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PRIMEIRO ESTACIONAMENTO INTELIGENTE DO BRASIL FOI PROJETADO NA CIDADE TURÍSTICA DE POMERODE (SC) COM USO DE ÁGUA E ENERGIA ELÉTRICA SOB DEMANDA

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Primeiro estacionamento inteligente do Brasil foi projetado na cidade turística de Pomerode (SC) com uso de água e energia elétrica sob demanda

O espaço é voltado para viajantes e usuários de motorhomes e trailers que buscam autonomia, mais sustentabilidade e espaço seguro para ficar durante a viagem.

Um estacionamento inteligente para motorhomes, trailers e caravanas em que o uso de água e energia elétrica acontece sob demanda, de forma econômica e sustentável: essa é uma solução desenvolvida pela LabRetail, empresa voltada à criação de projetos de soluções tecnológicas para o varejo e para a indústria automotiva, em parceria com a TRV, plataforma de reserva de hospedagem para campismo, caravanismo e atividades ao ar livre, que já está disponível na cidade de Pomerode (SC). O primeiro estacionamento inteligente a ser desenvolvido no Brasil, esse smart camping, é autônomo e funciona 24 horas.

Estacionamento inteligente chega para estimular o turismo no país

A iniciativa chega para estimular o turismo no país, que tem quase 8 mil quilômetros de faixa litorânea a serem explorados, principalmente para atividades ao ar livre, turismo de natureza ou de aventura. “O interesse por destinos sustentáveis está cada vez mais em alta, impulsionado pela crescente conscientização em relação aos desafios ambientais, sociais e econômicos.

Apesar disso, para definir um roteiro, muitos viajantes se sentem desencorajados ao escolher os destinos, principalmente por conta da falta de segurança ou da infraestrutura inadequada, mas proporcionamos total independência e comodidade para ter água, energia elétrica e segurança de forma simples, descomplicada e econômica. As diárias são mais baratas do que as de um camping comum, que normalmente não possui estrutura para os veículos”, comenta Sérgio Silvestre, sócio fundador e CEO da LabRetail.

Silvestre explica que, quando não há a opção de utilizar um estacionamento inteligente, quem está viajando de trailer ou motorhome precisa parar em um camping ou posto de gasolina para descansar e abastecer, o que às vezes não é suficiente. “Esses lugares não oferecem a comodidade de ter água e energia elétrica à disposição. Em um camping você paga uma diária para usar um banheiro coletivo e tem que procurar uma solução para encher a caixa d’água do motorhome e carregar a bateria do veículo com energia elétrica”.

No estacionamento inteligente, esses recursos estão disponíveis sob demanda. “O smart camping atende dois perfis de clientes: o primeiro é mais consciente e busca experiências que respeitem tanto o meio ambiente quanto as comunidades locais. O segundo reconhece que recursos como água e energia são controlados e pagos conforme a demanda. Ele está ciente de que o uso irresponsável terá impacto financeiro, então o comportamento acaba sendo impactado, porque uma coleta discreta de informações está sendo feita pela plataforma, já que o sistema apresenta em tempo real o consumo de energia e água do usuário, promovendo a utilização mais eficiente desses recursos. Isso reflete em mudanças culturais e de hábito saudável.”

Como utilizar o estacionamento inteligente?

Para fazer uso da estrutura, é necessário primeiro fazer um cadastro na plataforma da TRV, que inclui informações pessoais, de contato e do próprio veículo. Depois, pode-se fazer uma reserva de acordo com o tamanho do automóvel. “Ao chegar [no estacionamento], o sistema reconhece a placa do veículo e a reserva, então ele abre a cancela e faz o check-in. O próprio cliente libera a estação de energia e água para consumo sob demanda.

Ele também pode fazer o descarte do esgoto. No final, paga pelo consumo de água e energia antes do checkout e, após isso, a cancela do estacionamento se abre e encerra-se o uso do cliente no sistema. Entendemos que um estacionamento inteligente precisa ser autônomo, sem funcionários e capaz de oferecer aos clientes todas as funcionalidades necessárias para que o uso flua como se pessoas estivessem no local prestando o serviço”, explica o CEO.

Ele conta que o papel da LabRetail no projeto foi desenvolver o protótipo funcional sem custos para o estacionamento inteligente. “A LabRetail conduziu as etapas de levantamento de necessidades, prototipagem em laboratório, testes de campo, refinamento das soluções, instalação em campo e suporte técnico, resultando na versão aprovada pela TRV para escalar a solução. O estacionamento inteligente demorou seis meses para ser desenvolvido, incluindo as obras civis no local, como terraplanagem, instalação de cercas, brita, câmeras de segurança, ligações de água e energia elétrica pelas concessionárias locais”, explica.

Leia também: Eletrificação: região norte acelera ampliação de infraestrutura de recarga

Uma solução para rentabilizar espaços

“Na prática, a LabRetail é responsável pela implantação do kit de automação [do espaço], sua operação e suporte técnico. O dono do terreno fica responsável por entregar o local com a infraestrutura necessária (terraplanagem, iluminação, água, energia e muros ou cerca) para instalação do kit de automação”.

Já a TRV administra as reservas, faz o relacionamento com os caravanistas e a cobrança das diárias e do consumo de água e energia. “Os clientes da TRV são essencialmente os donos dos terrenos, que buscam uma solução para rentabilizar seus espaços. Eles podem ser desde pessoas físicas, prefeituras e governos estaduais, até hotéis, pousadas e campings. A TRV se propõe a resolver um problema muito comum em diversas cidades do Brasil: áreas ociosas podem se tornar ocupadas e rentáveis”, comenta Silvestre.

