EVENTO INTERNACIONAL DISCUTE OS DESAFIOS E AVANÇOS DA ENERGIA RENOVÁVEL NO BRASIL

INEL comanda painel no The Global New Economy Forum sobre o cenário atual e o futuro da energia limpa no país, em meio aos compromissos assumidos de descarbonização

O INEL (Instituto Nacional de Energia Limpa) comandou o painel sobre energias renováveis no primeiro dia do The Global New Economy Forum, evento internacional que acontece até o dia 24 de novembro e reúne representantes de empresas e de governos de mais de 30 países para ampliar o debate sobre as bases da economia no mundo pós-pandemia. O presidente do instituto, Heber Galarce, mediou o debate “Principais desafios e avanços na produção de energias limpas e renováveis, panorama dos investidores interessados neste tema, desafios e futuro da Indústria de Combustíveis”. Já o secretário de Pesquisa e Desenvolvimento do INEL, José Marangon representou o setor de energia solar como palestrante no evento internacional.

Galarce destacou que a realização do evento é um marco para setor de energia limpa por abordar temas urgentes, como os desafios para o incremento da energia renovável, como a necessidade de atração de mais investidores, a regulação normativa do setor no país e o compromisso assumido por diversas nações, entre elas o Brasil, de emissão zero de carbono até 2050.


Em sua palestra, o secretário de Pesquisa e Desenvolvimento do INEL, José Marangon abordou as ameaças climáticas para a geração de energia limpa. O professor destacou as recentes mudanças climáticas, como a queda nas precipitações no Brasil e a variabilidade nas fontes limpas, como eólica e solar.

“As ameaças climáticas já existem e o esforço deve estar voltado para minimizar seus efeitos. O Brasil é um dos maiores do mundo em relação ao uso de energias renováveis, com matriz elétrica entre 85 e 90% de energia limpa. Até por isso, sofre com as variáveis climáticas, como redução das chuvas e variações de vento e sol. Temos potencial para lidar com os efeitos climáticos e contribuir para acelerar o projeto de descarbonização no mundo todo”, disse.

Segundo Marangon, para o processo de transição energética é preciso que os estímulos ao setor e a regulação andem juntos, além da necessidade de novos incentivos à Geração Distribuída. “O setor privado pode contribuir e o Brasil tem condições de abraçar investimentos, pois tem grande potencial. É importante rever o planejamento e dinamizar as regras, pois sem elas, não conseguimos atrair os investimentos”, disse.

O deputado federal e presidente da Frente Parlamentar de Energia Limpa e Sustentável, Lafayette de Andrada apresentou os principais projetos em tramitação no Congresso Nacional sobre as regras do setor elétrico, entre eles, o PL 5829/2019 que cria o marco regulatório da Geração Distribuída. O texto já foi aprovado na Câmara e, segundo o parlamentar, pode ser votado nos próximos dias no Senado Federal.

De acordo com ele, o Parlamento tem buscado soluções para que o país tenha uma legislação favorável e que ofereça segurança jurídica, transparência e previsibilidade aos investidores. “O sistema elétrico brasileiro tem uma grande variedade de matrizes, em sua maioria limpa, o que exige do legislador nuances diferentes. Temos um vasto conjunto normativo que precisa ser organizado para que o país avance no futuro”, disse.

Para ele, é preciso dinamizar as regras do setor de energia limpa. “É preciso desburocratizar e deixar de trazer empecilhos ao empreendedor que deseja gerar energia. O Brasil deve ter um arcabouço normativo que incentive o empreendedor privado a gerar energia e colocar à disposição dos consumidores. Apenas assim, teremos os investimentos privados necessários para a geração de ainda mais energia limpa e para dar o salto de desenvolvimento que o país precisa”.

O painel contou também com a participação do Diretor do Departamento de informações e Estudos Energéticos do Ministério de Minas e Energia, André Osório, de Charles Tang. presidente da Câmara de Comércio da China, do presidente da Câmara de Comércio da Itália, Graziano Messana e de Ivan Dybov, presidente da Rosatom/Rússia.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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