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ECA Digital e Violência Digital: por que proteger crianças e adolescentes no ambiente virtual é um imperativo civilizatório

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ECA Digital e Violência Digital: por que proteger crianças e adolescentes no ambiente virtual é um imperativo civilizatório
Foto: Freepik

Por que a violência digital é uma violação de direitos humanos e como o ECA Digital redefine a proteção no ambiente online

A revolução digital alterou de forma irreversível as relações humanas, os modos de comunicação, o acesso à informação e as formas de socialização. A internet, inicialmente apresentada como um espaço de democratização do conhecimento, liberdade de expressão e empoderamento individual, passou a ocupar lugar central na vida cotidiana. No entanto, para milhões de mulheres, crianças e adolescentes, o ambiente digital deixou de ser apenas um espaço de conexão e passou a representar um território de risco, marcado por abusos, violações de direitos e múltiplas formas de violência. É nesse contexto que a sanção do ECA Digital, instituído pela Lei nº 15.211/2025, se apresenta como um marco histórico e civilizatório na proteção da infância e da adolescência no Brasil.

Para compreender a relevância do ECA Digital e o alcance das transformações que ele propõe, é indispensável aprofundar o entendimento sobre o que efetivamente caracteriza a violência digital. Ainda persiste a falsa percepção de que conflitos virtuais seriam menos graves ou incapazes de produzir danos reais. Essa visão não apenas minimiza o sofrimento das vítimas, como contribui para a naturalização de práticas violentas que encontram no ambiente digital um campo fértil para se expandir.

A violência digital pode ser definida como um conjunto de práticas sistemáticas de intimidação, controle, exposição, humilhação e coerção, mediadas por tecnologias da informação e da comunicação, mas com impactos concretos, profundos e duradouros na vida das vítimas. Trata-se de uma violência que se manifesta quando alguém é constrangido, ameaçado, perseguido ou publicamente exposto de forma reiterada ou estratégica, com o objetivo de causar medo, submissão, sofrimento psicológico, dano social ou silenciamento.

Essas práticas assumem múltiplas formas. Incluem o envio insistente de mensagens não desejadas, a vigilância constante de perfis, a invasão de contas, o roubo de dados, a criação de perfis falsos, a difamação em redes sociais, a divulgação de conteúdos íntimos sem consentimento e, mais recentemente, o uso de tecnologias avançadas, como a inteligência artificial, para a manipulação de imagens e vídeos. As chamadas deepfakes representam hoje uma das expressões mais perversas da violência digital contemporânea, por sua capacidade de criar cenas falsas com alto grau de realismo, dificultando a contestação e ampliando o dano à reputação e à integridade das vítimas.

Esse tipo de violência raramente surge de forma abrupta. Em muitos casos, inicia-se de maneira sutil e gradual, por meio de pedidos aparentemente inofensivos, como a exigência de compartilhamento de senhas, a cobrança por respostas imediatas, o controle sobre amizades virtuais ou a pressão para o envio de imagens íntimas. Com o tempo, essas condutas evoluem para chantagens, ameaças de exposição, perseguições persistentes e ataques públicos à honra e à imagem da vítima. A dinâmica própria do ambiente digital — marcada pela velocidade, pelo alcance e pela replicação contínua de conteúdos — potencializa o dano, tornando a violência permanente e, muitas vezes, impossível de ser contida sem intervenção especializada.

No caso de mulheres e meninas, a violência digital está profundamente conectada às desigualdades estruturais de gênero. A sexualização forçada, a humilhação pública e o uso da imagem feminina como instrumento de controle são estratégias recorrentes. Dados globais indicam que a esmagadora maioria das deepfakes com conteúdo sexual tem como alvo mulheres, evidenciando que a tecnologia tem sido utilizada para atualizar práticas históricas de dominação, silenciamento e punição social. No Brasil, esse cenário se reflete no impacto direto da violência digital sobre a saúde mental, a vida profissional e a sensação de segurança das vítimas, muitas vezes levando ao isolamento social, à interrupção de trajetórias acadêmicas e profissionais e ao adoecimento psicológico.

Quando a violência digital atinge crianças e adolescentes, o quadro se agrava de forma dramática. A assimetria de poder, a imaturidade emocional e a dificuldade de reconhecer situações abusivas tornam esse público extremamente vulnerável. A violência digital contra crianças não se limita à exposição a conteúdos impróprios. Ela envolve práticas como aliciamento, exploração sexual, coerção para automutilação, estupro virtual e transmissões ao vivo de atos violentos, muitas vezes acompanhadas de ameaças e chantagens. São situações em que o agressor utiliza a tecnologia como ferramenta de dominação e controle, explorando o medo, a vergonha e o silêncio da vítima.

É um equívoco acreditar que esses crimes ocorrem apenas em espaços obscuros da internet. Grande parte da violência digital acontece em plataformas amplamente conhecidas, utilizadas cotidianamente por crianças e adolescentes, com acesso fácil e irrestrito. Essa falsa sensação de normalidade contribui para que pais, responsáveis e educadores subestimem os riscos, enquanto vítimas permanecem expostas a práticas extremamente nocivas, sem compreender plenamente o que está acontecendo ou como buscar ajuda.

Outro aspecto central da violência digital é seu efeito transbordamento. Ela não se encerra no ambiente virtual. O ódio, a humilhação e a desumanização que se iniciam online atravessam a tela e podem se converter em agressões presenciais, violência doméstica, perseguições físicas e, nos casos mais extremos, feminicídios. Estudos e alertas de organismos internacionais demonstram que o consumo recorrente de conteúdos misóginos e extremistas na internet contribui para a radicalização de comportamentos e para a legitimação da violência como forma de resposta a frustrações e conflitos.

