spot_img
Home Blog Página 12

As 4 cidades brasileiras que mais se parecem com destinos internacionais e encantam turistas

0
As 4 cidades brasileiras que mais se parecem com destinos internacionais e encantam turistas
Foto: depositphotos.com / paulobaqueta

Entre arquitetura histórica, ruas charmosas e paisagens surpreendentes, algumas cidades brasileiras conseguem transportar o visitante para outro continente sem precisar sair do país. Seja lembrando vilarejos europeus ou cidades coloniais de Portugal, essas localidades combinam beleza, história e cultura de forma única.

Quais cidades brasileiras mais lembram outros países?

Algumas cidades no Brasil se destacam por suas construções, planejamento urbano e paisagismo que remetem a destinos internacionais. Esses locais chamam a atenção por ruas arborizadas, casas coloridas ou casarões históricos que poderiam estar em cidades da Europa ou da América Latina.

Além da arquitetura, o cuidado com praças, jardins e espaços públicos cria cenários que inspiram fotografia, turismo e até projetos de decoração e paisagismo em casa. Morar ou visitar essas cidades é uma experiência cultural completa.

Holambra parece um pedacinho da Holanda?

Holambra, em São Paulo, é conhecida como a cidade das flores e se parece com vilarejos da Holanda. Fundada por imigrantes holandeses, apresenta casas coloridas, moinhos e ruas floridas que lembram cidades europeias.

O turismo local é focado em passeios pelos campos de flores, feiras de produtos típicos e eventos culturais, como a famosa Expoflora. Além de ser um destino encantador, a cidade inspira projetos de jardinagem e decoração com flores e plantas ornamentais.

Gramado lembra pequenas cidades da Europa Central?

Gramado, no Rio Grande do Sul, se destaca pela arquitetura germânica e atmosfera de cidade europeia, especialmente durante o inverno, quando ruas e praças recebem decoração temática e o clima frio reforça o charme.

Com chalés, lojas de chocolate e cafés aconchegantes, a cidade oferece experiências gastronômicas, culturais e de lazer típicas da Europa Central. Jardins e praças bem cuidados complementam a sensação de estar fora do Brasil.

Tiradentes remete ao Portugal colonial?

Tiradentes, em Minas Gerais, preserva um centro histórico que lembra cidades coloniais portuguesas. Suas ruas de pedra, casarões brancos com detalhes em azul e igrejas centenárias transportam o visitante para o período colonial europeu.

A cidade combina turismo cultural, festivais de música e gastronomia típica, além de atividades ao ar livre como passeios de charrete e trilhas nas proximidades. Jardins e pequenas hortas aparecem nos quintais, reforçando o charme histórico.

Paraty parece uma cidade do Caribe ou Europa?

Paraty, no Rio de Janeiro, une arquitetura colonial portuguesa com clima tropical, lembrando cidades históricas do Caribe ou do sul da Europa. O centro histórico é preservado, com ruas estreitas e calçamento original, enquanto praias e manguezais completam a paisagem.

Além de turismo cultural, a cidade oferece passeios de barco, trilhas e festivais de arte, música e literatura. O cuidado com jardins e praças, aliado à proximidade da natureza, transforma Paraty em um destino único e inspirador.

Qual cidade escolher para viver ou se inspirar em casa e jardinagem?

Cada uma dessas cidades oferece elementos que inspiram vida, decoração e paisagismo, seja pelo estilo europeu, colonial ou tropical. Holambra e Gramado se destacam pelo charme europeu, enquanto Tiradentes e Paraty combinam história e natureza.

Segundo o portal Climatempo, o clima dessas cidades varia conforme a região, mas em geral permite jardinagem e passeios ao ar livre durante a maior parte do ano.

Visitar ou morar em Holambra, Gramado, Tiradentes ou Paraty é viver experiências que lembram outros países, unindo arquitetura, cultura, natureza e inspiração para casa e jardim.

Fonte: C.B Radar

Cidades do Grande ABC paulista aderem ao Programa Município Mais Seguro

0
Cidades do Grande ABC paulista aderem ao Programa Município Mais Seguro
Crédito: Freepik/fanjianhua

Evento marca assinatura dos termos de adesão e reforça atuação integrada na segurança pública

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) realizou, nesta terça-feira (27), em Santo André (SP), o Seminário Município Mais Seguro, que marcou a adesão formal de municípios do Grande ABC paulista ao programa federal voltado ao fortalecimento da segurança pública no âmbito municipal. A iniciativa, conduzida pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), integra a política de consolidação do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) e amplia a cooperação entre União, estados e municípios na prevenção da violência e na qualificação da gestão local.

Durante o evento, representantes dos municípios consorciados assinaram os termos de adesão ao Programa Município Mais Seguro. A iniciativa prevê ações estruturantes para o fortalecimento das Guardas Municipais, o aprimoramento da governança da segurança pública, a padronização de protocolos operacionais e o estímulo a práticas de policiamento comunitário e de prevenção social da violência. A adesão ao programa também possibilita o acesso a investimentos e ações de capacitação financiadas com recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP).

