de cidades cada vez mais inteligentes e conectadas”, continua. Paula se refere à Betha Sistemas, à Tvex e à Motiva, que este ano foram as patrocinadoras do evento.

A Betha Sistemas, patrocinadora do Cidade CSC 2025, levou ao evento uma ampla programação voltada à transformação digital da gestão pública. Sob o lema “O futuro das cidades é agora”, a empresa reforçou que a digitalização do governo só se consolida quando o cidadão percebe melhorias concretas na cidade. Na conferência, o CEO Aldo Garcia apresentou o mapa da transformação digital já em andamento nos municípios, destacando o impacto bilionário da burocracia e a necessidade de integrar serviços sob o conceito de governo como plataforma.

O BETHACON25, realizado dentro do evento, mostrou como a inteligência artificial já está presente nas soluções da companhia, aplicada a áreas como saúde, educação e gestão municipal. Prefeituras parceiras compartilharam cases de sucesso em Atibaia (SP), Resende (RJ), Criciúma (SC) e Lucas do Rio Verde (MT), evidenciando como o uso de dados e ferramentas digitais melhora a eficiência e apoia decisões estratégicas. A programação incluiu ainda debates sobre liderança feminina no setor público e apresentações de especialistas da Betha sobre temas como planejamento estratégico e gestão de processos (BPM). O encerramento ficou a cargo de Aldo Garcia e do diretor comercial Luciano Torres, que reforçaram o compromisso da empresa em aproximar governos e cidadãos por meio da inovação tecnológica.

Já a Tvex, contribuiu com os debates que envolveram o tema da eletromobilidade e da inovação sustentável, reforçando seu papel como parceira na construção de cidades mais inteligentes e verdes. No painel “Experiências de Sucesso em Eletromobilidade no Brasil”, a prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, e Fabrício Pietrobelli, especialista em mobilidade sustentável, compartilharam cases reais da adoção de veículos elétricos no país, apontando caminhos para superar os desafios da transição. A sessão foi moderada pelo CEO da Tvex, Cadu Souza, que destacou o papel da empresa no avanço da mobilidade elétrica.

Leia também: Codemge. Abrindo caminhos pra Minas crescer

Outro momento de destaque foi o debate “Inovação Sustentável: Soluções Concretas para Melhorar a Vida nas Cidades”, que reuniu Dominic Schmal (EDP), Claudia Pires (So+ma) e o próprio Cadu Souza, com moderação de Andiara Druzian (Cidade Center Norte). O painel discutiu iniciativas em logística verde, gestão de resíduos, mobilidade e energia limpa, evidenciando como parcerias entre empresas e governos podem ampliar o impacto positivo dessas soluções no dia a dia urbano.

Outra empresa que se destacou no Cidade CSC em 2025 foi a Motiva, que participou de diversos painéis da programação com relevantes contribuições relacionadas à transformação da mobilidade urbana e ao fortalecimento de parcerias público-privadas como motor de inovação nas cidades brasileiras.

Entre os destaques, o painel “Conectando modos: integração entre transporte público e mobilidade ativa” reuniu representantes de prefeituras e contou com a participação de Marcela Costa, consultora de desenvolvimento de negócios da Motiva, que reforçou a importância da intermodalidade entre bicicletas, patinetes, pedestres e transporte coletivo. Outro destaque foi a apresentação do Estudo Nacional de Mobilidade Urbana, conduzido pelo BNDES e Ministério das Cidades, em que Marcela Costa novamente representou a Motiva, destacando o papel da empresa no apoio à mobilidade sustentável.

Leia também: Connected Smart Cities anuncia vencedores do Prêmio Parque da Mobilidade Urbana 2025

Na sessão sobre transporte coletivo e transição energética, o debate teve como um dos protagonistas Francisco Pierrini, diretor de Operações, Engenharia e QSSMA da Motiva, que apresentou a experiência da empresa no avanço da descarbonização com ônibus elétricos e tecnologias limpas. Outro ponto alto foi o painel “Planejar para transformar: mobilidade e desenvolvimento urbano”, no qual Antônio Márcio, diretor da Unidade de Negócios da Motiva, discutiu como integrar planos diretores e políticas de mobilidade para cidades mais acessíveis e sustentáveis.

A discussão sobre qualidade no transporte coletivo contou com a participação de João Pita, diretor comercial de mobilidade da Motiva, que defendeu inovação, conforto e pontualidade como prioridades para melhorar a experiência do usuário. No painel “Mobilidade inteligente: tecnologia para um trânsito mais seguro”, Neucélia Cevalhos Messias, gerente do Centro de Controle e Operação da Motiva, apresentou como ferramentas de IoT, semáforos inteligentes e analytics estão apoiando a gestão de tráfego.

Já na mesa sobre drones em serviços públicos, Marcius Faria Moreno, diretor de operações aeroportos da Motiva, mostrou aplicações reais da tecnologia em logística, vigilância e emergências. Na temática das PPPs e concessões municipais, Tiago Terra, gerente executivo de desenvolvimento de negócio da Motiva, explicou os benefícios dos modelos de parceria para o desenvolvimento urbano. O debate sobre estruturação de projetos teve ainda a contribuição de Marcus Rosa, diretor financeiro e de desenvolvimento de negócios da Motiva, ressaltando aspectos técnicos e regulatórios para dar segurança e atratividade aos investimentos.

Por fim, no painel sobre o papel da B3 na governança das concessões, Juliana Criscuolo, diretora jurídica de mobilidade da Motiva, destacou como a transparência e a segurança jurídica fortalecem a relação entre municípios e investidores. Já no debate sobre governança e controle, Gabriel Jacondino, gerente executivo de contratos e concessões da Motiva, tratou dos desafios de monitoramento, inovação contratual e fiscalização ao longo da vida útil dos contratos.

Com a presença ativa de seus executivos e executivas, a Motiva consolidou sua atuação como agente estratégico na construção de soluções de mobilidade e infraestrutura urbana, conectando inovação tecnológica, sustentabilidade e novos modelos de governança.