Ele explica que oferecer um tipo de acomodação inteligente, como é o estacionamento, faz com que os donos dos terrenos também consigam reduzir o custo das contas de água e energia elétrica do espaço. “Durante a temporada de verão, observamos um elevado aumento tanto no consumo de água quanto de energia, o que é esperado. Ao analisar dados repassados por entidade do setor, apuramos que os campings que operam com o fornecimento de água e energia já incluso no valor da diária da hospedagem [sem ser sob demanda] têm um aumento de 400 a 500% nas faturas, o que é impossível de repassar para as diárias do camping. Quando você tem um camping onde o consumo de água e energia é sob demanda, isso não acontece. No protótipo localizado em Pomerode, constatamos nos meses de janeiro e fevereiro deste ano uma elevação de 30 a 40% no consumo destes recursos.”

Estacionamento conta com inteligência artificial, conexão de internet e transmissão de dados via Wi-Fi

Para tornar o estacionamento inteligente, foram usadas diversas tecnologias. “Usamos a inteligência artificial para o reconhecimento da placa dos veículos quando eles chegam na frente da cancela, assim como conexão de internet e transmissão de dados via Wi-Fi para que os dados sejam enviados para validação em tempo real nos servidores em nuvem. Também lidamos com desenvolvimento de hardware com placas de circuito impresso sob medida para os quadros de energia e água e desenvolvimento de software para viabilizar o uso pelos viajantes”, explica o CEO da LabRetail, Sérgio Silvestre.

Segundo ele, esse é um tipo de negócio escalável que pode ser reproduzido em outras localizações e frentes. “Pomerode (SC) foi o primeiro, mas Nova Petrópolis (RS) está em obras e será o segundo estacionamento inteligente da TRV. Além disso, a LabRetail já está em contato com uma rede de hotéis para que o conceito de ‘diária sustentável’ seja criado. Os medidores de fluxo de água e energia serão instalados em cada quarto, onde também será instalada uma tela para que o hóspede acompanhe em tempo real o consumo de água e energia elétrica e possa fazer o uso responsável dos recursos naturais”, finaliza.

Fonte: PetroSolGas

ELETRIFICAÇÃO: REGIÃO NORTE ACELERA AMPLIAÇÃO DE INFRAESTRUTURA DE RECARGA

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Eletrificação: Região Norte acelera ampliação de infraestrutura de recarga
Até o final do ano, parceria pretende instalar de 250 a 300 pontos de recarga em Manaus e Belém para atender todas as marcas. Foto: Getty Images

Kûara Energy e Invest Amazônia se unem para iniciar implantação de pontos de recarga de veículos. Primeiras cidades a ter o sistema serão Manaus e Belém

A infraestrutura de recarga de veículos elétricos está se expandindo mais rapidamente nas regiões Sul e Sudeste, porque acaba refletindo onde os automóveis zero-quilômetro são mais vendidos no Brasil.

Essa realidade, porém, começa a mudar. A Kûara Energy, presente no Polo Industrial de Manaus (AM), em parceria com a Invest Amazônia Brasil, está se preparando para investir na implementação de pontos de recarga, a começar pelas capitais Manaus e Belém (PA).

De quebra, a empresa, que se dedica ao desenvolvimento de soluções inovadoras para a eletromobilidade, criou um aplicativo para o usuário fazer a gestão de recarga, ferramenta disponível nos sistemas iPhone e Android.

“A iniciativa vai atender a crescente demanda por infraestrutura de recarga da região Norte”, garante Rubenson Chaves, CEO da Kûara Energy.

“O mercado brasileiro de veículos eletrificados aumentou 91% no ano passado em relação a 2022. A Região Norte, que representa 4% das vendas de automóveis novos no País, precisa seguir a mesma curva de evolução.”

Aplicativo para eletrificação

Para atingir essa meta, a Kûara Energy e a Invest Amazônia Brasil estão se movimentando para ampliar a infraestrutura. Até o fim do ano, a parceria planeja instalar de 250 a 300 pontos de recarga em Manaus e Belém, que poderão atender todas as marcas de automóveis eletrificados.

“No momento, trabalhamos com propostas para a instalação de 100 pontos, em locais como estacionamento de shoppings centers e supermercados”, relata.

O primeiro posto foi colocado à Rua Francisco Arruda, 265, no bairro de Aleixo, na capital do Amazonas. Para facilitar a utilização do equipamento, o motorista deve baixar o aplicativo intuitivo, que permite operações remotas, cadastrar o cartão de crédito, dar início e encerrar o processo de recarga, além de visualizar o histórico de uso.

Os componentes dos eletropostos são importados da Lite-On Technology, empresa de Taiwan, líder de mercado no fornecimento de soluções optoelectrônicas complexas.

Leia também: Emergências climáticas e as cidades do futuro

Destaque na Região Norte

Chaves conta que Manaus foi a cidade que registrou o maior número de vendas de veículos elétricos na região Norte, chegando a 451 unidades. De acordo com a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), ela aparece na 12ª posição entre as capitais do País no ranking de carros com essa tecnologia. Belém, Porto Velho, Palmas, Macapá, Boa Vista e Rio Branco vêm em seguida.

A Kûara Energy não pretende restringir sua área de atuação na Região Norte. Ao mesmo tempo em que busca consolidar o serviço em seu “quintal”, ela mira outras cidades de todo o Brasil.

“Acreditamos que haverá um ‘boom’ nesse tipo de atividade e estamos nos estruturando para isso”, acentua o executivo.

Ele demonstra otimismo por causa das recentes decisões do governo federal, como o Programa Mover e o chamado IPI Verde, que poderão cortar impostos e acelerar a renovação de frota e do parque industrial das empresas envolvidas com a mobilidade urbana.