Reconhecer a violência digital como uma violação de direitos humanos é um passo essencial, trata-se de uma forma contemporânea de violência, com impactos tão reais quanto qualquer agressão física. Não é exagero, não é fragilidade das vítimas e tampouco um efeito colateral inevitável da tecnologia. É uma prática que exige respostas jurídicas, institucionais e sociais à altura de sua gravidade. É justamente nesse ponto que o ECA Digital assume papel central. A Lei representa uma atualização necessária do Estatuto da Criança e do Adolescente à realidade do século XXI, reconhecendo que a proteção integral não pode se restringir aos espaços físicos, mas deve alcançar, de maneira clara e objetiva, o ambiente digital. Ele parte do princípio de que crianças e adolescentes são sujeitos de direitos também no mundo virtual e que qualquer violação nesse espaço deve ser tratada com a mesma seriedade das ocorridas no mundo offline.

Um dos principais avanços é a redistribuição de responsabilidades. A lei rompe com a lógica de que a proteção no ambiente digital é dever exclusivo das famílias e impõe obrigações concretas às empresas de tecnologia. Redes sociais, aplicativos de mensagens, jogos eletrônicos e plataformas de streaming passam a ter o dever legal de adotar mecanismos eficazes de prevenção, detecção e resposta a conteúdos que violem os direitos de crianças e adolescentes. Isso inclui canais de denúncia acessíveis, protocolos claros de remoção de conteúdos ilícitos, medidas para impedir a viralização de material abusivo e a obrigação de cooperar com autoridades na preservação e no fornecimento de provas digitais.

Outro ganho está no fortalecimento da prevenção. A nova legislação não se limita à punição, mas incorpora a educação digital como eixo fundamental de proteção. Ao estimular ações de conscientização, alfabetização digital e uso seguro da internet, a lei contribui para reduzir a vulnerabilidade de crianças e adolescentes e para interromper ciclos de violência antes que eles se consolidem. A informação passa a ser tratada como ferramenta estratégica de proteção. Ele também amplia a capacidade de resposta do Estado. Ao estabelecer parâmetros claros sobre o que constitui violação de direitos no ambiente digital, a lei facilita a atuação das forças de segurança, do Ministério Público e do Poder Judiciário. A exigência de preservação de registros digitais e a cooperação obrigatória das plataformas reduzem a impunidade e aumentam as chances de responsabilização dos agressores, aspecto fundamental em crimes digitais, nos quais o tempo é fator decisivo para o sucesso das investigações.

No enfrentamento da exploração sexual e da violência extrema, os avanços são ainda mais significativos há o reforço de mecanismos para coibir práticas como estupro virtual, transmissões ao vivo de violência, aliciamento online e coerção para automutilação, reconhecendo essas condutas como formas graves de violência contra crianças e adolescentes. Ao exigir atuação ativa das plataformas, a lei reduz o tempo de exposição das vítimas e limita a disseminação de conteúdos que produzem danos irreversíveis. Ao combater a exposição contínua a assédio, humilhação e violência simbólica, o ECA Digital atua diretamente na prevenção de quadros de ansiedade, depressão, automutilação e ideação suicida entre crianças e adolescentes. A lei reconhece que o dano psicológico é tão relevante quanto o físico e que a violência digital, por sua natureza invasiva e permanente, pode produzir efeitos devastadores ao longo de toda a vida.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade da autora, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Portal CSC

Mais de 30 municípios estão com médio risco para infestação do Aedes aegypti em Sergipe

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Mais de 30 municípios estão com médio risco para infestação do Aedes aegypti em Sergipe
Foto: Adobe Stock

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde.

34 municípios de Sergipe apresentaram médio risco de infestação do Aedes aegypti, de acordo com o primeiro Levantamento Rápido de Índice de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa), divulgado nesta segunda-feira (26).

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES), o LIRAa apontou ainda que dois municípios apresentaram alto índice de infestação, 37 mostraram baixo risco e dois não realizaram o levantamento.

O estudo mede a presença do vetor nas localidades pesquisadas que apresenta o índice satisfatório que vai de 0 a 0,9, o de média infestação de 1,0 a 3,9 e o de alto risco acima de 4,0.

Confira as cidades que tiveram Índice médio de infestação:

  • Barra dos Coqueiros
  • Campo do Brito
  • Capela
  • Carira
  • Cedro de São João
  • Cumbe
  • Divina Pastora
  • Estância
  • Frei Paulo
  • Gararu
  • Gracho Cardoso
  • Itabaianinha
  • Japaratuba
  • Japoatã
  • Lagarto
  • Laranjeiras
  • Moita Bonita
  • Monte Alegre de Sergipe
  • Nossa Senhora da Glória
  • Nossa Senhora das Dores
  • Nossa Senhora do Socorro
  • Pirambu
  • Poço Verde
  • Riachão do Dantas
  • Riachuelo
  • Salgado
  • Santa Luzia do Itanhy
  • Santana do São Francisco
  • São Domingos
  • São Miguel do Aleixo
  • Siriri
  • Telha
  • Tobias Barreto
  • Tomar do Geru

O Aedes aegypti é responsável pela transmissão da dengue, zika e chikungunya. O inseto utiliza qualquer recipiente que acumule água para depositar seus ovos, o que reforça a necessidade de ações contínuas de prevenção dentro das residências.

