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Greve em SP: professores da rede estadual decidem “fechar escolas” e marcam ato no Masp

Categoria protesta contra política de bonificação do governo e exige reajuste linear. “É um momento decisivo”, alerta a deputada Professora Bebel

O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) anunciou uma greve dos professores da rede estadual de São Paulo na quinta (9) e sexta-feira (10), com assembleia marcada para o dia 10, às 16h, no vão livre do Masp.

A mobilização cobra melhores condições de trabalho e critica as atuais políticas educacionais do governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos). Segundo a deputada estadual Professora Bebel, a paralisação é resultado da falta de avanços nas pautas da categoria apresentadas ao governo.

“Estamos chamando os professores e as professoras a fecharem suas escolas nos dias 9 e 10 e participarem da assembleia. É um momento decisivo para a nossa categoria, que precisa se posicionar diante das medidas que impactam a educação pública e a carreira do magistério”, diz a parlamentar.

Greve e reivindicações dos professores

Duas das principais reivindicações da categoria são o reajuste salarial e a aplicação correta da jornada do piso nacional, com 26 aulas em classe e 14 fora dela.

A substituição de aumentos reais por bonificações também é alvo de críticas por parte da deputada. Ela destaca que “o governo anunciou R$ 900 milhões em bônus, mas esse recurso poderia ser incorporado aos salários, garantindo um reajuste linear para todos. O que precisamos é de valorização permanente, não de gratificações pontuais atreladas ao desempenho dos estudantes”.

Além da questão salarial, a pauta exige a retirada do PL 1316, o fim da “plataformização” do ensino e critica o sistema de avaliação conhecido como “farol”.

Os professores da rede estadual de São Paulo defendem ainda a equiparação salarial com outros profissionais de nível superior, conforme a meta 17 do Plano Nacional de Educação. “Nós lutamos há anos para que o piso seja o ponto de partida da carreira. Valorização de verdade significa cumprir a carreira e garantir salários compatíveis com a importância do nosso trabalho”, aponta Bebel.

A articulação do movimento tem ocorrido por meio da Caravana da Educação, que já instalou 30 comitês populares pelo estado para debater o tema com a comunidade escolar. O fim da mobilização contará com o ato unificado na Avenida Paulista, logo após a assembleia, onde os rumos da greve serão definidos coletivamente. “A presença de cada professor e professora será fundamental para que possamos decidir os próximos passos do movimento. É na assembleia que a categoria se expressa e define seus rumos”, diz a deputada.

Fonte: Revista Fórum

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