“Está havendo uma convergência entre as ações das empresas e do governo e o desejo do consumidor, que quer conveniência acima de tudo”, acredita. “Além disso, as inovações praticadas por países que lideram a transição energética, como a China, chegam rapidamente ao Brasil. Devemos estar atentos às mudanças.”

Novos investidores

Na visão de Chaves, o Estado do Amazonas tem uma vantagem em relação aos demais: a Zona Franca de Manaus é um impulsionador na produção de componentes e partes essenciais para a eletromobilidade. “Com o polo industrial e tecnológico tão rico, não há como ficar de fora dessa revolução. Manaus pode alavancar o desenvolvimento na região Norte”, destaca.

O CEO da Kûara afirma que a Amazônia ainda é uma “terra desconhecida por muita gente”, embora se caracterize por ser referência, por exemplo, em pesquisas nas áreas de fármaco e de energia limpa e sustentável. “A Amazônia tem de deixar de ser vista só pelo Google”, salienta.

É nesse ambiente que a Kûara Energy quer se transformar em personagem principal na eletrificação da Região Norte. No começo, a empresa vem empregando apenas recursos próprios para implantar a infraestrutura de recarga.

Em um segundo passo, ela se abrirá para o capital de possíveis parcerias – dinheiro que será bem-vindo para aumentar as ações de marketing e a capacitação demão de obra.

“As possibilidades do nosso negócio são amplas”, afirma. “Aos poucos, as frotas de ônibus a diesel estão sendo substituídas pelos elétricos, em cidades como Manaus e Palmas, no Tocantins. Assim, a infraestrutura de recarga precisa estar pronta para atender esses veículos.”

Linha de produção da Honda, no Polo Industrial de Manaus (PIM). Foto: Divulgação Honda

O potencial de uma área em crescimento

Com o avanço da economia local, o Norte do Brasil é considerado uma das regiões mais promissoras para novos investimentos. A região ainda representa a menor fatia do PIB (Produto Interno Bruto) nacional (6,3%), mas ações como as da Kûara Energy e os incentivos a startups começam a se espalhar pelos Estados.

Embora a presença do polo automotivo seja marcante em Manaus, Rondônia é o Estado que apresenta o maior PIB per capita da Região Norte (R$ 32,6 mil), seguido de Amazonas e Tocantins (R$ 29,4 mil), Pará (R$ 26,6 mil) e Roraima e Amapá, ambos com R$ 25,1 mil.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a base da economia do Norte é formada pelo extrativismo vegetal e mineral (com ênfase nas jazidas de ferr), a agropecuária, a indústria de transformação e serviços. Agora, a eletrificação veicular pretende dar sua contribuição para incrementar as atividades da região.

Fonte: Mobilidade Estadão

EMERGÊNCIAS CLIMÁTICAS E AS CIDADES DO FUTURO

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Emergências climáticas e as cidades do futuro
(Qilai Shen/Bloomberg)

A participação ativa das pessoas é crucial na construção e na operação de um sistema de comunidades sustentáveis 

Por Juliano Rodrigues Gimenez, professor, pesquisador e diretor do Instituto de Saneamento Ambiental (Isam-UCS)

Você já se perguntou como é viver em uma “cidade inteligente”? Este conceito, cada vez mais discutido em contextos de urbanismo e tecnologia, transcende a ideia de uma paisagem repleta de dispositivos eletrônicos e informatizados. Ele impacta diretamente a qualidade de vida, a segurança e o bem-estar de cada um de nós. Acredita-se que viver em uma cidade que utiliza essa inteligência para otimizar o fluxo de tráfegomonitorar as condições climáticas e garantir a segurança pública, entre outros fatores, seja um modelo para as cidades do futuro.

A inovação é o coração dessas cidades. Ela abrange desde a integração de sistemas de tecnologia da informação e comunicação até a adoção de práticas sustentáveis em planejamento urbano e gestão ambiental. Será que estamos prontos para viver em comunidades que não só utilizem tecnologias de forma inteligente, mas também se comprometam com a sustentabilidade e com a resiliência?

A participação ativa das pessoas é crucial na construção e na operação de um sistema de comunidades sustentáveis

A sustentabilidade é um pilar fundamental nesse cenário, envolvendo a busca por energias renováveis, gestão eficiente de resíduos e uso racional de recursos naturais. As consequências das nossas ações cotidianas sobre o meio ambiente têm sido cada vez mais evidentes. A participação ativa das pessoas é crucial na construção e na operação de um sistema de comunidades verdadeiramente sustentáveis e inteligentes.

Além disso, a resiliência é outra característica indispensável. Em um mundo em que as crises ambientais são cada vez mais frequentes, as comunidades precisam estar preparadas para enfrentá-las. Informação confiável, planejamento e preparação dos indivíduos e das estruturas são fundamentais para não apenas resistir, mas se adaptar e evoluir diante das adversidades.

Leia também: Cinco tendências que sinalizam o rumo da tecnologia em 2024

Refletir sobre essas questões nos ajuda a entender que inteligência, sustentabilidade e resiliência são aspectos altamente vinculados para o futuro das nossas cidades e, consequentemente, das nossas vidas. Os avanços e facilidades tecnológicas do mundo contemporâneo precisam se alinhar com as demandas constantes e crescentes de sustentabilidade e resiliência.

Afinal, qual realmente seria o modelo de cidade inteligente em que gostaríamos de viver? Qual a cidade do futuro que gostaríamos de construir e deixar de legado para as futuras gerações?

