AS HABILIDADES E AS COMPETÊNCIAS DOS NOVOS TALENTOS DO 5G

As maiores expectativas de transformação estão no mercado corporativo e nos postos de trabalho

Finalmente estamos entrando na era do 5G. Até o final do ano, muitos brasileiros já serão impactados pela nova tecnologia de conexão de rede. Entretanto, ainda que os donos de smartphones sejam os primeiros a ter uma experiência diferenciada, as maiores expectativas de transformação estão no mercado corporativo e nos postos de trabalho. Mais vagas serão abertas e novas habilidades serão exigidas. O ecossistema 5G vai demandar profissionais híbridos, ou seja, além do conhecimento técnico, eles deverão ter também uma visão holística para o ambiente de negócios.  

Com o 5G, as empresas irão transformar os processos tradicionais em operações inteligentes, orientadas por dados. Esse movimento vai desencadear mudanças significativas na forma como trabalhamos. Em alguns setores da economia, funções tradicionais já estão se tornando obsoletas e novas habilidades já são exigidas, como no setor de tecnologia, que vem enfrentando dificuldades para encontrar mão de obra qualificada. Na condição de líder global em TIC, a Huawei, em parceria com a Softex, lançou no começo do ano o Whitepaper de Desenvolvimento de Talentos Pan-indústria 5G+. O documento analisa os desafios e apresenta diretrizes de competências operacional e organizacional para as principais funções e habilidades que serão necessárias para os profissionais da era 5G.



De acordo com o estudo, a transformação digital vai redefinir funções de estratégia, marketing, vendas, recursos humanos, P&D e comunicação. Isso irá exigir uma reconfiguração interna das organizações, criando um ecossistema multissetorial, pelo qual os trabalhadores devem saber transitar. Os profissionais precisam ser capazes de organizar, projetar e implementar novos tipos de soluções, considerando todas as variáveis e diferentes possibilidades.

No nível individual, os novos talentos do 5G deverão concentrar seu foco nas habilidades analíticas, criativas e práticas baseadas em inteligência. Esses profissionais deverão ter um perfil híbrido para assumir tarefas mais interpretativas e orientadas a serviços que envolvem resolução de problemas, interpretação de dados, atendimento ao cliente e empatia. Capacidade de comunicação, escuta, trabalho em equipe e colaboração com times multiculturais e multidisciplinares também serão cruciais para quem pretende atuar em um mercado cada vez mais digitalizado.

No White Paper apresentado pela Softex, todas essas características são divididas em três macro tipos de talentos híbridos, que unem soft e hard skills para diferentes funções: os facilitadores, os usuários avançados e os especialistas.

Os facilitadores são ligados a funções relacionadas a comunicação interna e externa, coordenação, promoção e organização. Para ter sucesso, precisam de habilidades técnicas e de negócios mais abrangentes, mas não necessariamente um conhecimento profundo em uma variedade de campos e ferramentas. Além disso, precisam apresentar excelentes habilidades comportamentais como, por exemplo, inteligência emocional e comunicação eficaz.

Diferente dos facilitadores, que são mais generalistas, os usuários avançados são aqueles que mergulham na dimensão técnica das soluções. Embora essa função exija um conhecimento profundo nos âmbitos técnico e de negócios, eles precisam se especializar nas áreas em que atuam. Os usuários avançados são aqueles que sabem operar e usar as tecnologias, mas também devem possuir certas habilidades comportamentais, principalmente naquelas relacionadas à análise de problemas, trabalho em equipe, comunicação e colaboração.

Já os especialistas da era 5G têm um escopo de trabalho comparativamente maior do que dos especialistas tradicionais, pois precisarão entender as tecnologias emergentes, ter domínio das soluções e desenvolver habilidades direcionadas a atividades mais complexas. Os especialistas são capazes de programar a inteligência artificial, gerar inovação e permitir que pessoas e máquinas cooperem de diversas maneiras. Em comparação com os usuários avançados, os especialistas têm um grau a mais de especialização técnica e habilidades tanto de consultores de negócios quanto de cientistas de dados.

Esses três principais tipos de talentos híbridos são os que têm mais potencial de sucesso na economia 4.0. No entanto, para criar e desenvolver o ecossistema do 5G no Brasil não basta apenas o esforço individual no desenvolvimento das novas habilidades. Será necessário também o estabelecimento de parcerias mais profundas entre universidades e empresas. As organizações terão que investir, de forma crescente e contínua, na capacitação de mão de obra, e reformular seus planos de negócios para incluir o desenvolvimento de talentos digitais como um dos pontos chave de sua estratégia, juntamente com o plano de crescimento e de metas.

Os atores dos setores público e privado que melhor souberem capacitar os recursos humanos já existentes no país serão os mais competitivos e terão mais chances de promover a transformação dos seus negócios no âmbito do ecossistema 5G.

*Este conteúdo foi produzido com informações do Whitepaper de Desenvolvimento de Talentos Pan-indústria 5G+ no Brasil, fruto de uma parceria entre a Huawei e a Softex. Clique aqui para acessar a íntegra do estudo

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities  

Atilio Rulli
Atilio Rulli
Diretor sênior de Relações Governamentais na Huawei do Brasil, com contribuição significativa na construção de parcerias que alavancam a transformação digital no país. O executivo já atuou como gestor de Rede e Data Center da Prodam – SP, passando por multinacionais como Cabletron, Enterasys e CISCO, onde foi responsável pela área de Diretorias Regionais de Vendas.
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