O seminário reuniu prefeitos, secretários municipais de segurança pública, gestores e comandantes das Guardas Municipais, além de técnicos do MJSP. A programação incluiu apresentações sobre as diretrizes do programa, painéis técnicos e espaços de diálogo voltados ao compartilhamento de experiências e à construção de soluções integradas para os desafios da segurança pública nos territórios municipais.

Além da formalização das adesões, o evento apresentou, em detalhes, a estrutura do Programa Município Mais Seguro, elaborado a partir das diretrizes estabelecidas nas Portarias MJSP nº 1.052 e Senasp/MJSP nº 638. O programa é orientado por princípios como segurança pública com cidadania, policiamento comunitário, prevenção qualificada da violência, atuação integrada entre os entes Federativos e valorização e proteção dos profissionais de segurança pública, que norteiam as ações desenvolvidas no âmbito municipal.

Para o secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, o Programa Município Mais Seguro representa uma abordagem estruturante para o papel dos municípios no sistema de segurança pública. “Trata-se do reconhecimento da importância do município nesse sistema complexo que é a segurança pública. O programa fortalece as Guardas Municipais, promove a profissionalização, a governança e a capacitação, além de garantir a atuação integrada com as demais instituições do Sistema Único de Segurança Pública”, afirmou.

No seminário, os gestores municipais conheceram os projetos prioritários que integram a primeira fase do Programa Município Mais Seguro. Entre as iniciativas apresentadas estão o Projeto Nacional de Qualificação do Uso da Força, voltado à modernização de protocolos e à atuação técnica e legal das Guardas Municipais; o Projeto Nacional de Polícia Comunitária, focado na prevenção da violência e na resolução pacífica de conflitos em territórios vulneráveis; e a ampliação do Projeto Escuta Susp, que passou a atender também os integrantes das Guardas Municipais, com oferta de atendimento especializado em saúde mental.

A iniciativa reconhece a centralidade dos municípios na prevenção da violência e na promoção da segurança cidadã, especialmente a partir da atuação das Guardas Municipais como instituições integrantes do Susp. O programa estimula a adoção de práticas baseadas em evidências, o uso qualificado da informação e a integração com outras políticas públicas, como educação, assistência social e urbanismo, reforçando a abordagem preventiva e territorializada da segurança pública.

O Programa Município Mais Seguro foi estruturado para apoiar os municípios na qualificação de suas políticas de segurança pública, com foco em planejamento estratégico, governança, gestão de pessoas, formação continuada e modernização institucional. Entre as ações previstas estão o apoio técnico para a elaboração de diagnósticos locais, a implementação de protocolos padronizados, a qualificação do uso da força e a promoção da saúde mental dos profissionais de segurança pública.

Como parte das ações no seminário, também foi realizada a entrega de aproximadamente 3 mil armas e equipamentos de menor potencial ofensivo às Guardas Municipais dos municípios contemplados. O conjunto inclui 1.183 armas de incapacitação neuromuscular (tasers) e 2.524 espargidores, totalizando investimento superior a R$ 5,1 milhões, com recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública. A iniciativa integra a estratégia de qualificação do uso diferenciado da força, alinhada às diretrizes nacionais de preservação da vida e de atuação segura e juridicamente respaldada.

Ao aderirem ao programa, os municípios passam a fazer parte de uma rede nacional de cooperação, com acesso a metodologias, ferramentas de gestão e iniciativas de capacitação desenvolvidas pela Senasp, em parceria com outras instituições federais e acadêmicas. O modelo reforça a lógica da atuação em rede e da corresponsabilidade entre os entes Federativos, pilares do Susp.

Durante o evento, também foram apresentados os eixos estratégicos do programa e as oportunidades de apoio técnico e financeiro disponíveis aos municípios aderentes. A assinatura dos termos consolida o compromisso das administrações municipais com a adoção das diretrizes nacionais de segurança pública e com o fortalecimento institucional das Guardas Municipais.

O encontro reafirma o compromisso do MJSP com a ampliação da presença da política nacional de segurança pública no nível local, ao reconhecer o papel dos municípios como agentes fundamentais na prevenção da violência e na promoção de uma segurança pública mais próxima do cidadão.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública 

Governo de SP lança edital para selecionar projetos de startups que tragam soluções para desafios da administração pública

0
Governo de SP lança edital para selecionar projetos de startups que tragam soluções para desafios da administração pública
Foto: Agência SP

Edital prevê apoio financeiro de até R$ 300 mil na fase inicial de validação técnico-científica e até R$ 1,5 milhão, por projeto, na etapa de desenvolvimento da solução

O Governo de São Paulo abriu um edital voltado a startups e empresas de base tecnológica interessadas em desenvolver soluções a partir de demandas da administração pública. O aporte é de até R$ 15 milhões destinados ao financiamento de projetos de pesquisa aplicada.

A iniciativa integra o GovChallenge SP, programa realizado pela Prodesp, empresa de tecnologia do Estado vinculada à Secretaria de Gestão e Governo Digital, em parceria com a Fapesp.