Marco Legal do Transporte Público é tema de debate na TV Câmara

0

Programa “Expressão Nacional” abordou diversos tópicos do projeto de lei

O Marco Legal do Transporte Público Coletivo foi tema do programa “Expressão Nacional”, da TV Câmara, exibido nesta quarta-feira (8). A proposta, aprovada no Senado Federal e que segue em tramitação na Câmara dos Deputados, busca modernizar o setor e transformar o papel do Governo Federal, dos estados e dos municípios na oferta do transporte coletivo no país.

Representando o Ministério das Cidades, o coordenador-geral de Regulação da Mobilidade Urbana, Antonio Espósito, destacou que a construção de políticas públicas efetivas depende da integração entre os diferentes níveis de governo.

“A mobilidade urbana exige um nível de coordenação muito grande. E o passageiro não quer saber se ele está saindo de um ônibus municipal e entrando em um estadual ou em um federal. Ele quer ter um transporte confortável, eficiente e rápido e que seja integrado, a ponto de garantir que ele vai chegar ao terminal. O nosso desafio é esse”, afirmou.

Durante o debate, Espósito também abordou temas como a redução tarifária, reforçando que o Governo Federal pode contribuir para apoiar os municípios dentro de suas respectivas realidades.

“O Brasil é muito diverso, mais de mil municípios têm transporte coletivo, com características diferentes. O Marco Legal é uma proposta que deixa bem definido para o prefeito as fontes de recurso que ele terá e o que poderá fazer com isso”, explicou.

O representante do Ministério das Cidades ressaltou ainda que o país enfrenta gargalos estruturais no transporte público, que passam pela qualificação de projetos e pelo melhor aproveitamento dos recursos disponíveis. Ele lembrou que a pasta está desenvolvendo o Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), em parceria com o BNDES, com o objetivo de identificar e estruturar uma carteira de projetos prioritários, voltada à formação de uma rede de transporte integrada e otimizada.

“Na maioria das capitais e centros urbanos do país, houve um crescimento desordenado de linhas de transporte e, hoje, vemos uma competição entre o ônibus e o trilho quando, na verdade, um deveria alimentar o outro. Então, antes da redução de tarifa, é preciso racionalizar a rede que temos. O ENMU estuda isso nas 21 maiores regiões metropolitanas do Brasil”, completou Espósito.

Também participaram do programa os deputados federais Jilmar Tatto e Julio Lopes, além do diretor executivo da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), Marcos Bicalho, que contribuíram com visões complementares sobre o papel do setor privado e o desafio de garantir transporte público de qualidade em todo o país.

Fonte: Ministério das Cidades

Maior investimento em infraestrutura favorece aumento na produção de 1,5% a 3,5%, calcula FMI

0

O Fundo Monetário Internacional (FMI) afirma que redirecionar os gastos públicos pode gerar ganhos significativos na produção, no capítulo do Monitor Fiscal publicado nesta terça-feira, intitulado “Gastos mais inteligentes: como gastos públicos eficientes e bem alocados podem impulsionar o crescimento econômico”.

No texto, o FMI exemplifica que aumentar o investimento em infraestrutura em 1% do Produto Interno Bruto (PIB) está associado a um aumento na produção de cerca de 1,5% nas economias avançadas e de 3,5% nos mercados emergentes e economias em desenvolvimento a longo prazo. A organização pondera que, da mesma forma, os gastos públicos com educação podem ter benefícios substanciais a longo prazo.

Leia também: Eletrificação das frotas: um caminho estratégico para cidades mais inteligentes e sustentáveis

“Realocar 1% do PIB do consumo governamental para o capital humano público pode elevar a produção em 3% nas economias avançadas e 6% nos mercados emergentes e economias em desenvolvimento”, explica.

Ainda, de acordo com o FMI, fechar “lacunas na eficiência dos gastos públicos” amplifica ganhos na produção em mais 1,5% nas economias avançadas e de 2,5% a 7,5% nos mercados emergentes e economias em desenvolvimento a longo prazo.

Fonte: UOL

Ações em benefícios das cidades são destaque no Senado

0

Ministro Jader Filho detalhou atuação da pasta durante debate na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo

Os grandes avanços do Ministério das Cidades desde sua recriação, em 2023, foram apresentados nesta terça-feira (7), na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) do Senado Federal. Durante a participação na audiência pública sobre políticas de desenvolvimento urbano sustentável, o ministro Jader Filho detalhou a atuação das cinco secretarias que compõem o órgão, de habitação, mobilidade, saneamento ambiental, periferias e desenvolvimento urbano e metropolitano, e valorizou a importância do trabalho.

“O Brasil é um dos poucos países do mundo que tem um ministério das cidades e 70% da população brasileira vive nas cidades. Então, como queremos que essas pessoas vivam bem se a gente não levar infraestrutura para onde elas estão? Se nós queremos cuidar do país, nós precisamos iniciar a partir das cidades. As pessoas não vivem no Brasil ou nos estados, elas vivem nas cidades, e é lá que a infraestrutura tem que chegar”, evidenciou o ministro.

Jader Filho tratou sobre conquistas, desafios, diretrizes e oportunidades no âmbito do Ministério das Cidades, bem como os resultados concretos para promover cidades melhores pelo país. Os investimentos da pasta beneficiaram 3.617 municípios pelo Brasil e movimentaram R$ 78,3 bilhões em recursos.

Habitação

Dentro do Ministério das Cidades, o Minha Casa, Minha Vida, conduzido pela Secretaria Nacional de Habitação, segue como o maior programa habitacional da história do Brasil. A política soma 9 milhões de moradias contratadas desde 2009, mas foi retomada com novas melhorias e benefícios em 2023, com 1,8 milhão de casas contratadas desde então e R$ 285,1 bilhões investidos.

“O presidente Lula estabeleceu como meta no início do mandato um total de 2 milhões de casas contratadas em quatro anos. Nós vamos chegar ao número estabelecido no final de 2025, com um ano de antecedência. Nós já aumentamos essa meta para 3 milhões, então queremos chegar em dezembro de 2026 com esse número”, ressaltou o ministro.

O ministro também detalhou as linhas de atendimento do Minha Casa, Minha Vida, explicando os subsídios do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), Entidades, Rural, Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS), além dos recursos do FGTS, o Minha Casa, Minha Vida Cidades, o Classe Média e o Pró-Moradia.

