A VOLTA À NORMALIDADE

Como diversas cidades do mundo estão ensaiando a volta a normalidade e quais medidas o Estado de São Paulo está tomando para garantir a segurança com a retomada do comércio

Uma pesquisa realizada pelo Imperial College, em Londres, aponta que as medidas de isolamento social adotadas por 11 países da Europa podem ter evitado mais de 120 mil mortes no continente europeu. O estudo calculou o número de vidas salvas até o dia 31 e, logo em seguida, diversos países da europa acompanharam uma diminuição gradativa no número de casos e começaram a tomar medidas de afrouxamento do isolamento social. 

Contudo, o presidente da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom, pediu na segunda-feira (20) cautela aos governantes, em especial os da Europa, reforçando que reduzir as medidas de quarentena não significam o fim do coronavírus. E, de fato, de acordo com especialistas da área da saúde, não é possível se livrar de medidas de prevenção até uma vacina ser aprovada. 

Seguindo na linha de ensaiar uma volta à normalidade, o Governo de São Paulo divulgou o planejamento de reabertura gradual dos setores produtivos que será implementado após o dia 10 de maio- a data que determina o fim da primeira etapa da quarentena. A flexibilização do isolamento social, que deve começar no dia 11 de maio, ficará a critério de cada município, sendo que a reabertura dos comércios, de acordo com João Doria, levará em consideração diversos fatores de disseminação da epidemia e devem estar alinhadas com o Comitê de Saúde do Centro de Contingência do Coronavírus. O governador ainda afirmou que a reabertura do comércio só conseguiu ser estruturada pelos esforços do governo em garantir condições de atendimento médico em massa e que nenhuma medida foi tomada de maneira irresponsável ou precipitada. 

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) também está propondo a volta à normalidade e indicou que o funcionamento de escolas, creches, restaurantes e comércio varejistas sejam os primeiros a retomarem as atividades. A entidade assinou o documento “Plano de retomada da atividade econômica após a quarentena” em que o retorno das atividades está previsto para ao longo dos próximos 45 dias. De acordo com o documento, as atividades devem seguir um grau de essencialidade e os estabelecimentos devem funcionar em horários alternados para diminuir a concentração do fluxo no transporte público. 

Especialistas apontam que é preciso se atentar para uma segunda onda de contágio, como já acompanhado em alguns países da Ásia que voltaram a tomar medidas de isolamento social. A volta a normalidade só será possível quando o coronavírus não apresentar mais risco de colapsar o sistema de saúde pública das cidades e isso só será possível garantir quando existir uma vacina para o vírus. Até lá, qualquer medida de retomada de atividades deve seguir protocolos de segurança e os governos devem estar atentos a possibilidade de voltar com a quarentena caso o número de casos aumente exponencialmente. 

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Beatriz Faria
Especialista em Conteúdo da Necta - Conexões com Propósito
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