FERRAMENTAS GRATUITAS DA PLATAFORMA CORONACIDADES AJUDAM GESTORES PÚBLICOS NO CONTROLE DA COVID-19

Por meio do FarolCovid e SimulaCovid, o gestor público pode acompanhar em tempo real o estágio da Covid-19 no município, tendo acesso a dados de isolamento social e o melhor momento para implementar medidas de contenção do coronavírus

Tão ágil quanto a propagação do Coronavírus se faz necessária a implementação das políticas públicas destinadas ao combate da pandemia da Covid-19. Nesse cenário, o acesso realista aos dados sobre o estágio de contaminação nos municípios, sem dúvida, é uma das armas mais poderosas para os gestores públicos agirem com assertividade, refletindo no funcionamento de todos os setores das cidades.

Ferramentas como o FarolCovid e SimulaCovid, ambas desenvolvidas pela plataforma CoronaCidades, iniciativa da Impulso, do Instituto Arapyau e do Instituto de Estudos de Políticas de Saúde (IEPS), além do apoio de empresas como a In loco, vêm ajudando gratuitamente os gestores públicos na tomada de decisões, no contexto da contenção do avanço da pandemia da Covid-19. Desde  o lançamento da plataforma, em 22/03/2020, até 31 de maio, o CoronaCidades contabilizou 59.161 acessos, sendo que 174 foram realizados por gestores públicos, além de reuniões técnicas com 7 municípios.

Ações nesse sentido têm caráter fundamental no controle da pandemia.  São dados como os da nova estimativa da Universidade de Columbia apontando que se as medidas de distanciamento social, nos Estados Unidos, tivessem sido impostas com antecedência de apenas uma semana, em março, cerca de 36 mil pessoas a menos teriam morrido por causa do novo coronavírus. Ainda de acordo com o levantamento, se o distanciamento no país tivesse começado em 1º de março- antecedência de duas semanas, cerca de 83% das mortes teriam sido evitadas.

De acordo com os desenvolvedores do CoronaCidades, o principal objetivo das ações é criar capacidade analítica em governos, permitindo que o gestor decida o melhor caminho, conforme o estágio da pandemia, como: a hora de começar a reabrir ou aumentar ainda mais as medidas de restrição do contágio e ainda como está o isolamento social.

O co-fundador da Impulso, Joao Abreu, destaca que a tecnologia e o monitoramento estão muito alinhados à própria criação e o surgimento da Impulso e da CoronaCidades, que é o uso de dados para tomada de decisão e aprimoramento contínuo das políticas públicas.

“Nossa expectativa é que a plataforma seja uma fonte de disseminação de conhecimento e de ferramentas de gestão, baseadas nas dores e dificuldades que percebemos nas nossas conversas com os municípios, e também que ela atue de forma mais intensiva, por meio de atendimento técnico personalizado, ou seja, reuniões com os municípios para discutirmos seus desafios e juntos encontrarmos soluções para aquela realidade específica”, disse.

Abreu ressalta que faltam dados no Brasil, mas que também faltam dados no mundo inteiro e que esse não é o principal problema. “O que não pode acontecer é não conseguirmos usar e dar sentido sequer aos dados que já temos. Isso a tecnologia permite fazer. Ela permite o acesso às tabelas e números confusos e técnicos e apresentar os resultados de forma intuitiva e acessível ao gestor público, atualizados todos os dias. Ela permite que, em um mar de desinformação e conflitos entre diferentes esferas de governo, os gestores públicos brasileiros usem e escutem a fonte de dados mais confiável que temos neste momento: a ciência”.

E completa: “Se tem algo de positivo nesta pandemia é que nunca ficou tão clara a importância de dados e tecnologia para a gestão pública. Quem está sem dados e sem monitoramento inteligente não consegue sequer ter argumentos para fazer frente à pressão para reabertura do comércio, não tem como dimensionar o sistema hospitalar para os diferentes cenários de avanço da Covid-19 e também não tem como fazer bom uso dos escassos testes que possui. As cidades brasileiras pós-pandemia terão uma característica: todas elas saberão muito bem, por experiência própria, que a melhor política é aquela que tem lastro em informação de qualidade. E isso só é possível fazendo um uso inteligente das tecnologias já existentes”, completou Joao Abreu.

O acesso à ferramenta está disponível no site da Plataforma CoronaCidades.

DEBATE SOBRE O TEMA

O debate sobre as soluções de rastreamento e mapeamento georreferenciado para o monitoramento da Covid-19 vem sendo debatido amplamente na série online lançada pelo Connected Smart Cities, no dia 27 de maio, com um total de 3 blocos. 

O Bloco 2 da série O Papel da Tecnologia no Combate ao coronavírus acontece no dia 03 de junho, às 10h, e conta com a participação de representantes de empresa como: In Loco, Kido Dynamics, Geopixel, Spectra Systems e Pelco.

INSCRIÇÕES GRATUITAS AQUI

Fonte: Comunicação e Imprensa do Connected Smart Cities



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