Em 2025, foram registrados 691 casos de dengue, 187 de chikungunya e 9 de zika no estado. Os episódios de dengue e chikungunya obtiveram uma redução de 64% e 59% respectivamente quando comparado ao mesmo período de 2024.

Vacinação

A SES recebeu 20 mil doses da vacina QDenga para serem distribuídas a todos os municípios sergipanos. O objetivo é ampliar a vacinação contra a dengue para as crianças e adolescentes de 10 a 14 anos de todo o estado, seguindo as diretrizes do Ministério da Saúde (MS).

Os pais e responsáveis devem levar a criança ou o adolescente para receber o imunizante na Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima.

A infecção pelo Aedes aegypti pode provocar sintomas como dor de cabeça intensa, cansaço extremo e dores musculares, além de dor atrás dos olhos e manchas vermelhas na pele.

Fonte: G1 | TV Sergipe

 

3 cidades mais inteligentes do Brasil: o que elas têm em comum

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3 cidades mais inteligentes do Brasil: o que elas têm em comum
Crédito: Banco de imagem

Vitória, Florianópolis e Niterói lideram o ranking nacional ao combinar inovação, planejamento urbano, sustentabilidade e gestão pública orientada por dados.

O Ranking Connected Smart Cities 2025 voltou a colocar em evidência as cidades brasileiras que mais avançaram na construção de soluções inteligentes, sustentáveis e conectadas. Considerado a principal referência nacional para medir o grau de desenvolvimento urbano no país, o estudo chegou à sua 11ª edição marcando o início de um novo ciclo de dez anos, agora com abrangência ampliada para os 5.570 municípios brasileiros. A metodologia atualizada analisa 75 indicadores distribuídos em 13 áreas temáticas, como mobilidade urbana, meio ambiente, tecnologia, governança, educação, saúde e inovação, adotando parâmetros das normas ISO ABNT e métricas inéditas, com dados disponibilizados pela plataforma Plancity. Em 2025, Vitória (ES), Florianópolis (SC) e Niterói (RJ) ocuparam, respectivamente, a primeira, segunda e terceira posições no ranking geral, revelando trajetórias distintas, mas com pontos em comum que ajudam a explicar seus desempenhos de destaque.

Vitória assumiu a liderança nacional ao superar Florianópolis, campeã da edição anterior, consolidando-se também como a cidade mais bem colocada da região Sudeste. O avanço da capital capixaba reflete investimentos consistentes na modernização dos serviços urbanos, na governança digital e na integração entre desenvolvimento econômico e sustentabilidade. Além do primeiro lugar no ranking geral, Vitória alcançou a segunda posição nos eixos de Economia e Finanças e de População, Condições Sociais e Educação. No campo econômico, a cidade registrou crescimento de 15% no número de empresas e aumento de 1,8% nos empregos formais, com renda média superior a R$ 4.450. Na educação, os indicadores mostram avanços relevantes, como a ampliação de vagas na educação infantil, um Ideb de 4,9 e uma forte presença de dispositivos digitais nas escolas. A cidade também se destacou na saúde, com mais de 531 leitos hospitalares por 100 mil habitantes, aumento no número de médicos e a implementação de prontuário eletrônico unificado para parte da população, evidenciando o uso da tecnologia como ferramenta estratégica de gestão pública.

Florianópolis, por sua vez, aparece na segunda colocação geral e mantém a liderança entre as cidades da região Sul, além de ocupar o primeiro lugar no eixo de Inovação e Empreendedorismo. A capital catarinense construiu um dos ecossistemas de tecnologia mais dinâmicos do país, com 10% da força de trabalho empregada em atividades de tecnologia da informação e comunicação e 5% em educação, pesquisa e desenvolvimento. O crescimento das empresas de economia criativa e o número expressivo de startups, que já soma 107, reforçam esse perfil inovador. A cidade desenvolve uma agenda estruturada de longo prazo, como a Smart Floripa 2030, que articula inovação, turismo e economia criativa com soluções urbanas baseadas em dados, interoperabilidade e parcerias entre poder público, universidades e setor privado. Florianópolis também se destaca na área ambiental e de saneamento, alcançando cobertura total na coleta de resíduos domiciliares, índices de reciclagem acima da média nacional e elevados percentuais de acesso à água potável e tratamento de esgoto, o que reforça sua reputação como referência em qualidade de vida e sustentabilidade.

Niterói completa o pódio ao conquistar a terceira posição no ranking geral, após avançar duas colocações em relação a 2024. O município fluminense se destaca especialmente no eixo de Economia e Finanças, no qual ocupa a liderança nacional, refletindo uma gestão fiscal sólida e investimentos estratégicos. O produto per capita elevado, o crescimento no número de empresas e a renda média dos trabalhadores formais demonstram a força econômica da cidade. Niterói também apresenta desempenho consistente em saneamento, com cobertura praticamente universal de coleta e tratamento de esgoto e abastecimento de água, além de bons resultados em inovação e empreendedorismo, integrando o grupo das 15 cidades mais bem posicionadas nesse eixo. A presença de profissionais em áreas de tecnologia, pesquisa e desenvolvimento, somada ao crescimento da economia criativa, indica um movimento de diversificação econômica alinhado às tendências das cidades inteligentes. Na saúde, os indicadores também são expressivos, com ampla oferta de leitos, alta proporção de médicos por habitante e elevados índices de imunização.