O diferencial do GovChallenge SP é partir de desafios reais já mapeados por órgãos estaduais, permitindo que as empresas desenvolvam soluções em ambiente governamental, com acompanhamento técnico e possibilidade concreta de implantação.

O edital está vinculado ao Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE), da Fapesp, e prevê apoio financeiro de até R$ 300 mil na fase inicial de validação técnico-científica e até R$ 1,5 milhão, por projeto, na etapa de desenvolvimento da solução.

Para o presidente da Prodesp, Gileno Barreto, a iniciativa amplia a aproximação do setor público com o ecossistema de inovação. “Estamos abrindo desafios reais do Estado para que startups possam desenvolver soluções com aplicação concreta. É uma oportunidade de aproximar inovação, gestão pública e impacto direto na vida do cidadão”, afirma.

Desafios orientam o desenvolvimento das soluções

Os desafios do edital foram estruturados com diferentes órgãos do Governo de São Paulo, entre eles a Secretaria de Gestão e Governo Digital, a Procuradoria Geral do Estado (PGE), o Gabinete do Vice-Governador e a São Paulo Previdência (SPPrev).

Os temas incluem modernização de sistemas, inclusão digital, uso de inteligência artificial na comunicação institucional, criação de cadastros inteligentes e monitoramento social com apoio tecnológico.

Podem participar empresas com até 250 funcionários, sediadas no estado de São Paulo, que desenvolvam atividades de pesquisa e inovação. As propostas podem ser submetidas até 2 de março, com divulgação dos resultados prevista para 30 de junho.

Live orienta participação no GovChallenge SP

A Prodesp e a Fapesp realizam nesta quarta-feira (28), das 9h30 às 12h, uma live com transmissão pelo YouTube para apresentar o GovChallenge SP. A transmissão vai detalhar os desafios do edital, o fluxo de submissão das propostas e boas práticas para participação, além de abrir espaço para esclarecimento de dúvidas com representantes dos órgãos envolvidos.

Fonte: Agência de SP

ECA Digital e Violência Digital: por que proteger crianças e adolescentes no ambiente virtual é um imperativo civilizatório

0
ECA Digital e Violência Digital: por que proteger crianças e adolescentes no ambiente virtual é um imperativo civilizatório
Foto: Freepik

Por que a violência digital é uma violação de direitos humanos e como o ECA Digital redefine a proteção no ambiente online

A revolução digital alterou de forma irreversível as relações humanas, os modos de comunicação, o acesso à informação e as formas de socialização. A internet, inicialmente apresentada como um espaço de democratização do conhecimento, liberdade de expressão e empoderamento individual, passou a ocupar lugar central na vida cotidiana. No entanto, para milhões de mulheres, crianças e adolescentes, o ambiente digital deixou de ser apenas um espaço de conexão e passou a representar um território de risco, marcado por abusos, violações de direitos e múltiplas formas de violência. É nesse contexto que a sanção do ECA Digital, instituído pela Lei nº 15.211/2025, se apresenta como um marco histórico e civilizatório na proteção da infância e da adolescência no Brasil.

Para compreender a relevância do ECA Digital e o alcance das transformações que ele propõe, é indispensável aprofundar o entendimento sobre o que efetivamente caracteriza a violência digital. Ainda persiste a falsa percepção de que conflitos virtuais seriam menos graves ou incapazes de produzir danos reais. Essa visão não apenas minimiza o sofrimento das vítimas, como contribui para a naturalização de práticas violentas que encontram no ambiente digital um campo fértil para se expandir.

A violência digital pode ser definida como um conjunto de práticas sistemáticas de intimidação, controle, exposição, humilhação e coerção, mediadas por tecnologias da informação e da comunicação, mas com impactos concretos, profundos e duradouros na vida das vítimas. Trata-se de uma violência que se manifesta quando alguém é constrangido, ameaçado, perseguido ou publicamente exposto de forma reiterada ou estratégica, com o objetivo de causar medo, submissão, sofrimento psicológico, dano social ou silenciamento.

Essas práticas assumem múltiplas formas. Incluem o envio insistente de mensagens não desejadas, a vigilância constante de perfis, a invasão de contas, o roubo de dados, a criação de perfis falsos, a difamação em redes sociais, a divulgação de conteúdos íntimos sem consentimento e, mais recentemente, o uso de tecnologias avançadas, como a inteligência artificial, para a manipulação de imagens e vídeos. As chamadas deepfakes representam hoje uma das expressões mais perversas da violência digital contemporânea, por sua capacidade de criar cenas falsas com alto grau de realismo, dificultando a contestação e ampliando o dano à reputação e à integridade das vítimas.

Esse tipo de violência raramente surge de forma abrupta. Em muitos casos, inicia-se de maneira sutil e gradual, por meio de pedidos aparentemente inofensivos, como a exigência de compartilhamento de senhas, a cobrança por respostas imediatas, o controle sobre amizades virtuais ou a pressão para o envio de imagens íntimas. Com o tempo, essas condutas evoluem para chantagens, ameaças de exposição, perseguições persistentes e ataques públicos à honra e à imagem da vítima. A dinâmica própria do ambiente digital — marcada pela velocidade, pelo alcance e pela replicação contínua de conteúdos — potencializa o dano, tornando a violência permanente e, muitas vezes, impossível de ser contida sem intervenção especializada.