Fonte: GZH

DESCUBRA O FUTURO DA MOBILIDADE: LEVANTAMENTO 100+ CONNECTED SMART CITIES EM PARCERIA COM O MOBILIDADE ESTADÃO

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Descubra o Futuro da Mobilidade: Levantamento 100+ Connected Smart Cities em Parceria com o Mobilidade Estadão

Inscrições Abertas para o Levantamento das 100 Empresas Mais Influentes em Mobilidade Urbana de 2024


À medida que as cidades e a população se expandem, resultando no aumento da diversidade nos mercados produtivos e industriais e impulsionando a economia nacional, surge a urgência de enfrentar os desafios atuais relacionados ao planejamento e implementação de uma gestão eficaz da mobilidade urbana. Nesse contexto, o Connected Smart Cities, em parceria com a vertical de Mobilidade do Estadão, apresenta um levantamento inédito, que teve seu início em 2021, surgindo em meio aos desafios impostos pela pandemia da Covid-19, o que intensificou a necessidade de repensar e reestruturar a mobilidade nas cidades.

O processo teve início com a seleção de 288 companhias que atuam no setor de mobilidade no país. Estas foram divididas em oito segmentos, refletindo a diversidade do mercado brasileiro, e 241 delas receberam ao menos um voto dos 30 profissionais da área convidados a participar do processo de avaliação.

As inscrições para o levantamento das 100+ Influentes em Mobilidade de 2024 está aberto, sendo que empresas que se enquadram nas diversas categorias e segmentos do setor estão convidadas a realizar suas inscrições. Essa iniciativa busca promover uma representação abrangente e atualizada do cenário da mobilidade urbana no Brasil, permitindo que organizações relevantes contribuam para a construção do panorama anual. A participação das entidades não apenas fortalece a transparência e a representatividade do levantamento, mas também enriquece as discussões sobre inovação e sustentabilidade no âmbito da mobilidade urbana. O período de inscrições estará aberto até 14 de fevereiro, proporcionando uma oportunidade valiosa para as empresas interessadas destacarem suas contribuições e avanços no setor.

Segmentos e Categorias

As empresas serão distribuídas nas seguintes categorias, representando as diferentes vertentes que compõe a mobilidade urbana:

  • Fabricantes e Operadores de Transporte Público
  • Fabricantes e Operadores de Veículos
  • Fabricantes e Operadores de Caminhões
  • Fabricantes e Operadores de Motos
  • Fabricantes e Operadores de Bicicletas, incluindo elétricas, patinetes e outros levíssimos
  • Tecnologias e Operadores de Compartilhamento
  • Tecnologia & Inovação para Mobilidade
  • Consultorias
  • Mobilidade Aérea Urbana

Critérios de Avaliação

O processo de seleção das empresas mais influentes será baseado em critérios rigorosos, refletindo os desafios e demandas contemporâneos da mobilidade urbana:

  1. Inovação: As empresas serão analisadas quanto ao comprometimento com programas inovadores e progressos tecnológicos que contribuam para a modernização da mobilidade urbana. A capacidade de inovação torna-se crucial em um contexto de constante evolução e transformação digital.
  2. ESG (Ambiental, Social e Governança): As empresas serão avaliadas nos quesitos de Eficiência Energética, Comprometimento com o Meio Ambiente, Direitos Humanos, Inclusão (diversidade e equidade), Transparência e Ética. Essa abordagem reflete a crescente importância do comprometimento com práticas sustentáveis e responsáveis na construção do futuro da mobilidade urbana.

Este levantamento não apenas destaca as empresas mais influentes, mas também ressalta a necessidade de um comprometimento contínuo com a inovação e a sustentabilidade para enfrentar os desafios complexos da mobilidade urbana no Brasil. 

Faça sua inscrição! 

Sobre a NectaA Necta é uma das principais promotoras de conteúdo e eventos no Brasil especialista em aproximar os públicos B2B, B2G, G2B e G2G através da implementação de atividades orientadas a impactar positivamente os ecossistemas onde estão inseridas.

Criamos plataformas que conectam pessoas e transformam ecossistemas por meio de soluções de conteúdo especializado, promoção de eventos de negócios, premiações, cursos, rankings, estudos, marketplace e utilização de ferramentas de inteligência de mercado.

Somos os idealizadores e realizadores do Connected Smart Cities, única plataforma de cidades inteligentes e mobilidade urbana do Brasil, e da principal plataforma de PPPs e Concessões, o P3C Investimentos em Infraestrutura.

SÃO PAULO 470 ANOS

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Região Sudeste Lidera Ranking Connected Smart Cities com Inovação e Conectividade
Crédito: Foto de Bruno Mancini/Pexels

Comemoração do aniversário da cidade dia 25 de janeiro: Da Permanência à Inovação, a Rota para uma Metrópole Inteligente e Conectada

“Sampa”. “Selva de pedra”. “A locomotiva do Brasil”. “A cidade que nunca dorme”. “A cidade que não para”… São diversas as expressões comumente associadas à cidade de São Paulo. No entanto, poucos se recordam de que uma dessas afirmações já foi: “São Paulo deve parar!”.

Nos anos 1950, a população paulistana saltou de pouco menos de 2,2 milhões de habitantes para mais de 3,6 milhões. Naquele momento, o antropólogo e professor Claude Lévi-Strauss observou: “A cidade desenvolve-se com tal rapidez que é impossível traçar um mapa: cada semana exigiria uma nova edição”. Na prática, quando o crescimento populacional acelerado não é acompanhado por uma expansão equivalente das infraestruturas (ambientais, socioculturais e econômicas), as demandas sociais se acumulam. Portanto, não é difícil compreender o ponto de vista daqueles que indicavam o processo de crescimento urbano como responsável pelos problemas sociais paulistanos e, consequentemente, como algo que precisava ser interrompido.

