INOVAÇÃO EM CLUSTERS PRODUTIVOS

A nova geração de Parques Tecnológicos como ´hub´ para potencializar o ecossistema de inovação local

Um parque tecnológico é um ambiente onde coexistem diversas empresas de diferentes segmentos, mas que utilizam a tecnologia como principal ponto focal de seus negócios. Neste sentido, se diferem de distritos industriais por estarem voltadas para à inovação, além de estabelecerem estratégias de integração entre as empresas, universidades e governo para apoiar a competitividade e inovação nas cidades.  

O Connected Smart Cities Digital Xperience conta com um painel para discutir a Inovação em Clusters Produtivos, que irá abordar como os parques tecnológicos podem potencializar o ecossistema de inovação das cidades. O painel contará com a presença de Marcos Gomes Godinho, Diretor do Parque Tecnológico de Santo André; de Roberto Freitas, Presidente do Parque Tecnológico de Sorocaba; de Marcos Roberto Moura Dubeux, Fundador da Ikone; e de José Renato Gomes, Secretário de Desenvolvimento Econômico da  Prefeitura de Uberaba. 

O parque tecnológico surge a partir de uma demanda das próprias empresas e da necessidade de se ter um ambiente de inovação. De acordo com Roberto Freitas, “nos últimos anos, o estímulo ao empreendedorismo ganhou força em todas as partes do mundo como alternativa para a promoção do desenvolvimento. Uma cidade com ambiente favorável para que a população e seus empreendedores acessem ferramentas tecnológicas, que só as grandes nações tem oportunidade, tem grandes chances de ser uma cidade melhor para todos os que vivem nela”.

Criar ambientes de integração entre empresas, facilita o diálogo entre empresas, que podem criar projetos em conjunto e parcerias estratégicas, além de ser capaz de criar uma rede de indicações de clientes e harmonização da relação entre empresas: durante a pandemia do coronavírus, por exemplo, muitos Parques desenvolveram soluções para combater o covid-19, disponibilizando equipes e infraestrutura para a criação de coleta de dados, além do estabelecimento de parcerias com o governo. 

Para entrar nos modelos de hubs de inovação é preciso existir, segundo Marcos Godinho,  “a integração institucional do ecossistema de inovação local para oferta integrada de serviços, com organizações e empresas que já atuam para a elevação da competitividade nas empresas. Ou seja, todo ator econômico da cidade passa a ser um potencial usuário do Parque, e sua estrutura passa a ser composta institucionalmente pela rede de oferta tecnológica local instalada”. 

No contexto das cidades, para os governos, um Parque Tecnológico apresenta uma vantagem tanto social, quanto financeira. O poder público deve incluir o fomento a novos parques dentro de sua atuação estratégica de investimento nas cidades, promovendo o diálogo entre as empresas e instituições de pesquisa e universidades, entendendo a necessidade de tornar a tecnologia uma aliada no desenvolvimento de cidades inteligentes. 

Para mais informações sobre o evento, clique aqui. 

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Beatriz Faria
Especialista em Conteúdo da Necta - Conexões com Propósito
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