No caso de mulheres e meninas, a violência digital está profundamente conectada às desigualdades estruturais de gênero. A sexualização forçada, a humilhação pública e o uso da imagem feminina como instrumento de controle são estratégias recorrentes. Dados globais indicam que a esmagadora maioria das deepfakes com conteúdo sexual tem como alvo mulheres, evidenciando que a tecnologia tem sido utilizada para atualizar práticas históricas de dominação, silenciamento e punição social. No Brasil, esse cenário se reflete no impacto direto da violência digital sobre a saúde mental, a vida profissional e a sensação de segurança das vítimas, muitas vezes levando ao isolamento social, à interrupção de trajetórias acadêmicas e profissionais e ao adoecimento psicológico.

Quando a violência digital atinge crianças e adolescentes, o quadro se agrava de forma dramática. A assimetria de poder, a imaturidade emocional e a dificuldade de reconhecer situações abusivas tornam esse público extremamente vulnerável. A violência digital contra crianças não se limita à exposição a conteúdos impróprios. Ela envolve práticas como aliciamento, exploração sexual, coerção para automutilação, estupro virtual e transmissões ao vivo de atos violentos, muitas vezes acompanhadas de ameaças e chantagens. São situações em que o agressor utiliza a tecnologia como ferramenta de dominação e controle, explorando o medo, a vergonha e o silêncio da vítima.

É um equívoco acreditar que esses crimes ocorrem apenas em espaços obscuros da internet. Grande parte da violência digital acontece em plataformas amplamente conhecidas, utilizadas cotidianamente por crianças e adolescentes, com acesso fácil e irrestrito. Essa falsa sensação de normalidade contribui para que pais, responsáveis e educadores subestimem os riscos, enquanto vítimas permanecem expostas a práticas extremamente nocivas, sem compreender plenamente o que está acontecendo ou como buscar ajuda.

Outro aspecto central da violência digital é seu efeito transbordamento. Ela não se encerra no ambiente virtual. O ódio, a humilhação e a desumanização que se iniciam online atravessam a tela e podem se converter em agressões presenciais, violência doméstica, perseguições físicas e, nos casos mais extremos, feminicídios. Estudos e alertas de organismos internacionais demonstram que o consumo recorrente de conteúdos misóginos e extremistas na internet contribui para a radicalização de comportamentos e para a legitimação da violência como forma de resposta a frustrações e conflitos.

Reconhecer a violência digital como uma violação de direitos humanos é um passo essencial, trata-se de uma forma contemporânea de violência, com impactos tão reais quanto qualquer agressão física. Não é exagero, não é fragilidade das vítimas e tampouco um efeito colateral inevitável da tecnologia. É uma prática que exige respostas jurídicas, institucionais e sociais à altura de sua gravidade. É justamente nesse ponto que o ECA Digital assume papel central. A Lei representa uma atualização necessária do Estatuto da Criança e do Adolescente à realidade do século XXI, reconhecendo que a proteção integral não pode se restringir aos espaços físicos, mas deve alcançar, de maneira clara e objetiva, o ambiente digital. Ele parte do princípio de que crianças e adolescentes são sujeitos de direitos também no mundo virtual e que qualquer violação nesse espaço deve ser tratada com a mesma seriedade das ocorridas no mundo offline.

Um dos principais avanços é a redistribuição de responsabilidades. A lei rompe com a lógica de que a proteção no ambiente digital é dever exclusivo das famílias e impõe obrigações concretas às empresas de tecnologia. Redes sociais, aplicativos de mensagens, jogos eletrônicos e plataformas de streaming passam a ter o dever legal de adotar mecanismos eficazes de prevenção, detecção e resposta a conteúdos que violem os direitos de crianças e adolescentes. Isso inclui canais de denúncia acessíveis, protocolos claros de remoção de conteúdos ilícitos, medidas para impedir a viralização de material abusivo e a obrigação de cooperar com autoridades na preservação e no fornecimento de provas digitais.

Outro ganho está no fortalecimento da prevenção. A nova legislação não se limita à punição, mas incorpora a educação digital como eixo fundamental de proteção. Ao estimular ações de conscientização, alfabetização digital e uso seguro da internet, a lei contribui para reduzir a vulnerabilidade de crianças e adolescentes e para interromper ciclos de violência antes que eles se consolidem. A informação passa a ser tratada como ferramenta estratégica de proteção. Ele também amplia a capacidade de resposta do Estado. Ao estabelecer parâmetros claros sobre o que constitui violação de direitos no ambiente digital, a lei facilita a atuação das forças de segurança, do Ministério Público e do Poder Judiciário. A exigência de preservação de registros digitais e a cooperação obrigatória das plataformas reduzem a impunidade e aumentam as chances de responsabilização dos agressores, aspecto fundamental em crimes digitais, nos quais o tempo é fator decisivo para o sucesso das investigações.