Apesar de trajetórias distintas, Vitória, Florianópolis e Niterói compartilham características centrais que ajudam a explicar suas posições de destaque no Ranking Connected Smart Cities 2025. As três cidades apresentam planejamento de longo prazo, uso estratégico de dados e tecnologia na gestão pública, investimentos contínuos em educação, inovação e infraestrutura urbana, além de políticas que integram desenvolvimento econômico, sustentabilidade e qualidade de vida. O comparativo entre elas revela que não existe um único modelo de cidade inteligente, mas sim caminhos diversos sustentados por governança eficiente, colaboração entre setores e foco no cidadão. Como destaca Paula Faria, idealizadora do Connected Smart Cities e CEO da Necta, “o ranking evidencia que os municípios brasileiros passaram a incorporar inovação e tecnologia como instrumentos centrais para aprimorar os serviços públicos. Em comum, as três líderes de 2025 mostram que inteligência urbana é resultado de visão estratégica, continuidade administrativa e compromisso com o futuro das cidades”.

UE pressiona Brasil por mudança nas regras de leilão em Santos

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UE pressiona Brasil por mudança nas regras de leilão em Santos
Foto: Freepik

Comissário europeu pediu ajuda do chanceler brasileiro para reverter veto à participação de empresas como a dinamarquesa Maersk

A Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia, entrou nas conversas sobre o leilão do novo superterminal de contêineres no Porto de Santos (SP) e faz pressão por uma mudança na forma de disputa.

O comissário europeu de Comércio, Maros Sefcovic, pediu a ajuda do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para reverter o veto do governo à participação de armadores (companhias de navegação), o que afeta gigantes europeias como a dinamarquesa Maersk e a suíça MSC.

O apelo de Sefcovic a Vieira ocorreu durante sua passagem pelo Rio de Janeiro, no dia 16 de janeiro, quando os dois se reuniram na véspera da assinatura do acordo de livre comércio Mercosul-UE.

A informação foi confirmada à CNN Brasil por fontes do Itamaraty e de Bruxelas.

O Tecon Santos 10 prevê investimentos acima de R$ 6 bilhões e ampliará em 50% a capacidade de movimentação no maior porto da América Latina, que está à beira do esgotamento.

O leilão está previsto para abril. No mês passado, o TCU (Tribunal de Contas da União) aprovou recomendação para que armadores fossem impedidos de participar, evitando uma verticalização do setor portuário — com empresas de navegação controlando, ao mesmo tempo, o frete marítimo e grandes terminais de contêineres no país.

O MPor (Ministério de Portos e Aeroportos) orientou formalmente a Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) a acatar essa recomendação na elaboração do edital.

A Dinamarca, sede da Maersk, presidiu o Conselho Europeu no último semestre. O braço de operações de terminais portuários da empresa, a APM Terminals, tem base na Holanda.

Autoridades da Suíça também lançaram um instrumento de pressão para tentar garantir a presença da MSC no leilão do Tecon Santos 10.

Representantes do país avisaram à Casa Civil que o acordo de livre comércio Mercosul-Efta pode enfrentar resistências para ratificação entre parlamentares suíços por causa das restrições impostas a armadores.

O Efta reúne quatro nações europeias que não fazem parte da UE: Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein. O tratado comercial foi assinado em 2025 e ainda depende de aprovação pelos parlamentos nacionais de ambos os blocos.

O assunto não desperta o interesse apenas de europeus. A chinesa Cosco, quarta maior companhia de navegação do planeta, entrou no TCU com um pedido de reexame da decisão tomada em dezembro.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, garante que o leilão com restrições em Santos não afetará a concorrência. Ele afirma que há pelo menos dez grupos interessados no certame.

A empresa filipina ICTSI, principal operadora “bandeira branca” de terminais de contêineres do mundo, tem sido uma das mais eloquentes no desejo de participar. O mercado considera a JBS Terminais, que opera no Porto de Itajaí (SC), como outra potencial participante.

Fonte: CNN Brasil

IA é a principal preocupação de segurança para os negócios no Brasil

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A arqueologia de dados: escavando metadados e contextos de intencionalidade nas cidades inteligentes
Foto: Enviada por Giovanni Bernardo

Ferramenta pode trazer riscos operacionais, legais e reputacionais

Um ranking de riscos empresariais elaborado pela seguradora corporativa do Grupo Allianz, a Allianz Commercial, mostra que a inteligência artificial é a principal preocupação do setor de negócios no Brasil. Essa é a primeira vez que a IA aparece como o principal risco empresarial apontado pelos executivos brasileiros.

Segundo o levantamento, a inteligência artificial segue sendo vista como uma poderosa alavanca estratégica para os negócios, mas também como uma fonte crescente de riscos operacionais, legais e reputacionais, superando a capacidade das empresas de estruturar governança, acompanhar a regulação e preparar adequadamente suas equipes.

“Considerando a crescente importância da IA ​​na sociedade e na indústria, não é surpreendente que ela seja o principal fator de variação no Allianz Risk Barometer. Além de trazer enormes oportunidades, seu potencial transformador, aliado à rápida evolução e adoção, está remodelando o cenário de riscos, tornando-se uma preocupação central para empresas”, destacou o CEO da Allianz Commercial, Thomas Lillelund.

As principais preocupações apontadas pelos empresários no ranking são:

  • Inteligência artificial (32% de citações);
  • Incidentes cibernéticos (31%);
  • Mudanças na legislação e regulamentação (28%);
  • Mudanças climáticas (27%) e
  • Catástrofes naturais (21%).

