Os motoristas se tornaram alvos de golpes que utilizam indevidamente o nome do sistema.
Com a ampliação dos pórticos de Free Flow em rodovias paulistas, a preocupação com golpes também aumentou. Os motoristas se tornaram alvos de golpes que utilizam indevidamente o nome do sistema.
Desde 2024, 37 praças de pedágio eletrônico sem cancelas foram instalados em São Paulo, segundo o site da Artesp. O governo Tarcísio planeja ter 58 pórticos de free flow funcionando até 2030.
O Free Flow permite que o veículo passe pelo ponto de cobrança sem parar. A identificação é feita por meio de câmeras e sensores e não há envio automático de boletos por correio ou um site único para consulta de débitos.
Os golpes mais comuns envolvem a criação de páginas falsas na internet, que simulam serviços de consulta de pedágio e geram uma chave pix para o pagamento ao golpista. Em outra modalidade, boletos falsos são enviados para endereços físicos ou e-mails das vítimas, utilizando informações obtidas de forma irregular.
Em alguns casos, como o de Denner Rodrigues, a cobrança foi feita em uma rodovia em que ele nunca tinha passado antes. No entanto, ele conseguiu recorrer.
‘Aí, onde eu entrei no pedaço digital, tinha uma cobrança de quase 100 reais. Uma de 50 e pouco indo, outra de 40 e pouco voltando de uma rodovia no Pantanal, no Mato Grosso. Alguma coisa Pantanal. Aí eu escrevi questionando, falei, olha, eu nunca fui no Pantanal, tampouco o meu carro. Eu não conheço o Pantanal, nunca fui, nem de carro, nem prestei meu carro pra ninguém que foi. E aí, não, tem que ser pelo site, tem que ser pelo site, escrevi no site. Demorou quase um mês pra eles tirarem essa cobrança da minha conta. Eu tava devendo, entendeu? Aí, quase um mês depois eles tiraram’.
O sistema dos pórticos identifica o veículo pela TAG, com o débito automático, ou pela placa do veículo. Os pórticos são sinalizados com placas informativas antes do ponto de cobrança.
Em São Paulo, a consulta de débitos pode ser feita através do portal www.sigafacil.sp.gov.br.
O usuário deve pagar em até 30 dias pelo site ou canais da concessionária. Após esse prazo, pode ser considerada evasão de pedágio, com multa prevista no Código de Trânsito Brasileiro. Caso o pagamento não seja feito, o motorista é autuado em R$ 195,23 e cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação.





