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BICICLETA ALÉM DO ESPORTE E LAZER

Lilian Frazao
Lilian Frazao
Founder e CEO da Startup QUERO PEDALAR, Co-Organizadora do PEDAL VOLUNTÁRIO, uma ONG que atua há 10 anos com trabalho voluntário e ciclismo. Profissional com mais de 20 anos de experiência em Gestão de E-commerces. Graduada em Comunicação Social e Pós-graduada em Marketing, cicloviajante há mais de 20 anos.

Em 1817, muitos países da Europa passaram por extremas dificuldades, principalmente pelas condições ruins do inverno para se moverem com os cavalos. A falta de transporte para levar comida, foi responsável pela criação da BICICLETA, desenvolvida pelo alemão Karl Von Drais, feita de madeira e impulsionada pelos pés no chão.

Vinte e três anos depois, um ferreiro escocês Kirkpatrick MacMillan, colocou os primeiros pedais no modelo existente para facilitar o deslocamento. Por volta de 1860, a bicicleta foi equipada com engrenagem por corrente e em 1870 foi desenvolvida a primeira totalmente em metal.

E assim, as inovações cresceram dia a dia para chegar na evolução que temos hoje, com diversos tipos de bicicleta para diferentes trajetos e pedaladas.

E tudo isso para pensarmos no seu propósito de existência: ajudar na mobilidade.

Mas eis que surge, outra invenção maravilhosa, o CARRO. Em 1886, outro alemão, Karl Benz, patenteou a Benz-Patent Motorwagen, um carro monocilíndrico movido a gasolina. E assim, outra criação, muito mais poderosa, surgiu para melhorar a mobilidade. Em 1919, o primeiro carro do mundo, um Ford, começou a ser produzido em massa. E as cidades precisaram se adaptar para receber esse novo veículo de mobilidade.

A humanidade ganhou comodidade, conforto e possibilidade de se locomover no momento que desejasse para lugares muito mais distantes. O carro ganhou as ruas e deixou a bicicleta como opção de lazer.

Mas também fez surgir os problemas modernos, como: emissão de poluição, riscos de acidentes, devido à sua velocidade, custo de manutenção e compra do veículo e tendência ao sedentarismo.

E  eis que, duzentos anos depois, voltamos a falar da mobilidade por bicicleta como ferramenta fundamental para a saúde das cidades. 

Mais do que nunca, é preciso pensar em sustentabilidade, em diminuir as emissões de carbono e o congestionamento do tráfego.

A bicicleta vai além do meio de transporte, ela promove o bem-estar físico, mental e social dos indivíduos e consequentemente, o bem-estar das cidades. 

Mudar o mindset das pessoas em relação a sua mobilidade e da cidade em que vive não é uma tarefa fácil, o desafio é gigante. 

O caminho é educar e conscientizar a todos de forma orgânica. Promover programas de educação e mostrar os benefícios de se adotar opções mais sustentáveis de transporte deveria ser a pauta para cidades inteligentes e humanas.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities 

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