Fonte: Agência Brasil

As 3 cidades do eixo Sudeste que unem inovação, saúde e tranquilidade fora das capitais

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As 3 cidades do eixo Sudeste que unem inovação, saúde e tranquilidade fora das capitais
Foto: depositphotos.com / gustavofrazao

As cidades de Poços de Caldas, Ribeirão Preto e São Carlos formam um cinturão de desenvolvimento que atrai quem busca o equilíbrio entre produtividade e bem-estar. Em 2026, esses municípios se consolidam como refúgios para profissionais remotos e aposentados.

Por que Poços de Caldas é a referência em qualidade de vida?

Morar na estância hidromineral mineira significa investir em uma rotina pautada pelo bem-estar e pelo clima ameno das montanhas. A cidade oferece águas termais acessíveis e uma arquitetura Art Déco que preserva o charme sofisticado de uma estância europeia em pleno Brasil.

A infraestrutura de saúde é um dos pilares que garantem a segurança de quem escolhe a região para desacelerar o ritmo. O contato constante com parques e cafés elegantes cria uma atmosfera social acolhedora, ideal para quem prioriza a limpeza urbana e a segurança pública no cotidiano.

Como Ribeirão Preto une a riqueza do agronegócio ao conforto?

A cidade representa o dinamismo do interior paulista, impulsionada pela força econômica de marcas ligadas à produção de cana e café. Diferente de vilas pacatas, o município oferece uma rede de saúde privada de elite e uma cena gastronômica comparável às grandes capitais mundiais.

A presença de equipamentos culturais como o Theatro Pedro II garante que a vida social seja agitada e repleta de opções de lazer qualificado. É o destino certo para quem não abre mão de oportunidades profissionais e serviços de alta complexidade, mas foge do caos das metrópoles.

Quais os detalhes que tornam São Carlos o polo da inovação?

Conhecida como a capital da tecnologia, a cidade abriga instituições de renome como a USP e a UFSCar, que oxigenam o ambiente local com pesquisa e desenvolvimento. Esse perfil intelectual garante uma atmosfera progressista e um custo de vida mais competitivo que o de Campinas:

  • Polo tecnológico: abriga empresas de alta tecnologia e centros de pesquisa que atraem engenheiros e cientistas.
  • Público jovem: a presença massiva de universitários mantém a cidade vibrante e com diversas opções de lazer cultural.
  • Sustentabilidade urbana: investimentos em ciclovias e parques demonstram uma preocupação constante com a mobilidade e o meio ambiente.
  • Educação de ponta: o acesso a cursos e palestras gratuitas nas universidades eleva o nível intelectual da comunidade local.
  • Localização estratégica: o fácil acesso às principais rodovias do estado facilita a logística para quem viaja a trabalho.

Por que essas cidades formam o chamado Cinturão da Qualidade?

Estes municípios apresentam um IDH muito alto e economias sólidas baseadas em vocações distintas como o bem-estar, a tecnologia e o agronegócio. A infraestrutura de saúde superior à média nacional garante que o morador tenha acesso a tratamentos modernos sem grandes deslocamentos.

A solidez financeira dessas regiões reflete na manutenção de espaços públicos e na oferta de empregos qualificados para diversas áreas de atuação. O fio condutor entre elas é a capacidade de oferecer uma vida urbana completa, preservando a essência e a segurança do interior.

Vale a pena investir em uma mudança para o interior em 2026?

A transição para cidades como São Carlos ou Poços de Caldas é o passo definitivo para quem busca longevidade e saúde mental. A tecnologia de conectividade atual permite que o trabalho remoto seja realizado com a mesma eficiência de um escritório centralizado em uma capital.

Escolher uma cidade com ritmo interiorano é garantir um futuro mais equilibrado para a família, longe da poluição e da violência extrema. A qualidade de vida oferecida por este eixo do Sudeste é o diferencial para quem entende que o tempo é o ativo mais valioso da vida moderna.

Fonte: Revista Fórum

O que você entregou nos primeiros 20 dias do ano?

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O que você entregou nos primeiros 20 dias do ano?
Foto: Enviada por Marco Zanatta

Janeiro costuma ser tratado como um mês de retomada. Ajustam-se agendas, revisam-se planos e alinham-se expectativas.

No setor público, esse movimento é comum e, até certo ponto, necessário. O problema surge quando o planejamento ocupa todo o espaço e a execução sempre fica para depois.

Os primeiros dias do ano dizem muito sobre uma gestão porque revelam se as decisões já estavam tomadas ou se ainda estavam sendo adiadas. Quando janeiro vira apenas um mês de organização, o ano começa atrasado.

Por isso, a pergunta faz sentido: o que foi entregue, de fato, nos primeiros 20 dias do ano?

Gestões que executam cedo mostram que o planejamento aconteceu antes. Elas não discutem mais se vão avançar. Apenas colocam em prática o que já foi decidido. Foi exatamente esse movimento que Ipatinga fez ao iniciar 2026.

Ainda nos primeiros dias do ano, o município mineiro se tornou a primeira cidade do Brasil a operar a BB Governo Digital, colocando em ação uma nova forma de relacionamento entre prefeitura, servidores e cidadãos.

Foto: Enviada por Marco Zanatta

Não foi um anúncio simbólico. Foi execução.

A decisão de lançar a BB Governo Digital logo no início do ano revela maturidade administrativa. Mostra que a transformação digital não entrou como um projeto paralelo, mas como uma política de gestão integrada, pensada para gerar impacto real na rotina da administração.

Os números ajudam a entender essa escolha. Com a digitização dos processos, Ipatinga projeta uma economia de cerca de R$ 3 milhões por ano e deixa de consumir 42 toneladas de papel nos setores da administração pública. Além disso, etapas manuais que antes travavam o fluxo interno deixam de existir.