No enfrentamento da exploração sexual e da violência extrema, os avanços são ainda mais significativos há o reforço de mecanismos para coibir práticas como estupro virtual, transmissões ao vivo de violência, aliciamento online e coerção para automutilação, reconhecendo essas condutas como formas graves de violência contra crianças e adolescentes. Ao exigir atuação ativa das plataformas, a lei reduz o tempo de exposição das vítimas e limita a disseminação de conteúdos que produzem danos irreversíveis. Ao combater a exposição contínua a assédio, humilhação e violência simbólica, o ECA Digital atua diretamente na prevenção de quadros de ansiedade, depressão, automutilação e ideação suicida entre crianças e adolescentes. A lei reconhece que o dano psicológico é tão relevante quanto o físico e que a violência digital, por sua natureza invasiva e permanente, pode produzir efeitos devastadores ao longo de toda a vida.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade da autora, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Portal CSC

Mais de 30 municípios estão com médio risco para infestação do Aedes aegypti em Sergipe

0
Mais de 30 municípios estão com médio risco para infestação do Aedes aegypti em Sergipe
Foto: Adobe Stock

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde.

34 municípios de Sergipe apresentaram médio risco de infestação do Aedes aegypti, de acordo com o primeiro Levantamento Rápido de Índice de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa), divulgado nesta segunda-feira (26).

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES), o LIRAa apontou ainda que dois municípios apresentaram alto índice de infestação, 37 mostraram baixo risco e dois não realizaram o levantamento.

O estudo mede a presença do vetor nas localidades pesquisadas que apresenta o índice satisfatório que vai de 0 a 0,9, o de média infestação de 1,0 a 3,9 e o de alto risco acima de 4,0.

Confira as cidades que tiveram Índice médio de infestação:

  • Barra dos Coqueiros
  • Campo do Brito
  • Capela
  • Carira
  • Cedro de São João
  • Cumbe
  • Divina Pastora
  • Estância
  • Frei Paulo
  • Gararu
  • Gracho Cardoso
  • Itabaianinha
  • Japaratuba
  • Japoatã
  • Lagarto
  • Laranjeiras
  • Moita Bonita
  • Monte Alegre de Sergipe
  • Nossa Senhora da Glória
  • Nossa Senhora das Dores
  • Nossa Senhora do Socorro
  • Pirambu
  • Poço Verde
  • Riachão do Dantas
  • Riachuelo
  • Salgado
  • Santa Luzia do Itanhy
  • Santana do São Francisco
  • São Domingos
  • São Miguel do Aleixo
  • Siriri
  • Telha
  • Tobias Barreto
  • Tomar do Geru

O Aedes aegypti é responsável pela transmissão da dengue, zika e chikungunya. O inseto utiliza qualquer recipiente que acumule água para depositar seus ovos, o que reforça a necessidade de ações contínuas de prevenção dentro das residências.

Em 2025, foram registrados 691 casos de dengue, 187 de chikungunya e 9 de zika no estado. Os episódios de dengue e chikungunya obtiveram uma redução de 64% e 59% respectivamente quando comparado ao mesmo período de 2024.

Vacinação

A SES recebeu 20 mil doses da vacina QDenga para serem distribuídas a todos os municípios sergipanos. O objetivo é ampliar a vacinação contra a dengue para as crianças e adolescentes de 10 a 14 anos de todo o estado, seguindo as diretrizes do Ministério da Saúde (MS).

Os pais e responsáveis devem levar a criança ou o adolescente para receber o imunizante na Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima.

A infecção pelo Aedes aegypti pode provocar sintomas como dor de cabeça intensa, cansaço extremo e dores musculares, além de dor atrás dos olhos e manchas vermelhas na pele.

Fonte: G1 | TV Sergipe

 

3 cidades mais inteligentes do Brasil: o que elas têm em comum

0
3 cidades mais inteligentes do Brasil: o que elas têm em comum
Crédito: Banco de imagem

Vitória, Florianópolis e Niterói lideram o ranking nacional ao combinar inovação, planejamento urbano, sustentabilidade e gestão pública orientada por dados.

O Ranking Connected Smart Cities 2025 voltou a colocar em evidência as cidades brasileiras que mais avançaram na construção de soluções inteligentes, sustentáveis e conectadas. Considerado a principal referência nacional para medir o grau de desenvolvimento urbano no país, o estudo chegou à sua 11ª edição marcando o início de um novo ciclo de dez anos, agora com abrangência ampliada para os 5.570 municípios brasileiros. A metodologia atualizada analisa 75 indicadores distribuídos em 13 áreas temáticas, como mobilidade urbana, meio ambiente, tecnologia, governança, educação, saúde e inovação, adotando parâmetros das normas ISO ABNT e métricas inéditas, com dados disponibilizados pela plataforma Plancity. Em 2025, Vitória (ES), Florianópolis (SC) e Niterói (RJ) ocuparam, respectivamente, a primeira, segunda e terceira posições no ranking geral, revelando trajetórias distintas, mas com pontos em comum que ajudam a explicar seus desempenhos de destaque.