Mobilidade

No âmbito da Secretaria Nacional de Mobilidade, o ministro destacou os R$ 45,5 bilhões selecionados em propostas de mobilidade urbana e renovação de transporte público no Novo PAC, que irão promover obras de vias exclusivas, VLT, metrô, corredores, ciclovias, terminais e abrigos, além da compra de ônibus elétricos, a gás e veículos sobre trilhos.

Existem grandes obras em andamento pelo Brasil, como a expansão da Linha 2 em São Paulo (SP), com investimento de R$ 7,2 bilhões, e a implantação da Linha Leste do metrô de Fortaleza (CE), com R$ 1,66 bilhões em recursos do OGU e R$ 2,15 bilhões do FIN. Entre as obras entregues, o ministro citou como exemplo o BRT TransBrasil, no Rio de Janeiro (RJ), o BRT Lapa Iguatemi, em Salvador (BA), e o BRT Campinas (SP), que promoveram melhorias significativas nos municípios.

“Muitas dessas obras estavam paralisadas, mas foram retomadas e entregues no mandato do presidente Lula. Não são obras contratadas recentemente, são do PAC 1 e PAC 2, há mais de uma década travadas por falta de recursos ou problemas que aconteceram ao longo do tempo”, disse o ministro.

Saneamento

Na Secretaria Nacional de Saneamento, o orçamento em projetos de saneamento básico no Novo PAC chega a R$ 50,5 bilhões, com programas de drenagem, manejo de águas, esgoto e resíduos que beneficiaram mais de 800 municípios. São ao todo 1.092 contratos ativos desde 2023, com R$ 24 bilhões em investimentos ativos e R$ 60 bilhões na carteira de debêntures incentivadas.

“Para que o Marco Legal do Saneamento de fato aconteça, nós temos que incentivar as debêntures para que as concessionárias públicas e privadas vão até ao mercado e façam a captação de recursos para poder fazer os investimentos que são necessários”, salientou.

As principais obras entregues foram de esgotamento sanitário no Rio de Janeiro (RJ), reservatórios de amortecimento de cheias em Belo Horizonte (MG) e estação de tratamento de esgoto em Belém (PA), enquanto seguem em andamento a implantação do sistema de esgotamento sanitário da Zona Norte de Natal (RN), manejo de águas pluviais em Lauro de Freitas (BA) e obras de saneamento integrado e urbanização em Fortaleza/Maracanaú (CE).

Periferias

Inovação do atual governo federal, a Secretaria Nacional de Periferias coloca as periferias no centro das prioridades e tem destaque com R$ 12,9 bilhões selecionados para urbanização de favelas e contenção de encostas no Novo PAC, com programas de urbanização de favelas, regularização fundiária urbana e prevenção e mitigação de riscos. Atualmente estão ativos 47 projetos de ação de favelas, 365 de regularização fundiária e melhorias e 86 de contenção de encostas.

“O orçamento para prevenção encaminhado antes da PEC da Transição tinha R$ 7 milhões de reais para todas as obras do Brasil, novas ou velhas. Isso não dava nem para manter uma obra do Ministério das Cidades em ação. Hoje uma só obra de contenção de encostas em Manaus tem orçamento de R$ 60 milhões. Depois da PEC da Transição, esse valor total passou de R$ 7 milhões para R$ 264 milhões, e, no primeiro orçamento do presidente Lula, o número cresceu para R$ 536 milhões. É preciso dar prioridade para um tema tão urgente”, refletiu o ministro.

A secretaria de Periferias também promove programas como o CEP para Todos, a Caravana das Periferias, o Prêmio Periferia Viva, o geoportal Mapa das Periferias, a plataforma Nós Periféricos e o programa de Regularização Fundiária Urbana.

Desenvolvimento urbano e metropolitano

Voltada para o desenvolvimento urbano integrado, a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano conta com R$ 1,2 bilhão para o desenvolvimento das cidades, 368 obras em andamento pelo país e 19 contratos do Pró-Cidades em curso. A pasta também coordena o programa Capacidades, com cursos gratuitos em desenvolvimento urbano, habitação, mobilidade, periferias e saneamento, somando mais de 98 mil inscritos e 36,8 mil certificados em 2025.

“Precisamos divulgar as linhas de financiamento para os municípios. Temos prefeitos que vão até os deputados desesperados atrás de emendas parlamentares, mas temos aqui a oportunidade para os municípios que estão com as contas em dia poderem pegar financiamento para fazer o projeto que eles quiserem. Se o município tiver capacidade de tomar o financiamento, ele terá quatro anos de carência para começar a pagar a primeira parcela, 8% ao ano e 20 anos para pagar”, detalhou Jader Filho.

Fonte: Ministério da Cidades

Eletrificação das frotas: um caminho estratégico para cidades mais inteligentes e sustentáveis

0

Do pioneirismo hidrelétrico à mobilidade elétrica: o Brasil na liderança da transição energética

O Brasil tem uma trajetória única no uso de energias limpas para geração de eletricidade. Ao longo de sua história, ao invés da queima de carvão e de outras fontes poluentes, optou pela força de seus rios para construir usinas hidrelétricas que suportaram, durante muito tempo, as necessidades de sua população. Desde sua inauguração, Itaipú, agora com 40 anos, foi reconhecida mundialmente como a maior usina do mundo, mostrando a força da engenharia e a capacidade de inovação da sociedade brasileira. 

Em um momento no qual os desafios ambientais estão estimulando a transição energética em larga escala, essa opção pela energia limpa coloca o país em vantagem. Mais de 80% da eletricidade gerada no país vem de fontes renováveis, contra pouco mais de 25% da média global. As hidrelétricas respondem pela maior parte dessa matriz, mas, nos últimos anos, houve um crescimento expressivo das fontes solar e eólica, diversificando a base energética nacional. Além dos rios, o Brasil também tem uma posição geográfica privilegiada em relação aos ventos e à incidência da luz do sol.

Esse potencial e a experiência acumulada mostram que o país tem capacidade de integrar diferentes soluções e de aproveitar seus recursos naturais e sua infraestrutura existente. Trata-se de uma posição estratégica com excelente potencial de contribuir com o desenvolvimento, em um momento em que a transição energética se tornou prioridade e, ao mesmo tempo, um diferencial competitivo em todo o mundo.