Processos que levavam de 5 a 20 dias apenas para circular fisicamente entre setores passam, com a BB Governo Digital, a tramitar em poucas horas e, em alguns casos, em minutos.

Esses dados não falam apenas de tecnologia. Falam de eficiência administrativa, sustentabilidade e responsabilidade com o recurso público.

Ipatinga não esperou o ano engrenar para agir. A gestão entrou em janeiro com decisões tomadas e estrutura pronta para avançar.

Esse movimento reforça uma ideia simples, mas muitas vezes ignorada: governo digital não começa quando o sistema é lançado, mas quando a decisão por implantar deixa de ser adiada.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Portal CSC

Gestão Pública: as boas práticas e o “mundo real” na governança da agenda de PPPs e concessões dos NCPs

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Na Índia, Lula defende governança global da IA liderada pela ONU
Foto: Freepik

Por meio do convívio com diversos profissionais e instituições responsáveis por promover, estruturar e gerenciar carteiras de projetos de PPPs e concessões no Brasil e no mundo, procuro trazer percepções consolidadas em mais de 20 anos de atuação nesse setor. A fim de ser mais objetivo, buscarei concentrar a análise apenas nas unidades de projetos diretamente vinculadas ao Poder executivo, seja no âmbito federal, estadual ou municipal, às quais denominarei Núcleos Centrais de Parcerias (NCPs). Portanto, não considerarei aqui os estruturadores de projetos de atuação indireta junto a variadas esferas federativas, tais como BNDES, CAIXA, IFC, PNUD/UNOPS, BID, dentre outros.

Em relação à estrutura e modelo operacional desses NCPs, suas tipologias se distinguem conforme cada um dos elementos estruturantes que os caracterizam: 

  • dimensionamento da equipe
  • perfis profissionais da equipe
  • modelo jurídico-institucional da entidade
  • atribuições e responsabilidades da entidade
  • grau de autonomia/influência técnica e institucional
  • grau de interlocução com órgãos setoriais e órgãos de controle

Em minhas observações, embora tenham sido publicados diversos guidelines internacionais e nacionais para fomentar melhores práticas na constituição e gestão de NCPs, os entes federativos acabam adotando estratégias alternativas, muito aquém do que seria considerado ideal. Se por um lado, as melhores práticas, em alguma medida, são ignoradas por mera questão de desconhecimento técnico-conceitual, por outro há uma série de limitações inerentes ao setor público que impõem obstáculos administrativos aos gestores. Essa realidade transforma o “mundo ideal” no “mundo possível”. 

Como exemplo desses desafios, destacam-se especialmente as restrições orçamentárias, que impõem limites aos NCPs, tais como estrutura físico-operacional inadequada, equipe de perfil técnico incompatível com as áreas de conhecimento exigidas e ausência de recursos financeiros para a contratação de serviços técnicos especializados. 

Como consequência desse cenário, observam-se frequentemente iniciativas de PPPs e concessões de baixa qualidade e subdimensionadas em relação ao potencial do ente federativo. Isso se traduz em projetos de baixo impacto, modelagens deficientes e ausência de credibilidade junto ao mercado. 

Infelizmente, esse fenômeno ocorre não apenas em entes federativos emergentes na adoção de parcerias, mas também em estados e municípios que chegaram a desfrutar de certo prestígio na condução das agendas de infraestrutura. Assim sendo, não é possível atribuir esse efeito apenas às restrições orçamentárias, uma vez que a cultura disruptiva de nossa gestão pública também contribui para essa realidade.

Tais decisões estão relacionadas principalmente à reestruturação de NCPs em períodos de reorientações estratégicas ou de transições políticas. A instituição de novas instâncias decisórias e de reconfiguração do modelo de governança, em núcleos já consolidados, costumam ter um impacto negativo na condução dos programas de infraestrutura em nível nacional e subnacional. Em raras ocasiões, tais inovações trazem aperfeiçoamentos de efeito líquido positivo aos núcleos bem desenvolvidos.

Outro fator de alto risco para a manutenção da eficiência dessas unidades é a alternância de equipes, o que afeta substancialmente a continuidade e capacidade de entrega dessas estruturas. Conforme tenho observado, a perda de capital intelectual é o risco de mais complexa mitigação para esses núcleos. 

Em que pese os entes públicos possam buscar um melhor gerenciamento na alocação e manutenção de profissionais especializados, outros fatores contribuem para a evasão e rotatividade de profissionais dessa área. Em várias unidades de parceria, as principais funções de liderança são ocupadas por profissionais de cargo comissionado, suscetíveis a serem desligados em transições de governo ou, ainda, a buscarem outras posições no mercado privado e/ou na gestão pública. Isso se reflete em incertezas e instabilidade para os entes federativos. Devido à forte interação que mantém com o setor privado, os profissionais desses núcleos são também parte importante da manutenção da credibilidade da agenda pública de infraestrutura. 

Uma medida mitigadora para o risco de evasão de profissionais especializados tem sido a tentativa de constituir NCPs predominantemente com servidores públicos de carreira. Tal estratégia pode trazer bons resultados. No entanto, a curva de aprendizagem desses profissionais tende a ser maior, por conta do investimento de tempo necessário para que a experiência seja adquirida na vivência de diversos ciclos de projetos. Na minha avaliação, uma equipe com esse perfil deveria ter dedicação exclusiva a projetos de PPPs e concessões por pelo menos cinco anos ininterruptos.  Por outro lado, a vantagem de se contratar profissionais experientes de outras gestões públicas ou do mercado seria a possibilidade de acelerar as entregas dos projetos e/ou comportar um maior quantitativo de iniciativas.