Vitória assumiu a liderança nacional ao superar Florianópolis, campeã da edição anterior, consolidando-se também como a cidade mais bem colocada da região Sudeste. O avanço da capital capixaba reflete investimentos consistentes na modernização dos serviços urbanos, na governança digital e na integração entre desenvolvimento econômico e sustentabilidade. Além do primeiro lugar no ranking geral, Vitória alcançou a segunda posição nos eixos de Economia e Finanças e de População, Condições Sociais e Educação. No campo econômico, a cidade registrou crescimento de 15% no número de empresas e aumento de 1,8% nos empregos formais, com renda média superior a R$ 4.450. Na educação, os indicadores mostram avanços relevantes, como a ampliação de vagas na educação infantil, um Ideb de 4,9 e uma forte presença de dispositivos digitais nas escolas. A cidade também se destacou na saúde, com mais de 531 leitos hospitalares por 100 mil habitantes, aumento no número de médicos e a implementação de prontuário eletrônico unificado para parte da população, evidenciando o uso da tecnologia como ferramenta estratégica de gestão pública.

Florianópolis, por sua vez, aparece na segunda colocação geral e mantém a liderança entre as cidades da região Sul, além de ocupar o primeiro lugar no eixo de Inovação e Empreendedorismo. A capital catarinense construiu um dos ecossistemas de tecnologia mais dinâmicos do país, com 10% da força de trabalho empregada em atividades de tecnologia da informação e comunicação e 5% em educação, pesquisa e desenvolvimento. O crescimento das empresas de economia criativa e o número expressivo de startups, que já soma 107, reforçam esse perfil inovador. A cidade desenvolve uma agenda estruturada de longo prazo, como a Smart Floripa 2030, que articula inovação, turismo e economia criativa com soluções urbanas baseadas em dados, interoperabilidade e parcerias entre poder público, universidades e setor privado. Florianópolis também se destaca na área ambiental e de saneamento, alcançando cobertura total na coleta de resíduos domiciliares, índices de reciclagem acima da média nacional e elevados percentuais de acesso à água potável e tratamento de esgoto, o que reforça sua reputação como referência em qualidade de vida e sustentabilidade.

Niterói completa o pódio ao conquistar a terceira posição no ranking geral, após avançar duas colocações em relação a 2024. O município fluminense se destaca especialmente no eixo de Economia e Finanças, no qual ocupa a liderança nacional, refletindo uma gestão fiscal sólida e investimentos estratégicos. O produto per capita elevado, o crescimento no número de empresas e a renda média dos trabalhadores formais demonstram a força econômica da cidade. Niterói também apresenta desempenho consistente em saneamento, com cobertura praticamente universal de coleta e tratamento de esgoto e abastecimento de água, além de bons resultados em inovação e empreendedorismo, integrando o grupo das 15 cidades mais bem posicionadas nesse eixo. A presença de profissionais em áreas de tecnologia, pesquisa e desenvolvimento, somada ao crescimento da economia criativa, indica um movimento de diversificação econômica alinhado às tendências das cidades inteligentes. Na saúde, os indicadores também são expressivos, com ampla oferta de leitos, alta proporção de médicos por habitante e elevados índices de imunização.

Apesar de trajetórias distintas, Vitória, Florianópolis e Niterói compartilham características centrais que ajudam a explicar suas posições de destaque no Ranking Connected Smart Cities 2025. As três cidades apresentam planejamento de longo prazo, uso estratégico de dados e tecnologia na gestão pública, investimentos contínuos em educação, inovação e infraestrutura urbana, além de políticas que integram desenvolvimento econômico, sustentabilidade e qualidade de vida. O comparativo entre elas revela que não existe um único modelo de cidade inteligente, mas sim caminhos diversos sustentados por governança eficiente, colaboração entre setores e foco no cidadão. Como destaca Paula Faria, idealizadora do Connected Smart Cities e CEO da Necta, “o ranking evidencia que os municípios brasileiros passaram a incorporar inovação e tecnologia como instrumentos centrais para aprimorar os serviços públicos. Em comum, as três líderes de 2025 mostram que inteligência urbana é resultado de visão estratégica, continuidade administrativa e compromisso com o futuro das cidades”.

UE pressiona Brasil por mudança nas regras de leilão em Santos

0
UE pressiona Brasil por mudança nas regras de leilão em Santos
Foto: Freepik

Comissário europeu pediu ajuda do chanceler brasileiro para reverter veto à participação de empresas como a dinamarquesa Maersk

A Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia, entrou nas conversas sobre o leilão do novo superterminal de contêineres no Porto de Santos (SP) e faz pressão por uma mudança na forma de disputa.

O comissário europeu de Comércio, Maros Sefcovic, pediu a ajuda do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para reverter o veto do governo à participação de armadores (companhias de navegação), o que afeta gigantes europeias como a dinamarquesa Maersk e a suíça MSC.

O apelo de Sefcovic a Vieira ocorreu durante sua passagem pelo Rio de Janeiro, no dia 16 de janeiro, quando os dois se reuniram na véspera da assinatura do acordo de livre comércio Mercosul-UE.