Esse diferencial começa a tomar forma nos diferentes projetos de transformação energética e digital que surgem pelo país. Recentemente, a Prefeitura de São Paulo deu um passo importante ao anunciar um programa de mobilidade elétrica que visa substituir sua imensa frota de ônibus movida a combustíveis fósseis. O projeto reforça a posição da cidade como referência em políticas de descarbonização e mostra que há condições para expandir esse movimento, alcançando mais municípios e beneficiando milhões de pessoas.

A transição energética no transporte é o processo de substituição de combustíveis fósseis por fontes de energia mais limpas, em consonância com as diretrizes globais de descarbonização e os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Mas eletrificar frotas em larga escala não é apenas uma questão de substituir motores a combustão por baterias. Envolve uma transformação estrutural que requer planejamento urbano, integração com a matriz elétrica e investimentos robustos em infraestrutura. 

Por isso, Sistemas de Armazenamento de Energia em Baterias (BESS, na sigla em inglês), integrados a carregadores ultrarrápidos e redes inteligentes, são parte fundamental dessa equação. Esse modelo permite superar gargalos técnicos e energéticos, como a necessidade de grandes obras de adequação da rede da concessionária de energia. Uma única unidade BESS, por exemplo, pode multiplicar em até seis vezes a capacidade de recarga de uma garagem.

Essas soluções, já testadas em metrópoles globais como Shenzhen, na China, conhecida por sua frota de ônibus 100% elétrica, são plenamente adaptáveis à realidade brasileira. A inteligência artificial, embarcada nessas tecnologias, permite a gestão da distribuição de energia, a programação de carregamento e a manutenção preditiva das baterias, além de monitorar a frota como um todo, maximizar a eficiência, prolongar a vida útil dos equipamentos e racionalizar a operação pela cidade.

Para além da sustentabilidade, a mobilidade elétrica é um fator de competitividade econômica. Cidades que investem em infraestrutura inteligente e verde se tornam mais atrativas para investimentos e aumentam sua produtividade ao reduzir o tempo gasto em congestionamentos e melhorar a logística. A competição saudável entre as cidades do mundo, pautada pela inovação e eficiência, fomenta a eletrificação e digitalização do transporte coletivo.

Nesse contexto, a adoção da nova mobilidade elétrica está intimamente ligada a decisões políticas, visão estratégica, planejamento de longo prazo e coordenação intersetorial entre órgãos públicos. Algumas ações práticas podem incluir a integração da eletrificação da frota e da infraestrutura de recarga nos planos diretores; a criação de mecanismos de incentivo, como isenções fiscais ou subsídios, para facilitar a transição das frotas e o estabelecimento de parcerias público-privadas que compartilhem investimentos e riscos. 

O Brasil, que já demonstrou ao mundo sua capacidade de inovar em energia limpa, tem agora a oportunidade de liderar a transformação da mobilidade elétrica entre as cidades latino-americanas. Para isso, será fundamental fortalecer parcerias entre governos, empresas de tecnologia e operadores de transporte, criando modelos sustentáveis que possam ser replicados em diferentes regiões. O momento é de agir. Ao adotar soluções de ponta em armazenamento, carregamento e digitalização, nossas cidades poderão oferecer transporte público mais limpo, eficiente e conectado — um legado tão transformador quanto o das hidrelétricas que marcam a história energética brasileira.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities. 

Como o turismo pode ajudar a preservar áreas naturais?

0

De safáris no Pantanal a recifes no Nordeste e roteiros de observação de aves, exemplos mostram como o turismo planejado pode gerar renda, empregos e conservação ambiental.

Muita gente associa o turismo apenas ao lazer, mas a realidade mostra que quando planejado com critérios, ele também pode funcionar como política de conservação.

No Brasil, parques nacionais e iniciativas privadas oferecem pistas desse potencial.

No Pantanal, o Onçafari se tornou referência ao transformar a onça-pintada em ativo econômico e símbolo de conservação. A iniciativa estruturou safáris fotográficos e pesquisa de campo, aproximando fazendeiros e comunidades do maior felino das Américas.

“O Onçafari demonstrou que as onças valem mais vivas do que mortas, através do ecoturismo”, afirma ao g1 Mario Haberfeld, fundador e CEO.

Ele explica que o processo de habituação faz com que os animais deixem de ver os veículos como ameaça e que isso atrai visitantes do mundo todo, gerando renda e novas oportunidades.

“A comunidade se beneficia ao perceber que a onça-pintada viva tem mais valor do que morta.”

E a mudança é percebida também na renda local. Segundo Haberfeld, ex-peões de gado foram treinados como guias e viram a remuneração crescer, enquanto proprietários passaram a diversificar o negócio com o ecoturismo, sem abandonar a pecuária.

O fundador da iniciativa ressalta, no entanto, a importância de regras claras para evitar interferências no comportamento dos animais e preservar a qualidade da experiência.

Para ele, o modelo é replicável em outros biomas, com adaptações de acordo com espécie e ambiente, e já avança com lobos-guará no Cerrado.

Outros modelos

Em Bonito, no Mato Grosso do Sul, o limite diário de visitantes e a cobrança de taxa de conservação ajudam a manter rios, trilhas e cavernas preservados.

Já em Maragogi, em Alagoas, turistas participam do plantio de “bebês-corais” nos recifes, contribuindo para a recuperação marinha.

Em Santa Catarina, o Instituto Alouatta soma mais de 25 mil participantes em trilhas e ações de educação ambiental.

E em comunidades quilombolas como Alto do Santana, em Goiás, e Laranjituba, no Pará, o turismo valoriza cultura, culinária e o território tradicional, com impacto direto na renda.

Outro exemplo é o chamado aviturismo, que amplia esse leque ao se apoiar na ciência-cidadã e na capilaridade de observadores pelo país.

“O Brasil tem um elevado número de espécies de aves (cerca de 1971) e um grande número de endemismos – Aves que ocorrem somente no brasil (293)”, diz Guto Carvalho, criador e organizador do AvistarBrasil, maior feira de aves da América Latina.