Outra estratégia atenuante do risco da “fuga de conhecimento” tem sido a oferta crescente de cursos e capacitação para gestores públicos subnacionais. Assim como os manuais de boas práticas, trata-se de uma estratégia salutar de “awareness”, porém, a meu ver, ainda não representa solução saneadora da perda de capital intelectual nesses núcleos.

Diante das complexidades abordadas anteriormente, compartilho a seguir direcionamentos pragmáticos, extraídos do “mundo real”, para fortalecer a consolidação, sustentabilidade e reconhecimento dos NCPs como áreas de inteligência estratégica para o mercado de PPPs e concessões:

  • Apresentar liderança institucional forte e influente junto aos altos níveis de governo. Núcleos com perfil exclusivamente técnico não sustentam a agenda de PPPs e concessões.
  • Manter-se ativo e conectado com o mercado nacional de profissionais especializados em infraestrutura e com outros NCPs, buscando oferecer boas oportunidades de carreira e um sistema de remuneração capaz de reter profissionais, pelo menos, no médio prazo.
  • Investir em um plano de carreira especializado e diferenciado para profissionais concursados com atuação em NCPs. A estratégia pode passar por assegurar formalmente a dedicação exclusiva aos projetos de infraestrutura, bem como prever a capacitação desses profissionais através de cursos, certificações e oportunidades de intercâmbio.
  • Simplificar os processos de tramitação e modelagem dos projetos de parceria, conferindo autonomia técnica e institucional aos NCPs. Projetos têm natureza multidisciplinar e ampla interface entre diversas áreas de conhecimento. É bastante comum observarmos divergências entre a forma de trabalho do NCP e de outros órgãos setoriais. Os motivos são variados: disputa de protagonismo institucional, desconhecimento técnico sobre PPPs e concessões ou desalinhamento metodológico entre as partes. Tais conflitos são relativamente comuns, porém quando o NCP tem pouca “autoridade” e demasiada dependência de outros órgãos as chances de um projeto prosperar são muito baixas; 
  • Expandir a atuação dos NCPs para funções de apoio na gestão/regulação contratual, tais como a realização de estudos técnicos para revisões contratuais e para procedimentos de reequilíbrio econômico-financeiro. A experiência tem mostrado que os núcleos exitosos na construção de um portfólio relevante de projetos acabam sendo acionados em discussões de contratos vigentes. Trata-se de uma tendência natural, uma vez que essa unidade tem amplo conhecimento da modelagem original do projeto e dos temas/riscos que circunscrevem o contrato. Por vezes, os integrantes dessas estruturas possuem melhores condições técnicas para apoiar a revisão de contratos do que as próprias agências reguladoras. Nesse sentido, muito embora esse escopo de atuação represente uma ampliação substancial das atuais funções dessas estruturas, trata-se de uma oportunidade para alavancar maior relevância institucional – ainda que não substitua o papel do ente regulador. Nessa mesma linha, a cessão temporária de profissionais dos NCPs para órgãos setoriais contratantes de PPPs e concessões também pode trazer benefícios para a visibilidade desses núcleos e para a própria gestão contratual.

Por fim, importante destacar que o sucesso observado em muitos NCPs não se pauta necessariamente apenas por estratégias mais ou menos eficazes, mas também por uma camada relevante de resiliência até sua sedimentação. Nos últimos 20 anos, foi possível observar que diversos núcleos, com diferentes perfis, passaram por longa (e dolorosa) etapa de aprendizado e consolidação – quatro a oito anos – até que os primeiros resultados pudessem se materializar (contratos assinados). Infelizmente nem todos conseguiram sobreviver aos movimentos de reorientação política, o que ainda revela baixa resiliência do setor público nesse processo de manutenção de estruturas estratégicas de Estado. Se por um lado, é possível afirmar que os contratos de concessão se tornaram instrumentos de política pública robustos e razoavelmente resistentes às alternâncias político-administrativas, ainda não atingimos a mesma maturidade na gestão dos NCPs.  

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Portal CSC

Confira as 8 primeiras cidades que serão sede das Reuniões Estratégicas 2026

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Santos vai sediar, pela primeira vez, reunião estratégica sobre cidades inteligentes
Foto: Divulgação

Iniciativa percorre diferentes regiões do país para valorizar as realidades locais e fortalecer soluções construídas a partir dos desafios e potencialidades de cada território.

Após um ano de expansão do diálogo sobre o futuro das cidades brasileiras, a Plataforma CSC anuncia as oito primeiras cidades que irão sediar as Reuniões Estratégicas Regionais de 2026. Os encontros fazem parte de um movimento nacional que busca conectar cidades de Norte a Sul do país, valorizando a pluralidade dos territórios e promovendo soluções colaborativas para desafios urbanos cada vez mais complexos.

Em 2025, a Plataforma CSC deu um passo decisivo ao realizar o primeiro ciclo das Reuniões Estratégicas Regionais. Ao longo do ano, foram promovidos 11 encontros em diferentes regiões do Brasil, passando por Manaus (AM), Maceió (AL), Jaguariúna (SP), Vitória (ES), Uberlândia (MG), Londrina (PR), Santo André (SP), Guarapuava (PR), Chapecó (SC), Brusque (SC) e Goiânia (GO). Essas reuniões se consolidaram como espaços qualificados de escuta, troca de experiências e articulação institucional, aproximando gestores públicos, especialistas e atores estratégicos do ecossistema de cidades inteligentes.

