A ATUAÇÃO DOS VEÍCULOS AÉREOS AUTÔNOMOS DURANTE O CORONAVÍRUS

Veículos aéreos com centrais de controle remotas já estão sendo implementados pelo governo chinês como forma de auxiliar o sistema de saúde pública. Entenda:

O QUE É?

Sem dúvida, a mobilidade urbana é um dos principais problemas enfrentados pelas metrópoles, com ênfase nos impactos provocados pelo trânsito. Pensando nessa realidade, a fabricante chinesa de drones EHang está produzindo um veículo voador autônomo que transportará pessoas por meio de uma central de controle remota, que possibilita o monitoramento dos ‘táxis voadores’ em tempo real e pode intervir caso exista alguma situação de emergência. 

A aeronave conta com 16 hélices e 16 motores, permitindo levar até 140 kg por até 31 km. A empresa testa os veículos há dois anos e tem como principal propósito integrar o sistema de transporte na China. Nesse sentido, assemelha-se muito mais com linhas de ônibus que de táxi: a startup criou um plano de mobilidade aérea urbana, de modo que os drones funcionariam com uma rota pré-estabelecida.

O VEÍCULO AÉREO AUTÔNOMO E O CORONAVÍRUS

O EHang 216, veículo aéreo que já está sendo utilizado pelas autoridades chinesas, está auxiliando o governo com o transporte de suplementos para pessoas infectadas pelo coronavírus (covid-19). Por ser um veículo pequeno e controlado de maneira autônoma, é evitado o contato humano e o transporte pode ser feito de forma rápida e eficiente. 

O governo de Hezhou, região nordeste da China, conseguiu utilizar o veículo para transportar abastecimentos para um hospital a 4km de distância. A aeronave, que está sendo utilizada principalmente para transportar suprimentos, está sendo estudada para transportar pacientes também. 

O drone, que é 100% elétrico, decola mais rápido e pousa mais rápido que um helicóptero. Por ter uma locomoção com pouco barulho, se torna interessante para o transporte em meios urbanos. Contudo, sua utilização está sendo avaliada também para propósitos de emergência, já que é possível utilizar o veículo em áreas que apresentam risco, como incêndios e desastres naturais.

O FUTURO É AGORA!

Um relatório da Morgan Stanley- divulgado em 2018, aponta que, a partir de 2040, o tráfego de drones tripulado pode se tornar comum em grandes centros urbanos. Antes desse futuro se tornar realidade, a utilização de novas tecnologias para o combate ao coronavírus estão se mostrando extremamente eficientes para reduzir o número de contágios. 

Desde drones que possibilitam o transporte de remédios, até pequenos drones que monitoram as ruas da Europa garantindo que a população permaneça em casa, os veículos aéreos autônomos tem se mostrado um aliado as autoridades durante o período de pandemia.  

Qual a sua opinião?

Você consegue imaginar uma realidade em que veículos aéreos autônomos transportarão pessoas pelas nas cidades? 

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Beatriz Faria
Especialista em Conteúdo da Necta - Conexões com Propósito
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