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A imortalidade começa em 2030

Cris Alessi
Cris Alessi
Consultora de Inovação e Transformação Digital; Palestrante. Conselheira. Investidora Anjo; Diretora de programas da Funpar - UFPR. Mãe do Victor e da Marina. Maratonista. Ex-Presidente da Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação e do Conselho Municipal de Inovação. Co-fundou e presidiu o Fórum InovaCidades ligado à Frente Nacional de Prefeitos. Atua no Conselho de Mulheres na Tecnologia.

As previsões de Ray Kurzweil para os próximos cinco anos e o risco de as cidades ficarem estruturalmente defasadas

A previsão no título acima não é minha, é de Ray Kurzweil, diretor de engenharia da Google e guru de Bill Gates. Como estamos iniciando a segunda metade desta década, é um momento oportuno para tentar imaginar o que nos espera nos próximos cinco anos.

Pelo histórico de Kurzweil, é bom prestar atenção no que fala. Entre outras coisas, ele antecipou a era do iPhone e a vitória de um computador sobre humanos num jogo de xadrez.

Em seu novo livro, A Singularidade está mais próxima, Kurzweil afirma que os humanos logo serão capazes de se fundir com a inteligência artificial, tornando-se ciborgues.

Uma das principais afirmações dele é que “uma capacidade chave na década de 2030 será conectar as faixas superiores de nossos neocórtices cerebrais à nuvem. Desta forma, em vez de a IA ser um concorrente, ela se tornará uma extensão de nós mesmos”.

Ou seja, Kurtzweil acredita que, em muito breve, a inteligência humana se multiplicará milhões de vezes com a possibilidade de humanos se conectarem às máquinas.

Outra previsão ousada é que as pessoas começarão a alcançar o que ele chama de “velocidade de escape” para a imortalidade até 2030, apoiadas por enormes avanços no tratamento de saúde.

Em até cinco anos, Kurzweil prevê que simuladores biológicos de IA farão ensaios clínicos em horas em vez de anos, possibilitando a descoberta de novos medicamentos e tratamentos de longevidade. Isso traria ao nosso mundo, a um prazo um pouco mais longo, os “nanorrobôs médicos”.

E com robôs capazes de construir prédios com impressoras 3D e o avanço da energia solar impulsionada pela IA, por exemplo, a nossa vida ficará mais fácil e bem mais barata.

E o que isso tem a ver com Cidades Inteligentes? Tudo. Se todas as previsões de Kurtzweil aconteceram, em meia década teremos ferramentas tecnológicas tão absurdas, e pessoas tão diferentes, que o modelo atual da maioria das cidades, ainda engatinhando na transformação digital, estará totalmente desconectado da realidade.

Independentemente das previsões do guru de Bill Gates, se as cidades não acelerarem de maneira exponencial a implantação da tecnologia, da IA e da computação quântica em seus programas e serviços, o atraso trará uma situação urbana caótica. As ferramentas já existem, os novos modelos de contratação de inovação também. O que as gestões municipais precisam é entender o que está acontecendo fora de seus gabinetes burocráticos.

Ray Kurzweil também prevê que os avanços na IA tornarão possível “ressuscitar” entes queridos que morreram, com simulações que replicam uma pessoa. O pai dele morreu quando Ray tinha 22 anos, por isso há algum tempo ele tenta trazê-lo de volta usando IA. Mas isso menciono apenas como curiosidade, prefiro não divagar a respeito de algo tão fantástico.

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Consultora de Inovação e Transformação Digital; Palestrante. Conselheira. Investidora Anjo; Diretora de programas da Funpar - UFPR. Mãe do Victor e da Marina. Maratonista. Ex-Presidente da Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação e do Conselho Municipal de Inovação. Co-fundou e presidiu o Fórum InovaCidades ligado à Frente Nacional de Prefeitos. Atua no Conselho de Mulheres na Tecnologia.