Não defenderei aqui que São Paulo deva parar. Na verdade, não penso que seja possível ou desejável. Contudo, ao celebrarmos os 470 anos da cidade, argumento que brasileiros, paulistas e paulistanos devem. E, neste breve instante, contemplar o que éramos, o que somos e o que pretendemos ser.

Nas cidades, as análises das mudanças sociais são referências para as suas temporalidades e especificidades: o padrão de crescimento, a expansão dos bairros periféricos, a tardia ação do Estado, a segregação socioespacial, os diferentes graus de inclusão/exclusão, os problemas ecológicos, a vulnerabilidade civil e econômica, a falta de confiança e legitimidade nas leis e instituições, as manifestações de violência, entre outros. Cada um desses aspectos é muito revelador.

De fato, a rápida mudança citadina tende a acarretar em desorganização social; poucas são as esferas da vida social que se mantêm equilibradas ou integradas nessa condição. Os serviços públicos não acompanham o crescimento urbano; há crise habitacional, apesar do ritmo acelerado das construções; o sistema de transporte mostra-se ineficiente, afetando os ecossistemas e a qualidade de vida das comunidades. Enfim, o crescimento desordenado manifesta-se em níveis desiguais de infraestruturas e usos de tecnologias para atender às necessidades vitais da população.

Já sabemos bastante sobre tudo isso. Então, a questão que se coloca não é “de onde viemos” ou “o que somos”, mas “para onde vamos” – ou, na verdade, para onde queremos ir. Nesse momento percebemos que, em São Paulo, existe espaço tanto para permanências quanto para as inovações.

As permanências (afirmação e repetição) tornam-se mais benéficas quando entendemos como os mecanismos de mudança reajustam as partes do sistema social para mantê-lo coeso e conhecido. O desafio aqui é compreender o que muda em uma sociedade, o ritmo da transição e os fatores que contribuem para seu desenvolvimento e transformação.

No que diz respeito às inovações (processo e resultado), elas são mais efetivas quando consideramos simultaneamente as condições favoráveis ou desfavoráveis para o desenvolvimento e os impactos na reintegração do sistema social diante das mudanças que se busca implementar. Essa avaliação abrange elementos cruciais como o contexto local, o momento e as vulnerabilidades dos grupos afetados.

Em uma metrópole dinâmica como São Paulo, onde passado e futuro coexistem, a concepção de cidade inteligente ganha destaque. Integrando tecnologia, dados e participação cidadã, as cidades conectadas devem otimizar serviços urbanos, promover a sustentabilidade e promover o bem-estar de todos. Nesse cenário, a reflexão sobre “para onde queremos ir” torna-se intrinsecamente ligada à visão de uma cidade resiliente e eficiente, capaz de adaptar-se às mudanças, antecipar desafios e, assim, criar um ambiente mais tecnológico e humano.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities

COMO REDUZIR A EMISSÃO DE CO2 E MELHORAR A MOBILIDADE URBANA?

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Novas metas de emissão reduzem em 17% impacto no clima
Foto: Getty Images

Uso de combustíveis fósseis é uma das principais fontes para a produção de toneladas de dióxido de carbono lançadas na atmosfera

A redução da emissão de CO2 e a melhoria da mobilidade são objetivos interligados. Afinal, o uso de combustíveis fósseis é uma das principais fontes para a produção de toneladas de dióxido de carbono lançadas na atmosfera.

De acordo com um relatório publicado pela Agência Internacional de Energia (IEA), a queima de combustíveis fósseis representa 87% das emissões globais de CO2. Ou seja, foram 39,3 bilhões de toneladas de carbono equivalente em 2022, uma alta de 0,8% com relação a 2021.

Por sua vez, os transportes são responsáveis pela maioria das emissões anuais de CO2. Os carros representam dois quintos do total e dividem espaço com o transporte rodoviário em geral, ferroviário, marítimo e aéreo.

O que é a emissão de CO2?

A emissão de CO2 se refere ao lançamento de gases do efeito estufa na atmosfera, sendo o dióxido de carbono o principal. Na prática, a queima de combustíveis fósseis gera as emissões, entre outros fatores.

Até mesmo a respiração de pessoas e animais gera o CO2. O desmatamento, queimadas e lavagem de polpa de celulose e papel também são responsáveis pelas emissões, porém cada prática com sua respectiva proporção.

Qual o problema da emissão de CO2?

O problema é que as emissões em excesso de CO2 trazem graves consequências. Por exemplo, o transporte e a agropecuária podem gerar desequilíbrios nos reservatórios naturais de carbono, gerando riscos.

Em suma, o CO2 é tóxico para o ser humano. Pode causar ou agravar doenças cardiopulmonares, entre outras consequências.

Além disso, a alta concentração do dióxido de carbono é um dos fatores responsáveis pelo efeito estufa. Portanto, o aumento da temperatura global é uma preocupação mundial que tem como origem os gases do efeito estufa.

Por fim, o CO2 também pode provocar chuva ácida. Na prática, isso pode afetar o solo, as águas e até mesmo a vegetação, trazendo ainda mais consequências para os seres humanos.

Leia também: Inovação social e o potencial da interseccionalidade nas políticas públicas

Como reduzir o CO2?

A redução do CO2 é um trabalho conjunto entre o governo, as empresas e a sociedade. Por exemplo, algumas políticas governamentais são mais rígidas para o controle da emissão do gás. O uso de energia renovável, sobretudo no transporte, também é uma excelente saída.