A informação foi confirmada à CNN Brasil por fontes do Itamaraty e de Bruxelas.

O Tecon Santos 10 prevê investimentos acima de R$ 6 bilhões e ampliará em 50% a capacidade de movimentação no maior porto da América Latina, que está à beira do esgotamento.

O leilão está previsto para abril. No mês passado, o TCU (Tribunal de Contas da União) aprovou recomendação para que armadores fossem impedidos de participar, evitando uma verticalização do setor portuário — com empresas de navegação controlando, ao mesmo tempo, o frete marítimo e grandes terminais de contêineres no país.

O MPor (Ministério de Portos e Aeroportos) orientou formalmente a Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) a acatar essa recomendação na elaboração do edital.

A Dinamarca, sede da Maersk, presidiu o Conselho Europeu no último semestre. O braço de operações de terminais portuários da empresa, a APM Terminals, tem base na Holanda.

Autoridades da Suíça também lançaram um instrumento de pressão para tentar garantir a presença da MSC no leilão do Tecon Santos 10.

Representantes do país avisaram à Casa Civil que o acordo de livre comércio Mercosul-Efta pode enfrentar resistências para ratificação entre parlamentares suíços por causa das restrições impostas a armadores.

O Efta reúne quatro nações europeias que não fazem parte da UE: Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein. O tratado comercial foi assinado em 2025 e ainda depende de aprovação pelos parlamentos nacionais de ambos os blocos.

O assunto não desperta o interesse apenas de europeus. A chinesa Cosco, quarta maior companhia de navegação do planeta, entrou no TCU com um pedido de reexame da decisão tomada em dezembro.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, garante que o leilão com restrições em Santos não afetará a concorrência. Ele afirma que há pelo menos dez grupos interessados no certame.

A empresa filipina ICTSI, principal operadora “bandeira branca” de terminais de contêineres do mundo, tem sido uma das mais eloquentes no desejo de participar. O mercado considera a JBS Terminais, que opera no Porto de Itajaí (SC), como outra potencial participante.

Fonte: CNN Brasil

IA é a principal preocupação de segurança para os negócios no Brasil

0
A arqueologia de dados: escavando metadados e contextos de intencionalidade nas cidades inteligentes
Foto: Enviada por Giovanni Bernardo

Ferramenta pode trazer riscos operacionais, legais e reputacionais

Um ranking de riscos empresariais elaborado pela seguradora corporativa do Grupo Allianz, a Allianz Commercial, mostra que a inteligência artificial é a principal preocupação do setor de negócios no Brasil. Essa é a primeira vez que a IA aparece como o principal risco empresarial apontado pelos executivos brasileiros.

Segundo o levantamento, a inteligência artificial segue sendo vista como uma poderosa alavanca estratégica para os negócios, mas também como uma fonte crescente de riscos operacionais, legais e reputacionais, superando a capacidade das empresas de estruturar governança, acompanhar a regulação e preparar adequadamente suas equipes.

“Considerando a crescente importância da IA ​​na sociedade e na indústria, não é surpreendente que ela seja o principal fator de variação no Allianz Risk Barometer. Além de trazer enormes oportunidades, seu potencial transformador, aliado à rápida evolução e adoção, está remodelando o cenário de riscos, tornando-se uma preocupação central para empresas”, destacou o CEO da Allianz Commercial, Thomas Lillelund.

As principais preocupações apontadas pelos empresários no ranking são:

  • Inteligência artificial (32% de citações);
  • Incidentes cibernéticos (31%);
  • Mudanças na legislação e regulamentação (28%);
  • Mudanças climáticas (27%) e
  • Catástrofes naturais (21%).

Fonte: Agência Brasil

As 3 cidades do eixo Sudeste que unem inovação, saúde e tranquilidade fora das capitais

0
As 3 cidades do eixo Sudeste que unem inovação, saúde e tranquilidade fora das capitais
Foto: depositphotos.com / gustavofrazao

As cidades de Poços de Caldas, Ribeirão Preto e São Carlos formam um cinturão de desenvolvimento que atrai quem busca o equilíbrio entre produtividade e bem-estar. Em 2026, esses municípios se consolidam como refúgios para profissionais remotos e aposentados.

Por que Poços de Caldas é a referência em qualidade de vida?

Morar na estância hidromineral mineira significa investir em uma rotina pautada pelo bem-estar e pelo clima ameno das montanhas. A cidade oferece águas termais acessíveis e uma arquitetura Art Déco que preserva o charme sofisticado de uma estância europeia em pleno Brasil.

A infraestrutura de saúde é um dos pilares que garantem a segurança de quem escolhe a região para desacelerar o ritmo. O contato constante com parques e cafés elegantes cria uma atmosfera social acolhedora, ideal para quem prioriza a limpeza urbana e a segurança pública no cotidiano.

Como Ribeirão Preto une a riqueza do agronegócio ao conforto?

A cidade representa o dinamismo do interior paulista, impulsionada pela força econômica de marcas ligadas à produção de cana e café. Diferente de vilas pacatas, o município oferece uma rede de saúde privada de elite e uma cena gastronômica comparável às grandes capitais mundiais.

