TRANSPORTE INTEGRADO

A importância de sistemas de transporte convencionais se integrarem à mobilidade compartilhada

A realidade de muitos brasileiros é de percorrer percursos muito longos entre a sua residência, escola, trabalho, universidade, centros de lazer, etc. Dentro deste contexto, é essencial que existam soluções voltadas para que o sistema de transportes convencionais possam favorecer a mobilidade compartilhada. 

No Connected Smart Cities & Mobility Digital Xperience, ocorreu um painel para abordar o tema, contando com a presença de Silvani Alves Pereira, que é Diretor/Presidente da Companhia do Metropolitano de São Paulo; de Luiz Motta, Head of Public Affairs da Quicko; Alexandre Flores, CEO da Bike Box; e Suzana Regina Moro, Doutoranda da Universidade Federal de Santa Catarina. 

A discussão foi pautada em como possibilitar a integração dos diversos modais de transporte, sempre enaltecendo o cidadão como foco deste processo. De acordo com Luiz Motta, o uso do carro em São Paulo deve cair em 28% nos próximos 10 anos (Kantar, 2020); 38% dos paulistas fazem viagens combinando mais de um modo de transporte (Pesquisa OD, 2017); e 31% dos ciclistas de São Paulo combinam a bicicleta com outro meio de transporte (Transporte Ativo, 2018). 

Pensando nisso, é preciso entender o conceito de mobilidade de maneira inteligente, intermodal e interconectada- não é apenas a aplicação da tecnologia, mas como planejar uma operação compartilhada de diferentes modos de transporte. 

Segundo Silvani Alves Pereira, a origem do problema da mobilidade está, em grande parte, em como o desenvolvimento urbano se deu nas grandes cidades. A cidade inteligente deve planejar uma mobilidade sustentável dentro do contexto de uma cidade já funcional, colocando o cidadão como centro desse planejamento. 

Dito isso, a pandemia trouxe muitas mudanças para a maneira como os indivíduos se deslocam pelo espaço urbano- se antes a população precisava sair para trabalhar/estudar, agora, com as medidas de isolamento social, uma grande parcela dessas pessoas deixou de utilizar o transporte e passou a fazer essas atividades em casa. 

Com isso, no Brasil as vendas de bicicletas aumentaram em 50% e a busca por um modelo de mobilidade individual aumentou graças a pandemia. Cada vez mais, a micromobilidade está ganhando espaço nas grandes cidades e se tornam essenciais no cotidiano dos cidadãos, sendo mais necessário a cada dia integrar esses novos modelos nos sistemas de transportes já existentes. 

O desafio da mobilidade urbana consiste justamente em encontrar soluções multimodais integradas para uma infraestrutura de transportes inteligentes e, como consequência, melhorar a qualidade dos deslocamentos urbanos. Pensando que, de acordo com o IBGE 2017, 97% dos brasileiros acessam a internet pelo smartphone, é impossível não integrar a tecnologia como principal meio de auxílio para que os sistemas de transportes convencionais possam se favorecer na mobilidade compartilhada.

Confira o painel e a discussão na íntegra aqui.

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Beatriz Faria
Especialista em Conteúdo da Necta - Conexões com Propósito
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