O incentivo a alternativas de transporte e veículos menos poluentes também contribui para as reduções. Assim como políticas voltadas ao reflorestamento, agricultura sustentável e redução de desmatamento.

Os transportes sustentáveis podem ser movidos por energia limpa, como biocombustíveis ou energia elétrica, por exemplo. Além disso, o incentivo ao uso do transporte público e bicicletas, por exemplo, também podem contribuir para a redução de poluentes.A realização de pesquisas, com o apoio de universidades e empresas, também contribui para a redução de poluentes. Afinal, quanto mais tecnologias existentes, maiores são as chances de soluções inovadoras para o setor de transportes.

Fonte: Mobilidade Estadão

CINCO TENDÊNCIAS QUE SINALIZAM O RUMO DA TECNOLOGIA EM 2024

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Cinco tendências que sinalizam o rumo da tecnologia em 2024

Amy Webb, futurista renomada, divulga tendências tech em sua carta anual do Future Today Institute

Eu sempre gostei de dizer que inovação é a união de processo com repertório. Ela não vem do acaso e eu acredito fortemente que empresas e lideranças precisam priorizar e estruturar ações que resultarão em inovação, e para isso, precisamos primeiramente implementar alguns processos. Criar momentos intencionais para fóruns de ideias, estabelecer squads de inovação e estimular um ambiente de criatividade e aprendizagem são alguns exemplos de como começar.

Mas não é só isso. Em seguida, vem a importância do ganho de repertório. Ele não se limita às paredes da organização e surge quando nos colocamos presentes em momentos para aprender com outras pessoas, seja através do networking direto ou até mesmo em palestras e eventos.

Se eu puder dar um dica de evento para participar e expandir repertório, eu indicaria o South by Southwest, o SXSW, que entre muito conteúdo e presenças ilustres, conta também com a famosa palestra da Amy Webb – a futurista, professora da Universidade de Nova York e fundadora e CEO do Future Today Institute (FTI). Todo ano, Webb, que é uma das atrações mais esperada do SXSW, divulga seu relatório de tendências para o ano, e em 2023, estive presente para acompanhar as boas reflexões que, de fato, mexeram com o mercado durante o ano.

Para 2024, a futurista já divulgou a sua carta anual com uma revisão geral do que vivemos em 2023 e, principalmente, alguns sinais do que podemos esperar para os próximos meses. Veja, abaixo, alguns dos insights da carta:

Cinco temas tech que estarão em alta em 2024, segundo Amy Webb:

1- IAs que tiram as ideias do papel desencadeiam nova onda de inovação

O que ela chama de “concept-to-concrete AIs”, ou inteligências artificiais que vão da ideia ao produto final, são as ferramentas que simplificam a geração e o refinamento de ideias. Em um esforço colaborativo, que pode durar alguns dias, você reflete sobre perguntas e respostas junto com sua IA e desenvolve suas ideias transformando-as em realidade.

2- Tornando a sustentabilidade de fato, sustentável

As grandes empresas enfrentam desafios para alcançar metas de emissões zero de gases com efeito estufa até 2030, e Amy destaca a necessidade de tornar a sustentabilidade mais sustentável. Ela aponta que a resistência em encarar iniciativas climáticas como investimentos cruciais, somada à relutância em buscar conhecimentos externos, tem limitado o progresso desde 2018. Amy enfatiza a urgência de inovações em áreas como redes de energia, materiais alternativos e transparência nos mercados de carbono, com a Inteligência Artificial desempenhando um papel acelerador.

3- Os algoritmos, agora essenciais na força de trabalho, podem precisar de licenças profissionais

Com o avanço da automação e a integração de algoritmos, algumas ocupações tradicionalmente realizadas por profissionais especializados em áreas como finanças, atendimento ao cliente ou processamento de dados, foram progressivamente assumidas por sistemas automatizados.

Por isso, a carta de Webb sugere a possibilidade de regulamentação semelhante à exigida para profissionais humanos.

4- Fim dos smartphones e início de uma nova era de wearables

Em 2024, uma nova era de dispositivos vestíveis (ou wearables) impulsionados por IA personalizada, como smartwatches e óculos de realidade aumentada, surge, oferecendo respostas visuais e de voz avançadas.

Empresas como Meta, Google e Microsoft desenvolvem óculos inteligentes, enquanto a Humane.ai cria um pino controlado por voz, câmera e gestos. A próxima geração de wearables será alimentada por sistemas multimodais de IA, prometendo experiências altamente personalizadas em tempo real.

5- Possíveis mudanças na imunidade legal em relação ao conteúdo do usuário

Grandes empresas de tecnologia estão enfrentando problemas legais em relação à responsabilização de conteúdos postados em suas plataformas. Recentemente, a Suprema Corte dos EUA concordou em analisar se leis estaduais que tentam regulamentar empresas como Meta, Google e TikTok estão de acordo com a Constituição.

Tradicionalmente, as empresas eram vistas apenas como intermediárias, mas a IA generativa desafia isso, já que agora cria-se conteúdo por conta própria, sem a ajuda de pessoas, fazendo com que as empresas argumentem se o que a IA produz deve ser considerado como trabalhos originais.

Fonte: Exame

O QUE ESPERAR, AFINAL, DA MOBILIDADE URBANA NESTE ANO?

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Tarifa zero vai além da gratuidade no transporte público
Foto: Divulgação Prefeitura de São Paulo

Eletrificação dos transportes coletivo e individual é uma forte tendência para este ano

Passado o ano em que o mundo bateu recordes históricos de temperatura, é praticamente impossível falar da vida nas cidades sem pensar em como garantir modos ambientalmente sustentáveis de interação. E isso passa pelo deslocamento das pessoas, pela mobilidade urbana.