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Para 2026, o projeto ganha ainda mais força e alcance. No primeiro semestre do ano, oito cidades já estão confirmadas como sede das Reuniões Estratégicas Regionais: Ponta Porã (MS), em 5 de março; Santana de Parnaíba (SP), em 26 de março; Santos (SP), em 9 de abril; São José dos Pinhais (PR), em 7 de maio; Porto Alegre (RS), em 21 de maio; Senador Canedo (GO), em 11 de junho; São Luís (MA), em 25 de junho; e Niterói (RJ), em 9 de julho. As inscrições para participação já estão abertas, e os interessados podem garantir sua vaga para integrar os debates e contribuir ativamente com a construção de caminhos mais inteligentes, humanos e sustentáveis para as cidades.

O edital para seleção das 16 cidades que sediarão as reuniões ao longo de 2026 já foi lançado, com inscrições encerradas em 16 de janeiro. As oito cidades que receberão os encontros no segundo semestre serão divulgadas em abril. Já os municípios interessados em participar das Reuniões Estratégicas em 2027 poderão acompanhar o lançamento do próximo edital, previsto para o segundo semestre de 2026.

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Outra novidade para este ano é a ampliação da participação do ecossistema privado. Com o lançamento do Clube de Parceiros CSC, empresas passam a ter um espaço estruturado para apresentar soluções, se conectar com gestores públicos e contribuir de forma ativa para a transformação das cidades brasileiras, participando das reuniões regionais ao longo do ano.

As Reuniões Estratégicas Regionais reforçam a crença da Plataforma CSC de que nenhuma cidade é igual à outra, mas todas podem ser melhores. Ao promover encontros que estimulam o compartilhamento de soluções e o diálogo entre diferentes atores, o CSC segue fortalecendo uma rede colaborativa voltada à construção de um Brasil mais conectado, sustentável e inclusivo.

Clique aqui para saber mais sobre as Reuniões Estratégicas Regionais

Prefeitura de SP comprova a economia dos ônibus elétricos – e a cidade agradece

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PREFEITURA DE SP COMPROVA A ECONOMIA DOS ÔNIBUS ELÉTRICOS – E A CIDADE AGRADECE
Foto: Prefeitura de São Paulo

SPTrans apura que custo por km rodado pode ser até 65% inferior ao dos veículos a diesel

Um estudo da SPTrans, a empresa municipal responsável pelo transporte público da cidade de São Paulo, confirmou mais uma vez a flagrante superioridade dos ônibus elétricos sobre os similares a diesel em termos de economia de combustível.

Os documentos divulgados no início de janeiro pelo portal “Diário do Transporte” mostram que o custo por quilômetro rodado dos ônibus elétricos em operação em São Paulo pode ser entre 65% e 55% inferior ao dos ônibus convencionais.

E isso sem contar a economia em manutenção, lubrificação, reposição de peças e desempenho operacional ao longo da vida útil (que, no caso dos elétricos, é superior a 15 anos).

O estudo foi feito especificamente para avaliar a economia nos veículos usados na decoração natalina de 2025, mas seus resultados podem ser extrapolados para o conjunto da frota.

Os números são expressivos, mas não surpreendentes. Eles confirmam o que os fabricantes de elétricos e entidades de pesquisa já haviam anunciado no passado. 

A diferença, agora, é que os resultados foram apurados pela gestora da maior frota municipal de ônibus do Brasil, com 13 mil veículos, dos quais cerca de 1.200 já são elétricos.

Alguns exemplos:

Custo por km rodado na cidade de São Paulo (em R$) – Diesel x Elétrico

Padron, 13m (modelo da maioria da frota) 

  • Diesel: 3,6091
  • Elétrico: 1,2899
  • Economia: 64%

Padron 15m

  • Diesel: 4,2889
  • Elétrico: 1,5048
  • Economia: 65%

Básico 12,1m a 12,8m

  • Diesel: 3,0162
  • Elétrico: 1,2093
  • Economia: 60%

Midi 10m

  • Diesel: 2,6900
  • Elétrico: 1,1145
  • Economia: 58,5%

Articulado 21m

  • Diesel: 4,7700
  • Elétrico: 2,1595
  • Economia: 55%

A importância desses dados está no fato de ser o primeiro estudo oficial confirmando a eficiência da frota elétrica na cidade que hoje lidera a transição energética do transporte público no Brasil.

Eles atestam o acerto da decisão estratégica do prefeito Ricardo Nunes (e dos que o antecederam, como Gilberto Kassab, João Doria e Bruno Covas) de pisar no acelerador da eletrificação dos ônibus urbanos.

Para as empresas de transporte, os números confirmam a viabilidade econômica da nova tecnologia de propulsão. 

Os empresários do setor já sabem que, apesar do custo unitário dos ônibus elétricos ser superior ao dos convencionais, o desempenho operacional desses ônibus ao longo do tempo é muito mais vantajoso, com o retorno completo do investimento inicial podendo ocorrer entre 8 e 10 anos (na metade da vida útil dos veículos). 

É uma aposta em que todos ganham. Ela se traduz na melhoria sensível da qualidade do transporte público oferecido aos usuários, na revalorização desse modal, no fortalecimento da indústria brasileira de eletromobilidade e na redução da poluição atmosférica e sonora das cidades – o que beneficia todos os seus habitantes, e não apenas os que andam de ônibus.

Mais informações.

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