PAULA FARIA, IDEALIZADORA DO PARQUE DA MOBILIDADE URBANA, PARTICIPA DE JORNAL DA BAND

Edição da última sexta-feira, 25, trouxe a mobilidade para a pauta. Trânsito volta a ser caótico em São Paulo, pós-pandemia

Devido a alta do combustível, o jornal abordou o aumento da tarifa dos táxis na capital, que fica mais cara a partir de 2 de abril. O valor inicial da corrida aumenta de R$4,50 para R$5,50 e o quilômetro rodado vai para R$4,00, uma alta de 45%. E o trânsito, caótico, das grandes cidades voltou com força total, passado o período de restrições da pandemia. 

Depois de 2 anos com circulação reduzida, devido ao novo coronavírus, São Paulo voltou a ficar parada no trânsito diário. Paula Faria, especialista em mobilidade urbana, CEO da Necta e idealizadora do Connected Smart Cities e do Parque da Mobilidade Urbana (PMU), afirmou que os paulistanos perdem muito com as ruas e avenidas tão congestionadas. “Ela perde a vida familiar, ela perde o tempo que ela poderia estar estudando, praticando esportes, estando com a família, ela perde qualidade de vida”, disse.

A reportagem mostra que nem o problema, nem as tentativas de resolvê-los, são novas. Aplicativos de trânsito por GPS, por exemplo, ajudam os motoristas a contornar os obstáculos, mas não resolvem a questão. Por este motivo, outras mudanças, que envolvem questões de mobilidade urbana, estão, cada vez mais, nas pautas de discussão. Uma delas é o rodízio de veículos, desde 1997, mas que não consegue desafogar mais o trânsito paulista. 



Desafogar o trânsito, é possível?

Agilizar a vida de quem precisa de transporte público é outra das medidas imprescindíveis para diminuir o fluxo de veículos nas ruas. A expansão das linhas do Metrô é uma alternativa considerável que ajuda, mas que ainda não é suficiente. Corredores de ônibus também são opções que facilitam para os trabalhadores, sobretudo nos horários de pico, mas os usuários afirmam que nem todos os bairros da capital paulista possuem a faixa exclusiva ao transporte público, embora existam mais de 130 corredores na cidade, segundo a reportagem.

Pedro Somma, também especialista em mobilidade, CEO da Quicko e colunista do Portal Connected Smart Cities, disse que a mobilidade varia muito de acordo com a região e extrato social. “A primeira necessidade, muito importante, nesse contexto é a gente entender que vai ser diferente a forma como as pessoas se deslocam”, afirmou. 

Os aplicativos como Uber e 99 são alternativas que chegaram para ficar e que, embora haja muitas reclamações de preços e cancelamentos, acabaram ajudando a diminuir a quantidade de carros em circulação, uma vez que é possível compartilhar a viagem.  Faixas exclusivas para motociclistas também foram adotadas, em grandes vias, para oferecer mais uma opção alternativa de deslocamento. E, dentro deste universo pela busca de qualidade de vida e meios de locomoção, estão as bicicletas. São 700 kms de ciclovias na capital de São Paulo, embora, de acordo com usuários entrevistados, falte locais apropriados nas regiões mais periféricas da cidade. 

Paula comenta que a Mobilidade Urbana é um problema difícil de se resolver. “Acho que a gente está no caminho certo, precisa de mais investimento, mais envolvimento e mais participação das pessoas na construção da solução”, conclui. 

PMU

E para discutir mobilidade, vem aí, de 23 a 25 de junho, o Parque da Mobilidade Urbana no Memorial da América Latina. O evento, realizado pelo Connected Smart Cities em parceria com o Mobilidade Estadão, vai promover a conexão da mobilidade urbana disruptiva, sustentável e inclusiva por meio da discussão, da troca de informações e da difusão de ideias entre o ecossistema de mobilidade no Brasil e no mundo. Mais informações sobre o evento são encontradas no site.

Confira a edição completa do Jornal da Band no link. Clique Aqui e acesse outras matérias sobre Mobilidade.

Patricia Esteves
Assessora de Imprensa da Necta - Conexões com Propósito
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