Isso é ainda mais verdadeiro para o Brasil, País de dimensões continentais em que 61% da população vive em cidades com mais de 100 mil habitantes, onde o transporte tem papel notável nas emissões de gases de efeito estufa.

Por isso, vale ressaltar que 2023 trouxe algumas boas notícias sobre esse tema, fortalecendo tendências positivas para este ano. Por aqui, o setor de transportes é responsável por 8% das emissões de gases de efeito estufa, sendo que 46% delas provêm de veículos leves, segundo o Sistema de Estimativa de Emissões de Gases.

Dessa forma, alcançar um Brasil carbono neutro passa necessariamente por incentivar um transporte coletivo mais ambientalmente correto, ao mesmo tempo em que também se torna mais limpa a mobilidade em automóveis individuais.

Transportes coletivo e individual

E uma das tendências para 2024 é justamente a eletrificação de ambos. A cidade de São Paulo, por exemplo, acrescentou 50 novos ônibus elétricos em setembro passado, o que significa 5.300 toneladas a menos de CO2 emitidos por ano. O município tem a meta de eletrificar 20% da sua frota até o final de 2024, um total de 2.400 veículos.

Fica mais fácil, então, imaginar um futuro no qual o sistema coletivo de transporte seja mais sustentável do ponto de vista ambiental. Existem até mesmo estimativas segundo as quais 40% do transporte coletivo brasileiro será atendido por ônibus elétricos até 2050.

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Nacionalização

Apesar das boas notícias sobre o transporte coletivo, a realidade é que milhões de pessoas ainda utilizam meios individuais para fazer seus deslocamentos urbanos. Por esse motivo, é importante destacar que a venda de veículos eletrificados está batendo mais uma vez o recorde anual.

Entre janeiro e outubro de 2023, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), houve um aumento de 73% no emplacamento e de 36% nas vendas desse tipo de veículo em relação ao mesmo período do ano passado.

No entanto, a principal notícia nesse tema é que o Brasil passará a produzir veículos eletrificados totalmente nacionais em 2024. A perspectiva desta nacionalização pode ajudar a desenvolver o know-how necessário para produzirmos cada vez mais e melhor por aqui.

E pode ser também um passo importantíssimo para termos automóveis elétricos ou híbridos mais baratos, condição fundamental para uma maior popularização dessa tecnologia. Ainda sobre o transporte individual, sabemos que sua adoção massificada é uma das principais fontes de congestionamentos urbanos.

A novidade, porém, é que 2023 registrou uma queda relevante no volume de engarrafamentos em grandes cidades. Locomover-se está ficando mais rápido, provavelmente, porque muitas pessoas estão deixando de se deslocar em alguns dias da semana.

Segundo dados da Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo, a melhora tem ocorrido principalmente às segundas e sextas-feiras, o que indica que o fenômeno provavelmente está associado à adoção do trabalho híbrido. Assim, a manutenção dessa tendência neste ano está diretamente relacionada a forma como as empresas vão lidar com a evolução dos modelos de trabalho.

Diversificação de fontes

Já a estrada para um transporte mais sustentável não passa apenas pela eletrificação. Os biocombustíveis também têm um papel. Em dezembro, durante a COP 28, em Dubai, o ministro das Minas e Energias, Alexandre Silveira, disse que o Brasil pretende investir até R$ 200 bilhões no setor de combustíveis sustentáveis.

Se o uso de eletricidade e de biocombustíveis já aumentava constantemente, segundo dados da Agência Internacional de Energia (IEA), esta medida pode acelerar sua adoção. Por outro lado, o uso de combustíveis derivados de petróleo está em queda acentuada desde 2014, e pode cair ainda mais rapidamente.

A tônica para 2024, por fim, parece ser prosseguir com as tendências do ano que se encerrou: movimentar o maior número possível de pessoas pelos espaços urbanos, mas de maneira cada vez mais sustentável e rápida. Ganha o planeta, ganhamos todos nós.

Fonte: Mobilidade Estadão

ABDI E ANFAVEA ASSINAM ACT PARA IMPULSIONAR CONECTIVIDADE 5G DE FÁBRICAS DO SETOR AUTOMOTIVO

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ABDI e Anfavea assinam ACT para impulsionar conectividade 5G de fábricas do setor automotivo
Crédito: Banco de imagem

Ações voltadas para o ecossistema automotivo incluem a qualificação da cadeia de manufatura de veículos automotores em redes de hiperconectividade e uso de IoT focado em segurança do trabalho

CHUVAS EM SÃO PAULO E SEUS EFEITOS NA MOBILIDADE URBANA

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Estiagem, seca e chuva forte levam 18 cidades à situação de emergência
Foto: Nillton Fukuda | Estadão

Ações para evitar inundações, desabamentos e outros transtornos desta temporada deveriam ter sido tomadas antes pelas autoridades

Com o início das precitações na região Sudeste do País, é acionado o alerta para ocorrências como inundações, desabamentos, quedas de árvores e de energia e outros transtornos. Na primeira semana de janeiro, as chuvas em São Paulo já mostraram que o ano não será diferente dos anteriores nesse quesito.

Dia 11, após quatro dias consecutivos de precipitações em São Paulo, a capital registrava 400 árvores caídas e estado de atenção para alagamentos acionado pelo Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE), com dezenas de pontos intransitáveis.

Além de milhares de pessoas sem energia elétrica, trânsito acima da média para o período, especialmente no final da tarde, entre diversos outros transtornos.

