O SEGREDO PARA UMA BOA GESTÃO É A COLABORAÇÃO

As cidades são formadas por todos e o Governo também deve ser. Conheça três casos de sucesso de uma gestão pública colaborativa.

Muitos gestores públicos apostam e acreditam em diferentes fórmulas para o sucesso de seu mandato: espírito de liderança, adoção de novas tecnologias, equipe especializada e experiência na área. Mas o que muita gente ignora é que a colaboração é a chave de tudo.

Uma cidade é formada por pessoas, todas elas contribuem para a construção do espaço, assim como também são afetadas pelo que acontece ao ambiente em que vivem, estudam e trabalham. Por mais que o gestor conte com tecnologia de ponta e com uma equipe altamente qualificada, ele não é capaz de estar em todos os lugares, a todo tempo. Mas tem um colaborador especial que pode e está onde os olhos do gestor não são capazes de alcançar a todo momento: o povo.

E vou além, as pessoas não só podem colaborar, como querem e devem. Os políticos são eleitos pelos cidadãos para governarem e representarem seus interesses, mas isso não significa que eles têm que fazer isso sozinhos, muito pelo contrário. A cada dia, as pessoas querem conhecer mais e participar mais da gestão pública e da construção de suas cidades. Elas também sabem reconhecer de longe o que são governos participativos e o que não são. A seguir, te conto sobre três casos de cidades colaborativas que tive o privilégio de acompanhar junto ao Colab esse ano.



Niterói: A cidade mais participativa de 2021

O ano de 2021 com certeza ficará marcado na história de Niterói como o que a população mais participou das tomadas de decisões na gestão pública. Isso porque, só neste ano, foram realizadas 18 consultas públicas que abordaram desde temas complexos, como o Plano Plurianual (PPA), até decisões mais simples, como a mudança do nome da Rua Coronel Moreira César para Rua Ator Paulo Gustavo.

Até o dia 30 de novembro, a Prefeitura de Niterói havia recebido mais de 62 mil respostas para auxiliar nas tomadas de decisões.

O Plano Plurianual de Palmas

A capital do Tocantins também realizou um feito inédito neste ano: através de consulta pública realizada pelo aplicativo do Colab, a cidade construiu seu PPA participativo contando com a opinião de mais de 1% da população (3.359 pessoas), o que equivale a uma participação popular 400% maior se comparado ao último processo realizado em 2017 (676 pessoas), ocasião na qual a participação popular se deu por audiências públicas.

Além do formato digital ter facilitado a participação de mais pessoas no processo, a Secretaria de Comunicação também realizou um trabalho brilhante veiculando propagandas sobre a consulta nas TVs e redes sociais da cidade, tudo isso de um jeito fácil e didático e utilizando uma ferramenta primordial para se relacionar com os cidadãos: linguagem simples!

A Consulta Popular do Rio Grande do Sul

Realizada desde 1998, a Consulta Popular do Rio Grande do Sul está sendo feita este ano integralmente através do app do Colab. Na primeira fase do processo, os gaúchos puderam apresentar seus projetos e sugestões por meio de publicações no aplicativo. Atualmente, eles estão votando e escolhendo entre as melhores propostas para que sejam implementadas pelo Governo Estadual em todo o território. 

O orçamento destinado para execução dos projetos eleitos é de R$30 milhões e será dividido entre os 28 Conselhos Regionais de Desenvolvimento (COREDES) do estado. As pessoas podem votar e decidir o destino de sua região até o dia 15 de dezembro.

Independentemente do estado, cidade ou região do país, uma coisa é certa: gestores que adotam uma gestão pública colaborativa encontraram o segredo do sucesso para seus legados.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities  

Gustavo Maia
Gustavo Maia
Fundador e CEO do Colab, comunicador social, especialista em Criação de Soluções Colaborativas para Governo pela Universidade de Harvard, pós-graduado no Master em Liderança e Gestão Pública do CLP, com especialização em Implementações de Políticas Públicas na Universidade de Oxford.
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