A presença de equipamentos culturais como o Theatro Pedro II garante que a vida social seja agitada e repleta de opções de lazer qualificado. É o destino certo para quem não abre mão de oportunidades profissionais e serviços de alta complexidade, mas foge do caos das metrópoles.

Quais os detalhes que tornam São Carlos o polo da inovação?

Conhecida como a capital da tecnologia, a cidade abriga instituições de renome como a USP e a UFSCar, que oxigenam o ambiente local com pesquisa e desenvolvimento. Esse perfil intelectual garante uma atmosfera progressista e um custo de vida mais competitivo que o de Campinas:

  • Polo tecnológico: abriga empresas de alta tecnologia e centros de pesquisa que atraem engenheiros e cientistas.
  • Público jovem: a presença massiva de universitários mantém a cidade vibrante e com diversas opções de lazer cultural.
  • Sustentabilidade urbana: investimentos em ciclovias e parques demonstram uma preocupação constante com a mobilidade e o meio ambiente.
  • Educação de ponta: o acesso a cursos e palestras gratuitas nas universidades eleva o nível intelectual da comunidade local.
  • Localização estratégica: o fácil acesso às principais rodovias do estado facilita a logística para quem viaja a trabalho.

Por que essas cidades formam o chamado Cinturão da Qualidade?

Estes municípios apresentam um IDH muito alto e economias sólidas baseadas em vocações distintas como o bem-estar, a tecnologia e o agronegócio. A infraestrutura de saúde superior à média nacional garante que o morador tenha acesso a tratamentos modernos sem grandes deslocamentos.

A solidez financeira dessas regiões reflete na manutenção de espaços públicos e na oferta de empregos qualificados para diversas áreas de atuação. O fio condutor entre elas é a capacidade de oferecer uma vida urbana completa, preservando a essência e a segurança do interior.

Vale a pena investir em uma mudança para o interior em 2026?

A transição para cidades como São Carlos ou Poços de Caldas é o passo definitivo para quem busca longevidade e saúde mental. A tecnologia de conectividade atual permite que o trabalho remoto seja realizado com a mesma eficiência de um escritório centralizado em uma capital.

Escolher uma cidade com ritmo interiorano é garantir um futuro mais equilibrado para a família, longe da poluição e da violência extrema. A qualidade de vida oferecida por este eixo do Sudeste é o diferencial para quem entende que o tempo é o ativo mais valioso da vida moderna.

Fonte: Revista Fórum

O que você entregou nos primeiros 20 dias do ano?

0
O que você entregou nos primeiros 20 dias do ano?
Foto: Enviada por Marco Zanatta

Janeiro costuma ser tratado como um mês de retomada. Ajustam-se agendas, revisam-se planos e alinham-se expectativas.

No setor público, esse movimento é comum e, até certo ponto, necessário. O problema surge quando o planejamento ocupa todo o espaço e a execução sempre fica para depois.

Os primeiros dias do ano dizem muito sobre uma gestão porque revelam se as decisões já estavam tomadas ou se ainda estavam sendo adiadas. Quando janeiro vira apenas um mês de organização, o ano começa atrasado.

Por isso, a pergunta faz sentido: o que foi entregue, de fato, nos primeiros 20 dias do ano?

Gestões que executam cedo mostram que o planejamento aconteceu antes. Elas não discutem mais se vão avançar. Apenas colocam em prática o que já foi decidido. Foi exatamente esse movimento que Ipatinga fez ao iniciar 2026.

Ainda nos primeiros dias do ano, o município mineiro se tornou a primeira cidade do Brasil a operar a BB Governo Digital, colocando em ação uma nova forma de relacionamento entre prefeitura, servidores e cidadãos.

Foto: Enviada por Marco Zanatta

Não foi um anúncio simbólico. Foi execução.

A decisão de lançar a BB Governo Digital logo no início do ano revela maturidade administrativa. Mostra que a transformação digital não entrou como um projeto paralelo, mas como uma política de gestão integrada, pensada para gerar impacto real na rotina da administração.

Os números ajudam a entender essa escolha. Com a digitização dos processos, Ipatinga projeta uma economia de cerca de R$ 3 milhões por ano e deixa de consumir 42 toneladas de papel nos setores da administração pública. Além disso, etapas manuais que antes travavam o fluxo interno deixam de existir.

Processos que levavam de 5 a 20 dias apenas para circular fisicamente entre setores passam, com a BB Governo Digital, a tramitar em poucas horas e, em alguns casos, em minutos.

Esses dados não falam apenas de tecnologia. Falam de eficiência administrativa, sustentabilidade e responsabilidade com o recurso público.

Ipatinga não esperou o ano engrenar para agir. A gestão entrou em janeiro com decisões tomadas e estrutura pronta para avançar.

Esse movimento reforça uma ideia simples, mas muitas vezes ignorada: governo digital não começa quando o sistema é lançado, mas quando a decisão por implantar deixa de ser adiada.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Portal CSC