Ele vê uma base estruturante na rede de observadores e em uma rede de operadores de qualidade internacional, além da infraestrutura aérea que conecta destinos de Norte a Sul.

“Esse conjunto de fatores são estratégicos para o desenvolvimento do turismo de observação de aves.”

Por isso, Carvalho compara o potencial econômico do modelo ao de safáris africanos, com diferenças de escala e contexto. Para ele, o birdwatching pode ir além por ocorrer em áreas naturais e também urbanas, alcançar diversos habitats e mobilizar um hobby global.

“Há pesquisas que citam até 90 milhões de observadores. Além disso, há que considerar o público brasileiro, o turismo doméstico que é crescente. O WikiAves, portal brasileiro de aves, já registra mais de 6 milhões de fotografias em seus arquivos, o que dá uma boa dimensão do potencial doméstico.”

Agora para transformar todo esse potencial em desenvolvimento local, especialistas enfatizam a necessidade de regras de visitação, monitoramento de fauna, participação das comunidades e reinvestimento em manejo e infraestrutura.

Carvalho, por exemplo, defende políticas públicas que qualifiquem guias, lodges e serviços, fomentem abrigos de observação, aproximem unidades de conservação das comunidades do entorno e derrubem barreiras como a taxação de binóculos, apontada como entrave ao crescimento do setor.

Fonte: G1

Lula pede fim do tarifaço e Trump diz que dois países vão ‘se dar bem juntos’; o que se sabe da conversa

0

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou com o presidente americano, Donald Trump, por videoconferência nesta segunda-feira (6/10).

Lula pediu a Trump a retirada da tarifa de 40% imposta aos produtos brasileiros e das medidas restritivas aplicadas contra autoridades brasileiras, como a cassação de vistos e aplicação de sanções financeiras contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Segundo a BBC News Brasil apurou com uma fonte do Palácio do Planalto, a videoconferência aconteceu a pedido do lado americano.

De acordo com essa fonte, durante a conversa desta segunda-feira, Lula foi quem sugeriu que ele e Trump se encontrassem pessoalmente. O presidente americano teria concordado em seguida.

Lula, então, sugeriu três possibilidades para esse encontro.

A primeira seria o encontro dos dois durante a cúpula da Asean, na Indonésia, no fim de outubro. Lula confirmou presença no evento. Trump ainda não confirmou sua ida ao país asiático.

A segunda possibilidade seria uma remota ida de Trump à 30ª Conferência da Organização das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-30), em Belém, em novembro.

A terceira possibilidade é uma visita de Lula aos Estados Unidos.

De acordo com essa fonte ouvida pela BBC News Brasil, o encontro na Indonésia tem mais chances de acontecer de fato.

A BBC News Brasil apurou também que Trump não teria respondido diretamente ao pedido de Lula para a retirada das tarifas e das sanções econômicas e de vistos a autoridades brasileiras, como o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, alvo de sanções da lei global Magnitisky.

O presidente americano teria se limitado a dizer que o tema seria conduzido pelas equipes técnicas dos dois países.

Representantes de Trump buscaram os de Lula na semana passada para fazer os acertos.

Uma nova conversa entre os dois presidentes era esperada desde que eles se encontraram pessoalmente durante a Assembleia da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York, quando Trump disse que houve uma “química excelente” entre os dois.

Em nota, o Planalto afirmou que a conversa ocorreu por 30 minutos “em tom amistoso” e informou que ambos concordaram em se encontrar pessoalmente “em breve”.

“O presidente Lula aventou a possibilidade de encontro na Cúpula da Asean, na Malásia; reiterou convite a Trump para participar da COP30, em Belém (PA); e também se dispôs a viajar aos Estados Unidos.”

Trump não quis estabelecer uma nova data de encontro, mas determinou que as tratativas para isso continuem por meio dos assessores.

Na conversa, em tom amigável, Trump chegou a comentar que estava mal humorado na Assembleia da ONU com os problemas na escada rolante e no teleprompter e que a interação com Lula teria sido o lado positivo: “Pelo menos a ONU serviu para alguma coisa”, disse, segundo o relato da mesma fonte.

Na conversa, Trump admitiu que os Estados Unidos estão “sentindo falta” de alguns produtos brasileiros afetados pelo tarifaço, e citou especificamente o café.

Ao comentar sobre o assunto na rede Truth Social, Trump disse que teve “uma ótima conversa telefônica” com Lula.

“Discutimos muitos assuntos, mas o foco principal foi a economia e o comércio entre nossos dois países. Teremos novas discussões e nos encontraremos em um futuro não muito distante, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Gostei da conversa — nossos países se darão muito bem juntos!”

Participaram, do lado brasileiro, o vice-presidente Geraldo Alckmin, os ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores), Fernando Haddad (Fazenda), Sidônio Palmeira (Comunicação) e o assessor especial Celso Amorim.

“O presidente Lula descreveu o contato como uma oportunidade para a restauração das relações amigáveis de 201 anos entre as duas maiores democracias do Ocidente”, diz a nota.

“[Lula] Recordou que o Brasil é um dos três países do G20 com quem os Estados Unidos mantêm superávit na balança de bens e serviços.

Ainda segundo o Planalto, Trump designou o secretário de Estado americano, Marco Rubio, para dar sequência às negociações com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o chanceler Mauro Vieira e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT).

Ao falar com jornalistas no início da tarde, Alckmin disse que a conversa foi “boa, descontraída, proveitosa e longa”.

“Foi melhor até do que nós esperávamos, então estamos muito otimistas que a gente vai avancar”, disse Alckmin.

“Vamos avancar para o ganha-ganha nesta relação com investimentos recíprocos e equacionamento da questão tarifária”, declarou.

“Agora, teremos seus dedobramentos, com conversas entre o próprio presidente Lula e o presidente Trump, que até trocaram seus telefones pessoais, e entre as equipes.”

Mais cedo, Haddad já havia dito à imprensa que o encontro foi “positivo”.

Questionada sobre a conversa, a Casa Branca ainda não respondeu à BBC News Brasil.

