ESTUDO DE CIDADES DESTACA A MOBILIDADE DE SÃO PAULO, BRASÍLIA E VITÓRIA

O Ranking abrange os 673 municípios com mais de 50 mil habitantes e considera oito indicadores de mobilidade 

Desafio das cidades brasileiras, a mobilidade urbana precisa avançar e encurtar caminhos para a implementação de novos modais inspirados em modelos internacionais e, principalmente, considerando as necessidades de locomoção e comportamento das pessoas e o meio ambiente. E estudos como o Ranking Connected Smart Cities, mais importante levantamento do País sobre o ecossistema, ajudam na definição das cidades com maior potencial de desenvolvimento.

Um dos recortes do levantamento é o de Mobilidade e Acessibilidade. A edição 2020 aponta nas três primeiras colocações: São Paulo (SP), Brasília (DF) e Vitória (ES), respectivamente. Nas seis edições, a capital paulista manteve a liderança.



O diretor e sócio da Urban Systems e Connected Smart Cities, Willian Rigon, que também coordena o estudo, ressalta que o Ranking avalia o eixo de mobilidade pautado em acessibilidade, conectividade e modais de transporte, considerando oito indicadores e, no total possível de 6,75 pontos, as três cidades atingiram menos de 4,3 pontos.

“O levantamento avalia a proporção de automóveis por habitantes, atrelados a eficiência e poluição, multimodalidade, a quilometragem do transporte de massa: metrô e trem urbano e ciclovia, também associada à saúde e ao meio ambiente. As conexões entre cidades: rodoviárias e aeroviárias, que cumprem um papel de mobilidade e conexão econômica, e o percentual de veículos de baixa emissão”, comentou.

São Paulo

São Paulo possui a maior malha de metrô e trens do País e um projeto cicloviário com expansão, somando 680 quilômetros, inserido em áreas empresariais e que dá acesso às regiões periféricas. Com a maior conectividade interestadual, a capital conta com o aeroporto de Congonhas e fácil acesso aos aeroportos internacionais de Guarulhos e Campinas.

Vitória 

Além do ingresso de veículos de baixa emissão,  Vitória se destaca com 12,94 quilômetros de ciclovia por cem mil habitantes. São Paulo possui a relação de 2,82 km por cem mil habitantes.

Brasília

Em Brasília, os modais alternativos se sobressaem nos indicadores de conectividade e acessibilidade, com 13,82 quilômetros de ciclovia por cem mil habitantes e 2 linhas de metrô, que auxiliam no deslocamento entre as áreas distantes e o plano piloto.

Paula Faria, CEO da Necta e idealizadora do Connected Smart Cities & Mobility, reforça a urgência e importância de efetivamente o País priorizar a sustentabilidade no planejamento das cidades, considerando que a mobilidade precisa ser disruptiva e inclusiva, contemplando a micromobilidade e a conectividade, bem como entendendo que o centro de tudo é o cidadão.

“Verdadeiramente só teremos a tão sonhada revolução da mobilidade urbana a partir dessas transformações. E elas precisam acontecer com rapidez e efetividade. Por isso é tão importante o envolvimento e a participação de todos na construção dessas políticas, onde reforço: a sociedade, o setor público e privado, as entidades e a academia. Falando especificamente de São Paulo, onde o seu Plano Diretor Estratégico e os projetos urbanísticos serão debatidos ao longo dos próximos meses, a gestão terá a oportunidade de contemplar no projeto, que teve a última revisão em 2014, iniciativas alinhadas ao atual contexto, onde enfatizo a mobilidade urbana entre as prioridades”, disse. 

O tema está no contexto do Connected Smart Cities & Mobility 2021

Para acessar matéria sobre no Estadão, clique aqui 

Para acessar todos os indicadores do Ranking Connected Smart Cities, clique aqui 

ACOMPANHE MATÉRIAS SOBRE CIDADES E MOBILIDADE URBANA:

PLATAFORMAS REÚNEM ECOSSISTEMAS DE CIDADES, MOBILIDADE E TRANSPORTE AÉREO

PANDEMIA REFORÇA A NECESSIDADE DE AÇÕES PARA A MOBILIDADE ATIVA

AUMENTO DO COMÉRCIO ELETRÔNICO E DELIVERY EXIGE TRANSFORMAÇÃO NAS CIDADES

Eliane Bueno
Eliane Bueno
Assessora de Imprensa da Necta - Conexões com Propósito
Publicidade
spot_img
spot_img

Últimas Matérias