SMART CITY: EM BUSCA DE DESCENTRALIZAÇÃO E ESCALABILIDADE

A consolidação de diretrizes e padrões para smart city é necessária para abordar tópicos como autoatendimento, acessibilidade, plataformas, interoperabilidade, segurança e privacidade

Os municípios metropolitanos brasileiros entendem a necessidade de implementar soluções inovadoras na gestão do fluxo de trabalho, padronização e desenvolvimento de consórcios para projetos digitais para fomentar iniciativas de governo eletrônico.

Apesar das iniciativas desenvolvidas nos níveis estadual e municipal, que têm se empenhado no desenvolvimento de seu conceito de cidade inteligente, o governo central – eventualmente por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), pode ser um ator-chave nas iniciativas de governo eletrônico. 



O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Telecomunicações (MCIT)  e o BNDES estão desenvolvendo um “Mapa Brasileiro de IoT”, que visa mapear as empresas que oferecem tecnologias, produtos e soluções de Internet das Coisas no Brasil. O BNDES está em parceria com o Ministério das Cidades na realização de um estudo para localizar e atualizar as habilidades locais para influenciar as prioridades e projetos que podem ter uma demanda diferente e específica de várias agências em nível local.

Estruturação de iniciativas

O BNDES poderia ter um papel preponderante no apoio aos governos estaduais e municipais para a estruturação de iniciativas de Programa de Parcerias para Investimento (PPI) de governo eletrônico em programas como iluminação pública, educação, segurança, saneamento e transporte; todos os principais componentes da cidade inteligente. Também possui uma linha de crédito financeiro para iniciativas de governo eletrônico, mas o sistema está atualmente em revisão devido às restrições financeiras do banco.

Entendendo a demanda 

O Brasil precisa promover a adoção de uma experiência digital de Autenticação de Usuário: Single Sign Up, como nos Estados Unidos. Estados e Municípios adotam diferentes princípios e estratégias aumentando a carga financeira para mitigar custos; no entanto, as diretrizes do MCIT podem não fornecer uma resposta às demandas do governo eletrônico local.

O objetivo geral indica que uma implementação de padronização de aquisição de software pode aumentar a interoperabilidade entre entidades governamentais. Os serviços de soluções urbanas exigem escalabilidade como um componente-chave para desenvolver a demanda econômica do setor privado.

As prefeituras têm um vasto banco de dados que poderia, em teoria, ser aberto aos desenvolvedores de aplicativos, mas como um valor econômico que também poderia ser monetizado. A integração digital é obrigatória como política pública de acesso universal aos serviços públicos, juntamente com externalidades como a inclusão social.

Existe um componente motivacional no nível das entidades locais que desejam aumentar os serviços digitais. O modelo de negócios inicial para o setor público carece de instrumentos jurídicos. O Brasil precisa desenvolver um modelo estratégico de implantação de serviços digitais. A implementação de ferramentas de supervisão é necessária como parte do processo final do serviço para garantir uma experiência de cidadania.

Tendência 

Parece que o Serviço Comercial poderia apoiar as autoridades locais para implementar uma cultura de aquisição digital e a necessidade de desenvolver um mapeamento de serviços públicos digitais e observar suas tendências em todo o Brasil. A Cidade Inteligente no Brasil é claramente um mecanismo para os participantes executarem a demanda dos cidadãos, que deve ser centrada na implementação de políticas de governo eletrônico.

Finalmente, o Brasil é um dos maiores usuários de WhatsApp, Facebook e outros aplicativos móveis do mundo, mas as redes de telecomunicações não estão acompanhando a demanda. A Internet e os próximos 5G gerarão uma explosão de dados. A questão agora é como sintetizar esses dados em informações úteis para tomar decisões melhores e mais rápidas para aplicativos de cidade inteligente.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities 

 

Smart City: looking for decentralization and scalability

Brazilian metropolitan municipalities understand the need to implement innovation solutions in workflow management, standards, and to develop a consortium for digital projects to further e-government initiatives.

Brazilian metropolitan municipalities understand the need to implement innovation solutions in workflow management, standards, and to develop a consortium for digital projects to further e-government initiatives.

Despite the initiatives developed at the State and Municipal levels that have been engaging in developing their smart city concept, the federal government – eventually through the National Development Bank (BNDES) – could be a key player for e-government initiatives. 

The Ministry of Science, Technology, Innovation and Telecommunication (MCIT) and BNDES are developing a “Brazilian IoT Map ” to map companies that offer IoT technologies, products, and solutions in Brazil. BNDES is partnering with the Ministry of Cities to conduct a study to localize and update local skills and influence priorities and projects that might have specific demands from multiple agencies at the municipal level.

Structuring initiatives

BNDES could have a preponderant role in supporting states and city government in structuring e-government PPI initiatives in programs such as public lighting, education, security, sanitation, and transportation; all main smart city components. BNDES has a financial credit line for e-government initiatives, but the system is currently under revision due to its financial restrictions.

Understanding the demand

We note a lack of information and clear definition about the data sharing policy that lead municipalities, and there is a need to create broader strategies to minimize redundancies. Brazil must foster the adoption of a digital User Authentication: Single Sign Up experience, such as in the United States. State and Municipalities adopt different principles and strategies increasing financial changelessness to mitigate costs; nevertheless, MCIT guidelines might not provide a response to local e-government demands.

The overall goal indicates that an implementation of software acquisition standardization could ramp interoperability among government entities. Urban solution services require scalability as a key component to develop economic demand from the private sector. The City Halls have a vast data bank that could in theory be open to app developers but it as an economic value that could be also monetized. Digital integration is mandatory as a public policy for universal access to public services along with externalities such as social inclusion.  

There is a motivational component at the local entities level that are willing to increase digital services. Start-up business model for the public sectors lacks legal instruments. Brazil needs to develop a strategic model for deployment of digital services. Implementation of supervision tools are required as part of the final service process to secure a citizenship experience. 

Trends

It seems that the U.S. Commercial Service in Brazil could support local officials in implementing a cultural digital procurement and developing digital public services mapping and trends across Brazil. Smart City in Brazil is clearly a mechanism to increase citizen’s voices and demands, a centric point for e-government policy implementation.

Finally, Brazil is one of the top users of WhatsApp, Facebook, and other mobile applications in the world, yet telecom networks are not keeping up with the demand. The internet & coming 5G will spawn a data explosion and the issue now is to find ways to synthesize data into useful information and allow better and faster decision processes for smart city applications. 

The views and opinions in this article are exclusively of the author, and does not reflect the opinion of Connected Smart Cities 

Genard Burity
Genard Burity
Especialista do serviço comercial da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, baseado no Consulado Americano, no Rio de Janeiro/RJ, onde desenvolve iniciativas junto a empresários do setor de segurança e proteção, funcionários de associações da indústria e do governo brasileiro. Possui formação em Administração de Empresas e pós-graduação em Gestão de Recursos Humanos, além de Certificação de Negócios Internacionais, em Relações Internacionais, pela Universidade de Georgetown, de Washington, nos Estados Unidos.
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