COMEÇA O PARQUE DA MOBILIDADE URBANA NO MEMORIAL DA AMÉRICA LATINA

No primeiro dia, Sandra Holanda, Secretária Nacional de Mobilidade e Sampo Hietanen, CEO da MaaS Global, abriram o evento que tem entrada gratuita e continua até sábado, 25 

O Parque da Mobilidade Urbana começou nesta quinta-feira, 23, com representantes de governo e sociedade civil para discutir e propor desafios para a mobilidade urbana no Brasil. A Secretária Nacional de Mobilidade e Desenvolvimento Regional e Urbano do Ministério do Desenvolvimento Regional, Sandra Holanda, começou dizendo que quando ela participa de um evento com o objetivo de ser sustentável, disruptivo e inclusivo, o Governo Federal sente-se contemplado. “Na Secretaria de Mobilidade Urbana buscamos conexões com outros setores do próprio governo, sociedade civil, academia e startups para entender a cada dia essas parcerias. A meta desse ano é entregar uma proposta de lei para o Marco Regulatório do Transporte Coletivo”, afirmou a Secretária.

Segundo Sandra Holanda, várias entidades estão recebendo o consenso para que seja formulada uma proposta robusta para o marco regulatório. A Secretaria também está em produção de um guia de boas práticas em mobilidade urbana que no próximo mês estará disponível para a sociedade, segundo os parâmetros do ASG. “Não vamos conseguir mais pensar em mobilidade urbana sem pensar no ambiental, na governança e no social. O momento que estamos vivendo é disruptivo e inclusivo, porque todos os principais stakeholders estão incluídos neste fórum”, disse. 



Gilmar Pereira Miranda, Secretário Executivo de Transporte e Mobilidade Urbana da Secretaria Municipal de Mobilidade e Trânsito, representando o prefeito Ricardo Nunes, disse que a cidade de São Paulo sempre buscou outras fontes de energia na cidade, pensando o serviço não apenas como um trajeto para a rede de transporte coletivo. “Retomamos a eletrificação na virada do século 20 para 21 e agora inovamos com as baterias. Hoje, a capital mantém 200 veículos trólebus funcionando na cidade, nossa preocupação é a constância da inovação dos nossos veículos e, também, a acessibilidade”, disse Miranda. 

O Keynote Speaker, Sampo Hietanen, CEO – MaaS Global, apresentou um ‘pacote’ do transporte público com um pagamento fixo. Sampo comentou que as pessoas do setor falam que é bem difícil e complicado, mas, ao contrário das outras inovações de setores menores, essa não vai acontecer sozinha. “Se olharmos o mapa de SP, há várias estradas atravessando tudo, mas temos que pensar em um futuro mais inclusivo de terminais conectados, a maior inovação vai acontecer com os órgãos reguladores, o Governo é a Fifa do Mundo e as cidades são os juízes, porque só vai acontecer algo em colaboração”, afirmou Hietanen. 

Sampo deixou ainda um desafio aos brasileiros e paulistanos: “Quantos aqui comprariam esse pacote de vários modais conectados em São Paulo? Todos precisamos sonhar com isso, mas sozinhos não temos chances”, disse. 

Paula Faria, idealizadora do Parque da Mobilidade Urbana, disse que a solução que existe no Brasil é entender que o carro tem que estar na coletividade, não mais como um bem individual. E questionou: “Como se faz para superar os desafios na Europa?” Sampo respondeu que foram pensadas muitas questões sobre isso e as pessoas acabam subestimando o Brasil. “A Regulação não precisa vir primeiro, a gente precisa de um ambiente competitivo. Temos que unir todo mundo do setor, mas só a pressão não resolve, a gente pode fazer uma parte pequena se todos quiserem fazer juntos, se conseguirmos trabalhar juntos, vamos mudar o mercado. Acho que tem uma boa chance aqui, até mais do que na Europa”, afirmou o fundador da MaaS Global. 

Quem também marcou presença na abertura foi Eleonora Pazos, Head of Latin America Office da União Internacional de Transporte Público. Pazos disse que a economia compartilhada requer uma gama que permita conexão do transporte público. “A mobilidade está no centro de uma revolução e deve se apropriar desse cenário e benefício. A economia compartilhada ainda está dentro de uma área nebulosa. Há uma demanda da sociedade, a flexibilidade da inovação integrada realmente fortalece o transporte público. É importante reforçar isso, pois o compartilhamento em nuvem tem trazido capital. Desde 2010, a UITP vem acompanhando os clusters de tecnologia. Nesse momento, R $20 bilhões estão sendo aplicados em veículos elétricos e R $200 bilhões são aplicados em cidades inteligentes. São empresas fora do setor que estão fazendo esse investimento”, disse. 

“O Brasil vai ser o carro-chefe da mobilidade elétrica urbana”, afirmou Francisco Scroffa, Country Manager Brasil da Enel X, patrocinadora que apresenta o Parque da Mobilidade Urbana. Scroffa acredita que o Brasil tem oportunidades que outros países precisam trabalhar para conseguir por alguns elementos. “A matriz renovável do Brasil, modelo da América Latina,  é uma grande penetração de energia renovável que está crescendo de um jeito exponencial todos os anos, e que é uma grande oportunidade para a eletrificação do transporte”, disse Francisco.

O Parque da Mobilidade Urbana continua no Memorial da América Latina até sábado, 25, com muita discussão e também atividades interativas para todos os públicos. Para acompanhar a transmissão online ou acessar mais conteúdos, basta acessar o canal do You Tube da Connected Smart Cities.

Patricia Esteves
Patricia Esteves
Assessora de Imprensa da Necta - Conexões com Propósito
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