População vulnerável

Entretanto, a preocupação é ainda maior dos moradores de áreas de infraestrutura precária, que vivem perto de encostas de morros ou à beira de rios.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que, em 2018, eram 8,27 milhões de brasileiros vivendo em áreas de risco em 872 municípios. Assim, desse total, 26,1% não contavam com saneamento básico e 4,1% estavam sem destino adequado para o lixo.

A incidência desses acontecimentos impacta diretamente na mobilidade, ou na falta dela, uma vez que esses incidentes bloqueiam vias e limitam o ir e vir das pessoas, desencadeando uma série de outros prejuízos.

De acordo com Renato Cymbalista, arquiteto e urbanista graduado pela Universidade de São Paulo (USP), as perdas, após cada acontecimento causado pelas chuvas, são enormes e difíceis de serem contabilizadas.

“Ruas e estradas são interrompidas por enchentes e deslizamentos, sistemas e transporte coletivo param de funcionar e, após os desastres, é necessário reparar todos os danos. Mas o mais importante são os prejuízos em sofrimentos e vidas perdidas”, diz.

De maneira geral, as áreas de risco estão associadas à deficiência de infraestrutura urbana e saneamento básico, normalmente regiões de mananciais ou encostas ocupadas de forma incorreta e sem sistema de drenagem.

“Aa periferias são grandes afetadas, pois são áreas de grande densidade populacional e onde a atuação do Poder Público tem menor alcance”, explica Luciano Machado, engenheiro civil e diretor comercial da MMF Projetos, empresa de engenharia especializada em projetos de infraestrutura.

Repermeabilização do solo poderia ser uma solução

De acordo com o engenheiro, as medidas para evitar os que são chamados pelas autoridades de “desastres naturais” deveriam ter sido tomadas ao longo do ano.

“Agora, não há mais tempo hábil para se realizar as obras necessárias. O mais eficaz, em grande parte, seria investir de forma consistente em infraestrutura básica; porém, o tema enfrenta resistência pela complexidade e pelo alto custo de execução”, diz Machado.

Os custos das obras são os principais empecilhos, alegam as autoridades, mas, quando observamos o impacto das catástrofes, esse argumento não faz sentido, principalmente se pensarmos nas vidas perdidas.

Para o arquiteto e urbanista Renato Cymbalista, desastres naturais como deslizamentos ou mesmo enchentes são, em grande medida, evitáveis com o uso responsável do solo e com boas políticas de habitação para que as pessoas não precisem ocupar áreas de risco.

Nas regiões já densamente ocupadas, é possível remediar a situação, com a repermeabilização do solo e com o engajamento da população – por exemplo, na instalação de lugares de drenagem e jardins de chuva”, explica.

Leia também: 4 têndencias para mobilidade urbana em 2024 

Como a população pode contribuir

As mudanças estruturais, na opinião do engenheiro da MMF Projetos, devem partir do Poder Público, que, além de desenvolver as reformas e melhorias, também tem a responsabilidade de alertar as pessoas para mudanças preventivas de comportamento, tanto de topografia como de volume das precipitações.

Na falta de uma atuação efetiva pelos órgãos competentes, algumas ações, tomadas pela própria população, podem ajudar a diminuir os danos desencadeados pelas chuvas.

São elas: descartar o lixo de forma correta, nunca jogando os resíduos em encostas, córregos e bocas-de-lobo; manter limpos ralos, esgotos, galerias e valas; e, de maneira nenhuma, construir às margens de cursos d’água, sobre aterros ou próximo a brejos.

Foto: Werther Santana | Agência Estado

Moradores de áreas consideradas de risco também devem estar atentos a alguns sinais durante o período mais intenso das chuvas. Alguns dos mais comuns são árvores inclinando nos arredores, trincas nas paredes ou mesmo no chão.

De acordo com Machado, é preciso redobrar a atenção em caso de movimentações do terreno e observar se a água da chuva está barrenta ou se contém plantas e troncos, que são indícios de inundação. “É importante fortalecer muros e paredes poucos confiáveis e providenciar a poda ou o corte de árvores com risco de queda”, afirma o especialista.

Alagamentos mais comuns 

De acordo com Prefeitura de São Paulo, existem na cidade 287 rios, riachos e córregos que atravessam o município. O Projeto Rios e Ruas registra, além destes, em torno de 300 cursos d’água nas imediações.

Com a urbanização e a consequente pavimentação das ruas e avenidas, a absorção da água pelo solo fica cada vez mais difícil, e mais comuns os alagamentos.

“Inicialmente, o que deveria ter sido feito era a ocupação controlada das áreas de mananciais e adjacentes a rios e córregos na cidade. Considerando o nível de ocupação que já existe, o Poder Público deve intervir realocando as famílias que se encontram em locais mais críticos”, diz Machado.

De acordo com ele, o lixo descartado incorretamente agrava ainda mais o problema. “O descarte irregular dificulta o escoamento de córregos, cria pontos de estrangulamento do fluxo das águas, gera superfícies propícias a deslizamento de solo e detritos. Essa condição também está associada a áreas com deficiência de infraestrutura urbana”, completa.

5 passos que ajudam na prevenção de desastres

  1. Descarte o lixo corretamente, sempre em local elevado e protegido da água em caso de alagamento
  2. Nunca construa em áreas de risco, como encostas, às margens de cursos d’água, sobre aterros ou próximo a brejos.
  3. Fique atento a sinais dentro da residência, como trincas nas paredes ou mesmo no chão, que indicam que a estrutura pode estar comprometida
  4. Observe a cor da água: se estiver barrenta, é indício de inundação
  5. Providencie, junto à Prefeitura, a poda de árvores no entorno da residência que estão com risco de queda.