Na rede social X, o ex-ministro da Secretaria de Comunicação do governo de Jair Bolsonaro (PL), o advogado Fábio Wajngarten, afirmou que a conversa entre os presidentes “não quer dizer absolutamente nada”.

“A mera ligação entre chefes de estado que pensam e atuam de maneira absolutamente contrastantes não quer dizer absolutamente nada”, escreveu ele.

“Passados 10 meses para esse contato de hoje, somente evidencia o quanto a política externa atual é retrógrada, lenta e sem nenhuma tecnicidade.”

Demora para o encontro

Passaram-se mais de dez dias desde que Trump mencionou em seu discurso na Assembleia da ONU a possibilidade de um encontro com Lula.

Na ocasião, o republicano disse que um encontro poderia acontecer na “semana que vem”, prazo que terminou no sábado (4/6).

Naquele dia, em 23 de setembro, Trump contou que havia interagido com Lula por “39 segundos” nos bastidores da assembleia, em Nova York.

O americano, que discursou logo após o brasileiro, disse diante do plenário da ONU que ambos tiveram uma “química excelente”, trocaram um abraço e combinaram o encontro.

Em seguida, Lula disse em entrevista coletiva que estava “otimista” com o encontro e que esperava que a conversa fosse “civilizada”.

Havia um temor de que um eventual encontro entre ambos poderia terminar com Trump constrangendo Lula, como ocorreu com o presidente da Ucrânia Volodymyr Zelensky, e o presidente sul-africano Cyril Ramaphosa.

“Trump faz 80 anos em junho do ano que vem. Eu faço 80 anos em outubro desse ano. Não há por que ter brincadeira numa relação entre dois homens de 80 anos de idade. Eu vou tratá-lo com o respeito que merece o presidente dos Estados Unidos, e ele certamente vai me tratar com o respeito que merece o presidente da República Federativa do Brasil”, disse Lula na ONU.

Sobre o que poderia estar na mesa de negociação, o mandatário brasileiro mencionou os minerais de terras raras.

“Queremos discutir com mundo inteiro nossos minerais críticos, queremos que empresas que queiram explorar vão para o Brasil”, disse Lula, reforçando que as companhias interessadas devem realizar o processo industrial no Brasil e não apenas exportar os minérios.

“Tenho lido bastante. Estou estudando pra ninguém me enganar”, brincou o presidente.

Essa reunião formal entre Lula e Trump foi a primeira depois da escalada da tensão entre os dois países desencadeada pela tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, anunciado pelo americano no início de julho.

A conversa representa uma oportunidade de destravar negociações.

Há meses, o governo americano vem impondo tarifas comerciais e outras medidas contra o Brasil em resposta ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro — que é aliado ideológico de Trump e foi condenado em setembro pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e três meses de prisão por golpe de Estado após perder a eleição de 2022.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho de Jair Bolsonaro, mudou-se para os Estados Unidos neste ano e desde então tem se empenhado em articulações junto à Casa Branca por sanções ao Brasil, tentando pressionar pela absolvição e anistia do pai.

As sanções mais recentes foram anunciadas pelos EUA apenas um dia antes do aceno de Trump na ONU: Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro do STF Alexandre de Moraes, e a empresa LEX – Instituto de Estudos Jurídicos, que pertence à família do magistrado, foram submetidas à Lei Magnitsky, que pune estrangeiros considerados pelo governo americano como autores de graves violações de direitos humanos e práticas de corrupção.

Desde o início, Trump deixou claro que as medidas contra o Brasil tinham natureza política e se referiu diversas vezes ao julgamento de Bolsonaro como uma “caça às bruxas”.

Com reportagem adicional de Leandro Prazeres, da BBC News Brasil em Brasília.

Fonte: BBC Brasil

Como a IA do Google pode ajudar a planejar seu voo e economizar

0

Modo Inteligência Artificial do Google ajuda viajantes a planejarem o voo e economizar com valores de passagem em tempo real

No começo de setembro, o Google lançou o Modo IA, uma nova forma de usar a inteligência artificial para as buscas online. Agora, é possível fazer perguntas elaboradas, mais parecidas com a maneira como pensamos em vez de usarmos termos-chave.

Isso pode ser útil ao planejar viagens, desde a escolha das datas mais favoráveis até a busca pelos menores preços.

Mas, antes de continuarmos, vale lembrar que a inteligência artificial pode errar e é sempre bom confirmar as informações apresentadas.

Como acessar?

Na página inicial do Google, ao digitar os critérios no campo de pesquisa, do lado direito estará o botão Modo IA. Caso já tenha feito a busca, no topo da página, abaixo do campo de busca, aparecerá a opção Modo IA.

Ao clicar nele, você será direcionado para uma página de conversa com a inteligência artificial, similar à do ChatGPT. A partir desse momento, basta continuar a conversa naturalmente, fazendo perguntas e tirando dúvidas diretamente na plataforma.

Como economizar?

Uma forma de buscar voos mais baratos é perguntando isso diretamente para a inteligência artificial. Mas, é possível ir além.

Um caso prático é a busca por um voo para o Réveillon em alguma capital do Nordeste. Pode ser feita a seguinte busca:

“Quero passar o Révelilon em uma capital do Nordeste, em uma viagem de pelo menos cinco noites com minha família. Me ajude a encontrar os três destinos com voos mais baratos, listando preços e datas em uma tabela comparativa saindo de São Paulo”
Prompt usado no Modo IA do Google

No caso da busca realizada, ela retornou os destinos abaixo:

  • Maceió: de 30/12/2025 a 03/01/2026 por R$ 2.451 (ida e volta)
  • Salvador: de 30/12/2025 a 03/01/2026 por R$ 3.029 (ida e volta)
  • Recife: de 30/12/2025 a 03/01/2026 por R$ 3.083 (ida e volta)

Após decidir qual destino (escolhi Maceió como exemplo), pedi as opções apenas para aquele destino:

“Considerando apenas a opção mais barata, faça uma tabela comparativa de voos entre empresas e datas com ao menos dez opções” Prompt usado no Modo IA do Google

Na resposta, os preços mais baixos nem sempre correspondem às melhores opções de voo. A própria inteligência artificial coloca observações, como conexões, duração total do voo e outras relevantes.

Imagem: UOL/Reprodução/Modo IA do Google

A partir desse ponto, o usuário pode usar a ferramenta que preferir para efetuar a compra, como o próprio Google Flights e similares, ou diretamente no site da empresa aérea ou agência de viagens.

É confiável?

Como toda informação fornecida por uma inteligência artificial, é preciso ficar atento às respostas. Há pouco tempo, ficou famoso o caso de uma viajante que programou a viagem por meio de uma inteligência artificial e, ao chegar ao destino, foi barrada por falta de visto (a IA havia dito que não seria necessário).

Ainda assim, nos testes realizados pelo UOL durante a última semana, os valores foram fiéis àqueles apresentados no momento da compra. Por isso, é preciso ficar atento nessa hora de adquirir a passagem.

Como é com outras IAs?

A reportagem do UOL testou outras inteligências artificiais, mas apenas o Modo IA do Google retornou voos atualizados e com os valores em tempo real. Um dos maiores diferenciais é a integração com o sistema agregador do buscador, o Google Flights, embora o Modo IA também pesquise em tempo real em outros sistemas.

ChatGPT, Qwen, Deepseek, Claude e Perplexity apresentaram limitações em nossos testes. Grande parte pelo fato de que suas memórias são baseadas apenas em fatos passados e muitas vezes não têm acesso em tempo real à internet.

Nos testes, o Copilot, da Microsoft, retornou preços que não refletiam a alta temporada, mas isso não seria uma limitação geral. Por fim, testamos o sistema Manus, que executou a tarefa de forma automatizada. Entretanto, além de demorar muito (o mesmo que fazer manualmente a busca em diversos sites), a versão gratuita não oferece créditos suficientes, o que impede a geração da resposta no mesmo dia.

Fonte: UOL

Energia limpa ganha novas usinas fotovoltaicas no centro do Rio Grande do Norte

0

Com investimento estimado de R$ 569 milhões, empreendimento do Novo PAC soma 117,5 MW de capacidade instalada

O Complexo Fotovoltaico Dunamis entrou em operação no dia 24 de setembro, no município de Santana do Matos (RN). Composto por 36 unidades geradoras, distribuídas em quatro usinas – Dunamis I a IV –, o empreendimento soma 117,54 megawatts (MW) de capacidade instalada.

O projeto, que faz parte do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) do Governo Federal, conta com um investimento estimado de R$ 569 milhões, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social da região.

A conexão do complexo à Rede Básica ocorre por meio de instalações de interesse restrito, composta por uma subestação elevadora e uma linha de transmissão em 230 kV, em circuito duplo, com aproximadamente 100 metros de extensão.

O licenciamento ambiental foi conduzido pelo Instituto do Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (IDEMA-RN), que emitiu as Licenças de Operação (LO) para as usinas e para a linha de transmissão associada.

Fonte: Agência gov

Barretos lidera Ranking Connected Smart Cities 2025 no Eixo Saúde, Agricultura Local/Urbana e Segurança Alimentar

0

Cidade passou da 48a colocação em 2024 para a 33ª em 2025

Com pouco mais de 126 mil habitantes, a cidade de Barretos (SP) é o grande destaque do eixo  Saúde, Agricultura Local/Urbana e Segurança Alimentar no Ranking Connected Smart Cities 2025. No cômputo geral do levantamento, a localidade passou da 48a colocação em 2024 para a 33a em 2025. O primeiro lugar na classificação geral do levantamento ficou com a cidade de Vitória (ES) e o segundo foi para Florianópolis (SC).

O anúncio dos 10 finalistas da 11ª edição do Ranking Connected Smart Cities movimentou o primeiro dia do evento em São Paulo. Divulgado em 23 de setembro, o levantamento — considerado a principal referência nacional para medir o grau de evolução das cidades brasileiras — analisa 75 indicadores em 13 áreas temáticas, como mobilidade, meio ambiente, tecnologia e governança. A revelação dos destaques marca um dos momentos mais aguardados do Cidade CSC 2025, que segue até 25 de setembro no Expo Center Norte, reunindo gestores públicos, especialistas e empresas que impulsionam a agenda da inovação urbana no país.

Na liderança das cidades mais inteligentes e conectadas do país da edição 2025 do Ranking CSC está Vitória (ES), que passou da segunda posição no ano passado para a primeira este ano. Na sequência estão Florianópolis (SC), Niterói (RJ), São Paulo (SP), Curitiba (PR), Recife (PE), Barueri (SP), Santos (SP), Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ).

A 11ª edição do Ranking Connected Smart Cities 2025 traz novidades e marca o início de um novo ciclo de 10 anos, ampliando sua abrangência para todos os 5.570 municípios brasileiros. Desenvolvido pela Plataforma Connected Smart Cities, em parceria com a SPIn – Soluções Públicas Inteligentes e a Scipopulis, o estudo adota os indicadores das normas ISO ABNT 37120, 37122, 37123 e 37125, além de métricas inéditas, e passa a contar com 75 indicadores distribuídos em 13 áreas temáticas.

Com metodologia atualizada e acesso aos dados pela plataforma Plancity, da Scipopulis, o Ranking oferece uma análise comparativa por níveis de desenvolvimento, apoiando gestores públicos e privados na formulação de estratégias. A iniciativa mantém como pilares a transparência e a colaboração, reforçando o compromisso da Plataforma Connected Smart Cities em impulsionar cidades mais sustentáveis, resilientes e inovadoras até 2035.

O resultado do Ranking CSC é apresentado em quatro frentes: posição geral, por eixo temático, por região e por faixa populacional. O estudo é composto pelos indicadores de Economia e Finanças, Governança, Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Resíduos Sólidos, Esgotos e Água, Educação, Habitação e Planejamento Urbano, Mobilidade Urbana, Saúde, Agricultura Local/ Urbana e Segurança Alimentar, Telecomunicações, Energia, Inovação e Empreendedorismo, População, Condições Sociais e Segurança, eixos temáticos discutidos no evento nacional da Plataforma Connected Smart Cities.

“O Connected Smart Cities foi uma das primeiras iniciativas no país que propôs a discussão sobre como tornar as cidades brasileiras mais inteligentes na forma de atender o cidadão”, conta Paula Faria, idealizadora do evento e CEO da Necta. “O Ranking Connected Smart Cities, criado a partir do evento, é prova de que criamos uma dinâmica virtuosa entre as cidades, que hoje incorporaram a tecnologia e a inovação como ferramentas estratégicas para a melhoria da gestão municipal. Uma década depois, temos no evento todos os stakeholders desse ecossistema dispostos a trocar experiências e conhecimento para, juntos, elevar a qualidade dos serviços prestados aos cidadãos brasileiros”, avalia.

BARRETOS EM NÚMEROS

Líder no eixo Saúde, Agricultura Local/Urbana e Segurança Alimentar, Barretos se destaca com indicadores robustos. A cidade dispõe de 383,89 leitos hospitalares e mil médicos para cada 100 mil habitantes, além de contar com 483,41 profissionais de enfermagem e obstetrícia na mesma proporção populacional. A cobertura vacinal é ampla, com 91% da população totalmente imunizada. Apesar disso, a taxa de mortalidade infantil ainda é de 10,92 a cada mil nascidos vivos. Outro avanço está na digitalização: 17% dos moradores possuem prontuário eletrônico unificado acessível on-line para os serviços de saúde.

Destaque também para a educação. Barretos apresenta 125 dispositivos digitais de aprendizagem para cada mil estudantes e garante 678,02 vagas licenciadas para cada mil crianças em idade pré-escolar não obrigatória. A relação estudante/professor no ensino primário é de 16,2 e a média de alunos por turma chega a 31,1. O Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) dos anos finais da rede pública alcançou 5,6, enquanto 92% das escolas têm acesso à internet banda larga, reforçando o compromisso da cidade com qualidade e conectividade educacional.

O saneamento em Barretos apresenta índices consistentes. A coleta regular de resíduos sólidos atende 97% da população, com geração per capita de 0,32 tonelada por habitante ao ano, dos quais 2,4% são reciclados. No esgotamento sanitário, 97% dos moradores têm acesso a sistemas de coleta e afastamento, e 100% do esgoto coletado recebe tratamento centralizado. A mesma taxa de cobertura se repete no abastecimento de água potável, que chega a 97% da população, com consumo médio de 178,06 litros por habitante/dia. O município ainda registra perdas de água de 18,9%, mas conta com 100% de separação entre esgoto e drenagem pluvial, assegurando maior eficiência ambiental.

DESTAQUES RANKING CONNECTED SMART CITIES 2025

Assim como na edição anterior, em 2025 a região Sudeste concentra as cidades mais inteligentes e conectadas, com seis municípios entre os 10 mais bem colocados. Duas cidades são da região Sul e duas do Nordeste também são destaques.  

A líder do Ranking CSC 2025, Vitória (ES) também figura na primeira colocação da classificação por regiões. Brasília (DF) é a primeira colocada no Centro-Oeste; Belém (PA) no Norte; Recife (PE) no Nordeste; e Florianópolis (SC) na região Sul. 

OS VENCEDORES POR EIXO TEMÁTICO

Outros destaques da edição são da cidade de Curitiba, primeira colocada no indicador Resíduos Sólidos, Esgotos e Água; Santana de Parnaíba em Educação; Angra dos Reis (RJ) em Habitação e Planejamento Urbano; Barretos (SP) em Saúde, Agricultura Local / Urbana e Segurança Alimentar; Florianópolis (SC) em Inovação e Empreendedorismo; Salvador (BA) em População, Condições Sociais; e Niterói (RJ) em Economia e Finanças. 

PRÊMIO CONNECTED SMART CITIES

O Prêmio Connected Smart Cities consiste em reconhecer e premiar negócios inovadores que colaborem para que as cidades possam ser mais inteligentes. As cidades premiadas em 2025 foram Angra dos Reis (RJ); Brusque (SC); Lajeado (RS); Colombo (PR); Paulista (PE); Teresópolis (RJ); Palhoça (SC); Cariacica (ES); Santa Rita do Sapucaí (MG); e Nova Lima (MG). 

SELO CONNECTED SMART CITIES

O Selo CSC Cidades Inteligentes também é um dos destaques em 2025. O selo avalia o nível de envolvimento das cidades em cinco dimensões, fortalecendo a adoção de práticas inovadoras. Além disso, está programada também a entrega do Prêmio Connected Smart Cities, que reconhece as melhores iniciativas e negócios voltados para o desenvolvimento urbano inteligente, este ano com nova categoria, também premiando iniciativas e soluções públicas e universitária.

SERVIÇO

Cidade CSC

Datas: 23, 24 e 25 de setembro de 2025

Local: Expo Center Norte (SP)

Mais informações: Clique aqui

Realização: Necta  

Sobre o Cidade CSC

O Cidade CSC é o maior e mais importante evento de negócios e conexões de cidades inteligentes e mobilidade urbana da América Latina. Realizado desde 2015, o CSC tem um formato de múltiplos palcos e promove a integração entre conteúdo de alta qualidade, promoção de negócios e networking de impacto. O evento faz parte da Plataforma Connected Smart Cities, que tem por missão encontrar o DNA de inovação e melhorias para cidades mais inteligentes e conectadas umas com as outras, sejam elas pequenas ou megacidades.

Ranking Connected Smart Cities 2025

O Ranking Connected Smart Cities 2025 marca o início de um novo ciclo de 10 anos, ampliando sua abrangência para todos os 5.570 municípios brasileiros. Desenvolvido pela Plataforma Connected Smart Cities, em parceria com a SPIn – Soluções Públicas Inteligentes e a Scipopulis, o estudo adota os indicadores das normas ISO ABNT 37120, 37122, 37123 e 37125, além de métricas inéditas, e passa a contar com 75 indicadores distribuídos em 13 áreas temáticas.

Com metodologia atualizada e acesso aos dados pela plataforma Plancity, da Scipopulis, o Ranking oferece uma análise comparativa por níveis de desenvolvimento, apoiando gestores públicos e privados na formulação de estratégias. A iniciativa mantém como pilares a transparência e a colaboração, reforçando o compromisso da Plataforma Connected Smart Cities em impulsionar cidades mais sustentáveis, resilientes e inovadoras até 2035.